Lumos Solem

22 Capítulo XX


Notas iniciais
Oi, leitores belos. Desculpa o atraso! Tive todo o cuidado para revisar esse capítulo, ele é muito sensível para mim e eu espero que vocês gostem ♥ Postei uns aesthetics outro dia só pela diversão mesmo, não vai ser sempre que terei coisas para mostrar e é importante lembrar que aquele texto não tem nada a ver com a nossa história, tá? Boa leitura ♥

As mãos de Sirius estavam na cintura da loira, segurando-a como se ela pudesse escapar, seus lábios roçaram na sua pele antes de ele levantar a cabeça, o rosto de Pasca na altura do peitoral dele, as mãos delicadas ainda na base de seu pescoço.

— Eu vou te deixar ir, porque se não… Não te deixarei ir por muito tempo. — Sirius murmurou inclinando-se levemente, com sua voz rouca perto do ouvido dela.

Pasca suspirou longamente e pegou o livro da mão dele.

— Poderia não ter me deixado ir. — Ela disse provocante virando-se de costas e seguindo pelo corredor.

Sirius sorriu abertamente e penteou o cabelo para trás, ele ainda sentia o cheiro dela e também sentia o desconforto entre as pernas, agora bem mais do que antes. “Ela estava tão perto…”, pensou enquanto lembrava dos seios dela contra ele. Sirius balançou a cabeça, tentando espantar os pensamentos, mas rapidamente ações que ele desejava que acontecessem vieram para sua cabeça.

O melhor remédio para tal situação foi rememorar toda a situação com Pasca até a parte em que ela dissera sobre Charlotte Vane. O sorriso bobo sumiu de seus lábios e foi substituído por uma carranca de nojo.

— Pera, pera, pera, a Vane bateu na Pasca? — James perguntara retoricamente, seus olhos estavam arregalados e suas mãos espalmadas na frente do corpo, pedindo um tempo a Sirius que contava a história a todos.

Sirius balançou a cabeça afirmamente. Os marotos e Lily estavam em sua área de sempre na Sala Comunal da Grifinória. Todos eles possuíam livros no colo e dividiam as anotações de Lupin, já era tarde.

— Estou tão chocado quanto você. — Disse Sirius que esperou a Sala ficar vazia para poder contar o que descobrira.

— Na verdade, não estou tão chocada. — Lily disse sentada na poltrona mais macia com as pernas balançando jogadas sobre o braço da cadeira. — Vane é capaz de muita coisa, Sirius. Ela é realmente assustadora. — Lily arrepiou-se.

— O que ela poderia querer com isso? — Sirius revirou os olhos.

— Não acho que isso seja um plano, acho que ela só colocou para fora o que sentia.

— O quanto antes você oficializar com a Pasca, melhor! — James disse.

— Sim, com certeza. — Lupin concordou.

— Não dá para correr com as coisas com ela… Tem que ser devagar… Ela se assusta fácil. — Sirius disse olhando para a lareira.

— Acho que não é ela que se assusta fácil. — James murmurou no ouvido de Lily, que riu.

— E por que você não tem mais visto ela como cão? — Pettigrew perguntou.

— Ela é muito estudiosa. — Sirius revirou os olhos novamente. — Pediu um tempo só para estudar e não me ver. Nosso encontro só vai ser no final de semana por causa das provas.

— Ela está certa, Sirius, são provas importantes. — Lily disse.

— É, é, claro que são. — Sirius cruzou os braços como uma criança contrariada.

— Eu vou dormir. — Lupin disse levantando-se e espreguiçando-se.

— Acho que também vou. — Disse Sirius e o acompanhou até o dormitório.

— Por que você ainda não disse para ela sobre o animago? — Remo perguntou trocando de roupa.

— Eu gosto dela, gosto muito mesmo dela, por isso acho que devo ir com calma… Ela gosta de mim, do Sirius, ou do cara que ela encontra no escuro? — Sirius disse sentado na cama.

— Por que isso importa? Os dois são o mesmo cara.

— Porque para ela não são… E eu também não sou exatamente o mesmo com ela quando sou um cão. Para começar eu não falo. Talvez ela sinta atração por esse cara da mesma forma que sente atração por um terapeuta.

— … O que? — Lupin franziu a testa.

— Talvez eu esteja viajando nessa última parte aí, mas ela pode gostar mais de um cara aparentemente calmo e na dele do que de mim, que não sou desse tipo. — Sirius disse.

Lupin ficou em silêncio, absorvendo o que o amigo estava contando.

— Você está testando ela então?

— Falando assim soa muito calculista.

— Mas é. É muito calculista, Sirius. — Lupin disse negando com a cabeça.

— Talvez seja, mas preciso que ela goste de mim e dele de forma igual. — Sirius disse desarrumando o cabelo.

— Isso parece mais formas de evitar a sua felicidade… — Lupin disse dobrando a roupa que usara naquele dia.

— Quem tem um encontro com Sirius Black? — Rachel perguntou de forma cantada.

— Eu! — Pasca apontou para si mesma.

— Pasca tem um encontro Sirius Black! — Rachel cantou de olhos fechados enquanto fazia uma dancinha, como se este fosse o próximo hit do verão.

Pasca fez sua “dança de sucesso”. Eram os movimentos performados pela garota em momentos de vitória. Até este dia foram performados por causa de objetivos acadêmicos.

— E o que vai fazer com o... Almofadinhas? — Pyrites perguntou depois de todos pararem de rir. — Não acha que está privilegiando um deles?

Pyrites queria ver o circo pegar fogo.

— Bom, eu quero ver Almofadinhas tanto quanto quero ver Sirius, mas não tenho comunicação da mesma forma com os dois. — Pasca disse consertando o rabo de cavalo.

Sirius também pensava na pergunta de Pyrites, "Será que Pasca não gosta desse cara que ela acha que não sou eu? Ela passa tempo comigo mesmo depois de ter dito para ele que teria que focar no estudo…"

A tão aguardada semana de provas começou e passou de forma mais lenta impossível. No meio da semana o cabelo de Pasca já expressava seu sentimento em relação àquela época. Sirius também ficara tenso, nada comparado a maior parte dos alunos; o que o acalmava era pensar no sábado que se aproximava, e era essa mesma coisa que deixava Pasca distraída e, portanto, mais irritada.

— E se ele perceber que eu sou chata? — Pasca perguntou para Rachel.

— Quê?! Mas você não é chata! — Rachel respondeu com a voz irritada, as mãos na frente do corpo, como que dizendo "Quê?!".

— Ai, eu devia estar preocupada com a prova de poções agora!

Na quinta-feira, Sirius plantou outro bilhetinho no bolso de Pasca e na sexta-feira à noite, Pasca rumou para a Sala Precisa, ansiosa e suando um pouco.

Muitos alunos vagavam pelos corredores conversando e rindo alto, comemorando o fim das avaliações, os professores haviam sido generosos com o toque de recolher apenas naquele dia especial.

O coração de Pasca batia desritmado enquanto ela caminhava na direção da parede de pedra familiar. A porta se formou quando ela pensou no tipo certo de sala que procurava. Ela girou a maçaneta e encontrou o breu do cômodo, iluminado brevemente pela luz que entrava com a ajuda dela. Naquele breve momento nada da sala se mexeu e tudo parecia estático, como se não houvesse ninguém lá.

Pasca caminhou devagar com os braços estendidos tateando até chegar ao sofá. Ela não conseguia escutar a respiração de ninguém, muito menos ver nada, mas sabia que não estava sozinha. E logo ela sentiu uma mão segurar seu antebraço, o que a fez arfar e dar um pulo.

— É você? — Ela sussurrou, sua voz denunciava seu nervosismo.

— Sim. — A voz falou tão baixo que Pasca quase não escutou.

— Prove.

Por um instante a voz nada fez, Pasca começava a sentir medo, até que os dedos quentes em seu braço se moveram, subindo e a segurando. A outra mão serpenteou por sua cintura e a puxou para perto, de forma um tanto abrupta.

Ela podia sentir que o dono da voz era alto, eles estavam perto o suficiente para a única coisa necessária era abaixar-se e beijá-la, o que Sirius fez.

Pasca arfou novamente e segurou os braços dele, empurrando-o, mas Sirius insistiu, ainda pressionando os lábios macios dela com os dele e ela o reconheceu como o dono do corpo do cão, mesmo sem nunca tê-lo beijado — ou ela pensava assim.

Pasca suspirou contra seus lábios e recebeu a língua do dono da voz. Sirius levou a mão que segurava seu braço até suas costas. Pasca emitiu um som e Sirius a trouxe para mais perto, ela sentia que estava derretendo, se mantendo em pé por causa dele. Os dedos de Pasca subiram pelo braço dele, tocando seus músculos, ombros, até chegar a seu pescoço, onde suas digitais sentiram os fios de seu cabelo.

Sirius retraiu-se, dando três passos para trás e quebrando o beijo. Os dois arfaram, de surpresa e falta de ar.

— Desculpa! — Pasca disse alto e repetiu sussurrando. — Desculpa.

Sirius passou as mãos nos cabelos deixando o nervosismo contaminá-lo. Aquele tinha sido um movimento arriscado, poderia ter sido descoberto, afinal ele já havia beijado-a antes, mas ela parecia não ter associado as duas coisas; porém, ela poderia juntar todas as pistas, agora sabia o comprimento de seu cabelo. Sirius podia vê-la — sua visão era muito superior à de Pasca e outros bruxos que não eram animagos -, ela estava apoiando-se no sofá, seu peito subia e descia, buscando ar. Seu cabelo estava preso, mas de forma diferente, a parte da frente estava presa e o resto do cabelo solto, ele achou que ficava muito bonito assim, parecendo uma princesa ou algo do tipo. Suas roupas eram escuras como as dele.

Ele observou enquanto ela tirava o sobretudo e ficava só com o suéter escuro, ele marcava as curvas dela perfeitamente, o que provocou mais mudanças na área de sua virilha. O beijo tinha sido perfeito para ele, melhor do que ele havia imaginado. Ela tinha gosto de chuva e de chocolate e o cheiro de grama cortada era inebriante.

Notas finais
E aí? O que acharam? Eu tô postando isso super tensa.