Notas iniciais
Adorei ver um comentário no capitulo anterior, até voltei para postar mais, então continuem comentando chuchus!

Não era nenhum relacionamento dos sonhos, muito menos uma paixão calorosa e ardente, o perigo de ser descobertos não tornava tudo mais excitante. Sempre imaginei ao ler um livro que se um dia acontecesse comigo, seria tão magico quantos nos livros, bom, não é, e embora dependa de muita magia para que possamos nos encontrar, não é nenhum conto de fadas. Faziam três meses que Draco e eu nos encontrávamos as escondidas pelo castelo e tornava-se cada vez mais difícil.

Dolores estava sempre a espreita e frequentemente chegava nos momentos errados. Para minha sorte, ser uma animago ajudava muito, tornar-me em um animal tão pequeno quanto um beija-flor mais ainda, Draco porém tinha que enfrentar Dolores com frequência. A noite Draco se espreitava para meu quarto, depois que todos já haviam ido dormir, para rapidamente me dar um beijo e algum presente enquanto Freya fazia cara feia em sua cama.

Nos finais de semana, íamos juntos pela passagem secreta até a casa dos gritos, ou melhor dizendo, a casa dos Blacklight, onde podíamos conversar sozinhos e nos conhecer melhor. Draco tentava fazer planos embora evitasse assuntos como Voldemort, assunto esse um pouco especial para nossos planos. Certo dia em meio a conversas e aconchegos acabamos brigando.

— Draco, você o conheceu? — perguntei calmamente.

— Quem? — ele retornou a pergunta distraído.

— Você sabe quem... V-voldemort. — sussurro como se ele pudesse nos ouvir se eu falasse mais alto.

— Porque quer saber sobre isso? — fala enquanto eu insisto na pergunta — Não deveríamos falar sobre isso e você não deveria usar o nome dele. Já disse que vou protege-la, não temos que pensar nisso, ainda não.

— Eu só queria saber...

— Pra quê? Para saber se sou um dele como meu pai? Se ele me deu alguma tarefa? — pergunta irritado.

— Só para saber como é, se você sabe onde ele está.

— Claro que sei, claro que meu pai me conta, mas que segurança tem você saber?

— Pare de gritar comigo. — digo levantando e me afastando dele — Eu só estava perguntando, tenho o direito de saber essas coisas, afinal sou sua namorada e os boatos que se escutam por ai é que o lord das trevas está dormindo no quarto ao lado do seu.

— Mas ele não está. — ele se defende — Não ainda imagino, embora sei que haja a possibilidade, ele pede muito da nossa família.

— Viu. Custava muito me dizer só isso?

— Eu sei que não, só... não quero falar sobre ele.

— Tudo bem. — respondi irritada sentando ao sofá.

— Desculpa... — ele fala caminhando e sentando ao meu lado — Me desculpa, sim, você tem o direito de saber, só não acho que seja seguro, ainda não. Tem que aprender a proteger a mente antes...

Aquela foi a primeira discussão que tivemos desde que havíamos decidido namorar, com certeza não seria a ultima, eu sabia disso, a próxima veio quando me uni a armada de Dumbledore, ao saber que eu estava treinando com Potter e vários grifinorianos, lufanos e corvinos Draco teve uma crise de ciumes, dizendo que eu ficaria marcada, se alguém descobrisse eu sofreria as consequências e o lorde das trevas poderia descobrir que eu era uma traidora do sangue.

Ignorei-o completamente por dois dias até que ele viesse pedir desculpas e me informasse que o pai o havia obrigado a entrar para a brigada inquisidora, criada por Dolores para nos encontrar e dedurar aquele que não seguiam suas regras. No fim das contas, Draco atrapalhava sutilmente os demais alunos da Brigada, impedindo que nos encontrassem.

Estávamos no salão comunal após a ultima aula da Armada antes do natal, Freya descansava a cabeça em minhas pernas enquanto comia preguiçosamente uma tirinha de fita açucarada, sentamos próximas a lareira no chão já que o salão comunal da sonserina estava bem vazio. Alguns minutos depois um burburinho surgiu na porta de entrada e vi Draco entrando com seu grupinho. Ele sentou-se na poltrona onde conseguia me olhar, Pansy estava pronta para sentar-se em seu colo mas ele a afastou se esparramando pela poltrona, Freya enxergando tudo de cabeça para baixo riu silenciosamente.

— Pare com isso. — alerteia.

— Pare você. — ela retrucou — Não sei como consegue ser tão calma, eu já teria azarado ela.

— Não me importo com ele, me importo com ele.

— Eu me importaria com os dois — sussurrou ela de volta — Homens são burros e fracos, podem ser facilmente manipulados por uma mulher do tipo dela.

— Chega Freya, não me faça pensar nesse tipo de coisa — pedi calmamente — Confio nele.

Ela ergue uma sobrancelha sabendo que é mentira, tento confiar, mas Draco e eu ainda estamos em corda bamba.

— Senhorita Blacklight, Senhorita Lockhart. — escutamos a voz do professor Snape nos chamando — As senhoritas precisam se arrumar para ir embora, recebemos uma carta de que seu tutor está vindo lhe buscar ainda está noite.

— Ah, detesto quando papai faz isso.

— Obrigada professor.

— Disponha. — ele responde e vira-se indo embora.

— Porque ele viria hoje e sem nos avisar?

— Talvez mamãe o tenha feito adiantar a viagem. Ela adora a França. — Freya resmunga levantando-se.

Posso sentir Draco me encarando, passaremos um mês sem nos ver a partir de hoje.

— Estou tão exausta, como acha que viajaremos?

— Não se preocupe com isso, provavelmente de alguma forma rápida. Vem vamos fazer as malas.

Em nosso quarto arrumamos tudo o mais depressa possível. Gipsy olhava ansioso para sair do subsolo e voar livre por ai. Coloquei um dos vestidos verdes que Draco me deu no ultimo mês, mais discreto e sem tanto luxo, porém ainda gracioso, junto a uma bota de cano longo preta e um sobretudo preto também. Quando atravessávamos o salão comunal Marj apareceu.

— Lady Ayla... — ela falou exaltada — Está linda.

— Obrigada Marj, você também está muito bem com essa Jardineira.

— E eu não ganho elogios? — Reclamou Freya.

— Quando se vestir como uma princesa como lady Ayla ganhará. — brincou a elfa — Me acompanhem, seu pai nos aguarda.

— Princesa, do lixo só se for. — Resmungou Pansy do sofá rindo com Blásio.

— Olhei de relance para eles e pude ver que nem todos concordavam, Crabbe e Goyle estavam meio boquiabertos enquanto Draco sorria em minha direção sem perceber.

Saimos do salão comunal da sonserina em direção ao patio de entrada. Marj ficou para trás para transportar nossas malas. No patio o pai de Freya nos esperava com Severo. Meia duzia de palavras foram trocadas, boas festas desejadas uns aos outros então partimos. Algumas horas depois estávamos no quarto de Freya, Marj que vinha nos trazer um chá entregou junto uma carta de Draco para mim.

— Foi por isso que demorei, ele pediu que eu esperasse para ele escrever isso. — Explicou ela.

— Muito obrigada Marj.

Na carta, Draco lamentava não termos tempo para nosso ultimo encontro e implorava que nos encontrássemos na véspera de ano novo no beco diagonal. Eu sabia que não podia responde-lo, ele só saberia se eu aparecesse na data e horário que pediu, era arriscado demais com o lorde das trevas enviar a ele uma carta. Seria uma longa semana.