Luck Or Fate?
34 Luck or Fate?
Notas iniciais
No último capítulo...
— O júri já entrou em um acordo? – O juiz perguntou olhando para todo o júri.
— Sim senhor. – um dos homens de lá disse.
— Então já podem comunicar o que decidiram. – depois daquelas palavras eu engoli seco, e segurei com força a mão de Biachi
— Com todas as testemunhas, provas e evidencias apresentadas, o júri decide que a guarda da criança ficará com a irmã mais velha Bianchi, com o seu parceiro Oliver e também sobre as responsabilidades de seu até então cuidador, Nicholas – as palavras daquele homem saíram como músicas sinfônicas aos meus ouvidos e todos os que nos apoiavam... finalmente, estávamos livres daquele inferno.
— Aeeee! – Nick deu um berro e pulou em mim – Conseguimos cara – ele me abraçou tão forte... estava com a voz trêmula, como e fosse chorar
— Ordem! Ordem nesse tribunal! Nós ainda não acabamos! – o juiz disse um pouco irritado.
— Não? – Bianchi perguntou um pouco surpresa.
— Na verdade não – um dos homens que compunha o júri respondeu – Como ela não é natural dos Estados Unidos da América, ao completar seu décimo quinto aniversário, deve retornar para seu país, cursando assim num colégio interno. Só poderá retornar quando terminar, aos seus 18 anos. – Aquilo que ele disse nos pesou. Kiara só tinha 10 anos, nós só tínhamos mais 5 pra ficar com ela, então depois ela partiria por 3 anos longe daqui. Nicholas ficou um pouco catatônico na hora.
— Tio Nick? Tio Nick? – Kiara o chamava – Não precisa ficar triste, eu vou voltar logo... – ele olhava pra ela sem expressar nada, mas quando eu o chamei, ele parecia ter acordado daquele transe.
— Ah, oi... Claro que vai voltar logo, você vai ver... Vai passar muito rápido! – ele então sorriu e á pegou no colo
Nós ficamos desconfortáveis pelo fato da Kiara ter que partir por 3 anos, mas estávamos felizes que a guarda dela seria nossa por mais todos esses anos, e isso já bastava.
Enoe’s P.O.V.
Estava eu, toda entediada naquela aula maldita quando eu sinto meu cel vibrando. Cuidadosamente eu pego ele, sem que o professor veja, e tento ler a mensagem.
“Nono, nós conseguimos! A Kiara vai ficar com a gente! Ai car*lho eu to feliz”.
Eu não sabia se chorava, se ria, se pulava, se gritava... Eu tava muito alegre naquele momento, precisava falar pras meninas. Mandei uma mensagem pra elas me encontrarem no banheiro.
— O que foi Nono? – Jéssica chegou com uma cara de assustada
— É Nono-Chan, aconteceu alguma coisa? – Pear tava curiosa também
— O Oliver me mandou uma mensagem agora sobre a audiência... E eles conseguiram! – as duas começaram a gritar de felicidade e a gente começou a se abraçar e rir... Fizemos o maior escândalo, mas a gente não tava nem aí... Até que 3 infelizes apareceram no banheiro.
— Sem dinheiro pra fazer uma festa descente? Faça no banheiro, lógico – Caroline chegou apelando já e suas subordinadas começaram a rir.
— Vê se erra a gente, vadia! – eu disse quase indo pra cima, eu tava de saco cheio já.
— Olha só, ficou nervosinha... Falta do Andy né?
— Ai mano você não devia ter falado isso – Marcella falou passando a mão no cabelo.
— Vai dar merda. – Jé disse olhando pra mim.
— Escuta aqui – eu a peguei pelo colarinho – É melhor você ficar quieta. Se ele ta com você ou com qualquer outra garota... Não é problema meu. Não mais. Então vê se para de me atormentar e vai viver sua vida! – falei olhando nos olhos dela, e depois a soltei, indo pro corredor direto pra sala.
Caroline veio atrás de mim, me xingando e falando um monte de coisas sobre mim. Mas eu não curto brigar, não gosto dessas coisas e não sou dessas mesmo. Mas tudo tem seu limite. Eu estava de boa até que ouvi ela dizendo.
— Ele nunca foi seu de verdade mesmo, nós nos divertíamos pelas suas costas, e você também nunca passou de diversão pra ele. – Ela falou tão alto que todos que estavam em suas salas saíram no corredor pra ver o que tava acontecendo. Eu parei na hora de andar, abaixei a cabeça e fiquei pensando no que ela tinha dito. Aquilo ficou ecoando na minha cabeça. – O que foi querida? Ta doendo é? – ela riu
Eu então virei com tudo, e fui na direção dela. Não via mais nada além daquela vagabunda na minha frente. Se a Marcella e a Jéssica tentaram me segurar, eu não sei... Apenas cheguei nela e á empurrei com tudo no chão.
— Sua vadia! Eu to cansada de você ! Porque você não some?! Me deixa em paz! – enquanto eu gritava ela se levantava e o pessoal todo no corredor já gritava “briga, briga!”
— Sua escrota! – ela pegou e me deu um tapa, que atingiu, não sei como, a minha boca. Fez um corte no lábio inferior, de cima pra baixo. Ela usou o anel dela pra intensificar o tapa.
— Ahhh... – eu só sorri de canto, fechei o meu pulso e depois daquilo eu não lembro de mais nada.
Tudo o que eu lembro depois disso é de estar na sala do diretor com a minha mãe do lado, aquela vadia com os pais dela do outro lado. Ela estava com o olho muito roxo... Acho que da pra adivinhar o que aconteceu né?
Eu fiquei o tempo inteiro de cabeça baixa, e concordando com tudo o que me diziam. Como eu disse, eu não gosto de brigar. Só porque eu perdi a cabeça, não é um ato justificável... Esse tipo de coisa é horrível e eu estava arrependida.
Como de costume, ela saiu ilesa da situação e eu fiquei com toda a culpa. Apesar de ela também ter me agredido, e eu aparentar, pois meu lábio estava cortado, apenas eu levei três dias de suspensão. Tive só o primeiro dia de aula e voltaria apenas na sexta-feira. Great.
Depois de alguns sermões eu cheguei em casa e liguei o computador. Inconscientemente coloquei algumas fotos do BVB na page da BVB army para ver. Aquela dor insuportável começou a aparecer.
— Droga... – as lágrimas escorriam e não podia fazer nada, eu tava muito perdida.
Foi aí que eu encontrei um blog, onde a garota dizia que sofria muito com os problemas dela, e decidiu então criar um diário online, contando tudo o que aconteceu pro tal blog, já que ela tinha problemas pra se expressar. Ela dizia que era muito confortador.
Eu achei legal a ideia, mas queria fazer algo diferente. Mas o que poderia ser? Não queria colocar meu nome lá mas queria contar a minha história. Joguei no google “ histórias reais com personagens fictícios”,
— Fanfic... – eu li e gostei do nome – Gostei! – Não demorou muito pra eu começar a escrever e postar tudo o que tinha acontecido comigo naqueles últimos meses, toda a magia, toda a decepção. Nomeei-a de “Luck or Fate?” e parei de escrever ela na quinta, pois já estava quase em tempo real. Apesar de me confortar um pouco, ela não podia me aliviar da dor.
Caroline ficava postando fotos com o Andy na rua, meio estranhas... Confesso, mas eram fotos com ele. Isso me cortava por dentro. Eu queria sumir.
Fui deitar mas não conseguia dormir, fiquei só lembrando das coisas que aconteceram e eu não conseguia impedir o choro. Uma hora eu apaguei. Acho que foi de cansaço. Acordei com o relógio berrando ás seis da manhã e tive que levantar, me arrumar, e ir pra escola. Estava frio naquele dia, estranho, mas compatível com o que eu estava sentindo.
Coloquei uma legging, meu moletom e meu all star. Como estava frio naquele dia, eu pude soltar meu cabelo e fui pra escola.
Cheguei lá e todos estavam olhando pra mim. Eu não sabia se era por causa da briga ou se era por causa do meu lábio cortado. O que me confortava é que aquela vadia devia estar pior, mas quando eu entrei na sala, vi que ela tinha coberto o roxo com muita maquiagem, lógico.
— Estranho... to sentindo um perfume que eu conheço... – eu me toquei 2 segs depois, quando percebi que era o perfume igual a do Andy. – Eu devo estar louca. – e ignorei aquilo.
Sentei na ultima carteira, pra não ser incomodada, coloquei meus fones e meu capuz. Conseguia sentir todos me olhando e me zuando, mas eu não tinha mais nada a perder mesmo. Pude reparar também que tinha um garoto novo na minha sala, sentado também no fundo só que do outro lado. Não deu pra ver seu rosto porque ele estava de capuz e de cabeça baixa, desenhando em um pequeno pedaço de papel. Quanto mais as pessoas tentavam ver como ele era, mais ele virava pra parede.
— É, pelo jeito não sou a única a ter um dia péssimo. – eu ri nasalmente
Antes do professor chegar, Caroline fazia de tudo pra me provocar, sempre falando do Andy etc...
O professor chegou e mandou ela desligar o celular
— Ai desculpa professor, é que eu tava falando com o Andy... meu namorado, aí ele queria saber como tava as coisas aqui no Brasil e – mal ela terminou de falar e nós ouvimos o garoto novo fazer um som parecido com um riso debochado. – Hey, quem você pensa que é? – ela falou brava
— Não interessa o que vocês estão fazendo, eu não quero celular na minha aula! – ele disse bravo.
Não demorou muito e senti meu celular vibrar, era a Marcella.
— Será que vai ter banda hoje?— geralmente na primeira e na ultima semana de aula, na sexta-feira, a nossa escola deixa as bandas dos alunos tocarem.
— Não sei véi, não reparei nisso
— Daqui da minha sala da pra ver os caras montando.
— Dahora, mas acho que nem vou aproveitar muito bem... Não to legal ainda... You know.
— To ligada Nono-Chan, até o intervalo então.— me despedi e guardei o celular.
Depois de algum tempo de aula, o garoto novo levantou, entregou um bilhete pro professor e saiu da sala.
— Ahm, aqui está dizendo que ele tem autorização da diretora da escola pra sair antes da sala, porque a banda dele vai tocar e ele precisa estar la. – o professor pegou e leu o bilhete – Também está convidando a todos pra ir pra la.
Achei legal o cara chegar e já ir tocando, porém eu realmente não tava bem... Quanto mais cedo eu chegar em casa melhor.
Marcella’s P.O.V.
Estava eu tranquilamente, esperando dar o intervalo quando alguém bate na porta, pedindo pra falar comigo.
Quando eu olhei, eu não acreditei... não poderia ser ele... eu tava sonhando...
— Comm ricencia eu querer falar com Marcella posso? – com aquele sotaque e dizendo tudo errado, era o meu Jinxx que estava lá.
— Jinxx! – eu gritei e saí correndo, abraçando ele – Como... o que... porque...
— Ah Cherryzinha, a Enoe contou tudo pra mim e pro Jake. Eu fiquei muito mal no começo mas depois eu entendi que você só tava querendo nos proteger. Nunca mais façam isso! A gente é bem grandinho já e não precisamos disso... sabemos fazer nossas próprias escolhas. Volta pra mim? – ele disse me olhando nos olhos.
— Depois de tudo... Você realmente acha que eu vou negar alguma coisa pra você? – eu disse o beijando e o abraçando... que saudade dele, de estar em seus braços... – E você veio aqui só pra voltar comigo?
— Só eu não... Olha alí – Eu olhei mais pra frente e ví o Jake abraçando a Jéssica e ela chorando por isso. Não vou julgar porque eu tava também. Aquilo parecia um sonho, só que real.
Mandei uma mensagem pra Nono vir correndo para o corredor, e ela literalmente veio correndo.
— Que... Que foi? O que acontece... – ela olhou pra nós e arregalou os olhos – Jake?? Jinxx?? MEU DEEEEEEUS – ela saiu correndo e abraçou os dois – Como é que vocês estão caras? Que saudade! – ela não acreditava, assim como eu.
— Obrigado pelo toque Enoe – Jake falou
— É, valeu mesmo haha! – Jinxx agradeceu também
Enoe’s P.O.V.
Eu não podia acreditar, eram eles dois alí! Que saudade daqueles caras... que saudade!
— Mas eae, só vieram vocês dois... Quer dizer... – engoli seco – O Andy não...
— Desculpa Nono, a gente não sabe do Andy – Jinxx disse coçando a cabeça.
— Como assim?
— Digamos que ele sumiu desde antes de você vir embora. Não sabemos dele mesmo. – Jake disse de cabeça baixa.
— Tudo bem... – eu sorri fraco.
Logo deu o sinal e todos desceram pro pátio, aonde a banda ia tocar. Não demorou muito e o garoto novo da minha sala entrou sozinho, pegou o violão e ajeitou o microfone.
— Bom meninos, eu queria ficar mas eu não to muito legal hoje, vou pra casa. – Eu me virei pra ir embora quando ele começou a tocar – Nossa... eu conheço essas notas de violão. Acho que to meio besta hoje – Ignorei e comecei a andar. – até que ele começou a cantar.
— I open my lungs, dear... — eu travei na hora. Não poderia ser. Virei-me pra ver, mas ele ainda tava de capuz, fazendo muita sombra em seu rosto. Ele cantava aquela música e eu tremia.
— Não pode ser... – eu disse baixinho. – Eu só posso estar ficando louca – Meu coração tava muito acelerado.

— I will wait dear, a patient of eternity my crush…— e ele continuava cantando aquela musica, aquela voz… eu não tinha mais dúvidas de quem era. Eu apenas abaixei a cabeça e comecei a chorar. Eu sabia que aquilo não era pra mim, e sim pra aquela vadia. Mas porque me torturar desse jeito, vindo aqui fazer isso?
— Nono, vem pra ca... – Marcella tentou me tirar dalí.
— Não, tudo bem. Vou ver isso até o final. – eu disse quase soluçando. Ele sabia como essa musica mexia comigo. Ele foi cantando até que chegou na estrofe final.
— You said you loved me as you left me; regrets still haunt your saddened head
But I promised you I will see you…We booked our flight those years ago,
I said I loved you and I left you
Regrets no longer in my head
But I promised you, and now I'm home again, agaaain, again, again, again, again— Ele desceu do palco, foi em minha direção, tirou o capuz e terminou — I'm home again.
— Andy… Eu falei como um suspiro de alívio e dor ao mesmo tempo. – O que... Por que...
— Me desculpa pelo egoísmo e pelo meu temperamento. Me desculpa por não ter te respondido e ser infantil. – Ele olhava diretamente nos meus olhos – Eu prometo nunca mais fazer essas coisas contigo. E me desculpe pela demora pra aparecer e dar notícias, eu estava ocupado demais lendo uma fanfic. E acho que chama... Luck or Fate?
— Você... Você leu? – eu estava meio fora da minha realidade, não estava assimilando a situação.
— Sim, eu li. A BVB Army sempre da um jeitinho de juntar a história e me mandar as coisas. Elas gostam de ver o que eu acho das fanfics haha – eu não podia acreditar.
— Mas... e ela? – eu disse um pouco brava, olhando pra Caroline, me afastando dele – Como você explica tudo isso.
— Tudo começou quando você disse que ia embora, então eu queria de algum jeito me vingar. Aí eu chamei ela pra sair – eu respirei fundo – Calma. Eu por fim não tive coragem de fazer nada... pela primeira vez eu não fiz nada. Não consegui.
— Isso é bom mas... como explica aquelas fotos.
— Enoe, eu nunca tive e nunca vou ter alguma coisa com essa daí. Se quiser provas, joga no google as fotos que ela diz ter comigo. Montagens acontecem. Fiquei sabendo dessas fotos horríveis depois que um cara da army me mandou... Eu fiquei puto. – ele disse olhando feio pra Caroline.
— Então você ta aqui por que... – eu disse abrindo um sorriso e escorrendo uma lágrima do meu rosto. Ele então enxugou-a.
— Eu quero ficar com você, é tudo o que eu mais quero agora. Mas o que você fez no seu lábio? – ele olhou desconfiado e preocupado.
— Tive uma leve briga com essa daí... – olhei pra Caroline – Mas isso é de menos, ela ficou com o olho roxo mas pode esconder com maquiagem. Eu é que fui burra e não vi que ela virou o anelzinho de brilhantes dela pra dentro da mão, na hora do tapa... Foi isso que me cortou. – Foi eu falar aquilo e ele olhou fuzilando pra Caroline.
Do nada ele se afastou, pegou o microfone, e começou a dizer (em inglês)
— A música que eu cantei agora foi pra pessoa que eu mais amo, que está bem alí – e apontou pra mim – Mas o trecho que vou cantar agora vai pra Caroline. – A vadia ficou toda animadinha e eu fiquei muito confusa, até que ele cantou um pedacinho de Asking Alexandria – You stupid, fucking... WHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOORE!

Noooooosssa, o Andy fazendo isso... O Andy cantando AA... Isso foi muito épico, ela mereceu, mereceu muito! As pessoas em volta não eram muito boas em inglês, mas sabiam o suficiente para entender o que tava acontecendo ali. Ele desceu do palco e veio em minha direção novamente.
— Então... – ele disse já me puxando pra ele – Antes de eu te beijar como nunca beijei antes – ele falou com aquela cara de malícia e eu ri – Me responde uma coisa?
— C-claro... o que você quiser!
— Dave e Ashley ficam juntos no final? – Dave e Ashley eram os nossos nomes na fanfic – Eu preciso muito saber disso.
— Na verdade, o que vai acontecer da fanfic daqui pra frente só depende do Dave – ele abriu um sorriso – Porque por Ashley, Dave nunca teria partido... – ele soltou um riso, o mais lindo que eu já tinha ouvido e visto, e então ele me beijou.
Todos que estavam em volta aplaudiram, algumas meninas mais novas estavam chorando (pois é haha) e Caroline estava soltando fogo pelas ventas.
— Hey... – Eu disse pra ele.
— O que?
— Você cortou seu cabelo – eu disse passando a mão no cabelo dele.
— Ta vendo só... Isso porque alguém me disse que eu ficava melhor com o corte de knives and pens... Mas acabei deixando mais curto. E eu estava querendo inovar mesmo. – ele fez aquela cara de convencido dele.

— Olha o eeeeego – eu disse rindo um pouco.
— Não, não fala desse maldito haha. Ele só nos trouxe problemas. Quando ele aparecer, e toda vez que ele aparecer, um de nós beija o outro pra parar com isso, ok?
— Hm, então vou aparentar ser egoísta pra caramba! – ele arregalou os olhos e riu um pouco
— Você falando isso? Wow!
— Ah Andy, eu não vou mais esconder o que sinto. Não vou negar os seus beijos nem nada. Eu te amo muito... Deixei isso claro em Las Vegas e na fanfic. Meu orgulho não vai mais nos atrapalhar.
— Nunca mais. – ele fechou os olhos e me tomou os lábios de novo. – Eu tenho algumas surpresas pra você.
— Não sei se eu aguento mais alguma coisa hoje – eu disse abraçando ele forte
— Não, sério... Vem cá – ele me deu a mão e nós fomos até lá fora. Chegando lá, vi um ônibus enorme, com o símbolo da nossa banda e escrito “Black Weapons” bem grande.
Quando a porta se abriu, Nick estava como motorista
— Hello Nono! It’s yout last day of schoooooooll – Ele disse e eu gritei de alegria.
— CA-*A-LHOOOOOO! – Marcella gritava de alegria também.
— NUSSSSS!!! Como assim??? Tyler liberou a verba?? – Olhei pro Nick.
— Nãaao, isso é mais um trabalho do seu namorado – do nada Oliver sai pela janela.
— Oliver! Você também ta aqui? E como assim Andy? – olhei pra ele.
— Ah,depois que eu cancelei a tour do BVB pra vir atrás de você, conversei com o Billie e decidimos que nós da BVB e vocês da BW deveríamos mudar de gravadora. Então fomos pra Warner.
— PRA WARNERRRRRR??? – Sim, a warner... que faz hp e produz o Avenged.
— MEU DEEEEEEEEEEEEEEUS – Marcella me abraçou e pulávamos feito loucas
— Mas espera. – eu falei me acalmando – Como é que vamos fazer os shows? Viemos embora pra isso, precisamos estudar e terminar o ano letivo.
— Bom essa é mais uma surpresa – Andy tirou alguns papéis do bolso – Isso aqui se chama emancipação, e isso aqui se chama transferência para a L.A. High School. Entenderam? – Além do Andy conseguir que fôssemos “donas do nosso próprio nariz” ele conseguiu a nossa transferência pra um colégio de Los Angeles.
— Parece que as nossas sogras nos adoram – Jinxx dizia
— Isso vale pra você também Jéssica – Jake disse pra ela.
Aquele estava sendo o melhor dia da nossa vida. Não demorou muito pra eu arrumar as minhas malas e voltar correndo pros E.U.A. que era onde o meu coração estava naquele momento.
Nos aceitaram muito bem na escola nova e entendiam que precisávamos conciliar a escola com os shows.
Andy deu um jeito de a Warner agilizar pra nós fazermos o nosso primeiro clipe, mas pra que garantisse mais sucesso logo na estreia, nós fizemos um feat. com todo o BVB.
E como prometido, foi um sucesso. Com o dinheiro dos show, Billie conseguiu comprar uma casa melhor pra gente, que ficava do lado da casa dos meninos! Imaginem a zoeira haha.
Por fim, tudo deu certo. Não foi exatamente um conto de fadas mas eu nunca quis viver um, nunca fui e nunca serei nenhuma princesa.
Eu tinha meus amigos, que estavam felizes. Eu tinha meu namorado que eu amava, tinha meu emprego que me trazia as melhores sensações do mundo! Estava tudo bem, e tudo em seu devido lugar agora.
Eu cheguei em Las Vegas com esperanças, e quando retornei, vi que todos os meus sonhos tinham se realizado, e mais um pouco! Se foi sorte – Luck – ou se foi o destino – Fate – eu não sei. Só sei que com toda essa galera em minha vida, as coisas nunca mais serão a mesma e nunca mais eu quero que seja como antes!
E podem ter certeza, isso não acaba aqui.
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