Não é fácil aceitar que precisa de ajuda, ainda quando temos pessoas ao nosso lado que nos chama de preguiçosa, que queremos chamar atenção de alguém, isso só aumenta a tristeza que está na nossa alma.

Finalmente encontra-se coragem para levantar da cama e ir no clínico geral que dá o diagnóstico de depressão e um encaminhamento para um psicólogo.

Infelizmente muitas pessoas falam que psicólogo é médico de pessoas doidas e o medo de consultar com esse especialista nos invade.

Como temos acesso a internet procuramos saber um pouco sobre a doença da qual recebemos o diagnóstico e descobrimos que ela não é curável, pois é uma doença da mente, não basta tomar remédio para ficar bem como acontece em uma doença física.

Após obter essa informação, o desânimo se torna mais pois como lutar contra uma doença que não pode ser curada por remédios?

Chega o dia da consulta com o psicólogo, nesse inseguro vai no consultório, na primeira vez é muito difícil se abrir com esse profissional que tenta lhe ajudar, mas para ele conseguir fazer isso precisamos colaborar.

Antes do fim da consulta, o psicólogo te encaminha para um psiquiatra e o seu pânico aumenta já que esse profissional tem fama de cuidar apenas de pessoas doidas e você não é doido.

Mesmo estando com muito medo e sem apoio nenhum pois infelizmente os seus familiares e amigos só sabem lhe julgar, você entra no consultório do psiquiatra que lhe ouve e receita um remédio que não cura a depressão mas diminui a ansiedade, lhe acalma.

Infelizmente o remédio é caro e não tem nos SUS (pelo menos o meu não tem), com dificuldade você adquiri esse remédio e faz o seu uso corretamente.

Mas a sua tristeza profunda continua, a falta de vontade de fazer as coisas não some, o desejo de querer não viver fica ao seu lado.

Isso tudo acontece por falta de carinho, atenção, conversa e apoio é fundamental quando se enfrenta essa doença e muitas vezes não podemos contar com ajuda da nossa família.