Lucky Ones
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Capítulo 10
—Bom dia, Sam – falou Caroline, sorrindo enquanto entrava na minha loja.
—Bom dia, Caroline – fechei a registadora. – Alguém está bem humorada.
Caroline tinha uma aura que não tinha a ver apenas com o sol a irradiar no seu cabelo.
—Bem… a festa correu bem – ela suspirou e colocou o seu avental.
—E as aulas?
—Também – mas ela nem tinha percebido ao que ela tinha respondido.
—Estou a ver… Como está o Kol?
O seu sorriso desapareceu e os seus olhos semicerraram-se.
—Por que é que haverias de me perguntar isso?
—Talvez porque ele foi o teu par ontem. Sabes, na festa onde fomos, onde a April dançou…
—Oh, isso. Já nem me lembrava.
Ri.
—Mentirosa.
—Eu não quero falar sobre isso! – exclamou ela emotivamente.
—Então vai abrir a porta. Hoje teremos muitos clientes considerando que as nossas flores estavam ontem em todas as mesas.
Ela acenou e foi abrir a porta. Deu uma volta á loja, procurando por algo para fazer, mas a loja estava impecável, eu tinha feito questão disso: saí mais cedo da casa de Klaus, parei na casa de Rebekah para tomar banho e mudar de roupa e estava na loja na hora em que a carrinha das flores locais chegou para as entregar. Nada faltava, estava tudo arranjado. Agora, o que faltava eram clientes. Mas era cedo, de certeza que alguns iriam comparecer. A festa de ontem não pode ter sido um fiasco.
—Caroline – chamei. – Gostaste da festa, ontem? Foi muito boa, não foi?
—Sim, foi. E eu também vi que foste a uma after-party com o Klaus.
—Oh. Tu viste?
Caroline acenou.
—E… Kol?
—Ele também viu já que estava comigo.
—Oh.
—Não faças esse olhar triste. Kol ficou magoado mas ele… compreende. Sério, eu não entendo a relação de vocês os três.
—É muito complicada.
—Eufemismo do século – brincou ela e aproximou-se do balcão. – Kol tem uma chama que faz muito fumo mas tem pouca garra, já Klaus tem uma chama que nunca apaga e quando arde, queima. É por isso que o escolhes sempre, não é?
Não consegui encará-la quando pronunciei:
—Sim.
—Eu percebi. Para além disso, tu e Klaus fazem um par muito… orgânico.
—Como assim? – indaguei.
—Tu e ele… há algo. Talvez seja a forma como ele olha para ti quando estás a falar com outra pessoa ou até pode ser a forma como a tua visão periférica está sempre de olho nele, como se fossem ímanes de frigorífico que não conseguem viver separados. Há algo em vocês que vos torna em um só – pronunciou-se, num tom sério mas calmo. – Vocês são o exemplo de almas gémeas.
Sorri. Talvez fosse. Uma vez imortais, as nossas almas não teriam outro destino que não fosse encontrar a outra metade constantemente. Talvez esse fosse o motivo para estarmos a afastar-nos e a separar-nos o tempo todo. Gostaria de poder dizer alguma coisa a Caroline sobre isso, mas tudo o que eu tinha com Klaus era tão íntimo que não me atrevi. O facto de sermos almas gémeas era algo que eu não queria compartilhar e o facto de Caroline ter reparado nisso tão rapidamente assustou-me.
—És uma boa amiga, Caroline.
—Eu sei – fitei-a e rimos. – Elena está a organizar uma festa só de meninas na casa dos Salvatore. Gostarias de vir?
—Estou convidada pela anfitriã?
—Não, estás convidada por mim. Para além disso… — Caroline suspirou. – Eu já não entendo a Elena. Ela está diferente desde que se tornou vampira. Já não é mais a mesma pessoa.
—Bem, para ser realista, eu tenho que dizer que tu também mudaste quando te transformaste, de certeza. Afinal de contas, trata-se de uma transformação. A palavra não apareceu assim do nada.
Caroline negou com a cabeça.
—Ela agora acredita no Damon. Ela nunca acreditou nem aceitava as coisas que o Damon fazia! E agora o Damon diz isto e aquilo e ela acredita e aceita em tudo.
Não me pronunciei. Pelos sinais, sabia o que era, mas Carolina teria que descobrir por ela mesma.
—Vens ou não?
—Claro que vou! O que é preciso levar?
©AnaTheresaC
Fale com o autor