Lust Mermaid

11 Você pode ser minha e vai.


Senti meu cabelo ser puxado violentamente para trás e a minha nuca tocar algo gelado o que me fez despertar e encarar Barba Negra que me olhava com um sorriso enquanto agarrava os meus cabelos com força.

– Finalmente acordou, bela adormecida. — Ele disse com uma voz rouca.

Soltei um pequeno gemido de dor e tentei soltar meus cabelos das mãos dele tentando levantar a cabeça

–Calma, querida. — Ela disse soltando o meu cabelo e permitindo que eu levantasse a minha cabeça.

– O que você quer de mim? — Perguntei enquanto ele se posicionava ajoelhado à minha frente.

– Como se sente?

– Me responde! — Disse entre dentes.

– Você é uma completa humana agora, Ursula disse.

A metamorfose acabou? Eu estava viva? Mas como...eu estava tão fraca e...

– Princesa, você é linda, tanto loira quanto ruiva ou morena. Eu nunca esqueci você. — Ele passava a mão pela minha coxa. — Agora que você é humana, você pode ser minha e vai.

Tentei me mover para tirar a mão dele de mim mas eu não consegui.

– Eu nunca vou ser sua, Barba Negra. — Disse sorrindo.

– Seu cheiro marinho me possui, Emma.

Senti vontade de vomitar de tanto nojo dele que eu estava sentindo, imagens do que ele poderia me fazer rondaram a minha mente, afinal eu não poderia sair dali.

– Socorro! Alguém me ajuda! Por favor! — Gritei afim de alguém ouvir e chamar a guarda real ou vir simplesmente me tirar dali.

Ele me deu um tapa forte no rosto e senti sangue escorrer do canto da minha boca. Todo o que eu queria naquele momento era fugir e eu voltei a me movimentar tentando me soltar até sentir o sabor nojento da boca dele na minha.

– Ninguém vai te ouvir, princesa. — Ele disse colocando as mãos dele no meu rosto.

– Preciso ir no banheiro. — Sussurrei.

Ele suspirou e fez um dos seus homens desatar meus pés e minha mãos me empurrando para fora daquela cela e eu me deparei com um corredor comprido e escuro, olhei um pouco para cima e vi uma janela, me soltei do homem e lhe dei um soco no rosto correndo em direcção à janela mas quando eu estava a uns milímetros de pular pela janela senti o homem me agarrar pela cintura e me jogar com força na parede do lado oposto.

– Não deveria ter feito isso. — Ele disse entre dentes enquanto me arrastava de novo para dentro da cela fechando a porta da mesma num estrondo fazendo com que todos os piratas que estavam lá dentro olhassem para mim.

– Ela tentou fugir, capitão.

–Má ideia, princesa...rapazes, saiam. — Logo os piratas saíram nos deixando sozinhos e eu ouvi a porta ser trancada do lado de fora.

– O que vai fazer?

–Vamos brincar, Emma. — Ele disse com um sorriso malicioso.

Ele me arrastou até uma cama que só agora eu tinha reparado que havia lá, pois ela ficava atrás de mim e me prendeu lá, passando de seguida as sua mãos pelo meu ventre já nu e com o nome "Ursula" estampado em cicatrizes.

– Sua pele está tão macia quanto antes. — Ele sussurrou.

– Tire suas mãos nojentas de mim, pirata! -Gritei enquanto o encarava.

– Fique calma, querida, logo você vai estar se divertindo tanto quanto eu, tal como nos não tão velhos tempos. — Então ele levou os seus lábios até os meus e me beijou, mas eu não correspondi ficando quieta. — Não se faça de difícil. — Ele disse no meu ouvido.

Então ele se dirigiu para o meu pescoço e desviou os meu cabelos do mesmo enquanto dava alguns beijos e chupões no local, ele levanta a cabeça e olha os meus seios com um olhar malicioso o que me fez querer morrer ali mesmo.

– Não faça isso...- Disse entre lágrimas.

Ele não respondeu e se aproximou do meu seio direito e o chupou enquanto subia para cima da cama e consequentemente para cima de mim, a língua molhada dele me fez contorcer por baixo do seu corpo, ele olhou para mim e sorriu.

– Você é minha, princesa. — Ele disse sussurrando.

– Não! Eu não sou sua! Nunca serei! — Gritei tentando me soltar.

Então eu ouvi o barulho de algo sento perfurado e logo sangue vindo do capitão começou a cair em cima de mim enquanto o pirata ficava cada vez mais pálido em cima de mim.

–Pois não, ela é minha. — Eu ouvi uma outra voz dizer.

Então meu coração disparou quanto Barba Negra caiu no chão e eu pude ver dois olhos azuis me encarando com preocupação...

–Hook...-ele veio me salvar.