Lugares esquecidos
6 Desconhecido
Lino passou os dias seguintes imerso em pesquisas e conversas com os moradores da vila. Ele descobriu que muitos deles haviam tido sonhos semelhantes envolvendo a misteriosa porta no penhasco e a cidade futurística. Alguns relataram sensações de excitação e aventura, enquanto outros falaram de um medo intangível ao tocar na maçaneta.
Determinado a descobrir mais, Lino decidiu que era hora de explorar os arredores da vila. Com a descrição que tinha do sonho, ele se aventurou em direção às montanhas, procurando penhascos e paisagens que pudessem se assemelhar ao que ele vira em sua visão noturna.
Dias se passaram e Lino caminhava incansavelmente pelas trilhas íngremes, sempre em busca do lugar que pudesse corresponder à imagem em sua mente. Ele enfrentou tempestades e trilhas perigosas, mas sua determinação nunca vacilou. Durante suas jornadas, ele aproveitou cada oportunidade para falar com as pessoas que viviam nas regiões remotas, buscando informações ou pistas que pudessem esclarecer seu sonho.
Nada que ele encontrava o ajudava a chegar naquele penhasco. Decido a não desistir, Lino volta a vila após alguns dias para falar sobre os caminhos que conheceu.
O sonho de Lino com o mesmo lugar o estava perturbando, e ele volta a sonhar com a porta no penhasco.
Ele se aproximou com cautela, tocando a maçaneta com a respiração suspensa. Um formigamento percorreu sua pele quando a porta se abriu lentamente. Ele sentiu uma sensação de vertigem, assim como no sonho, e antes que pudesse compreender o que estava acontecendo, ele passou pela porta e se encontrou mergulhando em uma escuridão profunda.
O frio gélido e o som do vento uivando preencheram seus sentidos. Ele sentiu como se estivesse caindo, girando em uma espiral de escuridão. A sensação de pânico começou a tomar conta dele, quando subitamente uma voz conhecida ecoou em sua mente.
"Lino, ajuda!" Era a voz de Louis, cheia de urgência.
A voz dissipou a escuridão, e Lino acordou com um sobressalto em seu próprio quarto, seu corpo coberto de suor. Ele sentou-se na cama, respirando profundamente, tentando acalmar seu coração acelerado.
Lino sabia que era hora de voltar à vila e compartilhar sua experiência com Louis. Ele se vestiu rapidamente e seguiu em direção à casa dela, com uma sensação de urgência queimando em sua mente.
Quando ele chegou à casa de Louis, a encontrou no quintal, cuidando de suas plantas. Ele se aproximou, sua voz ligeiramente trêmula. "Louis, tive outro sonho, mas desta vez... eu passei pela porta."
Louis olhou para ele, surpresa e preocupada. "Você passou pela porta no penhasco?"
Lino assentiu, lembrando-se da escuridão e da sensação de queda. "Sim, e ouvi sua voz novamente, pedindo ajuda."
Louis ficou em silêncio por um momento, contemplando a situação. "Lino, esses sonhos estão se tornando mais intensos e vívidos. Parece que você está perto de desvendar alguma coisa importante."
Lino apertou os punhos, determinado. "Preciso descobrir o que está acontecendo. Preciso entender esses sonhos e encontrar as respostas que estou procurando."
Louis colocou a mão no ombro dele com um olhar de apoio. "Estarei aqui para ajudar, Lino. Vamos juntos desvendar esse mistério."
Enquanto as nuvens se moviam no céu, Lino sentiu que estava mais próximo do que nunca de desvendar os segredos por trás da misteriosa porta. A jornada em direção ao desconhecido estava longe de acabar, mas ele estava disposto a enfrentar qualquer desafio que viesse em seu caminho para finalmente encontrar a verdade que tanto buscava.
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