Lumos Solem
27 Capítulo XXV
Notas iniciais
— Accio máscaras. — Ele disse e duas máscaras negras voaram para as mãos dele em meio a confusão de pessoas dançando. — Lá estão eles!
Sirius passou uma das máscaras para Pasca e colocou a própria.
— Feliz?
A garota não respondeu, deu um passo para trás, deixando eles passarem. Black revirou os olhos e puxou Pasca pela sala tumultuada.
Lily e James avistaram os dois antes deles chegarem perto o suficiente. O casal começou a dar pulinhos e aplaudir, sorrisos em seus rostos. Claramente bêbados.
— Precisamos conversar. — Sirius falou sério para os dois.
O sorriso de Lily foi sumindo, mas James ainda não havia entendido.
— Vamos dançar antes! — James deu um rodopio seguindo a música.
— Não, James. Escute, aconteceu algo enquanto estávamos em Londres. — Sirius disse segurando James pelos braços.
— Espero que tenha sido ótimo. — James disse fazendo uma dança sensual com os braços presos.
— James, não, não foi ótimo! Quero dizer... essa parte foi. — Seus olhos pularam de Pasca para James, a expressão dela era uma incógnita com a máscara. — Teve um ataque de Comensais da Morte quando estávamos em Londres. — Sirius disse em meio a um suspiro.
Foi o suficiente para James parar de dançar.
Lupin suspirou de forma cansada ao final do relato de Sirius. Todos já não usavam máscaras mais.
— Acho que as nossas escapadas acabaram. — Sirius disse para Pasca.
Ela balançou a cabeça negativamente, brava.
— Pasca, vai ficar tudo bem. — Lily disse segurando o braço da garota de forma reconfortante.
— Está tudo bem, em algum momento isso aconteceria. — Ela disse.
— Como assim? — James perguntou.
— Eu não vou ficar quieta durante essa guerra. — Pasca disse como se fosse óbvio — Os quietos são os coniventes, eu vou lutar.
Eles ficaram todos em silêncio, surpreendidos, impactados pelas poucas palavras.
— Você sabe que podemos te esconder, né? — Lupin perguntou.
— Eu não vou me esconder! Quem vocês acham que eu sou? — A expressão de Pasca era puro choque, sua mão no peito, estacionada em surpresa.
Sirius deu um pequeno sorriso refreado.
— Você está completamente certa, Pasca. — James disse. — Temos pessoas que querem lutar também.
— Enquanto não podemos de fato fazer parte da Ordem... — Lupin continuou.
— Porque somos novos demais... — Pettigrew interrompeu, adicionando.
— Criamos a nossa que busca só se informar. — Lupin continuou, sem se importar com a interrupção.
Eles mantiveram o silêncio, apenas a música tocando como fundo. Sirius tentou não mostrar a ansiedade em sua voz.
— Pasca, mesmo assim é perigoso. Você deve pensar se realmente quer fazer isso. — Sirius disse como sua voz no tom usual.
Ele nunca se perdoaria se algo terrível acontecesse com ela.
— Eu já sei o que eu quero. — Pasca disse teimosa.
— Ele tem razão, Pasca. — Lily disse.
— Pense por um tempo.
— Se você decidir de juntar a nós, ficaremos gratos, porém, se decidir preservar-se, tudo bem, ajudará sendo resistência. — Lupin disse e Sirius agradeceu silenciosamente pelas palavras bem ditas.
Pasca piscou rapidamente, desconcertada, e concordou com a cabeça. Sirius soltou o ar e levantou-se.
— Vou te levar até o Salão Comunal da Lufa-Lufa, você precisa descansar.
Do lado de fora do Salão da Grifinória, era completo silêncio, aparentemente todos estavam na festa, celebrando o fim das provas.
— Não estou cansada. — Pasca disse seguindo Sirius em direção ao porão.
— Ah, espere até colocar a cabeça no travesseiro. — Sirius deu uma risada, a qual Pasca não compartilhou.
— Está chateada?
— Quero fazer alguma coisa, Sirius, pelas pessoas. — Ela disse.
Sirius sorriu — Eu entendo, acredite. Mais do que ninguém eu acredito, mas você tem que ter certeza, o passo depois disso é a Ordem da Fênix, assim que nos formarmos.
— Eu só me preocupo... — Sirius disse colocando alguns cachos atrás da orelha dela.
Foi inevitável para Pasca sorrir depois disso, ele sabia.
— Minha segurança é mais importante do que a vida de milhares de trouxas? — Indagou.
— Quem é que está confiante agora? — Sirius brincou.
Pasca riu e Sirius saboreou o som vindo de sua garganta.
— Nos vemos por aí? — Sirius disse na entrada no Salão Comunal da Lufa-Lufa.
Ela concordou com a cabeça. E se aproximou devagar, claramente checando se seria apropriado despedir-se de forma mais física. Isso fez com que os lábios de Sirius curvassem-se. Ele a achava a coisa mais adorável do mundo inteiro.
O garoto a puxou pela cintura, seu rosto afundando em seu cabelo, tentando impregnar sua mente com o cheiro dela.
Pasca o abraçou também, o rosto dela na clavícula dele, fazendo-o arrepiar-se com sua respiração. Sirius acariciou seu longo cabelo.
Quando estava satisfeito, ele levantou o rosto dela, tomando seus lábios para ele, Pasca suspirou agradavelmente contra sua boca e partiu seus lábios.
Sirius a sentiu tão quente quanto ele, abraçou sua cintura com menos ternura e mais paixão, enquanto empurrava-a contra a parede. Pasca exprimiu um som satisfatório demais para ele.
— De repente não quero que você vá dormir. — Sirius murmurou afastando suas bocas.
Pasca arfava lentamente, em seus olhos Sirius viu malícia como nunca havia avistado em seu rosto. Ele se afastou e bagunçou o cabelo, tentando fazer com que o oxigênio entrasse na cabeça.
— Tenha bons sonhos. — Disse e plantou um beijo em seus lábios antes de dar as costas.
— Se eu conseguir dormir! — Diisse alto, fazendo-o rir.
"Ela é incrível" era o que ressoava enquanto se afastava cada vez mais, a caminho da torre da Grifinória. "Como alguém pode ser tão corajoso, adorável, engraçado e ser tão...?".
O encontro teve um replay em sua mente e até chegar a parte em que ela dissera que estava vendo outra pessoa, sua personalidade dupla voltara a seus pensamentos "Será só os dois de mim?"
Sirius quis dar meia volta e perguntar a Pasca quantas pessoas havia. Aquela parecia uma ótima ideia, primeiramente, ele se pegou sorrindo orgulhoso. O sorriso foi falhando com a ideia... Ele foi pensando em como não queria fazê-la sentir-se suja.
A solução estava com ele. Teria que confessar a verdade: contar que era os dois e esperar que não houvesse um terceiro... E que ela gostasse dos dois de forma igual.
Sirius não esperava que a festa estivesse acabado e não se surpreendeu quando voltou ao Salão Comunal da Grifinória. Ela não parecia nem perto de seu fim. A garota que guardava a porta agora dançava com uma outra garota pequena.
James, Lily, Lupin e Peter estavam todos serenos, calmos em um canto. James colocou o braço ao redor dos ombros do amigo assim que este sentou-se ao seu lado.
— Por que não quer que Pasca entre pro grupo?
Sirius deu um pequeno sorriso: o canto esquerdo de seus lábios repuxando para cima. Ele gostava da sinceridade do amigo, ele sempre dizia o que achava, perguntava o que queria.
— Me preocupo. — Disse simplesmente, devolvendo a honestidade.
— Mas realmente precisa? — Lily perguntou.
— A garota sabe Legilimência, afinal. — Peter disse.
— E não pareceu assustada depois de hoje. — A ruiva ressaltou.
Lupin balançou a cabeça para os lados.
— Vocês não entendem como é sentir que está levando as pessoas com quem se importa diretamente para o perigo.
Potter foi o primeiro a entender a base de Remo.
— Lupin, você não obrigou nenhum de nós a entrar naquela casa e assistir você se ferindo. — Ele disse apontando para a casa mal-assombrada.
— Mas se algo um dia acontecer como vocês quando eu estiver daquele jeito, serei eu o culpado. — Lupin disse.
James discordou balançando a cabeça.
Sirius desviou o olhar para a janela, ele avistava o salgueiro de onde estava. Lá parecia tranquilo, nada abafado como aquela sala, ele começava a suar mesmo sem a jaqueta.
A casa estava realmente calma. O vento frio entrava por alguma janela aberta que ele não se importava em fechar. O uivo conduzindo pela fresta era como uma canção de ninar.
Sirius deitou-se num dos sofás da sala de estar e antes que pudesse se entregar, estava sonhando com Pasca.
No dia seguinte, ele despertou cedo e fez o caminho de volta para o castelo em sua forma de quatro patas. O vento continuava frio, ele sabia que nevaria mais tarde. Também escutava vozes próximas, ele identificou umas delas. Era Pyrites. Uma segunda voz o respondeu e então a voz que ele queria ouvir anunciou-se.
Sirius parou no jardim do castelo e avistou Pasca. Conversavam animadamente sobre a festa de ontem, aparentemente todos estavam lá.
O cão latiu, anunciando-se para eles. Pasca olhou em sua direção e não pareceu pensar duas vezes antes de caminhar em sua direção.
— Oi.
Sirius assentiu com a cabeça em um "olá".
— Podem ir sem mim. — Virou-se para dizer a seus amigos.
Todos eles se despediram balançando as mãos.
— Desculpa por sexta. Na verdade, — Ela se interrompeu — nem sei se você fugiu por causa do que eu fiz.
"Eu não fugi! Eu... tive que ir embora!", Sirius grunhiu.
— Não foi isso? — Pasca perguntou, entendendendo errado.
Sirius balançou a cabeça veementemente.
— Espera, estou confusa.
Sirius revirou os olhos caninos enquanto grunhia. Em um pulo, ele apoiou-se nos ombros dela e olhou fundo em seus olhos.
— Legilimentes. — Pasca murmurou, seus olhos ficaram vazios de expressão.
Sirius concentrou-se em passar para ela apenas o sentimento dos dedos dela tocando a base de sua nuca e aí o desespero dele. Mas não foi somente isso que ele passou, foi também o excitamento, o calor, a vontade, toda a entrega, a adrenalina de ter os lábios dela contra os deles naquela sala escura.
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