Luz Na Escuridão
28 Quinta-feira
Notas iniciais
Depois de mais um orgasmo intenso, Henry deixa seu corpo pesado cair sobre o meu. Sua pele está quente e suada, tenho vontade de lambê-lo inteiro, mesmo estando exausta, mesmo estando com o corpo mole e trêmulo. Sua respiração está em meu pescoço e seu peito não para de subir e descer. Olho-o procurando alguma explicação para seu ataque de fúria , misturado com fogo e desejo. Seus olhos se abrem para me encarar, seu rosto está tenso ainda. Henry rola para o lado e solta todo o ar que há em dentro de si.
– Está tudo bem? — Pergunto e viro para seu lado, colocando minha mão sobre seu peito.
– Sim. Porque?
– Nada... só curiosidade. — A vontade de gritar com ele e lhe dizer para admitir que me ama, cresce dentro de mim, mas não quero forçar a barra. Mas não sei até quando irei aguentar também. Sei que tudo é complicado entre nós, já que a pessoa que eu quero que vingar porque me fez tanto mal é seu primo. Mas logo colocarei um ponto final nisso, e então veremos se nossa relação — se é que existe realmente alguma — vai dar certo.
– Cansada? — Ele vira para o meu lado e sorri torto.
– Você está? — Respondo com outra pergunta, provocando-o.
– Nem um pouco... quero o segundo round agora. — Olho-o espantada.
– Mas o segundo round não foi agora na cama? — Ele ri alto. Meu Deus... que sorriso, que dentes perfeitos. A luz das velas realçam sua pele morena, a cor do pecado. Ele agarra minha cintura e faz com que eu sente em cima dele.
– Não meu anjo... aqui na cama, foi a continuação do que aconteceu ali na parede. Agora sim, vamos para o segundo round. — Sua boca é ainda mais perfeita quando diz sacanagens.
– E o que faremos? — Pergunto.
– Você vai galopar em mim! — Minha respiração fica pesada. Sinto os bicos dos meus seios arderem. Henry passa suas mãos em minha cintura e depois em minhas pernas, fazendo-me arrepiar. Suspirar. — Quero que você perca as contas de tantos orgasmos que vai ter bebê... — E com essa promessa viramos a noite. Depois de galopar nele, fomos para o chão do quarto, para o banheiro e até para o sofá da sala. Ficamos exautos e dormimos após tomarmos uma dose de uísque que Henry trouxe para a sua surpresa.
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Quinta-feira não podia ter começado melhor. Sentir o corpo quente de Henry me abraçando é tudo. Acordo uns minutos antes do despertador tocar. Com cuidado, saio dos braços de Henry e corro para o banheiro me arrumar. Quando saio, vejo aquele deus grego sentado na cama apenas de cueca olhando em minha direção. Caminho lentamente até ele e sento em seu colo, toda dengosa.
– Bom dia deus grego! — Sorrio em seus lábios enquanto o beijo.
– Deus grego? — Ele ri. — Bom dia anjo. — Morde meu ombro.
– Pode ficar a vontade, vou fazer um café para nós antes de ir trabalhar.
– Precisa que eu compre algo? — Ele pergunta enquanto ficamos de pé.
– Não. Tenho algumas coisas aqui, não se preocupe! — Reviro os olhos e saio dando pulinhos com o tapa que Henry dá em minha bunda.
Depois de uns dez minutos ele aparece na cozinha e sorri. Que homem lindo. Ele caminha até mim e beija minha testa. Logo em seguida puxa uma cadeira e eu termino de arrumar a mesa. Quando vou sentar ao seu lado, ele me agarra e faz eu sentar em seu colo.
– Vamos tomar café assim, com você sentada em meu colo. — Ele diz enquanto se diverte com a cara que eu faço.
– Você é louco! Não tem o que fazer mesmo... — Reviro os olhos. — O azar é seu! Vai ficar todo dolorido comigo sentada em você. — Dou de ombros e sirvo duas xícaras de café para nós.
– Não quero você no meu colo somente quando transamos anjo. Tomar café com você assim, é mais apetitoso que qualquer outra coisa. — Viro para encará-lo e vejo chamas se formarem em seus olhos.
– Nem começa! Tenho uma empresa para cuidar porque seu primo resolveu sumir.
– E você se importa com isso? — Ele me aperta mais para si.
– Com o seu primo não. Mas dele sumir e jogar essa responsabilidade para mim em cima da hora sim! — Bufo. — Ele sumiu e nem disse para onde foi ou o que foi fazer. Fico igual uma idiota tentando arrumar uma desculpa para quem liga atrás dele. Como sempre, um grande irresponsável.
– Bebê, Robert pode ser tudo, mas se tratando de trabalho ele é bom.
– Está defendendo? — Pergunto enquanto lanço meu olhar mais furioso que posso.
– De jeito nenhum! — Ele balança a cabeça. — Ele não te falou onde está?
– Não e nem quero saber mais! Vamos tomar nosso café agora? — Digo enquanto tento sair de seu colo.
– Fica aqui bebê. — Ele me aperta e assim tomamos café. Logo esquecemos a nossa conversa desagradável e nos provocamos, lembrando de nossa noite incrível.
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Henry insistiu em me dar uma carona, mas é claro que não aceitei. Não posso vacilar agora que estou tão perto de conseguir o que tanto quero. Mal coloco os pés para dentro da empresa e recebo uma ligação de Robert.
– Bom dia Carol, tudo bem? — Sua voz é doce e me faz sentir náuseas.
– Bom dia! Tudo sim e você?
– Agora melhor. — Reviro os olhos com seu comentário idiota e entro em minha sala. — Acho que chegarei amanhã a tarde de viagem, então pensei em antecipar o nosso encontro e... — Interrompo sentando-me em minha cadeira.
– Amanhã é sexta Robert. Esqueceu que vou sair com a Bia? — Lembro-o.
– Hum... é mesmo. Vocês vão jantar onde?
– Eu ainda não sei. Mas acho qie isso não é de sua conta né! — Não consigo segurar a minha lingua.
– Está bravinha Carol? — Ele parece ter se divertido com minha patada e não levado a sério.
– Não. Só estou cheia de trabalho para fazer, esqueceu? Precisa de alguma coisa daqui? — Pergunto rispidamente.
– A única coisa que preciso vou ter que esperar até sábado para talvez ter... — Ele deixa as palavras no ar. Como assim? O que esse babaca pensa que vai acontecer sábado? Respiro profundamente para não perder o controle.
– Então até sábado Robert. Tchau!
E assim desligamos. Estou cheia de trabalho e preciso que o dia seja bem produtivo. Hoje Henry e eu não nos encontraremos. Ele terá que fazer uma viagem rápida a uma cidade vizinha para a inauguração de uma nova academia amanhã. Ele queria que eu fosse, mas entendeu que não posso abandonar tudo aqui e simplesmente ir. Apesar que é bem isso o que quero.
O dia passa rapidamente e foi bem produtivo como desejei que fosse. Troquei alguns e-mails com Robert e nada mais. Ele não me ligou quinhentas vezes e eu agradeci a Deus aliviada. Tranco a empresa e Bia me espera do lado de fora em seu carro luxuoso. Sorrio ao vê-la e corro feliz para entrar em seu carro e sair dali.
– Pensei que iríamos sair amanhã. — Digo enquanto beijo seu rosto.
– E vamos fofinha. Vim para fazermos algum programa de menininha. — Ela diz enquanto pisca para mim.
– Menininha?
– Sim. Tipo noite do pijama, filme e pipoca. O que acha?
– Acho maravilhoso! — Dou risada. — Maravilhoso e rídiculo. — Bia bate em meu ombro e faz beicinho.
– Faz tempo que não fazemos isso Carol. Você tem algo melhor para fazer?
– Não... hoje estou livre para você amiga! — Digo.
– Hum... e como vão as coisas? — Ela pergunta e sei onde quer chegar.
– Estou ótima! Henry e eu estamos nos acertando. E logo colocarei um ponto final na minha história com o Robert e quem sabe terei um final feliz. — Respondo sem rodeios.
– O que? Você e o Henry? Isso é hilário! — Ela dá um gritinho de alegria.
– Qual é a surpresa? Você mesma me pediu uma vez para dar uma chance para ele, estou apenas seguindo seu conselho.
– Mas você vai mesmo dar o troco no Robert? — Ela arregala os olhos.
– Vou sim. Mas não vou prolongar isso não. Estou muito bem com o Henry e não quero perder nada disso. — Confesso.
– Ai que lindo ouvir isso vindo de você amiga! Graças a Deus tudo está se ajeitando para nós né? — Bia exala felicidade.
– E você e o Roger como estão?
– Melhor impossível... acho que ele é homem da minha vida!
– Você quer casar com ele?
– Quem sabe... a gente nunca sabe o dia de amanhã. — Ele ri com aquele brilho nos olhos.
– Você é louca! — Digo e caímos na gargalhada.
Chegamos em casa e fizemos tudo aquilo que Bia disse "A noite do pijama" foi divertido. Risadas e bons filmes não faltaram. Até mesmo planos para o futuro não faltou, ficamos iguais duas adolescentes sonhadoras.
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