Notas iniciais
E vamos do inicio. De onde Leah e Sam se conhceram. Aproveitem!

O sol estava começando a se pôr, tingindo o céu anormalmente sem nuvens de La Push em tons suaves de laranja e rosa. Leah Clearwater gostava de caminhar àquela hora, sentindo a brisa do mar misturada com o cheiro das árvores ao redor. Ela sempre foi independente e determinada, mas ultimamente se sentia inquieta, como se estivesse à espera de algo – ou alguém.

Foi em uma dessas caminhadas solitárias que ela o viu pela primeira vez. Sam Uley estava sentado em uma pedra perto da praia, os olhos fixos no horizonte, como se estivesse refletindo sobre o mundo inteiro. Havia algo de sereno nele, uma força silenciosa que chamou a atenção de Leah imediatamente.

Ela não era do tipo que se deixava encantar facilmente, mas havia algo em Sam que era difícil de ignorar. Curiosa, Leah se aproximou.

— Ei, Sam, né? — Sua voz era firme, mas havia uma leve curiosidade. — O que você faz aqui, sozinho?

Sam levantou o olhar, surpreso pela abordagem, mas logo sorriu. Era um sorriso simples, mas sincero, o tipo que fazia as pessoas se sentirem à vontade.

— Às vezes gosto de pensar — ele respondeu, apontando com o queixo para o mar. — Ajuda a organizar as coisas aqui dentro.

Leah sorriu de volta, sentindo uma conexão inesperada. Eles não disseram mais nada naquele momento, mas era como se ambos tivessem entendido que ali, naquele instante, algo estava começando. E assim, uma amizade inicial se formou, sem pressa, baseada em pequenas conversas e olhares trocados.

O tempo passou, e as conversas ocasionais entre Leah e Sam logo se transformaram em tardes inteiras juntos. Eles tinham uma química fácil, como se suas personalidades complementassem uma à outra de forma natural. Sam era calmo e introspectivo, enquanto Leah era intensa e cheia de vida, e juntos eles encontraram uma harmonia.

Passar tempo juntos se tornou algo cotidiano, uma parte natural de suas rotinas. Às vezes, passavam as tardes assistindo a filmes em silêncio, confortavelmente deitados no sofá da sala de Sam, comendo pizza. Eles raramente discutiam sobre qual filme assistir, mas sempre acabavam escolhendo algo entre ação e comédia. Leah adorava zombar das cenas exageradas de luta, e Sam sempre ria das piadas secas que ela fazia durante os diálogos. No fim das contas, não importava o filme – o que importava era estarem ali, juntos.

Outras vezes, eles preferiam algo mais simples, como caminhar pela praia de La Push, onde podiam falar sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Nessas caminhadas, Sam compartilhava com Leah seus sonhos de ajudar a comunidade e seu desejo de fazer algo importante, mesmo que ele não soubesse ainda o que isso significava. Leah, por sua vez, falava sobre seus planos de se destacar na escola e encontrar seu próprio caminho, mesmo que às vezes sentisse o peso das expectativas familiares. Nessas conversas, ela não se sentia julgada por Sam; pelo contrário, ele a ouvia com uma atenção genuína que a fazia sentir-se compreendida.

Um de seus passatempos favoritos, no entanto, era sentar em um café local. Eles sempre pediam o mesmo: um café forte para Sam e um cappuccino doce para Leah. Ficavam horas observando as pessoas que passavam pela janela, criando histórias imaginárias sobre suas vidas. Leah tinha uma capacidade incrível de inventar as histórias mais absurdas, enquanto Sam ria e contribuía com detalhes engraçados. Eles tinham várias piadas internas sobre alguns dos frequentadores regulares, como o homem que sempre usava o mesmo chapéu velho, ou a senhora que parecia estar sempre falando ao telefone com alguém que nunca respondia.

— Aposto que ela está fingindo essa conversa pra não ter que falar com ninguém — Leah sussurrou certa vez, inclinando-se sobre a mesa com um sorriso travesso.

— Ou talvez ela esteja discutindo com um espírito — Sam respondeu, tentando manter a expressão séria.

Leah riu alto, e Sam a acompanhou, o som das risadas deles se misturando ao ruído suave do café. Era nesses momentos que Leah se sentia mais próxima de Sam – nos pequenos detalhes, nas piadas compartilhadas, nas conversas que não precisavam de muita profundidade para serem significativas.

Havia algo especial na maneira como o tempo passava quando estavam juntos. Eles faziam planos sem perceber: de caminhar por novos lugares da reserva, de assistir à próxima maratona de filmes de ação, de continuar observando as pessoas no café. Tudo era simples, mas tudo era importante. Com Sam, Leah nunca se sentia sozinha. Havia uma sensação crescente de pertencimento, como se ela finalmente tivesse encontrado alguém que a compreendia completamente.

Uma noite, enquanto estavam deitados na praia, observando as estrelas refletidas nas ondas do mar, Sam falou baixinho:

— Sabe, Leah... nunca conheci alguém como você. Você me faz querer ser uma versão melhor de mim mesmo.

Leah sentiu o coração disparar, mas ao mesmo tempo, uma calma tomou conta dela. Olhando para Sam, ela sabia que aquele sentimento era recíproco. Por mais que não falassem em voz alta, ambos sabiam que estavam se apaixonando, de um jeito natural e inevitável.