Luz Na Escuridão

9 Meu novo chefe.


Notas iniciais
Aqui está mais um cap, tive um tempinho e dei uma escapadinha no trabalho... rsrs!

Espero que gostem e perdoe-me os erros... hehe =)

Bjs...

Robert fica me olhando, parece espantado, acho que nem ele imagina que me veria aqui.

— Carol, que bom que chegou! Quero lhe apresentar o novo proprietário da empresa. Este é Robert Ribeiro e Robert, essa é Carolyne Rose. Clarice dá um passo para trás para nos cumprimentar. Mal sabe quem é aquele desgraçado! Ela sabe minha história, mas não conhece o causador de tanto dor de anos atrás.

— Carolyne, muito prazer! Robert é um ótimo ator. Ele cumprimenta-me pegando a mão e sorri cordialmente como se não me conhecesse.

— O prazer é todo meu Srº Ribeiro. Digo com a maior calma e educação do mundo. Jamais imaginaria que conseguiria me controlar na presença de Robert. Sinto meu rosto esquentar pois a raiva só cresce dentro de mim. Clarice nos olha e sorri, parece aliviada com o nosso cumprimento, pois estamos fingindo muito bem.

— Deixaremos vocês conversarem a sós Carolyne. Já estamos de saída, no final da tarde passamos pegar nossos pertences para que o Robert arrume a sua sala do jeito que queira. Também já repassamos tudo à ele, só falta acertarem os detalhes com você. Já que conhece como tudo funciona, ninguém melhor para lhe explicar. Nós vamos indo. Murilo despede-se de Robert e me olha triste. Clarice também cumprimenta Robert e logo em seguida me abraça apertado. Eles saem e meu coração aperta imaginando Clarice chorando. Mas logo esse sentimento some quando Robert tosse propositalmente. Viro-me e o encaro por alguns segundos. Respiro fundo e coloco minha máscara de atriz.

— Carolyne senta-se, por favor! — Robert aponta para a cadeira em frente a sua mesa. Eu sento e continuo a encará-lo. Bem precisamos mudar alguns horários e algumas regras aqui na empresa. Como você era o braço direito de Clarice, peço-lhe que ainda hoje me passe um relatório do dia-a-dia de vocês aqui na empresa. Pode ser?

— Claro! Dou um sorriso torto, mas por dentro minha vontade é de esganar ele! Algo mais Srº Ribeiro? Estou muito simpática.

— Por favor, não me chame de senhor! Não precisamos desse teatro, pois nos conhecemos muito bem. Ele dispara.

— Vou fazer o que mandou Srº Ribeiro, em breve terá o relatório em mãos. Que horas fará a reunião com os outros funcionários? Continuo minha atuação.

— Não me chame de senhor Carol... Ele passa a mão na testa. Marque a reunião para amanhã cedo, já no primeiro horário de trabalho. Peça para que ninguém se atrase.

— Peço que não me chame de Carol também. Pois não somos íntimos para tal liberdade. E vou passar um comunicado via e-mail avisando sobre a reunião e não preocupe-se quanto ao atraso dos funcionários, eles são muito responsáveis e disciplinados. Algo mais ROBERT? Digo o seu nome com força.

— Nada mais Carolyne... Ele abaixa a cabeça e eu levanto-me e o encaro. Saio da sala com um peso enorme sobre mim. Corro para o banheiro e sinto náuseas e vontade de chorar. Mas não o faço. Se pudesse mesmo, eu queria me cortar para esquecer o que aconteceu hoje. Mas controlo-me , pois prometi a Bia que jamais faria isso novamente. Depois de 15 minutos vou para minha mesa e olho ao redor. Todos estão com a expressão triste e eu lamento por isso. Lembro-me do relatório que o cretino pediu-me e passo a tarde toda fazendo isso.Não percebo e todos já estão indo embora. Imprimo o relatório e caminho até a sala de Robert, a porta está aberta, então paro e espero sua permissão para eu entrar.

— Entre Carolyne. — Eu vou caminhando duro até sua mesa e coloco os papéis em sua mesa.

— Aqui está o relatório que pediu-me mais cedo. Tem todos os nossos horários, nossas atividades e as funções de cada pessoa. Agora se me permite, já vou indo. Nem dou tempo dele responder e saio andando rápido. Caminho até minha mesa, pego minha bolsa e saio rapidamente. Pego o ônibus e vou para casa. Quando piso para dentro de casa meu celular vibra e vejo que é uma mensagem de Bia.

"E então, como é o seu novo chefe? Velho ou novo? Feio ou gato? Rsrs..."

Reviro os olhos quando leio a mensagem de Bia.

"É A DESGRAÇA DA MINHA VIDA!"

Envio e Bia logo responde.

"Porque???"

Respondo com muita raiva.

"Meu novo chefe é o Robert! Ele que comprou aquela merda..."

Mal envio a mensagem e meu celular começa a tocar e claro que é a Bia.

— Eu não acredito!!! Bia parece estar realmente surpresa.

— Acredite se quiser! E pasme, eu não o matei, muito pelo contrário, o tratei com a maior formalidade e educação possível. Digo enquanto vou para meu quarto e jogo-me na cama.

— Que filho da puta! Esse cara tá de sacanagem né? Bia diz.

— Eu acho que não tá de sacanagem não. Acho que foi pura coincidência. Porque ele ia pesquisar minha vida e comprar a empresa onde eu trabalho, se ele sabe que o odeio? Pergunto a minha amiga.

— Você tem razão... Essa foi uma droga de coincidência! Mas e você vai continuar lá ou vai cair fora? Nossa eu nem tinha pensado nisso ainda.

— Por mim eu pediria a conta, mas... Mas eu acho que estou tendo a chance de me vingar finalmente. Eu só não sei como, mas o tempo dirá! Digo e sorrio com a possibilidade de vingança contra Robert. Sabe aquele ditado né Bia, a vingança é um prato que se come frio. Digo.

— Ai ai ai ai ai... Nem toda vingança é saudável Carol, na verdade nenhuma é! Cuidado e não deixe-se levar por esse sentimento. Sua vida hoje em dia é boa e você não precisa disso para ser feliz. Ela me aconselha.

— Você está enganada Bia. Eu preciso disso para ir dormir tranqüila e apagar tudo dentro de mim, de vez! Bia dá um suspiro e desiste.

— Tudo bem Carol, mas por favor cuidado com o que for fazer tá? Ela pede.

— Claro! Digo para tranqüilizar minha amiga.

— Então vou deixar você descansar Carol. Boa noite!

— Boa noite Bia. Desligamos a ligação, levanto-me da cama e tiro minhas roupas. Tomo banho e logo após vou para a sala assistir TV. De repente a campainha toca. Quem será? Penso. Abro a porta e vejo Henry com uma pizza na mão e um refrigerante na outra.

— Oi Henry! Digo sem jeito.

— Oi Carolyne! Posso entrar? Ele pergunta de um jeito fofo.

— Claro! Deixa eu te ajudar... Pego a pizza de sua mão e coloco-a na mesa. Henry coloca o refrigerante e eu vou fechar a porta.

— Faz tempo que chegou do trabalho? Pergunta.

— Meia hora mais ou menos. Olho para Henry, ele está muito bonito. Na verdade ele está muito gostoso. Está vestindo roupa para malhar, a camisa é com o slogan de sua academia. Que corpo escultural. Penso. E o que te trouxe aqui? Pergunto.

— Vim jantar com você. Sei que pizza não é muito saudável, mas peguei algo rápido mesmo pois estava com pressa. Precisamos conversar sobre nosso caso. O que vamos e não vamos permitir nessa relação. Para melhor dizer, devemos falar um para o outro quais são nossos limites. Você ainda quer ser minha né? Ele pergunta e parece que está com medo de ouvir um não.

— Eu adoro pizza! Digo e dou risada. Henry continua me olhando e esperando minha resposta. Acho que essa conversa será importante e demorada, então vou pegar os pratos, talheres e copos para servirmos e aí sim conversarmos. Viro-me e pego os utensílios, coloco na mesa e aponto para uma das cadeiras para Henry sentar. Ele senta e me fita. Vamos ver se você acertou o sabor que eu gosto... Abro a caixa de pizza e vejo que a metade é de calabresa com catupiry e a outra metade quatro queijos. Hum... Acertou em cheio Henry! Meus dois sabores prediletos. Vou comer a de calabresa primeiro. Qual você quer comer? Pergunto só para deixá-lo na expectativa desta conversa.

— Quero comer você Carolyne. Mas enquanto isso não acontece, sirva-me do mesmo sabor que escolheu para si. Ele diz e sinto minhas bochechas pegarem fogo com sua resposta. Mas tento não mostrar isso para ele.

— Como queira. Sirvo seu prato e coloco refrigerante em seu copo. Termino de me servir e sento-me a sua frente. Então, acho que tenho alguns limites rígidos... Digo e o olho. E minha decisão continua a mesma, quero ser sua. Sua expressão relaxa e ele sorri.

— Essa pizza está uma delícia, não? Ele provoca e é tão sexy mesmo quando come. Diga-me o que não poderei fazer com você Carolyne. Eu penso por um momento no que dizer.

— Não quero que me bata tão forte. Não quero humilhação verbal e você só pode me mandar dentro de quatro paredes, fora delas, eu faço o que eu bem entender. Digo.

— Só isso? Henry ri. Sobre apanhar, eu geralmente bato forte quando a submissa me desobedece e temos palavras de segurança para evitarmos machucados piores e eu também não gosto de humilhação verbal. Eu te mando sim, dentro e fora de quatro paredes. Para eu ter certeza que estará bem e será só minha durante o tempo que ficarmos juntos.

— E você será só meu? Pergunto.

— Já te disse duas vezes que sou fiel quando estou com uma sub. Eu não curto sair comendo várias mulheres ao mesmo tempo Carolyne! Ele fica um tanto irritado. Olha, eu não gosto de sexo com mais de duas pessoas, com animais e desprezo humilhação verbal. Não acho isso uma forma de dar prazer a outra pessoa. Tem certeza que você não tem mais nenhum limite rígido? Ele pergunta.

— Acho que são os mesmos que os seus limites... E também tem essas tais palavras de segurança, pode ter certeza que vou usar se eu não agüentar a pressão. Digo. E por falar nisso, quais serão as palavras? Pergunto.

— Geralmente é amarelo e vermelho. O amarelo é para alertar que eu vá com calma pois você pode estar sendo machucada, mas ainda está firme. O vermelho é quando realmente você não agüentar mais, então vou parar tudo o que estiver fazendo na hora!

— Não sei... Não parece seguro. Digo com um pouco de receio.

— Carolyne confie em mim! Jamais machuquei alguém de propósito. Quando falar amarelo, eu vou diminuir o ritmo. Quando falar vermelho, eu irei parar. Nunca quebrei as regras do jogo e não farei isso logo com você, que me interessa tanto quanto as outras me interessaram. Sinto confiança nele, mesmo sem o conhecer. Não sei o que está acontecendo comigo.

— Vou confiar em você uma única vez. Não costumo ter bom coração para perdoar erros... Continuo a comer meu pedaço de pizza e Henry faz o mesmo. O silêncio toma conta de nós e já estou ficando nervosa com isso, mas Henry logo me olha e pensa por alguns segundos.

— Eu sei que ainda existe uma ferida enorme dentro de você. E mesmo sem te conhecer direito sinto muita raiva de Robert por isso. Mas vou te pedir mais uma vez, não me compare com ele, eu jamais seria tão baixo assim. Meu coração dói. Sei que você não quer falar sobre esse assunto, mas Robert se mudou para cá de novo, parece que comprou uma empresa de turismo e acho que ele ficou balançado quando te viu na festa de Roger... Henry passa a mão pelo cabelo e volta seu olhar para mim.

— Eu sei disso... Digo baixo. A empresa que ele comprou é a que eu trabalho... A expressão de Henry muda e ele levanta rápido, puxa-me forte os braços e cola seu corpo no meu, sua testa na minha. Sua respiração está acelerada e seus olhos são chamas prestes a me queimar.

Notas finais
Bem pessoas, este provávelmente será o último cap da semana e como vou para o interior (minha mãe mora tipo numa chácara, rs), lá não tem internet, mas assim que possível retornarei a postar!
Sei que esse cap deixaram vcs curiosas (talvez né), no próximo vou caprichar para recompensar a espera.

Não fiquem bravas comigo, por favor *-*
Estou tão feliz com minhas férias e que vou ver minha mamuska e família... Espero que entendam!
Mas enquanto isso continuarei a escrever para postar um mooooooooooooonte de cap para vcs, combinado?!

Beijos meninas, já estou com saudade...

Até mais =)