Lucky Trouble

2 Capítulo 1 - Workaholic


Notas iniciais
-Todos os acontecimentos descritos no capítulo são totalmente ficcionais, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. - Espero que gostem!

Para Movidiq e BlackJack o debut estava cada vez mais perto, faltavam poucas semanas para o grande dia, sendo assim cada vez mais pressão era exercida sobre Haru que trabalhava dia e noite para ter o álbum pronto a tempo.

Yuki evadiu o enorme estúdio e deparou-se com Haru a dormir junto à mesa de mistura, com um ar abatido. Yuki aproximou-se da jovem adormecida e abanou-a um pouco fazendo-a acordar.

– Que fazes aqui? – Perguntou Haru ainda meio adormecida.

– Bom dia! – Cumprimentou Yuki. – Que faço aqui? Isso é pergunta que se faça depois de passar uma semana fora de casa? Se continuas assim vais ficar doente.

Haru abanou os ombros ignorando o que a amiga disse. Haru sempre fora muito esforçada e isso levava-a a trabalhar demasiado tempo, ela era viciada no trabalho e Yuki sabia que a única forma de a tirar daquele estúdio era terminar o álbum.

– Eu estou bem, faltam poucas semanas para o debut e ainda tenho de terminar umas quantas músicas para depois gravar e mostrar à Presidente Park. Não te preocupes só estarei aqui mais uns dias, depois voltarei para casa. – Afirmou Haru levantando-se e dirigindo-se até junto da máquina de café.

– Eu sei que é uma responsabilidade muito grande já que vamos debutar com um álbum completo ao contrário dos outros grupos, mas também não precisas de trabalhar tanto. – Aconselhou Yuki. – Só digo isto para teu bem.

– Eu sei Yuki e agradeço a preocupação… Mas agora tenho trabalho a fazer… — Disse Haru sentando-se junto da mesa de mistura. – Eu vou ficar bem.

– Já percebi que não me queres aqui… — Disse ela rindo. – Já vou embora, espero ver-te logo à noite lá em casa está bem?

– Vou tentar. – Respondeu Haru com um sorriso.

Yuki abandonou o espaço e Haru voltou ao trabalho, parando uns momento depois, pegou na t-shirt e cheirou-a queria comprovar se se notava muito que já fazia uma semana que não ia a casa.

– Podia estar pior. – Pensou alto, voltando depois ao trabalho.

***

BaeLee encontrava-se sentada no sofá com o comando na mão passando de canal em canal para ver se encontrava alguma coisa interessante para assistir, mas sem sucesso. Haru, na última vez que tinha dormido em casa, havia trazido algumas das músicas do álbum, assim que BaeLee, não encontrando nada melhor que fazer, pegou no carro e nas músicas e dirigiu-se ao prédio da GP. Pensando que o seu estúdio do costume estava livre BaeLee abriu a porta e deu de caras com DaeHyun que estava a treinar as suas cordas vocais para o tão esperado comeback dos B.A.P.

– Desculpa. – Disse BaeLee saindo e fechando a porta.

– Não faz mal entra. – Convidou ele deixando os headphones e parando a música. – Lá em baixo disseram que ninguém vinha para aqui hoje então decidi treinar.

– Não te tens de desculpar Oppa, eu também não era suposto estar aqui hoje, mas como me aborrecia em casa decidi vir treinar as novas músicas. – Disse BaeLee. – Já agora, se não é ser demasiado curiosa que música é essa que estavas a cantar?

– Ainda não tem título, mas estará incluída no nosso álbum de comeback, porquê, gostaste? – Questionou DaeHyun.

– Sim bastante. – Respondeu BaeLee com um sorriso. – Mas não te chateio mais, vou para outro estúdio.

– Não, podes ficar… Talvez eu te possa ajudar. – Propôs ele.

– Obrigada pela oferta, mas tu tens mais que fazer. – Recusou BaeLee abrindo a porta que dava para o exterior.

– Anda lá não custa nada. – Disse ele fechando-lhe a porta.

BaeLee recuou e pousou as partituras em cima da estante passando em seguida o CD com as músicas gravadas para a mão de DaeHyun, logo depois uma melodia com uma batida forte começou-se a ouvir.

– A Haru tem mesmo jeito para a coisa estou admirado. – Comentou DaeHyun.

– Duvidavas? A Haru nasceu para isto. – Disse BaeLee.

DaeHyun sentou-se numa cadeira junto à parede. – Vamos a isso.

BaeLee aproximou-se da estante e aclarou a voz mas não começou a cantar.

– Então? – Perguntou DaeHyun.

– Não sei fazer rap, desculpa. – Brincou ela começando um pouco depois a cantar a sua parte. DaeHyun estava totalmente encantado com aquela voz, apesar de ainda estar um pouco verde, BaeLee já possuía uma grande voz, mas foi quando chegou o breakdown que ele não conseguiu esconder o espanto. Haru sabia muito bem para quem seria o breakdown quando compôs a música, pensou DaeHyun enquanto apreciava a melodia, BaeLee sabe cantar ninguém pode duvidar disso.

A música parou e o silêncio instalou-se de novo na sala, DaeHyun esperou uns momentos e começou a bater palmas, BaeLee olhou para ele.

– Estou impressionado. – Disse levantando-se da cadeira. – Podias cantar esta última parte da música mas agora sem o instrumental?

– Claro. – Retorquiu ela.

BaeLee ligou os headphones ao seu telemóvel e saltou para a parte do breakdown começando a cantar, passado uns momentos DaeHyun mandou-a parar.

– Tens uma voz bonita porque a prendes tanto? – Perguntou DaeHyun.

– Acho que é por ter medo de desafinar. – Respondeu BaeLee.

– Esquece o desafinar, esta parte foi especificamente criada para ti… Não tenhas medo de desafinar, solta a voz. – Aconselhou DaeHyun. – Outra vez.

BaeLee começou de novo, e desta vez deixou a sua voz voar mais um pouco, fazendo com que aquele breakdown soasse ainda melhor. DaeHyun pegou numa cópia da letra e juntou-se a BaeLee demonstrando-lhe o que ele pretendia.

Giselle que passava casualmente por lá em direção ao seu escritório escutou os dois cantarem, abriu discretamente porta para espiar os dois cantores. Haru que procurava Giselle deparou-se com o cenário e dando-lhe um toque nas costas e perguntou:

– Que fazes aí?

– Olha-me estes dois. – Disse ela dando espaço a Haru para ela espreitar. – Eles deviam fazer um dueto, tenho a certeza que seria um sucesso… Nossa já tenho um monte de ideias para o MV!

– Giselle Unnie, talvez te devesses acalmar um pouco, porque nós ainda nem sequer debutamos, acho que devias ir com um pouco mais de calma. – Disse Haru fazendo o entusiasmo de Giselle desaparecer.

– Obrigada por estragares a minha felicidade pestinha. – Disse Giselle carinhosamente. – E o que é que te aconteceu?

– Nada, porquê?- Perguntou Haru confusa.

– Parece que foste atropelada por um camião. – Afirmou Giselle olhando de alto abaixo a rapariga à sua frente.

– Obrigada. – Agradeceu ironicamente Haru. – Já agora preciso de falar contigo, tenho umas novas composições para te mostrar.

– Então vamos para o meu gabinete e já falamos melhor. – Disse Giselle voltando ao seu caminho anterior mas desta vez acompanhada de Haru.

***

Zelo entrou no edifício da GP Enter. E foi até à recepção onde lhe foi indicado o estúdio onde Yongguk se encontrava, apesar de não ter entendido muito bem o que a funcionária tinha dito tinha esperança de o encontrar rapidamente. Subiu até ao piso que lhe havia sido indicado e deparou-se com um monte de placas confusas, assim que abriu a primeira porta que apareceu deparando-se com uma rapariga sentada em frente a um computador com uns headphones e uma chávena de café na mão e só depois de olhar atentamente durante alguns segundos para a ela é que se deu conta de quem se tratava, Haru que mais parecia um fantasma. Ela nem notou a presença de Zelo, mas ele não demorou muito sem chamar à atenção já que tropeçou numa cadeira não muito bem colocada. Haru olhou para ele e uma pequena gargalhada rompeu o silêncio.

– Que fazes aqui, Oppa? – Perguntou retirando os headphones da cabeça.

– Eu… Bem… Eu estava à procura do Youngguk Hyung… Mas parece que no sitio errado. – Respondeu recompondo-se.

– Ele está no estúdio ao lado. – Indicou Haru.

– Obrigada. – Agradeceu Zelo saindo da habitação.

Ele entrou no estúdio mas deparou-se com uma sala vazia, saiu e voltou ao estúdio de Haru.

– Ele não está lá. – Revelou Zelo.

Haru coçou a cabeça e disse:

– Provavelmente já foi embora, ele esteve aqui desde amanhã.

– Se calhar voltou para o dormitório, bem então não estou aqui a fazer nada. Não te chateio mais, até manhã! – Despediu-se.

Saiu do estúdio e andou alguns passos em direção ao elevador, mas logo se recordou de uma coisa que a Yuki tinha dito à pouco tempo durante um almoço na Companhia, já fazia dias que ela estava ali fechada a trabalhar, era hora de um descanso. Zelo voltou para trás.

– Haru arranja esse cabelo, vamos tomar um café ali ao lado. – Disse ele, não dando tempo a Haru de reacionar. – E não aceito um não como resposta.

Ela levantou-se e foi até um conjunto de espelhos decorativos que havia na parede e soltou o cabelo usando a mão como pente tento abaixa-lo com sucesso, pegou numa mala que se encontrava junto do sofá e aproximou-se de Zelo. Ele era realmente muito alto, tinha pelo menos mais uns onze ou doze centímetros que ela, o que a fazia sentir-se como uma criancinha à beira de um gigante.

Então é assim que se sentem as pessoas há minha beira. Pensou Haru para si mesma.

Os dois desceram e saíram do prédio em direção à coffe shop mais próxima, entraram e sentaram-se junto de uma janela, uma empregada chegou para anotar os pedidos.

Zelo falou primeiro. – Para mim um Caffè Americano e o que é que queres? – Perguntou dirigindo-se a Haru.

– Um Cappuccino, se faz favor.

A empregada tomou nota e enquanto os dois esperavam Haru quebrou o gelo. – Obrigada por não me dar opção e me obrigar a socializar novamente.

– Deverias agradecer à Yuki, cada vez que nos encontramos todos ela fala que tu andas a trabalhar de mais. – Revelou Zelo.

– Essa rapariga… Mas obrigada… Não tinhas necessidade de fazer uma coisa assim por mim. – Agradeceu Haru.

– É o menos que posso fazer por uma pessoa com o qual gostaria de ter uma boa amizade. – Disse Zelo olhando com ternura para Haru. – Tens de ter cuidado com a tua saúde, ser dedicado não significa trabalhar até não poder mais….

– Eu sei… Mas eu sou assim, quando me meto com algum projecto só paro quando o terminar por completo. – Disse Haru olhando para a janela.

Zelo colocou as suas mãos sobre as de Haru surpreendendo-a e aproximou-se dela, o seu coração começou a bater mais depressa não estava habituada a ser abordada daquela forma.

– Promete-me que vais começar a trabalhar menos e a cuidar mais de ti. – Disse Zelo.

– Prometo… — Disse Haru. Os dois entreolharam-se por momentos até que foram interrompidos pela empregada que trazia os seus pedidos.

Depois daquela promessa o ambiente ficou tenso principalmente para Haru que tentava de todas as formas possíveis acalmar o seu coração que ainda batia depressa. O seu cérebro dizia que estava tudo bem, mas o seu coração insistia em dizer o contrário.

Depois de tomarem o café, os dois voltaram para o edifício onde Haru recolheu as suas coisas e voltou para casa, para depois de tanto tempo ter uma boa noite de sono, mas quando se deitou na cama voltou a reviver aquele toque de mãos.

Talvez não seja nada… Foi só um toque, não tem significado, ele só quer que sejamos amigos…. Mas se é assim então porque é que o meu coração bate tão depressa quando o vejo?...

Notas finais
- Espero que tenham gostado!