Notas iniciais
Esse capítulo fiz com mais ânimo. Finalmente apareceu um leitor, pensei que eu iria terminar minha história e mais ninguém iria ler além de mim ¬¬'
Bom, espero que gostem se mais alguém ler.

Glenda ouviu o grito de sua amiga de lá de fora. Correu para ver o que havia ocorrido. Preocupada, gritava pelos corredores:

– Cintia! Cadê você? Viu a Madonna sem maquiagem, foi?

Ao chegar ao local, olhou fixamente para o corpo ao chão. Viu sua amiga chorando, depois de um tempo questionou:

– Ele era gay?

Cintia parou imediatamente de chorar, olhou com um olhar de reprovação para a amiga e respondeu a sua pergunta:

– Isso não te interessa e muito menos vem ao caso agora! Pensei que você tivesse coração! O Daniel está morto, MORTO! E você fica aí preocupada se ele era gay ou não.

– Ah, desculpa, é que realmente é um desperdício. Acho que quem fez isso tava com medo da concorrência.

– Você é insensível!

– Não se trata de sensibilidade, e sim de realidade. Que tipo de homem usaria isto? Se bem que ele até que tem bom gosto. Vamos ligar pra polícia agora mesmo.

– Isso. Liga pra polícia que eu ligo para o diretor Horus para avisá-lo.

Cintia pegou o celular e ligou para o diretor Horus. Discou os números, mas suas mãos não paravam de tremer. Glenda ao perceber isso, apenas abraçou sua amiga num gesto de amizade. Horus atende ao telefone:

– Quem me incomoda?

– Sou eu Horus, a Cintia! Aconteceu uma tragédia aqui no set de gravação, o Daniel, aquele rapaz que cuidava da organização dos estúdios, lembra? Ele foi assassinado!

– Oh, não me diga! Isso é tão triste! Estou chocado, meu Deus! Quem poderia fazer uma coisa dessas? Okay, eu já fiz meu drama, posso voltar a dormir agora?

– Horus, eu não acredito que você fez isso. Ele era uma pessoa, que por sinal era importante para o filme!

– Ah, me poupe Cintia! Não me venha bancar a boazinha agora. Existem pessoas pra colocar no lugar dele, mas meu sono não tem como recuperar. Até mais — desligou o telefone.

Cintia, estava paralisada com a reação de Horus.

– E aí, o que ele disse? — perguntou Glenda.

– Disse que iria dormir, e desligou.

– E quem é ‘’insensível’’ agora? – disse isso com bastante ironia.

Cintia apenas olhou para Glenda e ficou calada. Glenda prosseguiu:

– A polícia já está a caminho. Eles disseram que era pra a gente não sair daqui, pra prestar depoimento. Em que roubada você me meteu, tá vendo, Cintia?

– Mas eu não tive culpa, não fui eu quem o matou! — disse isso revoltada com a amiga.

– Que ótimo. Agora estamos aqui sozinhas com um defunto gay e um assassino à solta.

– Pelo menos a polícia já está chegando.

As duas ficaram um tempo sem se falar, até a chegada da polícia. Apareceu um policial alto, de pele branca. Seus cabelos eram negros, tinha aparência de ter descendência norte-americana. Mesmo à noite, notavam-se seus olhos azuis. Seu nome era James. As moças ficaram encantadas com o policial, e assim que chegou se aproximou delas e perguntou:

– Foram vocês que fizeram a denúncia de um homem que foi assassinado?

– Foi sim – disse Glenda mordendo os lábios.

– Vocês devem comparecer à delegacia para prestar depoimento. Me acompanhem.

– Claro que sim, senhor policial! – disse Cintia.

– James. Meu nome é James.

– Bonito nome! – disse Glenda.

– Me acompanhem, senhoritas.

Ambas foram à delegacia, prestaram depoimento e, às vezes, deixavam escapar algumas cantadas para cima do policial. Elas corriam o risco de ficarem como suspeitas, por razão de serem as únicas pessoas no set. Ao terminarem de prestar o depoimento, as duas estavam de partida e o policial veio até elas para se despedir:

– Até mais, moças! – disse isso com um sorriso no canto do rosto.

– Oh, mas agora você não pode nos deixar sozinhas com um assassino solto por aí! – disse Cintia dando uma piscadela para o policial.

Glenda percebendo também começou a falar:

– E nós precisamos de um policial, forte, esperto, ágil, alto, lindo, gostoso, maravi...

Cintia vê o tamanho da empolgação da amiga e pisa em seu pé para que ela volte à realidade. Afinal, as duas estavam dentro de uma delegacia.

– Ai! – disse Glenda.

Cintia sorriu e completou:

– O que nós queremos dizer é que, agora é perigoso deixar duas donzelas em perigo por aí, afinal, eu sou uma atriz famosa e a minha amiga é uma cantora de sucesso. E não sabemos se esse psicopata ainda está por aí por perto.

– Entendo. – disse James analisando a situação – Acho que realmente vocês precisam de alguém pra resolver este probleminha.

As meninas se olham, sorriem uma para outra. O policial pede licença e sai de perto das meninas.

James volta com outro policial. É um policial um pouco menor que James. Este usava óculos com lentes grossas, parecia ter miopia. Ele tinha o cabelo um pouco grande, eram cabelos negros, encaracolados, eram cabelos desajeitados. Aparentemente era um policial desengonçado, e com um aspecto nerd. Sua aparência não era nada agradável. James levou-o até as garotas e o apresentou:

– Este é Policial Chuck. Ele ficará responsável pela segurança de vocês.

– E aí! – disse policial Chuck para Cintia e Glenda.

As garotas se olharam e desmancharam o sorriso. Parecia que o plano delas de pegar carona com o Policial James falhou.

– Tá, obrigado! – disse Cintia forçando um sorriso.

– Não tem de quê – disse James.

– Não se preocupe garotas. Vou proteger vocês.

– Tá bem – disse Glenda para o Chuck -! Policial James, por acaso assim, o senhor tem Facebook? – disse isso descaradamente.

O policial James apenas sorriu e falou para as meninas:

– Até mais!

As meninas foram furiosas para casa. Ainda por cima tiveram que aguentar a presença do Policial Chuck, que além de feio, não parava de falar dentro do carro. Glenda que não é nada sutil, disse numa explosão de raiva:

– Dá pra calar a boca, por favor?

O Policial Chuck ficou calado não porque ela pediu, mas sim pela arrogância de Glenda. Cintia falou:

– Tá vendo, Glenda, a culpa foi sua. Agora tem um assassino solto por aí e um nerd na nossa cola.

Glenda arregalou os olhos com tamanha calúnia, e respondeu para a amiga:

– Ah é? Foi você quem exagerou com aquela historinha toda! Sua... Vaca!

– Não me chame de vaca, sua estúpida!

– Parem meninas, não vamos começar uma discussão – disse Chuck olhando pelo retrovisor do carro.

As duas mandaram-no calar a boca quase que simultaneamente, e prosseguiram em silêncio até chegar à casa de Cintia. Chegaram por volta das 1h00min da madrugada. Ambas tomaram banho, se trocaram, e perceberam que o clima estava realmente pesado. Elas estavam no quarto de Cintia. Glenda resolveu quebrar o gelo:

– Não use esta blusinha rosa. Você fica gorda com ela.

– Ah, mas eu só uso para dormir.

– Tá bem. Me desculpe por ter te xingado. É que eu pensava que minhas férias iriam ser mais tranquilas. Não imaginei que iria ter que passar por tudo isso.

– Eu entendo. Me desculpe também.

As duas se abraçam carinhosamente. Em seguida vão até a cozinha e preparam alguma coisa para comer. Elas ainda conversaram bastante pela madrugada.

Ao amanhecer, Cintia acorda por volta das 9h00min da manhã com uma mensagem, que veio de Horus, e dizia o seguinte:

‘’As gravações e ensaios do filme estão suspensos por tempo indeterminado. Devido ao ocorrido na noite anterior, a policia interditou a cena do crime e por consequência vamos passar alguns dias sem nos encontrar até liberarem o local. Atenciosamente, Horus. ’’

Cintia sorriu com a notícia, pois com essa gravação do filme quase não tinha tempo nem para respirar. Ela correu para o quarto de Glenda para contar a notícia.

Depois disso, as duas ficaram vários dias saindo e se divertindo em todos os lugares, nem lembravam do que havia ocorrido no set de gravação. Passaram-se dias e mais dias, e a polícia não encontrou nenhum suspeito importante para o crime. Parecia um crime realmente perfeito. Passou-se quase um mês para finalmente o estúdio ser liberado. Cintia voltou com sua rotina de antes, agora, acompanhada com sua amiga. Mas, os mistérios não acabaram por ai...

Notas finais
Desde já peço desculpas pelo capítulo curto e corrido. O próximo terá mais suspense e será maior. Como prometido, mais personagens aparecerão... E novos mistérios também.