Luz Na Escuridão

15 Triste notícia...


Notas iniciais
Olá amadas de meu coração!

Esse cap não vai ser hot. Vcs conhecerão algumas pessoas que são próximas de Carol.

Espero que gostem. Quem sabe o próximo seja hot e com algumas surpresas... mas quando vejo que há poucos acompanhamentos e comentários em minha história fico triste... Tenho que admitir que essa semana comecei bem triste e desanimada. Estou com alguns problemas e a única coisa que me anima são vcs amadas! Então não me esqueçam, por favor!

Inté!

Acordo num pulo. Coração acelerado. Porque os sonhos com Robert insistem me pertubar? Levanto-me rapidamente e vou ao banheiro. Jogo água fria em meu rosto várias vezes e encaro-me no espelho. Estou com a aparência cansada, mas essa soneca melhorou bastante o meu fisíco. Caminho direto até a cama e pego meu celular, são oito horas. Nossa! Dormi bastante. Meu estômago ronca faminto, então decido ir numa barraquinha de hot dog que há na esquina de casa. Huuum... É uma delícia! Coloco um vestidinho verde e e um pouco curto. Já faz tempo que o tenho, mas quase não o uso. Calço um chinelinho creme com pedrinhas e vou correndo à barraquinha.
Como sempre, seu José é um amor! Já é um senhor de idade e sou sua cliente fiel desde que moro aqui no bairro. Vejo que sua barraquinha está vazia. Acho estranho, pois normalmente está lotado de gente.

— O de sempre? — Ele pergunta pois já conhece meu hot dog favorito.

— Por favor! — Digo e dou uma piscadinha a ele que sorri.

— Ficou alguns dias sumida Carol... — Seu josé fala. É verdade.

— Pois é... Estão acontecendo coisas em minha vida... — Digo enquanto movimento as mãos igual uma boba.

— Coisas? — Ele ri. — Em nossas vidas, essas "coisas" insistem acontecer filha. Não sei que "coisas" são essas, mas não desanime! — Ele me encara e vejo lágrimas em seus olhos. — A vida é assim. — Seu José perdeu seu filho caçuça num grave acidente, um tempo antes de me mudar para cá. Ele diz que sou seu filho em forma de mulher que me considera uma filha desde a primeira vez que me viu e soube pouco de minha história. Ele tem mais dois filhos que moram em outra cidade, mas quase não se vêem. Noto que sua esposa, a srª Marta, mais conhecida carinhosamente como Martinha ou Tinha, não está hoje com ele.

— Cadê a Tinha? — Pergunto e seu José entrega meu lanche com mais lágrimas nos olhos. — O que houve seu Zé? — Indago preocupada.

— Tinha está muito doente... Ele diz enquanto tenta disfarçar as lágrimas.

— Doente? O que ela tem? Fico preocupada.

— Está com câncer no útero e quando descobrimos já estava num estágio muito avançado e... e... Ele gagueja, então solto meu lanche numa mesinha ao lado e dou a volta na barraquinha e o abraço. Fiquei super triste. Estou arrasada com essa notícia. Considero os dois como se fossem meus pais, avôs ou sei lá. Amaram-me desde o começo e nos ajudamos muito em momentos difíceis de nossas vidas. Afasto-me de seu José e o mesmo enxuga as lágrimas e tenta sorrir.

— Nesses últimos anos, você nos trouxe alegria Carolyne... quando minha mulher e eu perdemos nosso filho amado. Tinha perguntou por você durante todos esses dias em que você sumiu, faz dias que ela não vem mais comigo, mas sempre pergunta, toda vez que chego em casa. Suas palavras me comovem. Ela quer te ver Carol. Diz.

— Vamos lá! Seu José concorda, pois diz que hoje o movimento está fraco e veio mais para ver se eu viria aqui. Mas questionei porque não foi até minha casa, se ele sabe muito bem onde moro. Sem jeito, ele disse que não quis me incomodar e então digo que não seria incomodo nenhum. Eu ajudo ele desmontar a barraquinha e recolher tudo. Entramos em seu carro e vamos para sua casa. Entramos em sua casa, onde já estive algumas vezes e caminhamos até o quarto do casal, quando Tinha me vê, ela já começa a chorar.

— Minha querida! Ela diz animada entre lágrimas e levanta-se da cama rapidamente para me abraçar.

— Oi Tinha... Ei, você não pode ficar se levantando assim tão rápido! Dou uma bronca e nós rimos.

— Que bom que veio. Senti muito a sua falta... Vejo ternura em seus olhos e controlo-me para não chorar. É minha filha de coração. Quando ela diz isso, começo a chorar, chorar e chorar. Abraço-a tão apertado que nem penso se ela passará mal com minha atitude. Vejo seu José ao lado emocionado.

— Tido vai dar certo meu bem. Ele diz à mulher e vejo o quanto se amam, mesmo depois de tantos anos de casamento. Eu te amo e nunca vou te deixar cair.

— Isso mesmo... Nada vai te acontecer! Você é forte, vai melhorar rapidinho. Digo e dou risada para tentar melhorar essa situação. Fico ali até tarde, seu José faz questão de deixar-me em casa, mesmo contra minha vontade. Desço do carro e dou um tchauzinho, meu coração dói com tudo isso que está acontecendo com pessoas tão queridas e que eu adoro. Quando estou prestes a entrar, alguém segura meu braço. Henry. Com a porta aberta ele me empurra para dentro e entra em seguida, encosta a porta.

— Sabe que horas são? Ele pergunta nervoso. Sem entender nada respondo:

— Eu não sei, acho que quase meia-noite. Digo.

— Onde você estava? Antes de conseguir responder ele continua. Te liguei mil vezes e nada. Mandei sms e nada. Porra! Sua grosseria me deixa sem palavras.

— Meu celular ficou em casa. Saí comer algo e o deixei e... Henry me interrompe.

— Você tem celular para enfeite? Você tem que levar junto com você sempre! Não agüento mais sua ousadia e o encaro.

— Quer saber a porra da verdade? Começo a gritar e Henry continua com seu olhar gelado. Acordei às oito horas e já estava noite, decidi sair comer um lanche na barraca de um casal de senhores que conheço há anos. Eles são como pais para mim! Quando chego lá, descubro que dona Marta está com câncer avançado e pode a qualquer hora morrer. Sinto meus olhos encherem de lágrimas. Fui visitá-la e fiquei lá até agora e gentilmente seu José me trouxe para casa de volta. ENTENDEU? EU NÃO ESTAVA POR AÍ DANDO PARA ALGUÉM OU COISA ASSIM! Solto um grito no ar de tanta raiva que estou sentindo dessa maldita doença de Marta e da desconfiança idiota de Henry. Caminho rápido até o quarto e bato a porta com tudo. Depois de alguns minutos soluçando na cama, Henry entra devagar em meu quarto. E o olho, e ele caminha em minha direção e senta-se ao meu lado.

— Desculpa anjo, eu... eu fiquei... Ele se enrola.

— Você acha que eu sou o quê Henry? Pergunto enquanto sento-me na cama de frente para ele. Meu Deus! Antes de você eu já nem saía ou ficava com alguém direito... agora que estamos, vamos dizer, juntos, você acha que eu ia sair ficando com todo mundo? Henry me olha e pensa antes de falar.

— Sinto muito por sua amiga. Gostaria de ajudar, mas... Seus olhos são solidários. A vida é assim anjo. Não quero que fique triste e mais uma vez, me desculpa. Ele pede e eu balanço a cabeça, em sinal que o perdôo. Ele me abraça e ficamos assim durante alguns minutos e consigo me acalmar. Bem anjo, vou embora. Durma bem! Ele diz enquanto levanta da cama. Eu fico de pé e seguro seu braço.

— Não vai ficar? Me encheu tanto o saco, brigou comigo injustamente, me ligou mil vezes e fora os sms que mandou e agora você simplesmente diz que está indo embora? Digo chateada. Henry sorri.

— Quer que eu fique?

— Claro! Henry faz carinho em meu cabelo e beija minha testa. Deitamos de conchinha e não fazemos absolutamente nada. Apenas nos sentimos e nada mais. Meus olhos começam a pesar e logo adormeço.

Notas finais
Então?

Logo postarei o próximo cap...

Bjs!