Lullaby
1 Prólogo
Notas iniciais
Ramona sentou-se numa mesa vazia no fundo da cafeteria e deu alguns goles em seu café, observando a capa desgastada e um pouco amassada do livro que jazia em cima da mesa. Hoje, faziam-se exatamente cinco anos desde o falecimento de sua amada mãe. Ela escrevia livros, e este, que Ramona trouxe consigo, era exclusivo. Sua mãe havia escrito somente para ela. E obviamente, era seu favorito.Ela ganhou esse livro de aniversário, quando completou nove anos. Dois anos depois, sua mãe faleceu. Por isso, ela leu o livro somente uma vez, que foi quando o ganhou, mas depois do terrível acidente, Ramona o jogou em algum canto do quarto, não querendo lembrar dele nunca mais. Mas ela nãoestava bem. Ela precisava de uma lembrança boa, uma coisa que a deixasse feliz, que a fizesse esquecer que ela era totalmente maluca. Bom, ela não era totalmente maluca, mas os outros achavam que ela era.
Com um suspiro longo e ansioso, ela levou as duas mãos trêmulas ao livro, o abrindo, dando de cara com a letra caprichada e elegante de sua mãe. O livro havia sido escrito a mão. Ela não se lembrava disso.
"Para minha maravilhosa filha, Ramona.
Espero que goste.”
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Ramona fechou cuidadosamente o livro, observando-o em cima da mesa. Ela não havia terminado de ler, faltavam apenas algumas páginas, mas estava começando a ficar tarde e ela realmente não queria começar uma discussão com a sua tia novamente por isso. Não que ela ligasse para Ramona, mas mesmo assim. Então, ela colocou o livro de volta na bolsa, com o cuidado de sempre quando sentiu um aroma extremamente familiar. Levantou a cabeça lentamente, sua mente criando mil expectativas. Ela quase se engasgou quando se deu de cara com aquilo. Sem saber oque fazer, Ramona ficou parada, encarando a causa de todos os seus traumas e pesadelos.
— Olá.
Ramona deu uma olhada em volta da cafeteria, para ter certeza que não havia ninguém por perto. Ela estava feliz e furiosa ao mesmo tempo. Feliz porque ele havia voltado para ela, como as vozes haviam a dito e furiosa porque ele havia a abandonado na hora que ela mais precisava.
— O que-Onde... Onde você estava? — ela perguntou, se enrolando um pouco nas palavras.
Ele não disse nada, apenas sorriu e pegou a mão de Ramona, a levando para fora da cafeteria. Quando já estavam no lado de fora, ela tentou pará-lo, mas ele continuou a puxando. A este ponto, as pessoas da rua começaram a olhar para ela,com certeza pensando que ela é totalmente maluca. Ela não era. Pelo menos, não totalmente.
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