Lust Mermaid
9 Presa de novo com aquela dupla
Eu tinha ficado horas ajoelhada no chão chorando, senti-a meu coração quebrado, me sentia horrivelmente mal...aquela era a dor que eu fazia o homens sentir quando ia embora? Eu ouvia uma voz dentro da minha cabeça rindo da minha figura descontroladamente enquanto sussurrava um volte para o palácio, se vingue, mate ele, mas eu não ia ceder a esse pedido cruel, eu amava ele, ele me ensinou a sentir de novo.
Me levantei e sai daquele navio praticamente arrastada, Mr. Smee ainda tentou me impedir de sair, mas mesmo assim eu me arrastei cheia de dores até à praia me sentando na beira mar.
A água tocava nas minhas pernas e eu olhava para as mesmas rezando para me transformar em espuma e desaparecer no meio de toda aquela água, mas minhas pernas continuavam intactas, eu estava mais calma, olhei meu reflexo na água e meus olhos estavam ligeiramente inchados e avermelhados e meu cabelo estava mais loiro do que nunca, o que mostrava que eu estava realmente me transformando numa humana mortal pouco a pouco.
Me arrastei para dentro de água e me deitei de barriga para cima ficando a flutuar entre as ondas enquanto sentia o vestido se colar no meu corpo encharcado. Deixei que as lágrimas escorressem de novo dos meus olhos se fundindo com a água fria e salgada do mar, eu me sentia perdida.
Meu estômago apertou, eu estava com fome, mais um sinal que eu estava virando humana, sai da água e esperei para que meu vestido e meu cabelo secassem um pouco antes de entrar na vila que se encontrava à beira mar afim de procurar algum bar.
Comecei a caminhar e avistei um bar meio dentro da vila para minha sorte. Logo que coloquei o meu pé no estabelecimento senti duas mãos grandes na minha cintura me puxando para trás, senti algo duro bater forte na minha cabeça e minha visão ficou instantaneamente negra.
Senti algo puxar meus pulsos e amarrarem os mesmos em algo que eu senti ser feito de ferro e fizeram o mesmo com meus pés, comecei a me contorcer em desespero e antes sequer que eu pensasse em gritar senti um pano molhado na minha boca.
Eu comecei a entrar em pânico e senti meu corpo tremer por completo.
Com alguns movimentos precisos consegui tirar o pano da minha boca gritando socorro o mais alto que conseguia no momento, que não era tão alto assim.
– Calada, princesa, você está me dando trabalho de mais. — Uma voz rouca que eu conhecia bem sussurrou no meu ouvido.
– Me solta, Barba Negra! O que estão fazendo comigo?! — Perguntei tentando parecer o mais confiante possível.
– Meus homens vão finalizar o trabalho que não acabaram com você na Jolly Roger, já que seu pirata não está aqui para salva-la novamente. — Ele disse sorrindo.
–Me solta! — Gritei novamente.
Então senti algo afiado golpear meu rosto, uma lamina de espada, um fio de sangue escorreu de minha face direita caindo no chão por baixo de mim, parecia que estávamos num porão.
Fiquei quieta e não me permiti derramar uma única lágrima, meu coração batia descontroladamente graça ao estado de pânico e desespero em que eu me encontrava, nunca tinha ficado tão indefesa assim na minha vida.
Olhei em volta e reparei que estava no meio do porão sentada numa cadeira de ferro e minhas mãos e pés estavam amarrados à mesma, eu quase podia sentir o olhar nojento do capitão e dos seus homens rasgando meu vestido.
Tentei me mover afim de me soltar mas senti novamente uma lamina rasgar a minha face.
– Quieta, princesa. A gente ainda quer se divertir muito com você, não pense que vai fugir. — Barba Negra falou passando as suas mãos pelos meus cabelos me fazendo querer vomitar.
Olhei para trás do capitão e pude ver mais quatro homens, três altos e um baixo, eles conversavam entre si num tom baixo e se olhavam.
Senti a mão de um dos homens passar pelo interior da minha coxa, o que me fez tremer, enquanto o capitão continuava passando a mão nos meus cabelos, me machucando um pouco, eu tentei mover os meus pulsos mas acabei desistindo, era realmente impossível me soltar.
O homem que passava a mão no interior da minha coxa era loiro e a sua pele era extremamente clara, praticamente transparente.
– Está gostando, princesa? — Ele perguntou olhando fundo no meus olhos.
–Não. — Respondi secamente tentando esconder a minha voz tremula de medo.
– Vamos resolver isso. — Ele passou os dedos na minha intimidade, o que me fez gemer um pouco, levantando o meu vestido com a outra mão.
– P-Porque está fazendo isso comigo?
Ele não respondeu nada e enfiou dois dedos furtivamente na minha intimidade me fazendo gemer, dessa vez de dor.
Pelo meu ver já tinham passado horas e aquele loiro continuava brincando com o meu corpo enquanto todos os outros o observavam como se estivessem esperando a vez para brincarem com o seu mais recente brinquedo humano, eu tentava incessantemente me soltar, mesmo eu ainda não tendo um plano para seguir quando e se conseguisse me soltar, fugir correndo não me parecia uma boa ideia já que eles eram mais que eu. Outros dois homens acabaram rasgando o meu vestindo e começaram a me acariciar de uma maneira extremamente violenta.
– Minha Emma, nunca pensei que tivesse que contratar um pirata para te arrancar dos braços de outro. — Uma mulher de longos cabelos negros, com a pele negra e enrugada entrou no porão se aproximando de mim com um sorriso.
– Você de novo, bruxa? — Disse tentando abafar alguns gemidos involuntários.
– Vejo que está se divertindo, abandonada. — Ela disse se aproximando lentamente de mim.
– Pare com isso tudo! — Gritei.
– Nunca pensei que uma amaldiçoada desse tanto trabalho, infelizmente vou ter que te prender aqui com esses piratas, espero que não se importe, Emma.
– Você só pode estar brincando comigo! — Eu disse tentando me soltar.
Ela fez uma espada aparecer na sua mão e passou a ponta afiada da mesma no meu ventre escrevendo o seu nome.
– Eu não brinco...Swan. — Ela disse tentando imitar o sotaque Irlandês de Hook.
– Por favor...me deixa ir embora. — Deixei cair um lágrima dos meus olhos que caiu em uma das mãos dos homens que me acariciavam.
Eu não queria chorar na frente dela mas não dava mais para aguentar a dor e logo um choro compulsivo se apoderou de mim quebrando todas as minhas barreiras.
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