Luck Or Fate?
18 Talking to the moon
Notas iniciais
Enoe’s P.O.V.
Depois que praticamente tinha acabado a festa que o Jinxx cuidadosamente preparou pra Marcella, eu fui embora. Mas não fui pra casa.
Em vez de me concentrar no aniversário da Pear, eu só conseguia pensar naqueles malditos olhos azuis. No dia que nós passamos juntos. No perdão... No orgulho que eu sentia, e que sempre ferrava com a minha vida.
- Girl, estamos indo pra casa, você vem? – Oliver me perguntava, tentando me tirar do mundo da lua. – Enoe, você ta aí?
- Oh, Oliver desculpa cara... O que você me perguntou?
- Estamos indo embora.
- Ah... Bem, eu vou ficar aqui um pouco. Não vou voltar pra festa, mas não vou agora pra casa. Preciso pensar na vida um pouco... – sorri fraco fixando os meus olhos no meu skate.
- Pensar na vida significa pensar nele? – Oliver apontou pro Andy que estava do outro lado da rua fumando feito louco. Encostado no carro do Ash.
- É eu acho que sim... – não tinha reparado que ele tava lá. Mas logo ele jogou o restante do cigarro fora, entrou no carro e saiu. – O problema é que eu não conheço nenhum lugar pra ir agora.
- Você está falando com a pessoa certa! – ele riu – Eu conheço um parque, não muito longe daqui, ele é ótimo pra refletir sobre a vida. Tem uma árvore lá, um Ipê rosa. Senta em baixo dela. Confie em mim.
- Nossa como você sabe tudo isso?
- Digamos que seu amigo aqui também sofre com esses probleminhas. E tive que me virar pra achar um lugar calmo e praticamente sem luz nessa cidade. Toda vez que me sento debaixo daquela árvore, eu me sinto calmo, muito melhor. Vale a pena.
- Oliver, eu não sabia que você também...
- Ta tudo bem, faz parte da vida não é mesmo? – ele sorriu e eu o abracei. Ele me explicou onde era o parque, agradeci e fui embora.
Chegando lá, vi que não era tão grande, mas era muito bonito. Tinha bancos de praça e mesas pra piquenique. E muitas árvores, é claro.
Havia alguns postes de luz pelo caminho, como se tivessem marcando um caminho.
Procurei, procurei, mas tava difícil de achar o tal Ipê rosa. Também, não era pra menos. Tava de noite, o parque nem é tão iluminado assim e eu só conseguia ver árvores de folhas verdes, nada de Ipê rosa.
Continuei andando mais um pouco e, por fim, achei a árvore.
- Finalmente! – disse aliviada. – Nossa como você é bonita... – Falei pegando uma folha rosa de um dos galhos. Adoro falar com as árvores.
Sentei-me, apoiando minhas costas em seu tronco. O chão onde me sentava estava cheio de folhas rosas, parecia um tapete. Olhei pra cima, como de costume, e comecei a reparar na lua. Tava tão linda cara... Toda aquela situação era agradável. Oliver tinha razão. Mas nada poderia tirar da minha mente o que eu estava pensando. O que me preocupava e me deixava pra baixo. Algo que eu realmente aprendi a amar. Andy.
- O que fazer? O que fazer hein? – comecei a falar olhando pra cima. Mais precisamente, olhando pra lua. – Eu o amo, mas não posso deixar que ele faça essas coisas comigo. Foi justo... Justo com ela... – lágrimas começaram a cair – Droga, agora eu to chorando. Tudo por causa daquele idiota!Ele é um babaca mesmo!Mas... Eu o amo. Muito! – já estava soluçando. Apoiei meu rosto em meus joelhos, como se tentasse me esconder.
- Ele pode ser um babaca, um idiota, pode ter todos os defeitos do mundo. Mas ele a ama muito mais do que você imagina.
- Q... Quem ta aí? – me levantei na hora. Não sabia quem estava falando comigo. Pelo que eu saiba, eu estava sozinha naquele parque.
- Isso que dá você ficar longe de mim, até esqueceu como é a minha voz. – sabia que conhecia de algum lugar.
- Andy, é você não é? – ele só respondeu um uhun – Cadê você?
- Aqui em cima – olhei pra cima e ele estava sentado em um galho um pouco alto.
- O que ta fazendo aí? O que ta fazendo aqui no parque?Você me seguiu?
- Hey, calma. Uma coisa de cada vez. Não, eu não te segui. Quando eu to em Las Vegas eu venho pro parque pra ficar um pouco sozinho. E eu subi no galho porque eu vi que alguém estava vindo e não queria que me vissem. Não vi que era você.
- Ah... – ficou um silencio horrível depois disso.
- Então... – ele estava tentando puxar assunto. – você faz alguma outra coisa além de falar de mim pras árvores e pra lua?
-Ahaha, muito engraçado Andy...
- Não, é sério. Vai que um dia elas respondem? – ele continuava com aquela cara de ironia.
- Ah Andy, tchau vai. – me virei pra sair. Mas o idiota pulou do galho parando em pé na minha frente. – Cara, você tem problema?! – falei assustada.
- Se eu tenho problemas?Eu tenho vários problemas... – ele me olhava diretamente nos olhos e vinha se aproximando e eu me afastando. – Até quando vai ser orgulhosa assim hein?
- Orgulhosa?Eu? – ééé, você mesma ¬¬
- Claro!Até agora a pouco você tava dizendo que me amava. – ele se aproximou mais, mas não tinha mais pra onde eu ir. Acabei encostando-me no tronco da árvore e ele apoiou o braço na mesma.
- E... Eu tava falando da boca pra fora. Só tava falando sozinha Andy. – olhei pra baixo. Ficava muito nervosa tão perto dele assim. – Pelo menos eu achava que tava falando sozinha.
- Para de ser orgulhosa!Você não tava falando da boca pra fora.
- Como você sabe? – decidi encará-lo.
-Porque pessoas que dizem coisas da boca pra fora... – ele colocou a mão no meu queixo, o erguendo um pouco – não choram por esse motivo. – ele disse passando o polegar e enxugando a última lágrima que restava em meu rosto.
Eu não sabia o que responder pra ele naquele momento. Estava sem reação. Ele foi se aproximando, mas não me beijou. Ele ficou com a testa encostada na minha e de olhos fechados.
- Quando a gente começou a ficar juntos, eu prometi a mim mesmo, nunca deixar essas lágrimas caírem. Não por mim. – ele não tava falando por falar. Ele tava falando sério, com o coração mesmo.
- A... Andy eu... Não sei o que te falar agora.
- Tudo bem. – ele se afastou de mim – Eu esperava que você ficasse surpresa mesmo. Não sou sempre assim.
- Eu sei disso. – aquele maldito silêncio predominou de novo.
- Então... Ta ansiosa pra mostrar a banda pro Tyler?
- Meu Deus!É mesmo! – eu juro que eu tinha esquecido. – Nossa, eu nem sei que dia que é!
- É na sexta, pelo que eu me lembre. É... É na sexta. – ele falava com uma calma que me irritava.
- E como pode você falar com essa calma toda?!É daqui a dois dias!Eu to nervosa agora! – comecei a andar de um lado pro outro e ele começou a rir – Porque você ta rindo?!Não tem graça nenhuma Andy!
- Tem sim!Você precisa ver a sua cara – eu lancei um olhar metralhando ele, e , em seguida ele tirou aquele sorrisinho da cara – Calma...só, tenta se acalmar.
-É, tem razão. Eu dei uma ensaiada esses tempos atrás.
- E o que vocês vão tocar?
- Música própria.
- Só música própria?
- É... Algum problema?
- Bom, eu acho melhor vocês fazerem um cover. Ele sempre pede. Quando foi a vez da Black Veil Brides, ele pegou a gente de surpresa e tivemos que improvisar.
- Nossa, obrigada pela dica!E... bom, você...
- O que?
-Você vai... Você sabe. Você vai lá, no dia da apresentação pra ele? – eu disse um pouco nervosa
- Ah, é claro. No dia da sua apresentação, eu tenho que ir lá mesmo. Vou gravar alguns trechos de uma música nova. Só que não fica no mesmo andar. – ele disse tirando o maço de cigarro do bolso, pegando um, e o colocando na boca. – Mas, porque quer saber?
- É que... Eu acho que vou ficar um pouco mais calma, com alguém conhecido assistindo – Droga!
Ele nem respondeu. Apenas sorriu de lado e acendeu o cigarro. Querem saber de uma coisa?Nunca o elogiem, ou coisa do gênero. O ego dele sobe infinitamente!
Conversamos mais um pouco, e vi que já tava quase amanhecendo. Já estava na hora de ir.
- Nossa ta tarde. Ou... Cedo no caso. – eu disse apontando pro sol que estava nascendo.
- Wow!Eu perdi totalmente a noção do tempo. Devem estar achando que eu morri. Mas vão me matar quando eu chegar em casa mesmo...
- OMFG!Eu preciso ir embora!Só o Oliver sabe que eu to aqui!Tchau Andy! – peguei o meu skate e saí correndo
- ESPERA!VOCÊ NÃO QUER UMA CARONA? – só dava pra o ouvir gritando.
-Não precisa!Eu... – voltei pra onde ele estava. – Droga, esqueci que não sei o caminho de volta pra casa. Shit!
- Ahaha, tudo bem. Eu já decorei mesmo.
- Ahn?! Como assim já decorou?Você foi lá... Sei lá, uma vez.
- Ah... Uma coisa que você não sabe. Eu passo lá em frente quase todo dia.
- Por quê? – cara, que estranho.
- Eu não sei também por que. Só fico lá parado, do outro lado da rua fumando. Ás vezes dá impressão que você vai sair de lá de dentro e vir falar comigo.
- Ah... Você é esquisito Six – eu ri dele.
- Eu sei disso. Vamos então? – eu disse um sim com a cabeça e nós fomos pro carro (do Ash).
Sentei e fiquei meio tensa. Sempre ficava quando tava perto dele. Só que no carro não tem pra onde fugir né?Então comecei com os meus tiques de nervosismo. Ficava balançando a perna sem parar.
- Será que dá pra parar quieta?Eu vou bater o carro desse jeito! – Andy disse um pouco irritado
- Não!A perna é minha e eu faço o que eu quiser com ela! – comecei a balançar mais ainda só pra provocar.
- Mais que merda! – ele colocou a mão no meu joelho pra tentar parar a minha perna.
-Heeyy!!!Tira essa mão daí!Tá maluco? – peguei a mão dele e voltei-a pro volante – Perdeu a noção do perigo?
- Você ta falando por medo de eu bater o carro ou você ta falando porque você quer me bater mesmo? – ele disse rindo
- Os dois!
- Mas eu não agüentava mais!Isso enche muito o saco!
-Eu não tenho culpa!
- Ah não!E de quem é a culpa?
- A culpa é sua! – Ferrou!Não devia ter falado isso.
- Hmm, se a culpa é minha... Isso quer dizer que eu te deixo tensa né? – ele disse com aquele maldito sorriso no rosto.
- Ai Andy, não começa vai. – virei pro outro lado cruzando os braços.
- Que bom que você não negou haha.
Pouco tempo depois chegamos em casa. Mesmo o parque não sendo muito longe de lá, os minutos dentro daquele carro pareciam eternidade pra mim.
- Ta entregue! – ele disse virando pra mim.
- Ok, obrigada por me trazer – eu ia saindo do carro sem ao menos olhar pra cara dele.
- Não não! – ele me puxou pelo braço, que me fez voltar com tudo e cair no colo dele (isso ainda dentro do carro).
- O que foi agora? – muito perto = eu vermelha.
- Você não se despediu direito...
- Ai Andy, não começa com Zé gracisse, por favor, hein!Me deixa sair logo, antes que alguém veja que você me trouxe e eu não passei a noite em casa.
- Qual o problema?
- Não quero que achem que a gente... Que a gente voltou – olhei pro lado pra não ter que olhar pra cara dele, e ver qual reação ele teve.
- Isso definitivamente não é uma coisa ruim – ele abaixou até ficar milímetros do meu rosto.
- Andy me deixa sair! – fui levantar mas ele me segurou pelo ombro, que me fez cair com tudo – Ai, que ódio!
- Ahh, não adianta ficar brava marrentinha. – ele sorria de lado – Enquanto você não se despedir direito você não sai desse carro.
- Aff... Ta bom vai. Mas você precisa me deixar levantar né?
- Você não vai fugir?Se fugir eu vou atrás de você.
- Eu não vou fugir Andy – revirei os olhos.
- Tudo bem então. – ele me soltou e eu pude enfim ficar sentada. – Ta esperando o que?
- Já vou... Já vou... – me aproximei pra beijar o rosto dele, e quando eu tava quase lá, ele me vira o rosto me dando um selinho – Mas o que? – eu disse assustada me afastando dele.
- O que foi? – ele disse um pouco surpreso.
- Como assim o que foi?! – saí rápido do carro, batendo a porta com tudo.
- Espera! – ele desceu também e me segurou – O que deu em você?
- O que deu em mim?!O que deu em você Andy? – não estava brava, nem falando alto. Só estava assustada.
- Eu achei que você ia sei lá... Gostar e, achei que talvez a gente tivesse voltado.
- Não, a gente não voltou. – ele ainda me segurava.
- Porque você não para com isso hein?Deixa o seu “orgulho” de lado só uma vez!Você ta sofrendo, por mais que você não acredite, eu to sofrendo, e isso só aumenta cada vez mais! – ele segurava nos meus ombros e olhava nos meus olhos.
- A... Andy, eu não sei o que te falar e...
- Não fala nada – ele soltou meus ombros, me segurou pela nuca e me beijou. No começo tentei resistir ao beijo, mas depois ficou impossível. Ele passava a mão pelo meu rosto e eu acariciava seus cabelos. Eu amava o cabelo dele. O beijo foi ficando mais calmo e fomos nos separando devagar. – E agora? – ele falava de olho fechado e eu estava de cabeça baixa.
- E agora... O que? – olhei pra cima e ele ainda estava de olhos fechados. Ás vezes os espremia um pouco. Como se estivesse com medo...
- A gente voltou? – ele foi abrindo o olho devagar.
- Você realmente quer saber a verdade? – ele respirou fundo.
- Sim.
- Eu não sei Andy. – ele fechou o olho novamente, mexeu no cabelo e levantou o rosto. Abriu os olhos e abriu um meio sorriso.
- Não pense que isso é ruim. Isso apenas significa que tenho chances. Não é mesmo?
- É... – ele me olhou surpreso. Ele achou que eu não iria responder essa pergunta. Mas eu não tava ligando mais pra nada mesmo.
- Bom... Então eu vou indo... – ele ficou meio estranho. Parecia alguém que tava totalmente perdido em algum lugar. Apenas acenei e entrei em casa.
Fui andando lentamente até achar um interruptor.
- Ahaaammmm! – Nick falou me assustando e apontando pra mim. – Peguei no flagra mocinha!
- Haha, mocinha?Como se você fosse muito mais velho que eu.
- Não venha tentar desconversar! – Pear saiu do quarto com o Zukkie no colo – Aonde é que você estava?!E porque você tava beijando o Six?
- Ahn?! – eles viram. Droga! – É... O Oliver não avisou que eu ia ao parque não?
- O Oliver nem chegou em casa ainda dear – Nick falou se esparramando no sofá – Mas, fala aí. Você voltou com o Biersack?
- Não... Não sei ainda.
- Como assim você não sabe? – Pear teria me chacoalhado se não tivesse com o Zukkie na mão.
- Eu não sei cara. Minha cabeça fala pra eu ter cuidado, mas meu coração... – respirei fundo – Eu já não agüento mais essa história gente.
- Nessas horas, eu acho bem melhor você escutar o seu coração. – Oliver disse entrando pela porta da sala – Vai por mim. Experiência própria. – ele deu um sorriso fraco e olhou pro Nick, que na hora abaixou a cabeça.
Isso foi muito esquisito, mas isso não vem ao caso agora.
— Aonde você tava até agora? – perguntei preocupada.
- Fui resfriar a cabeça, tava precisando...
- Você também é?Porque não foi no parque?
- Porque não queria atrapalhar o casal. – Ele sabia!
- Ah não!Você sabia que ele ia lá!
- Sabia. Já o vi lá umas pares de vezes.
- E porque não me contou?
- Porque eu sabia que você não iria lá se soubesse disso. – é, tive que concordar com ele – Agora eu vou me deitar que eu to mortão.
- Ah, depois que você acordar, nós precisamos ensaiar ok?
- Ok! – todo mundo respondeu em uníssono.
Fui me deitar também. Se eu falar que não consegui dormir por causa da história com o Andy eu vou estar mentindo. Apaguei na cama.
Mas quem disse que o meu lindo subconsciente deixou essa história pra lá?Sonhei com ele a manhã inteira, isso sim!
Acordei com uma sensação um pouco ruim e fui tomar banho. Quando olhei no relógio já eram 14:00 horas.
Ensaiamos até anoitecer. Só parávamos pra comer. Oliver e Nick comiam a cada 20 minutos.
Nick é magro porque anda de skate e toca batera loucamente. Oliver eu acho que é de ruindade mesmo.
Ah!Vocês querem saber da Jéssica? Não dormiu em casa!Hmmm ela e o Jake hein... haha.
Ensaiamos mais um pouco e demos uma pausa. Oliver foi “secar” o bebedouro e Nick foi trocar outra camiseta (de tão suado que ele ficava).
- Hey Nono-Chan – Marcella me chamou baixinho
- O que?
- Quando o Oliver tava de toalha... Você... Reparou nele? – Olha essa Pear haha.
- Tentei evitar, mas... Sim, eu reparei nele. – eu ri.
- E ele realmente é liso como ele falou?
- Não!Ele é um mentiroso. Ele é um pouco trincado sim!Não sei como, mas é. – Screamo faz milagre – E é tatuado no peito também. Acho que tem o nome de alguém lá.
- Nossa... Meu Deus hein haha. Não sabia que o Oliver era de tatuar o nome dos outros no peito.
- Nem eu. – logo os meninos voltaram e paramos de conversar.
Quando nós terminamos de ensaiar, fomos tomar banho e o Billie falou que iríamos ao shopping.
Sabe o shopping que você tem aí na sua cidade querida leitora?Pois é... Agora imagine ele 20x maior. E ainda acho que não é o suficiente.
Velho, que monstro era aquele?Acho que tinha uns 5 andares e era muito grande.
Uma hora o nosso grupo se separou em duas partes. Eu e a Pear fomos pra um lado, e Nick, Oliver e Billie foram pro outro.
Quando chegou quase na hora do cinema, a Ma tentou ligar pros meninos e eu fiquei na fila do sorvete. Ela conseguiu falar com eles e fomos nos encontrar.
Assistimos ao filme e fomos jantar depois. Os meninos queriam comer pizza e eu e a Ma queríamos comer comida japonesa. Foi difícil, mas por fim nós acabamos comendo pizza mesmo. Afinal, pizza é muito bom haha.
Quando chegamos em casa, a Jéssica estava lá e contou tudo sobre o dia que passou com o Jake. Eles passearam e depois ele a levou pra jantar. Coisa fofa esses dois.
Assistimos mais um pouco de TV, fizemos um pouco de montinho no coitado do Oliver e fomos dormir.
No dia seguinte (véspera da apresentação), resolvemos dar uma treinada de leve, não pegar muito pesado. Mas o Oliver insistia em treinar o screamo.
- Para Oliver, você vai estourar o MEU ouvido e vai estourar a SUA garganta! – Nick falava um pouco bravo.
- Não, eu tenho que dar o melhor de mim... – ele dizia pausadamente e voltando á praticar.
- O Nick tem razão Oliver, você forçou muito a sua voz ontem e hoje. Descansa um pouco – Pear dizia com o Zukkie no colo.
- Gente, eu to bem ok?Isso é só pra ter certeza que eu vou conseguir fazer uma boa apresentação. – ele disse indo em direção do quarto dele, se trancando lá.
Sabe aquela sensação de que vai dar merda?Pois é, eu estava com ela.
O dia passou voando, fomos dormir.
- Enoe... Acorda... – acordei com o Nick me balançando.
- O que?!O que foi?!Perdi hora? – olhei pro relógio e eram 06:30 da manha
- Antes fosse!
- O que aconteceu então?
- Aconteceu uma coisa não muito boa com o Oliver, eu to preocupado. Vem cá – ele me puxou pelo braço e me levou até o quarto deles, onde o Oliver tava sentado na cama.
Fiquei de joelho na frente dele e perguntei se ele tava bem.
- Aconteceu alguma coisa Oliver?
Andy’s P.O.V.
Eu estava lá, na minha caminha, sonhando com o show perfeito, quando meu celular toca.
- Ah, toque do demônio!Preciso mudar isso... Alô?
- A...Andy, ta acordado?
- Agora eu to, quem é?
- Sou eu sua anta!
- Ah! – dei um pulo da cama – Enoe aconteceu alguma coisa de grave?
- Mais ou menos... É que...
- Desembucha logo!
- Andy, o Oliver não consegue fazer screamo!
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