Luz Na Escuridão

11 Confusões...


Notas iniciais
Olha eu de novoooo! =)

Segue mais um cap e esse está emocionante!

Bjs...

A semana não demora muito passar. Henry fez muita falta, mas nos falamos todos os dias conforme combinamos. Ele quase me fez gozar numa de suas ligações, ele é muito quente e travesso. No trabalho não teve nenhuma novidade, somente a reunião que Robert fez com todos os funcionários e nada mais. Acho que o pessoal gostou dele, principalmente as meninas, porque o acharam bonito. Mal nos falamos, somente o necessário mesmo. Robert não parava de me olhar e parecia que sempre estava querendo puxar assunto, mas eu não dava nenhuma brecha a ele, é claro. Hoje é sexta-feira e Henry disse que virá me buscar para sairmos com Bia e Roger. Aqueles dois estão ficando firmes, o que deixa-me tranquila. Acabei de tomar banho e secar meu cabelo, faço uma escova bem feita e prendo a franja para trás. Coloco uma saia preta cós alto de couro e uma camisa fina na cor creme com alguns detalhes de brilho. Não coloco a meia fio 80 pois hoje estou me sentindo muito bem e quero mostrar minhas pernas grossas. Coloco meu salto alto preto, passo um blush acobreado, rímel bem carregado, lápis de olho preto, uma sombra dourada e batom cor boca. – Uau! – Olho-me no espelho e reconheço que estou um arraso. Será que Henry vai gostar? Espero que sim... – Digo enquanto pega minha bolsa de mão creme com detalhes em dourado e guardo apenas meu celular e documentos. De repente escuto a campainha tocar e corro abrir a porta. Henry me olha dos pés a cabeça, parece estar me devorando inteira com seus belos olhos cor de mel.

- Anjo, você está... incrível. – Ele diz enquanto me agarra pela cintura e beija meus lábios com fervor e desejo. Ficamos a semana sem nos ver e o tesão que há entre nós é palpável. – Estou quase desistindo da ideia de irmos nesse barzinho com sua amiga... – Henry fala enquanto beija meu pescoço.

- Mas temos que ir, você não conhece Bia... Se não formos, ela ficará muito chateada. – Digo enquanto me afasto de Henry. – Então vamos?

- Vamos gostosa! – Henry dá um tapa na minha bunda enquanto me deixa passar em sua frente após eu fechar a porta. Ele ri e caminha para abrir a porta de seu carro para eu entrar. Ele é muito cavalheiro. Entro no carro, Henry fecha a porta e entra no carro também. Enquanto dirige, ele não para de alisar minha coxa esquerda. Ele passa seus dedos cumpridos desde o meu joelho até minha cintura, ele dá também algumas apertadinhas, o que me deixa louca!

O bar que vamos é o famoso Star Bar. Lá tem de tudo: música ao vivo, karaokê, uma pequena pista de dança e alguns jogos. Quando percebo Henry já está estacionando seu carro no estacionamento do bar.

- Chegamos meu anjo! – Ele diz e desce do carro e logo abre a porta para eu sair também. – Vamos! – Henry pega firme em minha mão e entrelaça nossos dedos, parecemos um casal de namorados de verdade. Entramos no Star pela porta Vip e um rapaz magro e bonito coloca em nossos braços uma pulseirinha Vip e nos deixa entrar. Lá dentro está bombando! Muita gente dançando, dando risada e falando muito alto. Tem um homem muito engraçado cantando no karaokê e seus amigos estão de pé, rindo e balançando os braços acima da cabeça para dar apoio moral ao seu amigo palhaço. Subimos uma escada, lá encima tem um segurança moreno, alto e forte, mostramos nossa pulseirinha a ele e o mesmo abre passagem para nós entrarmos no melhor camarote do bar. Não sei se Henry é rico, mas bem de vida sei que é pois sua academia é uma das melhores da cidade, sei disso porque pesquisei no Google, inclusive, ele tem mais algumas academias da mesma rede por todo o estado. Já Roger eu sei que é muito rico! Seus pais morreram num acidente de carro a pouco tempo e ele herdou uma fortuna gorda, além disso, ele continua a cuidar da empresa de sua família.

O camarote é muito lindo! É de madeira escura, com detalhes de metal e espelhos por toda parte. Tem três mesas e cadeiras no centro, um sofá de canto na cor chumbo no lado direito e duas poltronas pretas no lado esquerdo. Bia e Roger já estão se amassando no sofá, eles ficam sem jeito quando notam nossa presença. Bia vem me abraçar, ela está muito linda como sempre e Roger não está nada mal também.

- Oi Carol... Que linda você está! – Bia grita devido ao barulho do local.

- Digo o mesmo pra você! – Digo e dou uma piscadinha a minha amiga. Henry e Roger se cumprimentam e nos chamam para sentarmos com eles a mesa. Bia e eu ficamos no meio e nossos homens ficam cada um do lado de sua mulher. Roger faz sinal para o garçom que fica parado no início da escada só para nos servir.

- Eu vou querer o de sempre! – Diz Roger e o garçom concorda com a cabeça, parece que ele já conhece os gostos de Roger, porque provavelmente ele é cliente antigo, bom e vip. – E você boneca, vai querer o quê? – Ele pergunta a Bia.

- Eu quero um coquetel de frutas vermelhas e com muito álcool de preferência! Quero beber todas junto com a minha best... – Bia fala e me abraça apertado. Ela é muito meiga e parece estar feliz por eu estar ali com o Henry. – E vocês vão beber o quê, hein?!

- Eu vou querer um chopp! – Digo e dou um risinho para todos.

- Eu vou querer o mesmo dela! – Henry diz e olha para mim, o garçom acena com a cabeça pois entende o recado e o mesmo some na escada para pegar nossas bebidas. – Hoje está quente e um chopp vai muito bem! – Henry pega minha mão e a beija.

- Então... o lance de vocês é para valer? – Bia como sempre muito curiosa. Henry e eu nos olhamos e sinto meu rosto pegar fogo pois nosso lance é complicado, ninguém pode saber, até mesmo porque a Bia jamais ia entender. Ela é tipo paty e acho que não curtiria esse tipo de relacionamento.

- Bia! – Lanço um olhar de desaprovação a minha amiga. – Estamos nos conhecendo.

- Isso mesmo Bianca! E estou adorando conhecer a Carolyne! – Henry responde a minha amiga e olha com fogo nos olhos, o que me deixa sem jeito. Bia nos encara e dá um sorriso, logo o garçom chega com nossas bebidas e começamos a beber e conversar de tudo um pouco. Roger avisa que quer falar algo muito importante e todos nós paramos e olhamos para ele.

- Bia, hoje quero te fazer um pedido que eu nunca achei que faria a alguém, bem, não pelo menos agora. Você é doce e encantadora, sua beleza não é apenas externa, você é maravilhosa... quer namorar comigo? – Roger fica de pé e puxa Bia para junto de si, ele pega uma caixinha e a abre, dentro dela está um anel de compromisso muito lindo, prata com detalhes em ouro e um delicado diamante todo trabalhado. Bia fica com os olhos marejados e agarra o pescoço de Roger, depois de alguns segundos eles se olham e se beijam. Roger coloca o anel em Bia e eles voltam a se beijar. Bia está radiante! Parece que Roger tomou jeito. – Vamos dançar boneca? – Roger pega a mão de Bia e os dois descem a escada e vão para a pista de dança comemorar.

- Estou impressionado! – Henry diz e solta uma gargalhada. – O Roger namorando é novidade...

- Nem me fala! – Balanço a cabeça e encaro Henry. – Mas estou feliz por Bia, ela é muito sensível e merece alguém que a trate bem. Só espero que ele seja o cara certo se não eu acabo com ele! – Digo e fico séria.

- Ei, não mude de humor. Sei que vocês duas são muito apegadas e realmente acho que ele está apaixonado por Bia. Ele nunca namorou Carolyne, sempre foi um galinha! Se ele a pediu em namoro é porque o negócio é sério mesmo. – Henry diz e pega em minha mão e a leva até sua boca deliciosamente carnuda. – Olha, quem merece ser feliz aqui é você! E se depender de mim, você vai ser sim. Do meu jeito louco, mas vai. – Ele ri e passa seus dedos longos em meu rosto. Esse simples toque me arrepia inteira e logo estamos nos beijando. Um beijo doce, com desejo, mas calmo. Eu o encaro e abro um sorriso torto. Faço um sinal para o garçom e peço mais um chopp super gelado e Henry dessa vez pede um whisky caro e forte. O garçom sai e volta rapidamente com nossas bebidas, eu sorrio pra ele e agradeço.

- Você está flertando com o garçom Carolyne? – Henry fala e dá um bom gole em seu whisky.

- Eu? Claro que não Henry... ou será que devo te chamar de senhor?! – Digo e dou uma risada alta. Henry me olha e vejo chamas vindo de sua alma. Seu olhar é penetrante.

- É impressão minha ou você está tirando uma com a minha cara? – Henry agarra minha nuca e força-me a encará-lo. – Porque eu não sou bobo Carolyne e acho que isso merece um belo castigo. – Ele termina de falar e morde forte meus lábios. Fico de pé e me apoio em suas pernas, encosto minha testa na dele e lhe dou um selinho.

- Se quer me castigar tudo bem. Mas não fiz nada de mais! Só quero que saiba isso.... – Digo e estico meu corpo ficando novamente em pé, termino meu chopp em um único gole e ergo o copo para o garçom fazendo sinal que vou querer mais um. O mesmo faz sinal de positivo e logo me traz o que pedi e se retira.

- Quer ficar bêbada Carolyne? – Henry diz e fica de pé a minha frente.

- Este é meu terceiro chopp Henry! Não estou nem perto de ficar bêbada. – Digo e reviro os olhos.

- Acho bom mesmo. Não gosto de mulher bêbada! – Ele está sério.

- Adoro beber Henry e não vai ser você que vai me proibir de fazer uma das pouquíssimas coisas que gosto de fazer! – Digo e estou nervosa. Pego meu grande copo de chopp e caminho rápido em direção da escada. Peço licença ao grande segurança para eu passar e desço. Logo estou passando pela pista de dança e alguém agarra meu braço. Viro-me rápido pensando ser Henry, mas para minha surpresa vejo o babaca do Robert sorrindo para mim.

- Oi Carolyne! Você está maravilhosa! – Ele diz e me olha dos pés a cabeça. Eu o encaro e tenho que admitir, Robert está demais também. Mas jamais vou deixar ele perceber isso, é claro. Dou um sorrisinho falso, dou meia volta e saio dali. Vou para a sala do karaokê e peço para cantar uma música, escolho “sweet child o’mine” do Guns N’ Roses. Quando o solo da guitarra começa a tocar todo mundo vai a loucura e começa a gritar. Quando solto a voz, todos me incentivam e batem palmas. Quando olho para o fundo da sala vejo Henry e Robert juntos, aquilo me gela e por um momento me perco da música, mas logo me recupero e termino de cantar. Quando desço do palco todos aplaudem forte e me elogiam, o que me deixa feliz e permite que eu esqueça por um momento que aqueles dois se encontraram e que estavam me assistindo cantar. Mas logo essa imagem volta em minha cabeça, pego meu chopp que havia ficado encima de uma mesinha ao lado do palco e viro tudo. Tento me recompor e peço para um garçom me trazer uma caipirinha de morango. O mesmo demora alguns minutos, mas logo traz o que eu pedi. Pego minha bebida e decido dançar um pouco, vou para a pista de dança e procuro Bia e Roger, mas eles não estão lá. Mesmo assim decido ficar e começo a dançar e beber minha caipirinha. Vários homens tentam chegar em mim, puxar papo ou até mesmo me beijar. Mas eu logo saio de perto e vou indo para outro canto da pista. Mas numa dessas minhas fugidas, aparece um homem ruivo dos olhos azuis, alto, forte e perfumado até demais. Ele não era bonito, mas tinha um charme, um tempero diferente. Ele agarra minha cintura e abre um sorriso amarelo, maldoso. Tento sair de seus braços mas ele é muito forte, ele me segura mais firme e segura minha cabeça na tentativa de me beijar. Eu começo a gritar com ele e tentar sair dali e como um vulto, Robert aparece e estoura um soco na bochecha do ruivo que cai no chão. Robert vai pra cima dele e o enche de porrada sem parar, mas de repente aparece um homem do nada, alto, magro e com cara de mal. Ele tira o Robert de cima do ruivo e o joga no chão, quando ele começa a bater no Robert, me dá um ataque de loucura, agarro com uma das mãos o cabelo do magrelo e com a outra jogo o resto da caipirinha na cara dele, em seus olhos. Ele fica de pé, esfrega os olhos que deve estar ardendo e vem na minha direção, quando preparo um soco, Henry chega e segura o cara.

- Se eu fosse você não faria isso! – Henry fala num tom ameaçador e o magrelo se solta dele e ajuda seu amigo ruivo a levantar e vão embora. – Vamos embora! – Ele está muito nervoso.

- Não vai ajudar seu primo? – Digo e aponto para Robert que está se levantando com a mão na cabeça, Henry fica com o olhar escuro, parece que ele quer me matar, mas logo Robert chega e toma sua atenção.

- Você está bem cara? – Henry pergunta.

- Estou sim... eu dei conta do cara ruivo mas aquele outro cara chegou na covardia e me acertou um soco na cabeça. Mas eu estou bem graças a essa moça aqui. – Robert ri e aponta pra mim. Minhas bochechas pegam fogo e Henry me encara. – Como sempre você continua brava e forte né Carolyne?! – Robert comenta e as lembranças de eu arrebentar ele e a vaca da Débora o dia que peguei os dois na cama retornam.

- Faria isso por qualquer um... acho dois contra um, uma covardia! – Digo parecendo não me importar com ele.

- De qualquer forma obrigado! – Robert sorri e olha para Henry que está impassível. – Obrigado pra você também Henry! Aquele magrelo ia com tudo pra cima da Carolyne, se você não aparecesse... não gosto nem de pensar. – Ele diz e bate no ombro do Henry. – Vou no banheiro lavar meu rosto. – Robert sorri pra mim e sai a caminho do banheiro.

- Vamos embora! – Henry segura meu braço forte que chega a me machucar.

- Ai, o que é isso? Me solta! – Digo e tento me soltar dele.

- Você já me arrumou confusão demais por hoje! – Ele diz e me arrasta para fora do bar.

- Te arrumei confusão? Que eu saiba, quem me defendeu foi Robert! – Digo e Henry fica irado, vermelho e a ponto de explodir.

- Foi o Robert porque você fugiu de mim! Eu estava te procurando e quando te encontrei aquele cara estava indo pra cima de você! – Henry está alterado, quase gritando.

- Foda-se! Eu quero que você se foda! Foda-se você, foda-se o Robert, foda-se o mundo inteiro. Isso jamais vai dar certo! Eu não nasci para ser escravinha sexual de ninguém! — Quando Henry abre a boca pra responder, Bia e Roger aparecem. Bia vem correndo em minha direção.

- O que aconteceu lá dentro Carol? Você está bem? – Bia segura minha cabeça e me examina com seus olhos cautelosos.

- Estou sim Bia! – Digo.

- Roger teve que conversar com o dono do bar para ele não mandar os seguranças expulsar vocês. – Bia está aflita.

- O cara tentou me agarrar a força Bia! E quando eu menos percebi Robert apareceu e pulou nele... – Digo e dou de ombros. Bia me olha espantada, acho que ela não viu que foi Robert que me defendeu. Roger está conversando com Henry que não para de me encarar. Bia aproveita e me puxa num canto e cochicha.

- O quê? Robert que te defendeu? – Bia está com os olhos arregalados.

- Sim... – Reviro os olhos.

- Por isso que Henry parece estar uma fera. Ele está vermelho e não para te olhar. – Bia faz sinal com os olhos na direção de Henry.

- Eu não tive culpa! Henry é um idiota... – Digo e Bia disfarça pois Henry e Roger estão vindo até nós.

- Você está bem Carolyne? – Roger pergunta.

- Sim. – Digo e dou um risinho.

- Quer ir embora boneca? – Roger pergunta para Bia.

- Se Carol ir embora, eu também quero. – Ela diz e segura meu braço.

- Ai não Bia! Hoje é um dia especial para vocês dois! – Digo e sorrio para Bia e Roger. – Não quero atrapalhar mais do que já atrapalhei... – Digo e olho para Henry, fui muito irônica agora.

- Então fiquem mais um pouco pelo menos... – Bia pede.

- Podem entrar, nós já vamos. – Henry diz. Roger pega a mão de Bia e entram no bar, Henry me encara e fica bem na minha frente. – Vamos embora!

- Prometemos a Bia que iriamos ficar mais um pouco. – Digo.

- Carolyne... – Henry fecha os olhos e passa suas mãos em seu cabelo. – Não faça eu perder a paciência, por favor! – Seus olhos são chamas perigosas.

- Já falei que não vou mais ser sua escrava sexual. Você não me manda e ponto final Henry. Eu nunca deveria ter aceito esse negócio. Eu vou entrar ficar com a minha amiga e beber todas e creio que você não vá querer ficar com uma mulher bêbada! – Jogo as palavras em sua cara. Henry abre a boca mas logo a fecha, desiste de falar e vai embora. – Meu peito dói, dá vontade de ir com ele e receber seu castigo, mas meu orgulho é grande e nossa relação jamais vai dar certo. Vejo Henry pegar seu carro com o manobrista e ir embora, sento num banco que há lá fora e tento processar tudo que aconteceu essa noite. Viajo em meu mundo durante alguns minutos, mas saio de meu devaneio quando alguém senta do meu lado. Robert.

- Está bem Carol? Quer dizer... Carolyne?! – Ele se corrige, pois pedi para não me chamar de Carol dias atrás, mas sua atitude me faz rir.

- Tá tudo bem Robert. – Penso por um segundo. – E você?

- Melhor impossível... você me ajudou com aqueles caras. – Ele sorri.

- Já disse que faria por qualquer um Robert. – Digo secamente.

- Mas sabemos que eu não sou qualquer um Carolyne. Eu sou o ex-namorado canalha que transou com sua melhor amiga anos atrás. – Ele diz e se ajeita no banco esperando minha resposta que demora a sair, estou perplexa com a sua coragem e cara de pau de falar aquilo.

- Realmente eu deveria ter deixado eles te quebrarem inteiro, já que a surra que dei em você e Débora não foi o suficiente. – Digo num tom duro.

- Obrigada. – Robert diz e beija minha testa delicadamente deixando-me sem reação. – O que fez hoje só mostra a pessoa maravilhosa que é e admito que tudo isso me deu esperança de um dia você me perdoar.

- Eu nunca vou te perdoar. Pode parar com sua esperança que será em vão! – Digo e levanto rapidamente. – Agora vou entrar. – Digo e quando dou a volta para entrar no bar Robert segura o meu braço.

- Eu vou lutar por seu perdão Carolyne, só quero que saiba disso! – Ele diz e vejo determinação em seus olhos, seus lindos olhos com cílios grandes. Robert é muito bonito, ainda mais agora que já é um homem e não mais um moleque babaca. Ele tem os olhos castanhos puxando para o mel igual ao Henry, é alto, forte, pele clara e cabelo castanho dourado. Perfeito.

- Vai perder seu tempo! – Digo e entro no bar a procura do banheiro, logo encontro e fico por lá um bom tempo. Então decido sair do banheiro e subo no camarote, lá estão Bia e Roger trocando carinhos. Chego sem jeito e sento ao lado deles.

- Cadê o Henry? – Bia pergunta.

- Nós discutimos e ele foi embora! – Os dois se olham sem entender nada.

- Você está bem? – Roger é gentil.

- Normal... – Dou de ombros e faço sinal para o garçom que vem rapidamente atender meu pedido, peço um whisky bem forte e decido relaxar e mandar tudo para o inferno. Apesar de tudo, nós três nos divertimos muito, acho que já tomei umas seis doses de whisky e me sinto alegre. Já estou bem animadinha, decido tomar um energético para não tombar. Faço sinal de que vou descer para Bia e Roger. Desço novamente na pista de dança e começa a tocar “Loba” da Shakira. A letra é quente, sensual e provocante. Estou livre e esqueço o Henry por um momento e sinto-me uma loba, selvagem e indomável. Todos os homens da pista estão me olhando, nunca fui vaidosa, mas admito que isso me deu uma sensação de poder e ousadia. Estou viajando quando alguém me envolve pela cintura.

- Todos estão te olhando, será que vou ter que te defender novamente? – Robert diz e abre um sorriso espetacular.

- Que eu saiba não pedi sua ajuda, você me defendeu porque quis. – Digo com um meio sorriso.

- Te defenderia mesmo que você me odiasse ao extremo Carolyne... – Ele diz e me segura firme girando-me, fazendo com que fique de costa pra ele. Viro o rosto e colo em seu ouvido.

- E eu te odeio Robert, ao extremo! – Rio e solto-me dele, aquela pegada mexeu comigo por mais que eu não goste mais dele. Robert só pensava em enfiar seu pau em mim quando namorávamos, nunca havia gozado na vida, mas Henry mudou tudo. Talvez fosse porque Robert era um moleque e eu também, agora quem sabe ele saiba fazer uma mulher gozar. Esse pensamento só faz eu perceber o quanto estou bêbada. Eu odeio o Robert e jamais descobriria se ele fode gostoso hoje em dia ou não. Dou um sorriso perverso a ele e vou para o balcão de pedidos, sento-me e tomo mais duas doses de whisky com enérgico, mando um sms para Bia que deve estar lá em cima ainda.

“Amiga já estou indo, vou pegar um táxi. Beijos e até amanhã!”. Envio e saio para fora chamar um táxi, quando uma ideia maluca surge, ir para a casa de Henry. Mas onde ele mora? Pego o celular e ligo para Bia, peço para ela perguntar ao Roger o endereço de Henry, anoto mentalmente pois é bem fácil, no centro da cidade.

- Juízo Carol! – Bia pede.

- Pode deixar! – Digo e desligo o telefone. Estou mole pois o efeito das bebidas estão vindo com tudo. Logo o táxi chega e eu entro, passo o endereço de Henry e cochilo.

Notas finais
Nesse eu fui legal né?!
O cap foi mais comprido... rs!

Até em breve baby's!

Bjs =)