Lumos Solem

19 Capítulo XIX


Notas iniciais
Nossa... Esse capítulo aqui foi... quente de escrever. Tive que tomar um banho frio depois da revisão. Espero que gostem ♥ Quarta tem mais.

Sirius havia acabado a noite de forma frustrada, já que ainda não sabia o motivo do estranhamento entre Pasca e Charlotte Vane, mas como foi uma boa surpresa deitar na cama e sentir o perfume doce de Pasca.

Seus lábios repuxaram para os cantos e ele deu uma boa fungada no travesseiro. Em sua virilha havia aquele desconforto confortável, por enquanto. Sua mão desceu até o cós da calça e ele pensou em tornar aquela sensação mais confortável ainda, mas retraiu-se, pois seus amigos estavam no quarto ainda acordados.

Ele acordou relaxado dos sonhos com a garota de olhos quentes, apesar de não ter se satisfeito totalmente.

— Café da manhã? — Lupin perguntou ao amigo.

— Café da manhã. — Sirius respondeu no salão comunal da Grifinória.

Eles usavam roupas casuais naquele final de semana e onde quer que fossem havia alunos estudando para as provas que começariam dois dias depois, a maior parte usava moletom e cachecol, protegendo-se do frio com conforto.

Chegando no grande Salão, havia alguns alunos espalhados pelas mesas. Alguns grifinórias sentados na mesa Corvinal com meninas altas e lufanos sentados com grifinórios. Os sonserinos eram os únicos que não se misturavam.

Lupin e Sirius juntaram-se a James que estava sozinho com Lily na mesa da Grifinória.

— Bom dia! — Lily disse com um sorriso radiante.

Sirius meneou a cabeça uma vez, ainda afetado pela falta do conforto da cama, apesar da noite boa.

— Olha lá que vem. — James apontou com a cabeça na direção da porta de entrada do Salão.

Sirius virou-se para assistir Pasca esbarrar com um sonserino de cara feia. Ela estava lendo e agora pedia desculpas, o menino do último ano assistia sem emoção, enquanto Sirius, James, Lupin e Lily riam.

James fez sinal para Pasca vir sentar-se com eles.

— James, o que está fazendo? — Sirius perguntou sem mover os lábios.

— Ué, chamando ela para sentar com a gente. — James disse com um sorriso.

— Por favor, não me embaracem. — Sirius disse ficando vermelho enquanto Pasca sentava ao lado dele.

— Bom dia. — Ela disse com sua voz cantada e sorriso de dentes perfeitos.

Todos responderam bom dia, menos Sirius que se contentou a sorrir para ela. Seu moletom era preto com listras laterais amarelas, o casaco e a calça combinando com o cachecol.

— E aí, Pasca? Investida nos estudos? — Lily perguntou depois de tossir.

— Ah, sim, completamente. Tenho um grupo de estudo em 30 minutos na verdade. — A lufana disse.

— Você não descansa? — Sirius perguntou.

— Tive um tempo para mim ontem. — Ela disse.

Cenários diversos passaram pela cabeça de Sirius, como Pasca saindo com outro cara.

— … E fez o que? — Ele perguntou encarando outra mesa.

— Bom, acabei dormindo. — Pasca riu e ele juntou-se a ela.

— Poderia ter um tempo para mim. Um dia desses. — Sirius murmurou para ela, os outros já haviam engajado em outra conversa.

Pasca respondeu o olhar de Sirius, suas bochechas queimaram, “Eu nunca vou me acostumar com isso”, ela pensou.

— Eu… Eu gostaria disso sim. — Um sorriso brincava em seus lábios enquanto ela dizia tais palavras.

— Quando? — Ele aproximou-se mais ainda.

— Hum, depois das provas. — Pasca murmurou.

— Sábado.

— Sábado. — Ela repetiu.

— Às 19h.

— Às 19h.

Sirius cedeu um pequeno sorriso para ela, covinhas nos cantos de seus olhos aparecendo, mas o sorriso da própria Pasca minguou, ela olhou para baixo, desviando dos olhos de Sirius.

— O que foi? — Ele perguntou.

Ela balançou a cabeça e levantou-se. — Tenho que ir.

Pasca despediu-se dos outros e partiu para a biblioteca. O caminho foi pavimentado com lembranças da Sala Precisa e o garoto cão. Quando Pasca percebeu, ela estava na frente das paredes grossas e claras. Havia tempo até ter que encontrar seu grupo de estudo… Ela pensou no salão em que o garoto e Pasca se encontravam, inconscientemente ela acariciou o medalhão.

Do outro lado da porta, a sala estava como eles haviam deixado-a. As cortinas fechadas e todo o resto intocado, o breu foi instaurado com o vedar da porta e Pasca fechou os olhos, deixando-se levar pelas memórias, ela tateou ao redor até encontrar o sofá confortável e macio no centro da sala. Sua respiração estava rápida, seu coração disparado e ela deixou-se levar novamente pelas lembranças do que não havia ocorrido, mas que ela queria que tivesse.

Seu zíper deslizou descendendo, o laço de sua calça se desfez e ela deslizou a mão direita para dentro da calcinha cor-de-rosa, suas costas encontraram o estofado do sofá e seu pé subiu para a almofada, seu joelho dobrado e a outra perna pendendo do sofá. Os lábios róseos de Pasca se entreabriram e ela puxou o ar suavemente, seus dedo indicador e médio acariciaram o botãozinho no meio de suas pernas, fazendo a garota gemer baixinho. Em sua imaginação não era ela que se dava prazer, mas uma sombra alta e grande que roçava os dedos pesados e fortes contra sua zona mais erógena. O pensamento fez com que Pasca gemesse mais alto. Seu dedo indicador afundou-se, e ela encontrou-se mais molhada do que achava.

Sua mão esquerda tateou por baixo do suéter e a falta do sutiã ajudou a agarrar o seio esquerdo, o qual ela afagou. Os dedos em sua calcinha agiram com mais velocidade e ela agora pensava em Sirius e suas mãos firmes por baixo de seu casaco, pelo resto do momento era como se os dois estivessem realmente lá, mas isso não chamou a atenção de Pasca naquele momento, ela deixou-se levar pelo peso da sombra em cima dela, os dedos por baixo do corpo pesado, brincando com o pequeno botão. O que inicialmente eram murmúrios, tornaram-se palavras escapando dos seus lábios. Ela gemia repetindo “isso” e “sim”.

Os lábios de Pasca formaram-se em um ‘O’ perfeito e ela sentiu seu corpo vibrar, enviando tremores por todas as partes. Ela soltou o ar, que nem sabia estar mantendo, de uma vez só.

— Ei! Pasca! — Sirius gritou no meio do corredor, fazendo algumas cabeças virarem-se em sua direção, não apenas a que queria.

O rosto de Pasca ficou completamente vermelho, o que o deixou curioso. Ele caminhou até ela, agora esperando por ele no meio do corredor, as cores da tarde nas paredes da escola.

— Oi, Sirius. — Ela deu um sorriso, o rosto mais perto da coloração natural.

— Está tudo bem? Você saiu de repente hoje.

Pasca partiu os lábios para mentir, mas antes que pudesse um grupo grande de meninas do último ano passaram por eles. Todas elas possuíam as mesmas curvas de Charlotte Vane, esta que liderava o grupo.

Pasca virou o rosto para o outro lado, um dos livros escapou de seus braços e chocou-se contra o chão. Sirius foi mais rápido e abaixou-se para pegar o livro, seus olhos pregados em Vane, que parecia prestes a pular em cima de Pasca por motivo algum, na cabeça de Sirius.

— Vem cá. — Sirius puxou Pasca pelo antebraço, o livro dela ainda nas mãos dela.

— Sirius, eu preciso estudar! — Pasca protestou, mas não lutou.

Em algum corredor paralelo Sirius perguntou: — O que há entre vocês duas?

Pasca suspirou, seus ombros subiram e desceram e ela esforçou-se em não manter contato visual com Sirius, que se esforçava para o contrário.

— Eu não sei o que há com ela. Acho que ela gosta muito de você. — Pasca disse medindo as palavras. — Ela me deu um tapa e me disse para ficar longe.

O rosto de Sirius ficou completamente vermelho, mas de um tom diferente do habitual perto de Pasca. Suas mãos adquiriram aspectos de punho.

— Como é que é?! — Ele aproximou-se de Pasca e pegou seu rosto entre as mãos dele, coisa que deixou Pasca mais vermelha do que o normal, já que despertava lembranças próximas que Sirius nem imaginava.

Sirius virou o rosto dos lados, examinando sua pele enquanto dizia: — Como ela pode?! Agora ela passou dos limites! Como Dumbledore não fez nada?!

— McGonagall já fez o que podia. E eu estou bem Sirius. — Ela disse segurando seus pulsos e afastando as mãos dele de seu rosto, apesar de aquilo não ser ruim.

— Está bem mesmo? — Ele perguntou trazendo suas mãos para si. — Está assustada? Imagino que esteja.

— Ela sabe ser assustadora. — Pasca meneou com a cabeça.

Sirius passou os dedos entre os fios do cabelo, ainda nervoso, e balanço a cabeça em choque.

— As coisas não vão ficar assim, tá bom? — Ele disse.

— Não queria te contar, imaginei que ficaria estressado.

— Estou bem mais que estressado. — Sirius soltou o ar.

— Me desculpe.

— … Por que está se desculpando?! — Ele subiu alguns tons de voz, exasperado.

— Ah… Sei lá, talvez eu tenha provocado.

— Provocado como, Pasca? — Sirius perguntou retoricamente. — A culpa é dela se não percebe que quero estar com outra pessoa e não supera isso.

Pasca deu um pequeno sorriso, desviando o olhar dele.

— … Quer? — Ela perguntou de forma boba.

Sirius solto um pequeno sorriso, olhando para ela e suas bochechas rosadas. — Eu já demonstrei isso algumas vezes.

Ele pegou a mão dela e a trouxe para perto. Sirius não havia esquecido do motivo de sua raiva segundos atrás, mas Pasca estava especialmente bonita naquele momento, com o crepúsculo brincando de tingir seus rostos.

— Quando eu te disse que você prendia minha atenção e quando disse que queria ficar mais tempo com você. Teve também aquela vez que te beijei.

A cada exemplo o sorriso de Pasca aumentava e Sirius se aproximava mais. Ela pousou a mão em seu peito e escalou para seu pescoço, observando seus dedos brincarem com os fios de cabelo na base do pescoço dele. Sirius inclinou-se e com o rosto próximo a seu pescoço, ele inalou o cheiro já conhecido por sua cama e plantou um beijo em seu pescoço, o que fez Pasca arfar baixinho e ele abrir um sorriso na base de seu pescoço.

Notas finais
E aí? O que acharam desse momento nem tão solo que a Pasca teve? E o que será desse cliffhanger? Muito obrigada a todos os leitores que clicaram para acompanhar minha história e, principalmente, aos que comentam em todos os capítulos ♥ Eu fico muito feliz em ler quando vocês gostam de um capítulo e de algumas passagens, é realmente o que me faz publicar capítulos nas datas certas! Hahaha, até quarta!