Lust Mermaid

3 Sereia pirata?


Tinham-se passado três semanas e ainda estava na Jolly Roger...nunca tinha ficado tanto tempo perto de humanos depois de me transformar em sereia, mas, como é óbvio, pelo menos uma vez por semana Hook me ajudava a ir dentro de água para eu não virar espuma, porque isso é o que acontece quando ficamos muito tempo fora de água.

Eu estava praticamente com a cabeça enfiada dentro do armário cheio de roupas do capitão quando ouvi a porta do quarto se abrindo atrás de mim.

– Posso te ajudar, Swan? — Hook disse se aproximando de mim.

– Estou farta desses vestidos.

–E...?

– Eu posso vestir uma das suas roupas? — ele me olhou de cima a baixo e depois abriu um sorriso.

– Não, mas pode usar essa. — Ele me empurrou mexendo nas roupas e tirou de lá uma calça de cabedal bem justa, um cinto preto, umas botas de salto igualmente pretas, uma blusa azul marinho e uma jaqueta de couro preta com corte feminino, tudo roupa de mulher.

–Porque motivo um capitão pirata tem roupa de mulher no seu armário? Você gosta de se disfarçar de mulher ou é das putas que costumam vir aqui? — Quando eu falei essa ultima frase eu percebi que o brilho nos olhos dele desapareceu e ele me encarava com alguma raiva.

– Não tem nada a ver com isso, só se vista e cale essa sua maldita boca. — Ele atirou a roupa para cima de mim e saiu fechando a porta num estrondo.

Horas depois eu ganhei coragem para sair do quarto e me dirigi para o convés, onde se encontrava um capitão olhando para a lua perdido em pensamentos.

Ele estava lindo, como sempre, e a luz da lua o deixava ainda mais incrivelmente sexy, assim que eu fui me aproximando ele me encarou com o olhar carregado de raiva o que me assustou um pouco.

– Como você teve coragem de sair daquele quarto? — ele disse me olhando de cima a baixo.

– Porque ficou tão chateado?

– Nada...- ele respirou fundo e ficamos em silêncio durante uns segundos. — Vamos fingir que você ficou de boca calada. — Ele se aproximou de mim pegando a minha mão gentilmente e beijando a mesma...só agora tinha me lembrado que ainda não tinha o beijado...estava demorando tempo demais essa brincadeira.

Ele deu a volta e se colocou atrás de mim me abraçando e apoiando o seu queixo na minha cabeça, eu não sabia se ele estava tentando ser um cavalheiro para me levar para a cama ou se estava realmente sendo gentil comigo...estaria ele se apaixonando sem eu usar o meu beijo? Impossível.

– Você fica linda com essa roupa, amor. — Ele sussurrou no meu ouvido.

– Vou ficar envergonhada se continuar a me elogiar desse jeito. — Eu disse encostando a minha cabeça mais no peito dele.

– Killian. — Uma voz masculina chamou fazendo o pirata me soltar.

– Oi Baelfire. — Hook respondeu olhando o homem que se encontrava agora na nossa frente.

– Quem é essa linda dama? — O homem que eu nunca tinha visto ali no navio perguntou me encarando com um sorriso gentil.

– Essa é Emma, ela é...uma garota que encontrei perdida no mar.

– Perdida no mar? — Ele questionou me analisando.

– Sim, perdida, Hook me salvou de uma tempestade.- Interrompi a conversa e Killian me encarou com um olhar desaprovador.

–Hook salvou uma pessoa? Não me diga que está amolecendo, amigo. Pensei que você só se importasse consigo próprio.

– E eu só me importo comigo próprio, digamos que ela é uma bela mulher e eu não ia deixar os tubarões terem o prazer de a comerem. Agora se não se importa eu e a Emma temos uns assuntos para tratar. — Ele entrelaçou os seus dedos nos meus e me guiou de novo para dentro do quarto trancando a porta de seguida.

Ele abriu um baú e tirou de lá duas garrafas cheias daquilo que eu pensava, e tinha a certeza, que era rum entregando uma para mim e de seguida se sentando comigo na cama.

– Desde quando ele está abordo? — Eu perguntei soltando a minha mão da dele que ele insistiu em agarrar.

– Desde hoje à tarde, nós atracamos num reino e ele entrou, não sei até quando ele vai ficar.

Ele então me ajudou a abrir a garrafa a qual eu bebi por completo em alguns goles sentindo o liquido queimar a minha garganta, ele estava tentando me embebedar?

– Sabe dançar, Swan? — Ele perguntou sussurrando no meu ouvido.

– Digamos que com uma cauda não dá para dançar então...não tenho muita experiência nisso.

– Vai negar uma dança ao seu capitão? Aposto que muitas mulheres gostariam de estar no seu lugar agora. — Ele disse me olhando com um sorriso safado no rosto.

– Primeiro: Você não é meu capitão; Segundo: Eu não sou uma mulher, sou uma sereia; Terceiro: a gente não tem musica. — Ele pegou a minha mão e me obrigou a levantar.

– Só me siga.

Ele me puxou para perto do corpo dele e começou a me guiar numa dança ao som das ondas do mar batendo no casco da Jolly Roger, ele percebeu que eu estava meio atrapalhada então ele segurou mais firmemente na minha cintura e sussurrou com uma voz grave no meu ouvido:

– Feche seus olhos e ouça as ondas do mar, sinta o ritmo e deixe eu te guiar.

Abri um sorriso malicioso e fechei os olhos fazendo o que ele ordenou.

Eu senti ele batendo contra alguma coisa e abri os olhos, ele tinha batido contra o armário.

–Desculpe, o seu decote me desconcentrou. — Falou tentando arranjando uma desculpa.

Ele me virou fazendo com que eu ficasse de costas para ele e colocou a sua mão e o seu gancho na minha cintura me guiando numa dança lenta.

– Pelo menos agora o meu decote não vai desconcentra-lo mais, capitão. — Disse no meio de um risada abafada.

– Digamos que outra parte do seu corpo está me distraindo agora, amor. — ele disse junto do meu ouvido e só ai eu percebi que minha bunda estava praticamente colada nele.

Um desejo intenso tomou conta de mim, como eu nunca tinha sentido antes e eu abanei a cabeça tentando afastar todos os pensamentos perversos que eu estava tendo naquele momento.

Continuamos dançando lentamente naquela posição e eu comecei a me soltar um pouco mais, parecia que estava apanhando o jeito, ele era um ótimo professor.

Me virei de frente para ele de novo a fim de o encarar e sorri.

E num movimento rápido ele deu um beijo na minha bochecha...porque eu fiquei com medo que ele me beijasse? Porquê?

Eu e ele nos sentamos de novo na cama e ele se inclinou de novo para perto de mim colocando uma mecha do meu cabelo atrás da orelha com seu gancho enquanto a sua mão direita acariciava a minha face, eu comecei a fechar os olhos a fim de o beijar e acabar logo com aquela brincadeira gostosa de "come, não come" mas antes que isso acontecesse ouvi batidas fortes na porta e ele se afastou.

– Capitão! Estamos sendo atacados! — Uma voz masculina chamou...Mr. Smee...

– Já volto, Swan. Aconteça o que acontecer não sai-a daqui. — ele depositou um beijo na minha testa e eu retribui com um sorriso meio forçado enquanto o vi-a sair do quarto.

Droga...o que estava acontecendo comigo?

– Onde está a sereia, Jones? — Ouvi uma voz perguntar do lado de fora...Barba Negra...

– Não há sereia alguma aqui, Barba Negra.

–Vamos homens! Vasculhem esse navio de cabo a rabo, não deixem nem um baú por virar! Eu quero aquela sereia! E você, Jones, se tentar me impedir eu te mato.

– E assim o farei, companheiro. — De seguida ouvi um barulho de metal batendo um no outro.

Eu só consegui-a imaginar Barba Negra cortando a cabeça perfeita de Hook.

Sem conseguir mais a aguentar aquela imagem na minha cabeça me levantei da cama e sai do quarto encontrando um convés completamente revirado do avesso e dois piratas ensanguentados lutando, praticamente se matando um ao outro.

– Qual o seu problema, Barba Negra? O que quer de mim? — Perguntei o desafiando.

Ele tirou os seus olhos de Hook e me encarou soltando o capitão e vindo até mim me prensando contra a parede.

– Era você, sua maldita? Era você aquela ruiva gostosa, não era? O que você fez comigo?! — Ele agarrou o meu pescoço com força me levantando do chão. — Só consigo pensar em você.

– Solta ela! — Hook falou apontando a espada ao pescoço do Barba Negra.

– Como queira, capitão. — Barba Negra me jogou longe e logo os marujos da sua tripulação nojenta pularam em cima de mim me arrancando a roupa peça por peça.

– Você deveria me agradecer, Jones. Eu estou o livrando de ser enfeitiçado por esse demónio. — Hook estava tentando chegar até mim mas Barba Negra sempre tentava lhe cortar a cabeça de alguma maneira para ele não chegar junto de mim.

Senti umas 16 mãos percorrerem o meu corpo, apertarem os meus seios e a minha bunda e acariciando a minha intimidade e eu não conseguia me mexer porque outras quatro mãos me prendiam as mãos e os pés com força, a única coisa que eu consegui-a fazer era chorar.

– Você vai aprender a não brincar mais com o Barba Negra, peixe. — um dos marinheiros fieis ao Barba Negra se aproximou das minhas pernas e as abriu me penetrando com tudo e me fazendo gritar alto, muito alto, por cauda da dor.

– Tira suas mãos dela! — Hook enterrou a espada no pescoço do Barba Negra correndo até mim e cortando, sem dó nem piedade, as duas mãos do homem que estava me violentando, e todos os outros se afastaram com medo indo socorrer o seu capitão.

– Ela já te enfeitiçou, Jones? Se prepare, ela vai deixa-lo, você vai sofrer como nunca sofreu. Amor é fraqueza. — Barba Negra gritou com muita dificuldade enquanto voltava para o seu navio junto com os seus marujos.

Hook tirou o seu sobretudo o colocando nos meus ombros e depois me abraçando com força fazendo carinho nos meus cabelos enquanto eu continuava chorando descontroladamente.

– Você está bem, amor?

– Eu por acaso pareço bem, Hook?! — Disse me afastando dele, mas ele me abraçou de novo.

–Tem razão, foi uma pergunta idiota...Mr.Smee! — Smee se aproximou de nós cautelosamente.

–Sim, senhor?

– Fique no leme e mude a rota para o sul, eu e a Srt.ª Swan vamos tentar...nos acalmar. — Ele me guiou até ao quarto trancando a porta.

Notas finais
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