Lumos! Interativa
18 A tristeza em mim saúda a tristeza que há em você.
Notas iniciais
O dia em que as estrelas caíram fora a última vez que Max contara suas histórias para os outros. Desde que vira aquela cena macabra ao retornarem para o Castelo, não tinha muito ânimo para continuar sua vida normalmente. Ninguém conseguia de fato fazê-lo, e se havia a impressão do contrário sobre alguém, era apenas uma máscara para esconder o trauma.
Alunos cochichavam pelos cantos, havia uma aura de incerteza e tragédia permanente no ar, e até os funcionários e os fundadores pareciam um pouco perdidos. Os Quatro estavam tentando recuperar o controle, aquilo era visível, mas o golpe tinha sido muito forte, muito mais forte do que era de se esperar.
Ele não estava se dando muito bem com os estudos aqueles dias também, sua capacidade de concentração fora bastante afetada. Na verdade, ele nunca gostara de estudar e toda a atual situação não fizera mais do que deixá-lo ainda mais desmotivado. Max dissera a si mesmo que aquele ano seria diferente, que viveria coisas novas, mas… não era por aquilo que ele pedira. Não era aquilo que queria.
E ele continuava sendo um covarde.
Seus pais, se não foram os primeiros a questionar os Fundadores, chegaram bem perto disso. Nada mais natural, ambos eram superprotetores e extremamente cautelosos com relação ao filho, chegando mesmo a trancá-lo dentro de casa quando ele não estava na escola, afinal um dia Max colocara na cabeça que desejava ver o mundo e fugira. Na verdade… tentara fugir, um quarteirão depois encontrou um bando de bruxos vizinhos que haviam sido informados do sumiço, ao qual seus progenitores chamaram de sequestro.
Apesar da sanidade de ambos parecer bastante questionável, Max acreditava que eles tinham razão para fazer aquilo, e se chegavam a esse tipo de extremo, deveria ser porque amavam realmente ele. Entretanto esse pensamento não era suficiente para tirar sua frustração, por não poder fazer nada e por ter desenvolvido um medo do mundo que, por mais que desejasse largar, raramente conseguia.
Pior… essa tendência superprotetora deles poderia terminar com ele sendo retirado da escola. Na verdade, já era bastante incrível que ele ainda estivesse ali.
Estava suspirando mais do que o normal naquele dia, mesmo que estivesse na aula de Poções, que era a qual mais gostava. Rowena observava a sala silenciosamente, ela havia acabado de passar um exercício e, como os alunos não pareciam ter nenhum tipo de dúvida, não havia razão para insistir em explicações. Mas seus olhos permaneciam atentos, principalmente por notar que a grande maioria deles estava um tanto quanto distante, e tudo o que Rowena menos precisava era de um incidente para abalar ainda mais os ânimos.
— Você está suspirando bastante, Max. — Anastácia disse num tom baixo, ela estava diretamente ao lado dele mexendo num caldeirão, misturando água, muco de verme-cego e folhas de bálsamo de limão. Rowena achara aceitável passar a receita da poção do sono, considerando que a maioria dos alunos não estava dormindo direito. Ani não reclamara, embora estivesse curiosa sobre outra poção específica do quinto ano.
— Hum, você acha?
— Tenho certeza. Aliás, você até está amassando os ingredientes errados. — ela achou de bom tom avisá-lo, já que cometer os menores erros enquanto faziam uma poção complexa poderia causar resultados desagradáveis.
Max encarou metodicamente o pilão que estava usando para amassar algumas folhas, percebendo que havia trocado as flores de lavanda por raízes de valeriana. Bem, isso explicava um pouco porque ele estava precisando fazer tanta força para esmagar aquilo tudo.
Suspirou mais uma vez. Normalmente um erro daquele era amador demais para alguém que se orgulhava de ser muito bom em Poções. Ele quase podia sentir o olhar penetrante de Rowena sobre sua cabeça, questionando se preferia tentar mais tarde. Preferir ele até preferia, mas não daria seu braço a torcer de forma alguma.
Max livrou-se da mistura fracassada e iniciou outra com os ingredientes certos dessa vez (ele olhou pelo menos umas três vezes para garantir que estava tudo ali). Então voltou a utilizar o pilão, amassando tudo e transformando aquilo numa pasta. Ani adicionou sua própria pasta no caldeirão, e apenas observou o colega por algum tempo, que estava incluso nos vinte minutos necessários para a produção daquela etapa.Então voltou ao trabalho, também.
O rapaz sabia que a amiga estava estranhando, afinal ele era um tagarela que quase nunca se calava, e falara muito pouco nos últimos dias. Ela provavelmente estava pensando em questioná-lo sobre seu estado, mas a timidez era muito marcante em Ani, mesmo quando tratava com seus amigos. Talvez não quisesse incomodá-lo.
Mesmo assim, quando a aula chegara ao fim e os alunos foram dispensados para um breve intervalo antes da próxima, a jovem rapidamente alcançou-o e tocou de leve em seu ombro.
— Max.
Ele parou de andar subitamente, não esperava que ela realmente fosse atrás de si. Isso quase fez com que tropeçasse, mas conseguiu manter o equilíbrio e o mínimo de sua dignidade também. Embora não reclamaria se viesse a se tornar o alvo de piada de outrem, caso aquilo fosse capaz de quebrar o marasmo que parecia engolir a todos, a cada dia que passava.
— Sim?
— Como você está?
— Er… você quer que eu seja sincero sobre isso?
Anastácia fez uma expressão difícil de discernir. Talvez fosse mágoa ou preocupação, ou um pouco dos dois.
— Bem… — ele continuou, desviando o olhar. — Pelo menos Kat e Cat me deixaram em paz por um tempo.
Era uma clara tentativa de fazer uma piada, ainda mais com a utilização dos apelidos de ambas, que eram quase a mesma coisa. E, embora ela não tenha soado como uma das suas melhores, Ani deixou escapar um risinho sutil.
— Isso é algo bom, de verdade.
— Um pouquinho.
Houve uma pausa ainda mais longa, onde ele pode sentir nitidamente Anastácia apertando um pouco mais o local onde tocara. Ela estava tentando falar, era claro, mas algo a impedia. Talvez fosse a timidez, ou um receio de que seu comentário poderia feri-lo de alguma forma. No fim, a garota apenas suspirou e soltou o ombro dele, apenas para dar um suave tapinha no mesmo outra vez.
— Não se esqueça que somos amigos. Você pode contar comigo quando as coisas ficarem difíceis.
Elas já não estão? — teve o ímpeto de dizer, mas reteve-o. Na verdade, aquele gesto da parte dela era até mesmo bem fofo. Max corou um pouco, coçando a parte de trás da cabeça e abrindo um sorriso amarelo em resposta. — Eu sei disso, Ani. Te digo a mesma coisa, tá? Não precisa se preocupar, vamos todos ficar bem.
Havia uma certeza na voz dele quando disse aquilo, mas… a certeza não saía, nem chegava, em seu coração.
X-X
— Uh… que chato.
Como esperado, todo aquele desânimo e medo não estavam agradando Katherine nem um pouco. Para dar-lhe crédito, ela ficara tão chocada quanto os outros, no começo, e sentira genuinamente pelas vidas perdidas naquela noite que já parecia estar localizada a anos de distância. Poder-se-ia dizer que Kat esquecia-se rápido das coisas, ou que simplesmente jogava-as para escanteio e tentava viver a própria vida independente delas. Não era uma maneira errada de se viver, mas irritava os outros.
Particularmente, estava irritando Andrômeda.
— Pare de reclamar.
— Ninguém está fazendo nada além de tremer de medo ou ficar apreensivo, eu me dou o direito de reclamar o quanto quiser.
A colega bufou de insatisfação. Quando a tristeza e o mal estar deixaram-na, ela só conseguia sentir algum tipo de raiva que não sabia muito bem para onde direcionar. Andrômeda desconfiava se aquilo seria um eco dos sentimentos que tivera sobre seu irmão. Era bem possível, desde o funeral dele a moça estava tecendo teorias da conspiração em sua cabeça, e agora mais aquela… crianças mortas dentro de Hogwarts. De uma maneira brutal.
Era como se apenas ela visse conexões, ou pior: como se ela estivesse ficando louca em busca de algo que era tão vago quanto o nascimento do universo. No fundo, And sabia que estava perdendo tempo pensando nessas coisas, que provavelmente seu irmão apenas fora morto por alguma coisa, e aquelas crianças seguiram o mesmo caminho. A morte era um fator interno que todos teriam que lidar, querendo ou não.
Lembrava-se de Kat dizendo algo sobre isso. Ela tentava acreditar desde então, mas… não era tão fácil quanto parecia. Quando ocorre algum acidente horrível, qualquer ser humano tende a buscar respostas para aquilo, independente se essa pessoa é trouxa ou bruxa. Ela era como um cão, incapaz de largar seu osso.
— Hei… estou falando com você.
— Hum? — ela inclinou a cabeça, piscando os olhos.
— Sabe… eu entendo que isso tenha afetado você também por causa do que houve com seu irmão, mas já não é hora de todos nós fazermos algo além de sofrer por isso? Nós estamos vivendo esses últimos dias como se a praga da infelicidade tivesse caído sobre nossas cabeças. E não dá para ficarmos assim, não é?
Andrômeda não fez mais que levantar uma sobrancelha para ela, não sabendo muito bem para onde aquele discurso ia levar. Katherine levantou-se da mesa em que estavam, onde havia um xadrez de bruxo montado. A ideia era que fizessem aquilo para se divertirem mas, Kat não era muito fã daquele jogo, e And parecia mais perdida em seus próprios pensamentos do que na estratégia em si. A jovem moveu a mão para cima e bateu com força sobre a mesa, espalhando algumas peças.
— Está na hora de vivermos! É isso que estou dizendo! Precisamos seguir em frente porque, se ficarmos estagnados no mesmo lugar, seria como se estivéssemos mortos também!
— Katherine, você…
— Não me interrompa. Estou farta disso! Vocês acham que eu penso apenas em mim mesma, eu sei bem disso, e certo, na grande maioria das vezes eu só penso mesmo em mim. Não ligo se isso é algum tipo de pecado, mas… não quer dizer que eu não me importo. Eu estudo aqui como todos vocês e sinto como todos vocês e digo que essa maneira de agir não tá certa. Não tem nada certo nisso… e olha que eu sou errada pra caramba normalmente.
Nesse ponto, a maior parte dos outros integrantes da Sonserina que estavam presentes no Salão Comunal viraram suas cabeças para fitar a dupla, já que Katherine estava praticamente gritando e havia subido na cadeira. Era certo dizer que ninguém entendia nada do que estava acontecendo ali, na verdade nem a própria Andrômeda estava entendendo direito.
— Katherine, desce dai, pelo amor…
— Ouça o que estou falando. Todos vocês, ouçam! Vocês aprovam que uma das nossas esteja sendo culpada por algo? Vocês aceitam que nosso Mestre, que nossa casa tenha a honra manchada desse jeito?
De alguma forma, um coro de “Nãos” surgiu ali. Andrômeda continuava perplexa, praticamente imóvel e de boca aberta enquanto Katherine mobilizava toda a Sonserina (ou, pelo menos, a parte que estava presente) a fazer algo sobre aqueles boatos que circundavam a escola.
— Então nós vamos acabar com isso, certo?
— Certo!!!
A garota deixou-se cair da mesa e sentou-se novamente no mesmo lugar enquanto as pessoas começavam a circular pelo salão, dizendo que era isso mesmo, que ela era uma inspiração e outras coisas mais. And apenas piscou os olhos e encarou-a.
— Me diz que não fez isso apenas para conseguir mais adoradores.
— Na sua maior parte, sim. — Kat abriu um sorriso felino para a amiga, que revirou os olhos com desgosto. — Mas não apenas isso. Não acha que esse lugar ficou um pouquinho mais animado?
Ela olhou em volta. Não era algo que mudava o ambiente tanto assim, mas, de fato… aquela morosidade havia ido embora. Era bastante incrível que sua colega tivesse sido responsável por isso. Andrômeda não imaginaria tal coisa de maneira alguma, o que deixou um certo peso cair sobre sua consciência. Katherine tinha mais qualidades do que normalmente mostrava, e duvidar delas não era algo que uma amiga faria.
— O seu carisma deveria ser estudado e passado adiante para a posteridade.
— Claro, claro, afinal eu sou realmente incrível. — a outra respondeu, com júbilo, e então continuou. — Então… você está comigo?
— Com você?
— Sim. — a expressão de Katherine voltou a ficar séria. O que era um pouquinho assustador, já que ela quase nunca ficava daquele jeito. — Não tem a menor possibilidade de aceitarmos sermos culpados, ou até mesmo cúmplices, desse absurdo. Vamos achar esse desgraçado que está aprontando conosco e fazê-lo se arrepender.
— Como o Mestre Salazar faria?
— Como o Mestre Salazar certamente fará!
Andrômeda calou-se. Não era uma ideia muito prudente, tinha de admitir, e nem sabia se aquela injeção de animação surtiria efeito por muito tempo. Entretanto… ela se sentia daquela forma também. Ela queria vingança, mesmo que não tivesse sequer um aluno da Sonserina entre os quatro que foram mortos.
— Certo. — ela moveu a mão para apertar a de Kath. — Mas não podemos fazer isso sozinhas.
— É por isso que eu estou aqui também.
Alguém puxou uma cadeira para o lado vazio da mesa e colocou uma das mãos sobre as delas, provocando uma reação de susto logo após. — Calma, sou só eu.
Cateline, como era de se esperar, havia se infiltrado no Salão Comunal como se fosse fumaça. Era normalmente fazia esse tipo de coisa, mas nenhuma das outras duas se acostumara plenamente àquilo.
— Ah… é você. — And resmungou, ela odiava essa mania de tentarem assustá-la. Normalmente porque conseguiam. Seu campo de visão foi movido para a sala ao redor, as pessoas não estavam observando Cat de maneira estranha, mas sabia bem que aquilo seria momentâneo. Até algo ruim novamente acontecer.
Mas não queria pensar nisso, também.
— Eu mesma. — Cateline abriu um dos seus sorrisos irônicos habituais, logo se acomodando no assento. — E então… eu ouvi algo sobre uma caçada?
X-X
Ela estava encolhida num ninho de cobertas quando ouviu os passos se aproximando. Vega, a gata balinês, agora um pouco maior do que quando a trouxera para Hogwarts, dormia ao seu lado na cama, sobre as camadas de tecido. Alana moveu os olhos avermelhados de tanto chorar do bichinho para quem se aproximava e encarou a bandeja que era levada em sua direção. — Não estou com fome.
— Não me importo, vai comer do mesmo jeito.
— Você é cruel Helena. — ela choramingou, mas não fez mais desfeita. Ao contrário de Glen que se sentia intimidado o bastante com Cateline para comer, ela simplesmente sabia que precisava se alimentar, por mais que não quisesse no momento. Observou a bandeja que havia sido trazida até ela, tinha algumas coisas gostosas, na verdade eram claramente suas comidas preferidas ali. Ela olhou com os olhos marejados para Helena. — Retiro o que disse, você é um anjo!
Helena não fez questão de argumentar. Ela era realmente bem desagradável na maior parte do tempo, mas até mesmo Alana parecia abrir algumas brechas naquele seu habitual mal humor.É claro, era um pouco mais difícil quando lembrava o que Lottie dissera para ela. Na verdade, o que insinuara.
— Coma. — ela disse por fim e afastou-se para sua própria cama, deitando sobre a mesma e pegando um antigo papiro que desenrolou e começou a ler. Sobre o que aquilo era, Alana não fazia a menor ideia. Na verdade, a moça não estava muito tentada a descobrir, também.
Ela estava bem desanimada com tudo ultimamente. Tudo o que queria era pensar na Chuva de Estrelas e lembrar daquilo como um momento feliz, com todos sorrindo e se divertindo, mas… não eram todos. Enquanto os que estavam do lado de fora contemplavam aquela maravilha da natureza, alguma pessoa horrível estava fazendo atrocidades com crianças. Crianças que acabaram de entrar em Hogwarts, que mal tiveram tempo de descobrir como aquele lugar era incrível e como podiam fazer amigos para sempre ali.
Ela pensava que deveria ter insistido mais, ela própria desejava ter buscado os que ficaram para trás e colocá-los sob algum tipo de manto protetor onde nada poderia ter-lhes feito mal. Mas era impossível. Por mais que tentasse pensar em possibilidades diferentes, isso apenas contribuía para sua tristeza, porque haviam tantas mais felizes que a atual…
A jovem acomodou-se na cama e apoiou a bandeja sobre as pernas, começando a comer. Vega apenas farejou o ar, abriu um dos olhos e encarou aquela seleção de comidas. Após constatar que não havia nada ali que valia a pena despertar para pedir, ela simplesmente mudou de posição e voltou a se enrolar.
Ela pensava muito em Glen naqueles dias. Como ele deveria estar, como estava lidando com aquilo, se estava comendo direito ou se cuidando. Era uma sensação dual que fazia seu coração doer, porque ela certamente sentira algo diferente com ele naquela colina, algo bom, e logo depois… isso se convertera em culpa e alfinetadas de ansiedade. Queria vê-lo, talvez isso desfizesse aquele nó em seu estômago, mas… ela não conseguiria olhar para ele. Fora Alana que chamara-o para aquela reunião, que tirara-o de dentro do Castelo, se não fosse por ela o rapaz teria passado a chuva de meteoros com o irmão mais novo e ele ainda estaria vivo. Sua mente não trabalhava com a hipótese de que ambos poderiam estar mortos. Aquilo era horrível demais para sequer considerar.
— Você tem que aprender a lidar com as coisas de frente.
As palavras de Helena tiraram-na de seus devaneios. De alguma forma ela havia devorado metade da comida que havia ali na bandeja, descobrira-se com fome, já que não estava se alimentando direito ultimamente, só comendo o básico. Alana engoliu a carne que estava mastigando e olhou para a colega. — O que…?
— O que você ouviu. Você está claramente estagnada, com medo de que as coisas mudem mais do que já mudaram. Na verdade, você está com medo de sair e encarar as consequências dessas mudanças. — ela continuou dizendo, sem tirar os olhos do texto que estava lendo, anteriormente. — Mas elas continuarão lá. Se sair ou ficar, elas continuarão a existir, acumulando-se e se moldando a cada dia. Você não está impedindo nada continuando trancada nesse dormitório.
Ela encarou a bandeja por alguns segundos.
— Eu… acho que sempre soube disso.
— Se você sabe… mesmo assim, ainda pretende ficar aqui sem se mover?
— É menos doloroso assim. — ela deixou escapar. Mesmo assim, a sensação que tinha era que estava doendo de qualquer jeito.
— Será mesmo? Se tornar incapaz de seguir em frente me parece muito pior.
Alana piscou os olhos. Ela não respondeu àquilo, talvez porque visse a razão nas palavras de Helena. Não sabia direito o que fazer, ou como fazer, se deveria seguir aquele conselho (era mesmo um?) ou ignorá-lo. Talvez fosse melhor começar por coisas mais simples…
Então, ela encarou o prato e voltou a comer. Embora seus pensamentos continuassem muito distantes do que havia dentro dele.
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