Lucky Ones
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Desculpem o meu desaparecimento, mas eu precisava de um descanso da escrita. Desculpem não vos ter dito nada.
E, novidades fresquinhas, eu entrei para a Faculdade de Letras de Lisboa! YAY!!!! As aulas começam amanhã, então hoje tenho que deitar cedo. Own :(
Em relação ás fanfics, eu vou começar a postá-las só de 15 em 15 dias e aos sábados, OK? Porque domingo preciso de me deitar beeeem cedo (demoro 1h 30 min a chegar à Faculdade)
Espero que gostem do capítulo!
Capítulo 2
A verbena estava a matar-me aos poucos, asfixiando-me e tornando-se quase impossível respirar.
Trouxeram Elena e prenderam-na. A cela dela ficava mesmo de frente para a minha. Rastejei até às grades que me prendiam e acho que apaguei várias vezes durante o processo. Não me alimentava há dias e a verbena enfraquecia-me ainda mais. Não passaria de um dia, acabaria por morrer. O meu coração pararia de bater e eu acabaria por dissecar. Aí mais ninguém me podia salvar a não ser sangue.
Mas eu tinha que viver. Ele estava vivo.
Rebekah deu uma meia gargalhada, que nem isso pareceu.
-Pensei que te tinha matado.
-Onde estou eu? – Elena olhou para mim e para Rebekah, que estava na cela ao lado.
-Eles acharam que eras uma vampira então prenderam-te aqui connosco – respondeu Rebekah. Ela tinha mais energia do que eu, talvez pelo facto de ser uma Original e eu estar demasiado fraca. Até Stefan, que se alimentava de animais, conseguiria acabar comigo facilmente.
-Onde está o Stefan? – indagou Elena.
-Estou aqui – afirmou Stefan, que estava na cela ao lado da de Elena. – Estás bem?
Ela encostou-se à parede de madeira.
-Stefan… eu não me alimentei.
Arregalei os olhos. Perante aquela palavra, a minha garganta ardeu ferozmente. Pensei que ia voltar a apagar devido à sede que tinha, mas tal não aconteceu. O silêncio imperou entre todos nós, até Rebekah o interromper.
-Oh, estou a ver o que se está a passar aqui. Morreste com sangue de vampiro no teu organismo e não te alimentaste e agora estás trancada aqui connosco sem uma gota de sangue humano á vista. Isso é um problema.
Sangue humano. Precisava disso urgentemente.
-Ignora-a – disse Stefan.
-Alguém já fez as contas eu devo eu de fazê-las? – Rebekah continuou. – Digo que tens três horas até te alimentares ou eu vou ver-te morrer outra vez. O meu dia acabou de ficar muito melhor.
-Cala-te, Rebekah – disse e tossi quando senti a verbena entrar pela minha boca, queimando-me por dentro. Apaguei.
***
-Ei! Alguém! – gritou Stefan, acordando-me.
-Dá para te calares?! – pediu Rebekah, cansada.
-Acham que temos medo de vocês?
A porta do celeiro abriu-se, mas eu nem me consegui mexer para ver quem era.
-Queres mais verbena? Mantém-te quieto – ameaçou o humano.
-Oiça, Elena vai morrer se não a tirar daqui.
-Desculpa, não é o meu problema – mas ele não sentia culpa nenhuma para lamentar o estado da Elena.
-Ela é inocente, deixa-a sair. Deixa-a sair! – gritou Stefan de novo e ouvi um tiro. Aquilo fez eco nos meus ouvidos e fiz um esgar baixo.
-Pare! – pediu Elena, numa voz baixa.
-Eu disse para a deixar ir! – voltou a gritar Stefan e mais um tiro. Desta vez, ele não fez mais nada.
Stefan começou a murmurar impropérios enquanto tirava as balas do seu corpo.
-Elena, ainda estás comigo? – indagou Stefan e Elena respondeu com voz rouca:
-Sim, sim estou aqui. Estou bem.
-Não, não estás. Consigo ouvir a tua respiração – afirmou ele, algo que não era novidade para mim. Elena estava a morrer e aquela era a respiração de alguém que se esforça por respirar, mas a Morte está a aproximar-se cada vez mais dela. – Damon estava certo, devias de te ter alimentado esta manhã. Lamento muito.
-Não tenhas. Tu tinhas esperança – murmurou Elena. – É tudo o que sempre quis que tivesses e tu tiveste.
-Eu amo-te tanto – afirmou Stefan.
-Sabes ao menos porque é que eu estava naquela ponte? – Elena continuou, não esperando a resposta de Stefan. – Eu estava a voltar para ti, Stefan. Tive que escolher e… escolhi-te. Porque eu amo-te. Não importa o que aconteça… foi a melhor escolha que eu alguma vez tomei. Céus, se ao menos eu pudesse ver-te agora.
-Estou a sorrir – disse Stefan.
-Também eu – falou Elena.
Mas nenhum dos dois estava a dizer a verdade e as lágrimas vieram-me aos olhos. Mas eu não tinha mais água no meu organismo, daí que não consegui chorar. Eles fizeram-me lembrar de mim e de Klaus. Nós também éramos assim, no início. E Stefan e Elena eram tão jovens nesta coisa do romance e do amor. Klaus e eu faríamos tudo um pelo outro, tal como Stefan e Elena fizeram um pelo outro. E aquele amor ia acabar em tragédia.
Dois homens entraram para renovar a verbena. Stefan estava em pé e acenou com a cabeça. Não percebi o motivo, mas Rebekah interveio.
-Olá, senhor?
-Eu pensei que tinha dito para ficarem quietos – ameaçou ele.
-Oiça, a minha família… nós temos dinheiro, castelos, apartamentos, jóias, apenas diga o seu preço e deixe-me ir com a minha amiga.
-Eu prefiro muito mais ver-vos morrer – disse ele e então recuou, de certeza que Rebekah o deve de ter assustado.
Stefan colocou um braço de fora e bateu várias vezes com o corpo na grade, até o cheiro de sangue vir até mim. Largou o corpo para o lado, na direção de Elena e chamou-a. Elena mexeu-se logo, assim como eu. Precisava daquele sangue para sobreviver tanto como ela, mas não conseguia chegar até ele.
Elena também não. Estava a ficar desesperada, mas finalmente o sangue chegou até aos dedos dela e levou-os á boca. Elena tinha-se tornado uma vampira.
©AnaTheresaC
Notas finais
XOXO,até daqui a 15 dias!
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