Notas iniciais
Sempre postarei mais nas minhas folgas, pois posso passar dias sem uma atualização. Espero que gostem!

O sol brilhava alto no céu quando Leah saiu dos portões da escola, ainda se acostumando ao ritmo do primeiro ano do ensino médio. Ela se destacava entre as outras calouras, não porque gostasse de ser o centro das atenções, mas por sua confiança natural e jeito independente. Mesmo assim, aquele dia tinha um toque especial.

Quando Leah ouviu o ronco familiar de uma moto, seus olhos imediatamente se voltaram para o som. Ali estava ele, Sam Uley, parado casualmente ao lado de sua moto preta, usando uma jaqueta de couro que o fazia parecer ainda mais maduro do que de costume. As amigas de Leah, Fran e Hanna, logo começaram a cochichar e rir.

— Leah, você não nos contou que o Sam Uley ia te buscar hoje! — disse Fran, com um sorriso malicioso nos lábios.

— Wow, ele está super charmoso! — comentou Hanna, cutucando Leah com o cotovelo. — É sério, se você não for, eu vou!

Leah tentou manter a compostura, mas sentiu o calor subir em seu rosto. Embora ela fosse normalmente confiante, Sam tinha o efeito peculiar de deixá-la tímida. Era um misto de empolgação e nervosismo. Ela sabia que todo mundo no pátio da escola estava assistindo, mas tentou ignorar os olhares curiosos.

Sam, por sua vez, acenou para ela com um sorriso despreocupado.

— Hey, Leah — ele disse, sua voz tranquila, como se não houvesse mais ninguém por perto. — Quer uma carona pra casa?

Leah respirou fundo, tentando controlar o coração acelerado. Não era de recusar desafios e, por mais que estivesse nervosa, ela não queria parecer hesitante. Com um aceno firme, ela caminhou em direção à moto.

— Claro — respondeu, sua voz mais segura do que ela realmente se sentia. — Por que não?

As amigas de Leah explodiram em risadinhas e comentários atrás dela, claramente animadas com o espetáculo. Fran até gritou brincando:

— Leah, me avisa se precisar de ajuda pra segurar firme!

Leah revirou os olhos, tentando esconder o sorriso tímido. Ao chegar perto da moto, Sam entregou a ela um capacete, e ela o colocou rapidamente, sentindo o peso da expectativa de todos os olhares em sua direção. Subindo na moto atrás de Sam, ela hesitou por um momento antes de colocar as mãos em volta da cintura dele.

— Pode segurar firme, prometo não correr muito — ele disse, com um tom brincalhão na voz.

Com um rugido baixo do motor, eles partiram, deixando para trás os cochichos e as risadas de suas amigas. O vento fresco da tarde batia em seu rosto, e Leah sentiu a adrenalina e o conforto de estar com Sam ao mesmo tempo. Aquele momento parecia perfeito, até chegarem na casa dela.

Assim que a moto parou em frente à casa dos Clearwater, Leah viu seu pai, Harry Clearwater, parado na varanda com os braços cruzados, observando atentamente. O olhar protetor de Harry capturou o de Leah, deixando claro que ele estava no controle da situação, mesmo sem dizer uma palavra. Sam também percebeu a presença dele e fez um aceno respeitoso.

— Obrigado pela carona, Sam — Leah disse, deslizando para fora da moto com um sorriso tímido, enquanto tirava o capacete.

— Sempre que precisar, Leah — ele respondeu com um brilho nos olhos. — Até mais.

Quando Sam se foi, Leah caminhou até a varanda, sentindo o olhar protetor de seu pai.

— Achei que a gente tinha combinado de não aceitar carona de moto? — Harry perguntou, o tom sério, mas com um leve sorriso escondido.

— Ah, pai... — Leah revirou os olhos, mas não conseguiu evitar um sorriso também. — Foi só uma carona. Está tudo bem.

Harry deu de ombros, finalmente relaxando. Ele confiava em Leah, mas sua expressão deixava claro que ele estaria sempre de olho.

No dia seguinte, Leah desceu para o café da manhã, sentindo-se ainda embalada pelo que havia acontecido no dia anterior. O aroma familiar de café e panquecas preenchia a cozinha, onde seu pai, Harry, já estava sentado, folheando o jornal, e sua mãe, Sue, preparava a mesa. Seth, seu irmão mais novo, estava na ponta da mesa, devorando uma montanha de panquecas com entusiasmo juvenil.

Leah se sentou em silêncio, tentando se misturar à rotina da manhã, mas sabia que não seria tão fácil. Não demorou muito para que seu pai abaixasse o jornal, com um olhar brincalhão.

— Então, Sue — disse ele, como quem não quer nada, enquanto pegava uma xícara de café. — Você sabia que nossa filha tem um namorado?

Leah congelou por um segundo, sentindo o calor subir ao rosto. Ela sabia que aquilo viria, mas não esperava que fosse tão cedo, e tampouco assim, de forma tão direta. Seu instinto foi fingir indiferença, então pegou um pedaço de torrada e deu de ombros, mantendo a compostura.

— Não é nada disso — Leah respondeu, tentando soar casual. — Eu e Sam somos só amigos.

Antes que pudesse terminar, Seth, que até então estava ocupado com as panquecas, começou a rir alto.

— Só amigos, é? Então por que ele te buscou de moto ontem, hein? — provocou, com a boca cheia.

Leah lançou um olhar afiado para o irmão, mas não podia deixar transparecer muito. Manter a calma era sua estratégia.

— Sim, Seth, só amigos — Leah insistiu, cortando a palavra com firmeza. — Ele me deu uma carona, só isso.

Sua mãe, Sue, estava em silêncio, mas Leah notou o pequeno sorriso que se formou no canto dos lábios dela enquanto servia mais café na xícara do marido. Havia uma compreensão ali, uma cumplicidade que não precisava ser dita em voz alta.

— Só amigos, claro... — murmurou Sue, disfarçando a risada, seus olhos observando Leah de soslaio.

Harry, por outro lado, continuou provocando:

— Bem, Sue, o tal do Sam parece um bom rapaz. Quem sabe não podemos convidá-lo para o jantar um dia desses? O que acha, Leah?

Leah manteve a calma, pegando mais um pedaço de torrada e olhando diretamente para o pai.

— Quando ele parar de me dar carona de moto, talvez — respondeu ela, com um sorriso forçado, mas não sem graça.

Seth riu de novo, se divertindo com a situação, enquanto Sue, agora definitivamente divertida, balançava a cabeça.

— Harry, deixa a Leah em paz — disse ela, ainda com aquele sorriso suave, como se soubesse muito bem o que a filha estava sentindo.

Leah não pôde evitar sorrir um pouco também. Apesar da brincadeira, ela sabia que sua família só queria protegê-la. Mesmo assim, era complicado quando eles pareciam entender mais dos sentimentos dela do que ela mesma estava pronta para admitir.

Notas finais
Me deixem saber se estão gostando xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.