Lullaby
2 Back to December. - Flashback.
Notas iniciais
E ele a carregou como um verdadeiro príncipe e talvez, ele fosse mesmo um, o princípe dela. Sabe, isso ficou meio gay e ao mesmo tempo bem engraçado, imagino um conto de fadas escrito por mim: Eles treparam para sempre, fim. Mas talvez, isso não fosse o certo a contar para crianças, vamos do começo? Certo!
Pensava Lullaby com seu modo divertido de ver o mundo.
"Não precisamos deles!" Ele disse, "Aqueles idiotas!" É, também foi ele que afirmou e por último, mas não menos importante, outra afirmação dele. "Podemos fazer sexo em paz, longe deles!"
E sinceramente, com todas as letras que Lullaby pudesse usar para fazer uma canção de amor, nenhuma delas chegaria aos pés da sensação que ela teve ao o ouvir falar aquelas poucas frases. Como se mil setinhas, apontassem para a cabeça dele e vagalumes, ou seriam fadas, surgissem formando a frase "É ele!" no topo da cabeça de Kyle. E realmente, era ele, ele era o um garoto especial e isso já fazia dele único.
Estavam, a alguns dias, acampando na floresta, nunca tinham um lugar fixo para ficar, eram nômades, viajantes, fugitivos das próprias mentes e um ajudava o outro, Ela era Bonnie e ele era seu Clyde, mas sem os assaltos ainda.
Sinceramente, ele a dava nos nervos, no começo. Lullaby já quis enfiar uma faca nele, já quis o empurrar dentro do lago amarrado e o ver se afogar, enquanto comia M&Ms, mas não conseguiu sd ver livre dele e duvido muito que depois daauilo tudo, ela fosse querer aquilo.
– Ky... — Sussurrou ao despertar de seus devaneios de olhos fechados, é, existe isso, porra! Era o que ela gritava quando diziam que ela dormia. — Kyle?
E catapuft, ele não estava mais na barraca, será que catapuft é uma boa expressão?
Levantou-se devagar, ajeitando as pesadas roupas de homem em seu corpo, e começou a seguir a trilha, a loirasempre sabia onde o encontrar. O engraçado nele sempre foi seu modo de ser tão previsível e imprevisível ao mesmo tempo. Ele estava sentado, fitava o lago ou o nada, ninguém sabia bem, ele era complicado, assim como ela e por isso, se amavam.
– Bom dia, Galo da madrugada.
A visão do rapaz estava embaçada, porém ele não sabia se era por sono, ou pela fumaça do baseado que tinha acabado de fumar. Sua postura estava ereta, porém, sentia os músculos de seu corpo adormecidos. Ele amava aquela sensação, fumar, fazer sexo, fumar, beber, fazer mais sexo e ainda dormir ao lado de uma garota que realmente o entendia, ela realmente confiava nela, era ela "que o completava" que pensamento mais gay! Pensou o rapaz, então jurou ter visto um homem andando sobre a água e pensou ser mais uma das peças que sua mente pregava nele, então ao ouvir aquele som, aquela voz, e aquele apelido, sorriu de forma verdadeira.
– Tá me seguindo? Descobriu minha identidade secreta?
Ele sempre estava fumando, aquilo a fazia rir, era tão bonitinho vê-ló ali, como uma criança fofa e despreocupada, eles tinham problemas, claro que tinham como qualquer pessoa daquela idade, mas reagiam melhor aos problemas.
Lullaby caminhei devagar até ele e sentou-se em seu colo, fitando o lago, logo ali a sua frente, a menina gostava de falar que a floresta tinha se tornado sua casa, como se ele fosse o Tarzan e eu fosse a Jane, mas eles eram da selva.
Ela, sinceramente, estava pouco se fodendo para o Tarzan a essa altura da vida. Ela já havia sido expulsa de casa, já havia transado com o "irmão" , já havia se metido no meio do mato com esse irmão e agora, estava ali, sentada no colo desse dele, que era uma parte tão grande de si que já não se imaginava, um instante, sem ele.
– Oh, além de Batman e Tarzan, é o super Galo? Por que não me acordou?
– Porque você parecia estar sonhando coisas boas... e você fica tão bonitinha dormindo.
Ele sorriu ao ter a lembrança da primeira vez que se viram, depois de anos.
Talvez a puta grosseria dos dois tivesse sido oque os juntou. Em algumas semanas aquela garota havia mostrado a ele que podiam combater a realidade e a fantasia juntos. Eles não se preocupavam com o depois, eles ligavam para o agora. E agora, ele tinha ela, e ela tinha ele, e eles tinham maconha e whisky.
– Se eu sou o Batman, você é minha Bat... Bat alguma coisa. E se eu sou Tarzan, você é minha Jane, mas se eu sou o galo, você é minha galinha?
"Eu estava sonhando com um conto de fadas, isso é estranho? A porra de um conto de fadas pervertido pra caralho."
Ela conseguiu rir baixo ao lembrar de seus bobos devaneios. E até, então, não havia percebido o sempre. O tinha ali consigo, não precisava de um sempre, ela precisava de cada segundo e dele, dos braços dele a apertando, da boca dele na sua; e do corpo dele no seu, ela o queria cada segundo mais e não era só sexual, digamos assim, era algo mais... Louco? Algo bem louco dentro dela precisava da simples companhia dele para dançar feliz, como uma linda bailarina.
– Você me chamou de galinha? Kyle, lindinho, você tem a porra da certeza de que me chamou de galinha? Tá vendo aquele lago?
Ela apontou para baixo, o lago que desaguava numa cachoeira que dava para outro lago e assim por diante.
– Eu te jogo lá e te mato. Agora, me dá a porra do whisky. Obrigada.
– Se você for pensar na teoria de alguém que chama outra pessoa de galo, automaticamente você se chama de galinha!
A risada dele ecoou pelo lugar. Suas mãos apertaram a barriga dela, a aproximando mais do corpo dele. A alguns dias uma sensação estranha estava tomando conta dele, como se estivesse prestes a acontecer algo muito grande, mas por hora,a única coisa que importava ela ela, só ela. Ele pegou a garrafa pela metade de Jack e empurrou até a mão dela, sussurrando em seu ouvido.
Não exagere... Minha fedelha.
Ele sabia que aquilo a irritava, mas ele gostava de correr riscos. Ela era o melhor e mais divertido risco que ele já sentiu. Ele de fato sentia algo a mais por ela, mais que sexo, e a putaria toda.
– Mas eu não pensar em droga de teoria nenhuma! Eu não sou galinha. Eu sou uma flor! Uma canção! Uma canção de ninar!
Teve de abaixar o olhar, a palavra havia escapado de meus lábios sem que eu notasse. Ninar. O mesmo modo como sua mãe e irmão costumavam a tratar quando quando menor, antes de eu apresentar um comportamento diferente, lembrava deles terem a trancado.
"Trenton era adotado, mas era o queridinho, filho de um parente, eu acho, algo sobre minha mãe sobre a qual nunca entendi bem."
Mas ela sorriu, sorriu, dando-lhe um beijinho na bochecha direita.
Ele estava ali, aquilo tudo era real e não deixava de ser maravilhoso, lindo; e emcantador. Pegou a garrafa pela metade das mãos dele e a bebericou em goladas grandes, que desceram quentes por sua garganta.
Fedelha é a sua avó. Ky... Você me chamou de minha?
A pergunta não parecia lá muito importante, mas para ela, era extremamente importante.
Em um movimento rápido ele a deitou no chão, e subindo em cima dela, colocou um joelho de cada lado do corpo da mesma.
Sim! Minha fedelha! Não gostou? Me mata.
Ele riu baixinho e tocou as bochechas dela com os dedos. Ele olhava de forma intensa nos olhos dela, um sorriso bobo e sincero tomou a face do rapaz.
– Minha canção de ninar. Minha mulher. Meu amor. Minha.
– Eu te amo.
Ela não se moveu, não conseguia, apenas disse e sorriu, tentando esconder a felicidade em poder contar aquele segredo. Ela o amava, o amava e ninguém os separaria, nunca.
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