Lullaby
19 Capítulo 19 - Sobre Negócios
Notas iniciais
Mesmo com todo meu vasto repertório instrumental, Tom sempre pedia o piano.
Eu tocava para outras pessoas, clientes da loja, como atração. Gostavam da minha voz e do violino. Às vezes, quando eu ouvia alguém falando mal sobre Tom, cantava fora da loja, para algumas pessoas, ou só para aquela.
Mas o piano era só do meu senhor. Quando vinha, à noite, descansar junto à lareira, eu tocava suavemente, relaxando-o.
Houve um dia particularmente ruim, quando eu tinha doze, que nem o piano o acalmou. Tom foi dormir parecendo mal, embriagado. Naquela mesma madrugada, saí atrás do motivo.
Eu posso ser bem persuasiva quando quero. Não demorei a descobrir que a loja dele corria perigo. Um trapaceiro, parente de alguém importante em outro país, ouviu sobre a fama crescente do luthier e o enganou. A loja tinha sido vendida a uma grande empresa.
Foi quando eu percebi que podia fazer mais pelo meu senhor. Mais do que tocar, cantar ou fazer coisas domésticas. Eu podia ajudá-lo com os negócios.
Em um celeiro fedorento e nada fofo, convenci o senhor Martel a trocar a compra por uma parceria lucrativa, usando um martelo que achei apropriado, cantando Handel.
Tom ficou tão feliz!
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