Luminous
1 Luminous
Notas iniciais
“Um simples sorriso... Eu não precisava de mais nada. Eu a tenho, para sempre...”.
Era uma noite como qualquer outra, o rapaz olhava as estrelas no céu aberto, estava pensando nela. Sim, a mulher que sempre batia nele e reclamava hoje é sua, apenas sua, e ainda sim mesmo juntos ela ainda o castigava por ser preguiçoso.
Mas porque reclamava? Tinha um relacionamento estável com ela, já durava quase um ano. Lembrou-se de como começaram isso, alias, foi bem estranho...
“ – O que? Você gosta de mim?
– A surpresa seria se eu dissesse o contrário, não?
– É que... Eu... Aaah! Seu chato! Eu que deveria falar de meus sentimentos primeiro, não tem educação?
– Claro...– Riu- pois bem, diga o que quero ouvir...
– Eu gosto de você há muito tempo – Fica corada-.
– É mais do que preciso ouvir...
Então ele a beija, como se sua vida fosse apenas ela... E era ele viveu pensando nela, não ouve um dia sequer que ele não pensasse nela!Nunca mais esqueceria o dia que a viu entrando pela porta da enorme mansão. Lentamente foram deitando-se na cama, o clima estava ficando quente, mas ele parou, e a garota olhou confusa e então escutou aquelas lindas palavras...
– MAS O QUE? O QUE É ISSO?
– Heeeeeein? –Disseram juntos
– Podem sair do meu quarto! O seu quarto é o outro!”
Aquele idiota, seu irmão mais novo cortou o clima entrando no quarto, que alias era dele mesmo. Decidiu esquecer isso e voltar a pensar nela, como era bela... Olhos verdes, cabelos brancos e um corpo escultural... Essa era Lin!
Ele se pegava tentando imaginar como uma garota bondosa como ela faz com um bruto como ele. É como dizem:
“O amor é cego, surdo e mudo”
Deve ser verdade, mas deveria ter um BURRO no final disso, era sim que ele pensava. Não poderia citar as inúmeras besteiras que fez, quantas vezes ele quase a perdeu e mesmo assim ela continua a seu lado, dizendo que ficará tudo bem, dizendo que o ama...
– Ela não vai voltar... Dessa vez não vai.
O moreno apalpa o bolso esquerdo de sua calça e de lá retira uma caixinha de veludo. Um anel de namoro. Não era prata, e sim ouro branco! Ele daria esse presente a ela hoje, no dia dos namorados. Não poderia, ela havia ido embora...
“Eu vou partir Lupus, eu não posso aguentar mais isso... Não poço, adeus meu amor”.
Essas palavras ressoaram em sua cabeça e principalmente em seu coração. Sentiu seu rosto arder e a molhar, estava chorando? O grande Lupus Wild estava a chorar por uma mulher?
– Patético – Disse ao vento- Por que choro por ela? Eu não a mereço... Por quê? POR QUE EU SOU TÃO IDIOTA!? EU CONSIGO DERROTAR UM CONTINENTE INTEIRO, MAS NAO CONSIGO FAZER UMA MULHER FELIZ?
Ele repetia seu sofrimento gritando para o nada. Chorava, já não aguentava segurar mais as lágrimas que estavam lá há tanto tempo. Ele queria parar, abraça-la e dizer que tudo iria mudar que ele seria mais dedicado a ela, que estaria de agora em diante sempre ao seu lado.
– Eu a quero de volta Lin... Volte... Acorde meus sentimentos que morreram de forma tão violenta e dolorosa, cuide de mim e vamos viver abraçados um ao outro...
– Você não sabe quanto tempo esperei por essas palavras, Lupus.
Ele estava aflito, ansioso e com medo. Ela estava aqui, realmente estava! Parada de pé a três metros de si olhava o estado debilitado do homem e ficou triste. Sempre o via como um rapaz forte, confiante e sedutor, esse era Lupus na visão da mulher.
– Pensei que tinha ido embora, que não aguentava mais...
– Eu sei o que disse, mas não suporto suas besteiras e indo embora me fez sentir uma dor, uma dor no peito que não ia embora, essa dor era você! Era não poder te ver, te tocar, falar com você e principalmente poder estar a seu lado – Sorria e chorava ao mesmo tempo.
O homem caminhou em direção a sua mulher e a beijou, não um beijo qualquer, mas um onde demonstravam tudo o que estavam sentindo, uma batalha entre suas línguas onde a questão não era vencer ou perder e sim ter o prazer de estar com a pessoa amada.
Separaram-se sorrindo, ele enxugou as lágrimas dela e em seguida dando um beijo demorado na ponta de seu nariz, ela riu envergonhada, não era coisa dele fazer esse tipo de coisa.
– Lin... Essa vida em que nós dois nos amamos não vai perder a luminosidade, a única no mundo... Meu amor eterno, vamos estar juntos sobre o céu estrelado.
Ao terminar a frase Lupus pegou a caixinha do bolso e mostrou a aliança de ouro branco, era linda e com a luz da lua ela parecia brilhar muito mais. O rapaz fez o gesto primeiro, colocando a aliança no dedo anelar dela, e o gesto foi imitado por ela.
Lin olhava vidrada para o anel, achou lindo, mais lindo ainda por saber que agora ela estava de volta ao lado de Lupus. Mais um beijo, e ele foi deitando-se sobre ela no chão, o local estava vazio, apenas os dois naquele enorme jardim que ficava na frente da mansão.
– Você quer realmente tentar fazer sexo comigo no jardim da sua mansão Senhor Wild?
– Má ideia? Quando fizemos pela primeira vez você gostou – Sorriu
A garota apenas riu e continuou a beija-lo, na primeira vez em que fizeram isso eles haviam adorado, havia sido discreto e ninguém percebeu e queriam repetir isso, mas dessa vez ela poderia gritar e gemer o quanto quiser pois estavam sozinhos, e já era quase duas horas da manhã...
– Vocês vão transar ai mesmo?
– COMO ASSIM? – Assustaram-se
– Você esqueceu que a mansão tem câmeras? O empregado viu vocês dois da ultima vez...
– Um dia eu te mato Lass!
Novamente Lass estraga a diversão mas isso não irritou muito o casal, podiam se divertir ao entrar no quarto de Lupus... Não, seria o quarto deles daqui pra frente, seria muito bom viver enfim ao lado do caçador de recompensas tão temido. O homem da sua vida, e a mulher da vida dele.
– Eu te amo Lin
Essas palavras, elas ficariam na cabeça da albina pelo resto da vida, pode se orgulhar disso, fez um homem de coração frio amar e conseguiu ama-lo. Esse seria o começo de uma bela vida, tudo ao lado dele agora.
Lupus seria mais atento, estaria mais ao lado dela, concluiria suas tarefas com mais velocidade e destreza para que assim pudesse voltar para os braços de sua amada... Quem sabe daqui uns anos eles não poderiam construir uma família? Ele estava adorando pensar na vida ao lado de Lin, casar-se com ela e ter uma menina, Luna seria seu nome! Mas agora ainda era cedo, deveria pensar em seu presente primeiro e guardar seu futuro, onde ele tem certeza de que é onde ele deve ficar... Ao lado dela... Para sempre!
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