Lucky Ones
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Desculpem não ter postado na semana anterior, mas acho que quem anda na Faculdade sabe como eu estou um pouco desorientada e cheia de trabalho.
Eu realmente esqueci-me de postar, perdoem-me, darlings.
E agora, um capítulo!
Capítulo 4
Anteriormente em Lucky Ones:
-Estás com ciúmes?
-Não, Klaus – neguei. – Apenas estou cansada de tudo isto. Não podemos simplesmente ir embora e esquecer que esta estúpida cidade existe?
Levantei-me e vesti o roupão roxo escuro de seda.
-Preciso de pensar. Não me sigas.
E pensei.
Pensei demasiado.
Enquanto estava no jardim da mansão dos Mikaelson, vagueei por demasiado tempo durante a noite, parando perto das rosas brancas que estavam a brotar devido á estação. Era ali onde me sentia bem. As flores sempre fizeram parte da minha vida, desde pequena. A minha mãe cultivava flores e sempre cresci com o cheiro delas dentro de casa. Um aroma agradável e fresco, até mesmo nos dias mais quentes.
Klaus já não era o humano que me amava apaixonadamente. Já tinha um milénio, assim como eu. Ele teve affairs, tal como eu tive os meus. Mas amávamos-mos incondicionalmente. Era assim que eu pensava. Mas ali estava Caroline, loira, de olhos azuis, linda. Uma perfeita mulher do século XXI que conseguia encantar qualquer um.
Eu não era assim. Já fui, já não sou mais. Já fui jovem, já tive aquela alegria e energia que temos na nossa juventude. Eu e Klaus já tínhamos perdido isso. Será que era tarde demais para nós os dois?
Ele tinha-me abandonado. Pior, tinha abandonado a sua própria família, deixando-nos à mercê de um grupo de humanos que queria matar-nos. Eu podia ter morrido, estava demasiado fraca. Ele não viu como estava, era impossível, ele estava preso num caixão e depois tinha estado com Caroline. Como é que eu podia exigir algo se ele nem tinha conhecimento do que me tinha acontecido?
Eu ia morrendo por ele! Pensei que ele estivesse morto e a minha existência já não faria sentido, mas afinal, ele tinha tudo preparado. Devia de ter tudo preparado desde o início. A possibilidade da escolha de Bonnie já devia de ter passado pelos seus pensamentos e recusou-se a partilhá-los comigo.
O dia começou a amanhecer e eu recolhi-me para dentro de casa. Klaus estava a dormir na nossa cama, relaxado e despreocupado. Talvez soubesse que eu precisava de algum tempo sozinha. Vê-lo ser dissecado, depois vê-lo em chamas, a morrer e por fim, a abandonar-me, foi um golpe muito duro.
Rebekah bateu á porta quase imperceptivalmente. Saí do quarto para poder falar com ela calmamente.
-Vou embora.
Acenei com a cabeça.
-Eu também.
Ela arregalou os olhos, surpreendida.
-Não vais ficar com ele?
Olhei para a porta com desgosto e depois baixei o olhar.
-Não. Não consigo. Ele abandonou-me. Preciso de me recompor antes de me entregar a ele outra vez.
Os seus olhos mostraram pena e resignação.
-Vou comprar uma casa aqui em Mystic Falls. Tenho uma vida aqui, afinal. Queres ficar comigo, pelo menos por uns tempos?
Pensei durante um pouco. Rebekah tinha uma vida, mas eu não. Não andava na escola, era demasiado velha para isso, mas talvez encontrar um trabalho fosse uma boa ideia para me abstrair dos problemas.
Sorri para ela.
-Rebekah, tu acabaste de me dar uma ideia genial. Vou ficar em tua casa, pelo menos, por agora.
-Ótimo, então vais ajudar-me a escolher a casa.
-Seria uma honra. Deixa-me só arrumar algumas coisas.
-Está bem – concordou. – Eu estarei à tua espera no carro.
Entrei no quarto e fui logo para o closet, escolhendo algumas roupas, apenas. Depois podia pedir a alguém para vir cá de novo e pegar o resto das roupas. Afinal, iria só levar o indispensável, já que iria para casa de Rebekah temporariamente.
Passei pela cama, e ele continuava a dormir. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, mas eu limpei-a com as costas da minha mão.
Ele gostava de tomar todas as decisões, mas eu também gostava de tomar as minhas. Agora estava na hora de começar uma vida sem ele, pelo menos, temporariamente. Estávamos casados, afinal. O divórcio não seria a solução, mas uns tempos sem ele sempre ao meu lado seria saudável.
As palavras de Kol soaram na minha cabeça:
-Quem ama sabe deixar ir.
Será que estava na hora de o deixar ir? Ele abandonou-me sempre, mas eu nunca o abandonei. Há sempre uma primeira vez para tudo, será que estava na minha hora de o abandonar?
E Kol? Nós estávamos zangados, será que ele aceitaria as minhas desculpas? Precisava de fazer muitas coisas agora que ficaria sozinha.
A coisa boa era que eu não ficaria sozinha como costumava ficar. Agora tenho Rebekah e talvez Kol. Eu e Elena éramos amigas, assim como Stefan era meu amigo e… Caroline.
Esta era Mystic Falls, a minha terra, tal como a deles. Não, eu não estava mais sozinha. Eu tinha amigos que me iriam apoiar.
©AnaTheresaC
Notas finais
TVD e TO já começaram? Quem está a adorar? Pessoalmente, TO está ótimo! Sou mais viciada em TO do que em TVD agora. E coitadinha da Nina, quantas mais doppelgangers terá que interpretar??
O que acham que Samantha fará assim que chegar a New Orleans?
XOXO, até daqui a 15 dias!
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