Luz Na Escuridão

3 Festa com surpresas!


Notas iniciais
Olá para quem está lendo minha história! rsrs

Bem, hoje o negócio começa pegar fogo... Muitas surpresas virão por aí...

Espero que gostem! E por favooooooooorrr, não liguem para os erros, fazia tempo que não escrevia, por isso estou um pouco enferrujada! kkk'

Kiss =)

Levanto-me e começo a andar rápido para não pular no pescoço dele. Vou andando olhando para o chão, quando esbarro em alguém. Minhas pernas amolecem... O que? Como? Vejo meu ex-namorado me olhando. Por um momento achei que eu ia desmaiar de tão mole que fiquei. Ele abriu um sorriso de orelha a orelha.

— Carol, quanto tempo! Ele veio e tentou me abraçar. Dei um passo para trás e o empurrei, pois já estava com raiva mesmo.

— COMO ASSIM QUANTO TEMPO? PODE TER CERTEZA QUE NÃO FOI TEMPO SUFICIENTE! O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI? NÃO TINHA IDO EMBORA? Falei aos berros, sorte que a música que tocava na festa era bem alta.

— Nossa, não acredito que ainda tem mágoa pelo o que aconteceu no passado? Ele disse, como se não tivesse sido nada grave.

— EU NÃO SINTO MÁGOA. NA VERDADE EU NÃO SINTO NADA. PORQUE VOCÊ NÃO MERECE NEM O MEU ÓDIO! NEM VOCÊ, NEM AQUELA VADIA QUE UM DIA CHAMEI DE AMIGA! De repente Robert olha na direção ao meu lado e dá um sorrisinho de canto para aquele homem insuportável. Espera aí, o que ele está fazendo aqui? Eles se conhecem?

— Oi Henry! Ele cumprimenta sem jeito aquele idiota.

— Oi Robert! Atrapalho? Robert o olha e em seguida retorna seu olhar para mim.

— De jeito nenhum. Estava apenas conversando com a Carolyne e já terminamos eu acho. Ele me olha com esperança de que eu vá dizer o contrário.

— Terminamos há muito tempo Robert... Digo e saio dali o mais depressa possível. Jamais passou pela minha cabeça reencontrar Robert, muito menos naquela festa. E pior, Robert e aquele outro idiota se conhecem! Acho que é Henry o seu nome, sei lá. Mas não quero saber também. Só que agora o Henry sabe o meu nome... Maldito Robert e sua boca! Mas... Porque eu não quis dizer meu nome a Henry? Não sei, acho que é porque ele mexe comigo. Depois de cinco anos, alguém mexeu comigo e não é só beleza. É seu jeito ousado, seu jeito de me provocar e tentar bater de frente. Ele se parece comigo, só que tem um senso de humor mil vezes maior que o meu. Vou ao banheiro e olho meu reflexo no espelho. Estou mais pálido do que de costume, minha respiração está ofegante e quero chorar. Chorar? Nem eu mesma sei o motivo, estou confusa, me sentindo fraca. Choro de soluçar e a única coisa em que consigo pensar, e o porquê daquele Henry ter aparecido em minha vida e porque Robert voltou.
Saio do banheiro depois de um longo tempo. Meus olhos estão vermelhos ainda, mas não me importo, vou atrás de Bia. Não demora muito e a encontro dançando perto da piscina com Roger. Os dois não param de rir, parecem felizes e estão dançando engraçado. Eles param e me olham.

— Vem dançar Carol. Bia falou animada e me puxou com tudo que eu quase caí. Ela nem percebeu meus olhos vermelhos, ainda bem! Não ia conseguir me expressar naquele momento, pois nem a mim estou conseguindo. Começo a beber novamente, me solto e consigo relaxar por um momento. Danço sem parar, junto com minha melhor amiga e Roger. Estamos dando risada, às vezes eles se beijam e eu fico de vela, mas estou nem aí, já estou alegre o suficiente para não me importar com nada mais naquela noite e as bebidas que estão servindo são divinas. De repente, aquele Henry vem e começa a dançar ao meu lado, dessa vez não está sorrindo, pelo contrario, está sério, como se tivesse me analisando.

— Então seu nome é Carolyne? Ele continua sério. Decido não ser tão durona, pois não queria estragar a noite de Bia, que estava ali, ao meu lado com o Roger, como dois pombinhos.

— Sim! Digo secamente.

— Seu nome é lindo... Não sei por que estava escondendo de mim. Eu coro e paro de dançar, ele também para e fica me olhando.

— Você queria tanto saber o meu nome, agora já sabe, porque está aqui ainda? Pergunto, mas dessa vez não sou grossa, é que estou curiosa mesmo.
— Porque tem algo em você que chama minha atenção, faz com que eu queira estar perto de você! Ontem na escadaria da igreja deu vontade de te seguir e saber mais sobre você, sobre sua vida. Eu não imaginava te encontrar aqui, mas eu queria muito te reencontrar e estamos aqui novamente... Fico paralisada o olhando, não sei por que, mas aquelas palavras me atingiram.

— Se você me seguisse, eu tinha chamado a polícia, ou eu mesma tinha te dado uma lição. — Agora estou com um ar de graça.

— Ninguém me prende Carolyne. Eu que costumo fazer isso com as pessoas... Olho para ele e tento entender o que ele disse. Mas não consigo, pois já estou muito tonta. Eu quero te conhecer, você é um mistério para mim... Ele termina.

— Minha mãe ensinou a nunca falar com estranhos, muito menos contar suas particularidades e vida pessoal. Falo e penso por um momento, foda-se, seja o que Deus quiser! Olha, minha vida não é nada interessante, eu só trabalho e fico em casa. Hoje decidi sair por causa de minha amiga Bia, estava devendo há tempos essa para ela. Logo vou começar a viajar graças a Deus! Sou formada em turismo e escolhi isso pra me livrar de tudo e esquecer a vida chata que levo. Minha sorte é ter a Bia, ela é a única pessoa que sempre esteve comigo. Eu não sei quem você é e o que quer, mas seu jeito me irrita! O jeito que falou que iria me educar, me tirou do sério... Como você disse que ninguém te prende, ninguém me educa também. Agora sou eu que estou curiosa, qual é a tua? — Disparo tudo de uma só vez.

— Você não iria entender, talvez com o tempo... Olha, vou te dar meu cartão, tem o número da minha academia e de meu celular particular e também meu e-mail. Não quero te forçar a nada, quando quiser me ligar ou mandar um sms, sinta-se a vontade. Estarei esperando ansioso por seu contato. Ele fala e sorri.

- Ok, quando eu não tiver nada melhor para fazer e estiver maluca eu te ligo. Digo e dou uma risada. Ele não é tão ruim assim, na verdade é até simpático e parece sincero. Olha só o que estou pensando, que um homem é sincero... Estou indo contra meus princípios, mas não fico brava com meu pensamento pela primeira vez. Um garçom passa e nos oferece um drink, nós dois aceitamos e sorrimos um para o outro. Olho para o lado e novamente Bia sumiu com Roger. Estou sozinha com Henry. Ele chega perto e me beija. Na verdade dá um selinho calmo e me fita.

— Olha, quando eu disse que queria que você me procurasse, é verdade, pode acreditar. Nunca ninguém me encantou dessa forma, nunca quis ter tanto alguém... Espero que me procure e entenda meu modo de ser, minha vida complicada... Ele deixa as palavras no ar.

— Talvez o procure. — E nos beijamos firme, com força e sinto uma sensação maravilhosa. Claro que eu não fiquei na seca durante cinco anos, mas nada foi tão profundo como isso. De repente escuto uma tosse leve, como de alguém querendo chamar atenção. Paramos de nos beijar, e Bia abre um sorriso mais largo do que não sei o quê.

— Carol, eu vou dormir aqui com o Roger, mas eu te levo pra casa antes se quiser... Ela fala toda encabulada. Eu não acredito! Ela vai dá pra ele já na primeira vez? Isso não é de minha conta, penso.

— Eu levo você para casa! Henry fala antes de eu pensar em abrir a boca para responder Bia. Claro, se você quiser... — Ele diz e eu não resisto.

— Sim, sem problemas. Ele dá um sorriso de canto, parece estar comemorando em silêncio. Bia, se cuide! Juízo ta? Qualquer coisa me ligue. Digo e dou um abraço nela. Eu já vou indo, estou com meus pés doendo..

— Tudo bem amiga! Amanhã conversamos melhor. Ela sorri, me abraça novamente e cochicha: — Estou feliz em te ver com alguém, por mais que não seja sério. Quero que seja feliz e apague de vez as feridas que carrega. Te amo! Ela diz com voz de choro e me olha.

— Eu também te amo amiga! Digo e viro-me para Henry que estava nos observando atento. Vamos? Quer dizer, se você quiser ir já né...

— Claro! Ele pega em minha mão delicadamente e saímos dali. Entramos em seu carro luxuoso e ele dá partida. Durante o trajeto não trocamos uma palavra. Apenas olhares e alguns risinhos, e também lhe passo meu endereço. O silêncio está me matando e tem algo que preciso lhe perguntar.

— Não que eu queira saber sobre você ou sua vida... Mas, você conhece o Robert? Pergunto antes mesmo de me arrepender.

— Robert é meu primo. Aquelas palavras foram facas atravessando meu peito. Primos? Na verdade somos primos de segundo grau. A mãe dele que é minha prima. Fico confusa e me dá vontade de me jogar daquele carro e sair correndo. E é isso que faço. Num golpe de loucura abro o carro e me jogo no asfalto, o carro não estava muito rápido, mas foi o bastante para eu me ralar inteira no asfalto. Um de meus sapatos voou longe e o salto de outro quebrou. Só escutei o barulho dos freios do carro de Henry, ele parou bruscamente, o barulho chegou a doer na alma. Não pensei em mais nada, me levantei não sei como e comecei a correr. Eu não estava tão longe de casa, acho que umas duas ou três quadras.

Notas finais
E aí??? kkk'

Robert voltou... =/

Essa Carol é louquinha mesmo! rs

O que será que Henry irá fazer?

Veremos no próximo capítulo...

Kiss... =)