Lumos Solem

15 Capítulo XV


Notas iniciais
Postarei quartas e domingos agora :))

— Sei lá, não sei mais o que fazer. — Sirius disse de forma quase ininteligível enquanto fazia uma bagunça no próprio cabelo.

Lupin, Pettigrew e James continuavam a observar Sirius se contorcendo na cama de dossel. Os três marotos permaneceram sentados na cama de James, olhando Sirius.

— Ela não gosta de mim. — Sirius disse depois de muito momentos em silêncio, fazendo sons guturais.

— Por que ele só não conta para ela que gosta dela e aí vê se ela gosta dele também? — Pettigrew murmurou na orelha de James.

James deu de ombros, os olhos esbugalhados em consternação.

— Sirius, deveríamos estar estudando para as provas. — Lupin disse com um livro escondido atrás das costas.

E foi nisso em que se focaram pela próxima semana, até Sirius vislumbrar outra cena entre Pyrites e Pasca.

Os dois estavam sentados na mesa da Sonserina muito próximos um do outro, a mão esquerda de Pasca segurada pelas de Pyrites enquanto ele arriscava espiadas na direção dos olhos dela.

Sirius revirou seus olhos acinzentados para essa cena e continuou com seu cereal matinal.

— Ou eles só são amigos. — James disse tomando chá.

Sirius sobressaltou-se, derramando leite na gravata.

— Ei, Black! — Uma voz desconhecida o chamou.

Sirius virou-se ainda caminhando, pronto para fazer nada durante o horário livre. Meio correndo e meio andando rápido, Pyrites aproximou-se, seu cabelo perfeitamente simetricamente loiro era muito brilhante, “Com certeza faz alguma coisa no cabelo, nenhum cabelo é assim”, pensou Sirius.

— Nos conhecemos? — Sirius perguntou de cara fechada.

— Uau, nas histórias da Pasca você é mais simpático. — Pyrites disse consertando a própria gravata. — Enfim, é aniversário dela semana que vem, quinta-feira.

Sirius permaneceu em silêncio.

Pyrites revirou os olhos — E sabendo quem você é… você poderia tirar a gente daqui para comemorarmos no Três Vassouras. — Pyrites disse sílaba por sílaba como se falasse com um estrangeiro.

Sirius franziu as sobrancelhas e engoliu em seco antes de dizer. — Por que você acha que eu faria isso?

— Porque você gosta dela. E ela gostaria disso. — Pyrites deixou o deboche de lado, sua cara agora era preocupada, como se percebendo que Sirius tinha problemas mentais.

Sirius ficou em silêncio.

— Vocês… você… não gosta da Pasca? — Sirius perguntou lentamente.

— O que?! Cara, não! Ela é uma das minhas melhores amigas! — Pyrites disse com as mãos no peito.

— … Ah.

— Ah. — Pyrites o imitou. — Enfim, se quiser bolar alguma coisa fale comigo ou com a Rachel.

Sirius concordou.

— Espera, quem é Rachel? — Sirius perguntou para um Pyrites que já estava indo embora.

Horas depois na torre da Grifinória Sirius levou o assunto para o resto dos Marotos e Lily.

— Então, espera, você quer sair de Hogwarts numa quinta-feira com… nove pessoas. — James recapitulou.

— No meio de uma guerra, isso. — Sirius balançou a cabeça afirmamente.

James concordou com a cabeça também e apertou a mão do amigo. — Fechou.

— Espera, espera, espera. — Remo disse levantando-se do melhor sofá da sala. — Sirius, como acha que faremos isso? Não cabemos todos debaixo da capa da invisibilidade, há vários monitores nos corredores o tempo todo e eu sou um deles! — Lupin levantou a voz na última frase.

— Vamos arrumar um jeito, Remo. — James disse de forma assertiva.

— James, podemos ser expulsos. — Lily disse séria. — Ou atchim. — Todos disseram saúde. — Pior.

— Lily, vamos arrumar um jeito. — James disse sentando-se do lado dela e colocando o braço ao seu redor.

O dia 24 de novembro não demorou a chegar, nem a neve a cessar. A aula de Pasca e Sirius com os unicórnios não voltaria mais a acontecer, professora Smerna cancelara as aulas e pediu como segunda avaliação uma redação enorme sobre os animais. Pasca forçou-se a não falar com Sirius e tentava não olhar na direção dele, mas tinha que admitir que estava certa, ele era muito mais bonito com aquele corte de cabelo. Com o tempo a raiva dele foi passando e ela só ficou com vergonha de falar com ele depois de seu ataque.

Na quinta-feira de manhã, Pasca recebeu presentes de todos os seus amigos e uma carta de seus pais. A linguagem deles era fria como sempre. Eles também eram muito bons em transmitir uma mensagem com muitas palavras, em suma, eles queriam desejá-la sucesso.

Todos os amigos da garota estavam sentados ao seu redor e já sabiam que escapariam mais tarde para Hogsmeade. E não se surpreenderam quando Sirius se aproximou de Pasca por trás, pousando a mão em seu ombro, o que a fez olhar para cima.

Sirius deu um pequeno sorriso e Torry abriu espaço ao lado de Pasca para que ele pudesse sentar-se.

— Feliz aniversário. — Ele disse só para ela.

— Obrigada, Sirius. — Ela disse corando levemente, tentando evitar os olhos dele, mas ele estava perto o suficiente para fazer com que essa ação fosse reprimida.

— Tenho uma surpresa para você.

— Não está bravo comigo? — Ela também não conseguiu reprimir essa pergunta.

Sirius demorou para responder, não era esse o diálogo que ele havia ensaiado. — Não, não estou bravo com você… estou com saudades. — Ele disse corando também, olhando para os guardanapos em cima da mesa.

Pasca voltou os olhos para os guardanapos também.

— Como é seu aniversário, gostaria de te levar para sair. — Ele acabou dizendo o que queria de verdade e não o planejado. — Quer dizer, não só você! Meus amigos e eu queremos levar você e seus amigos para beber no Três Vassouras.

— Todos nós? — Ela perguntou incrédula.

— Sim, todos vocês e James, Lupin e Peter.

— E Lily?

— Ah, ela pegou um resfriado, acho que terá que ficar.

Pasca balançou a cabeça afirmamente e franziu as sobrancelhas. — Isso não é incrivelmente perigoso?

— Bom, é, mas já pagamos adiantado para Madame Rosmerta e ela embarcou na ideia. — Ele deu de ombros.

— Por que estão fazendo uma coisa tão legal por mim? — Pasca brincou com o novo presente.

Rachel havia presenteado a amiga com uma pelúcia de uma flor que parecia respirar. Sirius observou a flor por um tempo antes de responder, ele não queria parecer caído de amores por ela, mas também não queria parecer frio.

— Você fez muito por Lily, logo, por todos nós e… — Ele tomou fôlego antes de dizer. — Talvez às vezes você seja sim o centro do meu universo.

Eles se entreolharam, as bochechas de Pasca pareciam que iriam entrar em combustão, mas mesmo assim ela não tirou os olhos dele. As bochechas de Sirius também estava avermelhadas, não como as da garota, mas de forma rara. O olhar que eles trocaram parecia ter sido o suficiente para Sirius, ele não sentia a necessidade de se despedir, então simplesmente levantou-se da mesa.

Os amigos de Pasca fingiam estar fazendo coisas importantes como contemplar o teto. Alguns outros alunos de Hogwarts pareciam menos preocupados em demonstrar que não estavam observando os dois.

— Okay, isso foi… alguma coisa. — Pyrites disse balançando a cabeça afirmamente.

Pasca limitou-se a acabar de tomar seu café da manhã em silêncio.

— Você escutou o que ele disse? — Pasca comentou horas depois com Torry.

A amiga balançou a cabeça negativamente, esperando a outra falar. Ela estava tão animada quando Pasca.

— Ai, por Merlin, eu sabia! Eu sabia que ele gostava de você! — Torry disse.

— Sabe, eu não gosto dessa ideia. — Uma voz à esquerda de Pasca disse, fazendo a loira parar.

Ela já havia visto aquela garota antes. Seu cabelo era na altura dos ombros e parecia muito sedoso. Ela não era alta e possuía as curvas em todos os lugares certos. Pasca sabia que seu sobrenome era Vane, e além da gravata vermelha e dourada, não tinha mais informações sobre a garota.

— Desculpa? Nos conhecemos? — Pasca perguntou, ainda estava em dúvida sobre se a garota estava falando com ela ou não.

— Eu conheço você. — Vane disse e descolou suas costas da parede. — Sei também da sua paixãozinha por Sirius.

Pasca não conseguiu pensar em nenhuma resposta para oferecer.

— Fique fora dessa. — Vane disse. — Pelo seu bem, Pasca. — A morena disse o nome dela como se ela fosse uma menininha.

— Não sei do que você está falando, eu nem sei quem você é. — Pasca arriscou.

Antes de Pasca pudesse acabar de falar, Vane já estava com o rosto perigosamente próximo do dela, suas pupilas enormes.

— Black… é um projeto. — Vane murmurou, Torry estava em choque com os olhos arregalados. — Ele dá trabalho, não chegue agora achando que pode sentar na janela só porque você dá a ele boas notas em Trato das Criaturas Mágicas.

— Quem você pensa que é… — Pasca também não completou essa frase também.

Vane chocou sua palma contra o rosto da garota antes que ela pudesse acabar de falar. Pasca olhou petrificada para Vane. O corredor vazio ficou cheio de repente e uma mão acolhedora puxou Pasca para longe, uma voz também acolhedora falou algo para ela, mas seus olhos e atenção ainda estavam em Vane. Torry postou-se na frente de Pasca e perguntava a ela se ela estava bem e a mesma voz acolhedora agora estava rígida e severa.

Notas finais
Quarta temos o aniversário de Pasca! Lembrando que postarei agora quartas e domingos :)) Seria um ótimo presente de aniversário para mim (hoje é meu aniversário!) se vocês comentassem e curtissem os capítulos!