Lucille

4 Cupido Estúpido!


Notas iniciais
Olá amores!! Aposto que pensaram que hoje não iria mais ter capitulo não é? Mais hoje como é feriado, resolvi postar um pouquinho mais tarde! Obrigado pelos comentários e por favoritarem a fic, agora vamos combinar de todos comentarem esse capitulo por favor? MÚSICA DO CAP: Can't Help Falling in Love -Elvis Presley. Boa leitura!

Lucille

Dois dias depois...

Muita coisa aconteceu nesses dois dias, então vou fazer um resumo. Eugene morreu Negan o matou, mas parece que ninguém sentiu muito a falta dele, apenas o Abe ficou um pouco sentido com isso.

Daryl ficou puto da vida comigo por ter me visto matar aquele cara sem motivo aparente, já que eu não lhe revelei o porquê daquilo. Ele anda me ignorando e isso tem me deixado muito, mais muito irritada mesmo e eu nem sei por quê. Deve ser porque odeio ser ignorada, e ainda mais por aquele caipira idiota. Quem ele pensa que é?

Abe me ajudou a me livrar do corpo e arrumar uma desculpa para justificar aquilo que fiz. Ele saiu de casa, agora está morando sozinho e eu tenho uma leve suspeita de que isso tem haver com a Shasha, já que ele terminou com a Rosita.

E eu? Bom, eu fiquei. Já estou na merda mesmo, então porque não se afundar mais um pouquinho? Ainda estou me acostumando a fazer parte de um grupo onde as pessoas só querem fazer o bem ou são boazinhas demais. Tem até um padre no grupo, acreditam? Muito bizarro.

Uma tal de Carol voltou, ela estava sumida, mas um tal de Morgan a trouxe de volta. Parece que ela sim é muito importante para o grupo, até mesmo para o Daryl, que eu nunca vi abraçando ninguém, mas assim que a viu, deu o maior abraço nela. Preciso dizer que odiei isso?

Quando eu estava frágil e chorando ele nem sequer me abraçou, mais ela só chegou e ele já foi todo abraços com ela. E sobre isso, odiei ficar mostrar minha fragilidade a alguém e tinha que ser logo com ele?

Aquela era uma Lucille que nunca mais tinha aparecido, ela não existia mais, porém alguma coisa a trouxe de volta. Não sou uma garota frágil e indefesa, eu mato por prazer, eu não choro nunca. Mas naquele dia eu chorei naquele dia eu fiquei indefesa, mas o que eu poderia ter feito? A presença do Negan, aquela situação toda, a conversa com o Abe, tudo isso afetou a minha cabeça.

Enfim, depois disso eu decidi mudar. Quero ser uma nova pessoa, não aquela garota frágil de antes do apocalipse e nem a garota malvada do Negan. Eu quero ser apenas Lucy. Por isso fiquei, querendo ou não, eu já tinha certas ligações com as pessoas daqui. Abe, Carl e a relação maluca de gato e rato com o Daryl que não faz sentido.

—Idiota! Mimado do cacete! –grito, batendo a porta com força ao entrar na casa que divido com Abe. –Ele se acha o rei do mundo, mais deixa acertar a minha marreta na cabeça dele pra ele ver. Aquela pose de todo poderoso dele cai num instante! Até parece que ele é um santo que nunca matou ninguém!

—Me deixa adivinhar, Daryl? –pergunta Abe deitado no sofá só de calça, fumando um charuto.

—Quem mais você acha que me irrita tanto assim? Esse idiota me paga! –digo andando de um lado para o outro.

—O que ele fez agora?

—Me ignorou de novo e ainda me olhou de cima, como se eu fosse uma assassina sem perdão e ele um santo imaculado. –digo e Abe cai na gargalhada. –Tá rindo do quê idiota?

—Isso de vocês dois. –responde entre risos. –Vocês são melhores do que aquelas comedias românticas do cinema.

—Não tem isso de nós dois! E para de rir se não eu te mato!

—Mata nada! Você me ama que eu sei.

—Porque eu ainda te aturo mesmo?

—Porque eu sou o seu melhor amigo e você me ama. –responde com um sorriso torto. –E voltando ao assunto Daryl, eu acho que você deveria ser um pouquinho mais doce e ir pedir desculpas.

—Pedir desculpas o cacete! Nunca peço desculpas! –grito furiosa.

—Viu só? É um poço de delicadeza, desse jeito ele não te perdoa nunca.

—Não quero que ele me desculpe, quero que ele pare de ser uma criança mimada e volte a falar comigo.

—Então porque não pede uma trégua?

—Como assim?

—Vá até ele e lhe dê isso. –me entrega a crossbow. –Isso é quase uma parte do corpo dele, Daryl ficaria muito grato se a encontrasse de novo. Seja amável e lhe dê isso, prontinho ele voltará a te tratar melhor e você me deixará dormir em paz.

—Eu vou tentar, mais se ele me ignorar de novo eu vou dar na cara dele!

—Faça como quiser majestade. –ele sorri, eu acabo rindo também.

—E a Shasha? –pergunto e ele fica nervoso.

—O que tem ela?

—Fala sério Abe, acha mesmo que eu não sei que você tá afim dela? Só não entendo porque vocês ainda não estão juntos.

—É complicado. –ele admite ficando pensativo.

—Não tem nada complicado aqui. Você já terminou com a Rosita, tá morando em outra casa, ela te quer e você a quer, pronto, acabou!

—Ela perdeu um namorado faz pouco tempo, eu terminei meu relacionamento faz menos tempo ainda, e eu ainda sentia algo pela Rosita. Tenho que esperar e respeitar o tempo das duas. Esperar a Shasha ter certeza de que quer começar algo de novo, e esperar a Rosita aceitar a ideia de que o que tinha entre nós acabou e que pode me ver com outra mulher.

—Esse lance de amor é uma merda mesmo. –digo fazendo uma careta.

—É sim. O cupido está solto até no apocalipse. –brinca rindo de sua piada boba.

—Cupido estupido! –digo e me levanto de seu colo.

—Cuidado para não ser flechada por ele. –diz apontando para a arma em minha mão.

—Vai se fuder Abe! –mando dando-lhe o dedo do meio. Ele gargalha quase caindo do sofá. –Idiota!

—Lucy tá apaixonada! –fica repetindo.

—Tô apaixonada pela minha marreta na sua cara. –grito subindo as escadas.

Tomo um banho rápido, visto um macaquinho jeans, deixo o cabelo solto, mas faço duas trança de cada lado da cabeça na parte de cima. Olho-me no espelho e vejo meus olhos brilhando pela primeira vez em muito tempo, fico nervosa, mordo o lábio, mas decido que tenho que terminar com isso logo.

—Coragem Lucy, você já enfrentou coisas piores. –digo para mim mesma antes de sair de casa.

—Lucy! –ouço me chamarem, me viro e vejo Carl correndo até mim com uma garota, esqueci o nome dela. –Estava te procurando.

—Nossa, nem percebi. –brinco sorrindo. –O que foi pirata?

—Hoje vai ser o batizado da Judith!

—Batizado? Garoto estamos no fim do mundo, não tem isso mais não.

—Tem sim! O padre Gabriel disse que seria bom para o grupo, um momento de paz e esperança para todos.

—Seu pai concordou com isso? –pergunto surpresa. Rick não tem cara de quem curte muito essas coisas não.

—Sim, por isso vim te chamar. Queremos que você esteja presente, já faz parte do grupo e é minha amiga.

—Assim você me faz chorar. –ele ri, ficando vermelho. –Estarei lá, mais porque você me chamou e porque a Judith é a coisinha mais linda do mundo.

—Olá garotada! –um homem barbudo e com o cabelo grande chega nos cumprimentando.

—Não sei quem você é mais seus olhos são de matar! Um gato. –digo sorrindo para ele que fica surpreso e envergonhado.

—Esse é Jesus, um amigo nosso de outro grupo. –diz Carl.

—Cara vocês são foda! Trouxeram até Jesus para este batizado? Já quero ir!

—Muito prazer senhorita...? –ele diz sorrindo, pega minha mão e a beija.

—Lucy.

—Nome tão lindo quanto à dona. –pisca para mim.

—Se eu fosse você não faria isso, Daryl já está de olho nela e você não vai querer roubar a garota dele não né? –diz Carl e pela primeira vez eu quero arrancar o outro olho dele.

—Eu não sabia, desculpe. –diz Jesus se afastando com as mãos para o alto.

—Não sou a garota do Daryl coisa nenhuma! –digo irritada. –Carl só não mando você se fuder porque é uma criança. –ele ri, junto com os outros. –Por falar naquele caipira idiota, viu ele em algum lugar?

—Estava de guarda nos muros.

—Valeu pirata! Até daqui a pouco. –me despeço e vou atrás daquele idiota.

Encontro Daryl nos muros com aquela cara de tédio dele reviro os olhos me perguntando se valia tanto esforço assim, então ele me vê e nossos olhos se encontram, é quando sei que vai valer a pena.

Ele desvia o olhar me dando as costas, ignoro essa atitude dele, respirando fundo, caminho até ele.

—Oi. –digo e ele não me responde. –Vai ficar me ignorando até quando? –nada de novo. –Eu nunca te disse que era santa, se matei aquele homem foi por ter um bom motivo e você devia me respeitar quando eu não queria lhe dizer qual seria esse motivo. Mais não! Você fica me ignorando, me maltratando, mesmo depois de tudo o que nós passamos juntos naquele dia, depois de eu ter mostrado para você um lado meu que ninguém mais via. Odeio dizer isso, mas eu confiei em você e o que eu ganhei com isso? Ódio e desprezo! Não estou pedindo para você morrer de amores por mim, estou pedindo que me dê uma chance de mostrar que posso melhorar. Ou você pode me ensinar a ser uma pessoa melhor. Eu não quero ser a mesma pessoa de antes Daryl, fiz coisas que me arrependo, mas achei que você podia ver isso em mim. Poderia enxergar algo de bom em mim quando nem eu mesma via. Desculpe por decepcionar você. –entrego a crossbow para ele que me olha no mesmo instante. –Estava com o doido da cara queimada. Peguei de volta quando salvei o Abe, ele me disse que poderia ser como uma trégua entre a gente.

Ele nada diz apenas pega sua arma e a fica olhando, com um olhar nostálgico.

—Você deveria tomar banho. –digo e ele me encara chocado, mas depois dá um sorriso torto, que se transforma numa risada. Fico encantada com aquele som.

—Você é muito louca garota! –diz e eu quase o abraço. Quase!

—Finalmente! Pensei que os errantes tinham comido sua língua. –digo sorrindo feliz. –Mais o lance do banho é sério. Não vai te matar tomar banho, vai?

—Porque isso agora?

—Vai ter o batizado da Judith hoje, você não vai querer que todo mundo fuja do seu cheiro né? –faço uma careta.

—Esta dizendo que eu estou fedendo? –se aproxima, me pegando pela cintura e encostando nossos corpos.

—Estou! E se você não for tomar banho agora, eu vou barrar a sua entrada na festa!

—Não vou tomar banho só porque você está mandando pirralha!

—Tenho 28 anos, velho idiota!

—28?

—Pensou que eu tinha quanto?

—Não penso em você, senhorita dona do mundo. –ele me solta, tenho que recuperar o equilíbrio para ficar de pé sem cair. Daryl e esse seu poder idiota sob mim.

—Mais bem que você queria estar no meio das pernas da senhorita dona do mundo não é? –provoco e ganho um olhar irritado. –Você me ama Daryl, me ama tanto que não passou uma semana sem falar comigo.

—E você não aguentou passar dois dias sem mim, veio logo correndo atrás de mim. Quem aqui é ama mais mesmo?

—Essa eu mereci. –digo sorrindo, me aproximo e dou um beijo em seu rosto. –Tá aprendendo rápido gafanhoto, gostei!

—Você é assim com todo mundo?

—Não, só com você, Carl e Abe. Os homens da minha vida! –brinco e ele dá mais um de seus meios sorrisos. –Ah mais agora tem o Jesus, que é um pecado! Então acho que vou deixar você mais tranquilo agora que o tenho, vou até dar em cima dele, quem sabe não rola alguma coisa não é?

Deixo ele sozinho com uma cara nada boa, coitado de quem chegar perto do Daryl agora. Sorrindo passeio por Alexandria, quase saltitando. Matei dois coelhos de uma vez hoje, fiz as pazes com o Daryl e ainda voltei a ter o meu passa tempo favorito de volta que é irritar ele.

Encontro Shasha pelo caminho e resolvo dar uma mãozinha para o Abe, tamanho era meu bom humor.

—Ei Shasha! –chamo. –Eu odeio rodeio e odeio ver amigo meu sofrendo por bobagem. Sim, Abe é meu amigo e eu estou aqui por causa dele.

—O que quer Lucy?

—Abe te ama e você o ama, então se você não quiser perder um partidão daqueles que está em falta no fim do mundo, eu sugiro que você tome alguma atitude ou apenas o dispense de uma vez se não quiser nada. Seja mulher e agarre seu homem ou eu vou dar na sua cara entendeu? Tenha um bom dia! –digo sorrindo.

Vou até a casa do Rick ao entardecer, quero ver o Carl e pegar mais algumas revistas em quadrinhos, o tempo aqui passa muito devagar e eu preciso me distrair com algo. Entro na casa sem pedir licença, afinal já morei ali. Michonne está na cozinha com Rick, eles me dizem que Carl está no quarto. Subo as escadas e vejo a porta do banheiro entre aberta, penso que Carl está no banho e resolvo dar-lhe um susto. Mas quem toma um susto sou eu.

Daryl estava no banheiro, com o chuveiro ligado, prestes a tomar banho, completamente nu! PQP! Visão do céu seria pouco pra aquilo, ele era lindo, perfeito eu diria. Acho que eu estava parecendo àqueles cachorros olhando para um pedaço de carne assando. Não conseguia tirar meus olhos dele, muito menos de seu amiguinho que não tinha nada de amiguinho.

—Vai ficar me olhando o dia todo? –pergunta e eu tiro os olhos de lá, fico corada de vergonha. Quando foi que eu corei pela última vez mesmo? Nem sabia que ainda fazia isso.

—Vai tomar banho é?

—Não, estou me bronzeando. –diz irritado. Fecho a porta e entro no box com ele. –O que está fazendo?

—Te ajudando a tomar banho. –respondo calmamente. –Faz tanto tempo que você não toma banho que acho que não sabe nem o que é um sabonete.

—Vai me dar banho? –seus olhos estão quase saltando da cara, tamanha era sua surpresa.

Pego o shampoo e o empurro para debaixo da água quente, ele resmunga, mas não me impede de passar o shampoo na sua cabeça.

—Sinta-se horando porque eu nunca dei banho em ninguém antes e eu estou me esforçando muito para não te agarrar agora, então um obrigado seria ótimo agora. –digo enquanto tirava o shampoo de seus cabelos.

—Então porque não agarra? –pergunta me surpreendendo.

—Você é muito safado Daryl Dixon. –digo sorrindo.

—Você ainda não viu nada. –repete o que eu tinha dito quando nos conhecemos.

Então antes que eu pudesse dizer alguma coisa, eu estava em seus braços, com a água escorrendo sob nós enquanto sua boca possuía a minha de uma forma que deveria ser proibida. Meu corpo todo estremece e não é pela temperatura da água, disso eu tenho certeza. Suas mãos apertam meu corpo no seu, como se quisesse fundi-los em um só. Minhas mãos sobem para seus cabelos, ora voltam para seus braços e seu peitoral definido. Parece que estou pegando fogo, tudo em chamas, mas eu morreria feliz. Acho que se pudesse escolher uma forma de morrer, eu queria morrer assim, beijando-o. Nossas línguas numa dança sensual e quente, causando arrepios e matando uma sede que eu nem sabia que tinha por ele.

Não sei quanto tempo passamos fazendo aquilo, só sei que quando paramos, estou completamente sem ar e tonta de desejo.

—Uau! –digo com a voz rouca.

—Uau mesmo. –ele diz me apertando em seus braços. –O que fez comigo?

—O mesmo que você fez comigo. –digo e sinto algo cutucar minha barriga. –Acho que você devia tomar o banho gelado agora, porque eu não vou te ajudar com isso agora. Pelo menos não hoje. –pisco pra ele indicando sua ereção.

—Você é maluca! –diz me colocando para fora do box.

—Maluca essa que te deixou duro. Eu sou foda meu querido idiota! –começo a tirar minhas roupas molhadas, enquanto ele toma banho, sinto seu olhar sob mim quando tiro minha ultima peça de roupa. Pego uma tolha e me cubro com ela, com outra toalha tiro o excesso de água do cabelo.

—Satisfeita? –pergunta depois de tomar banho e vestir uma calça limpa.

—Agora sim, está perfeito! –digo sentada na pia, ele se aproxima e se coloca entre minhas pernas. –Preciso de roupa limpa já que alguém me jogou debaixo do chuveiro.

—Posso pegar pra você. –diz beijando meu pescoço.

—Hum, acho que vou deixar você me jogar debaixo do chuveiro mais vezes só pra te ver sendo bonzinho comigo.

—Não fode o momento Lucy! –manda e eu o empurro, descendo da pia vou até a porta. –Onde vai?

—Pegar uma roupa pra mim e não foder você! –respondo calma.

—Assim? –indica meu corpo coberto apenas pela toalha.

—Ciúmes Daryl? –pergunto rindo, abro a porta no instante que ele agarra minha cintura.

Damos de cara com a Carol, ela nos olha chocada. Daryl me larga no mesmo instante, eu sorrio a encarando.

—Não é nada disso que você está pensando Carol. –ele tenta se explicar pra ela.

—Amor não minta para ela, não sabe que não pode mentir para senhoras com idade avançada? –debocho sorrindo. –Ele não conseguiu se segurar sabe? Daryl não se contenta com uma vez só, ele sempre quer mais, não é amor?

Ele me encara e vejo a raiva cintilar em seus olhos, sei que vou me ferrar mais tarde, mais quem liga mesmo? Não gosto da Carol e quero que ela se exploda!

—Vou deixar vocês sozinhos. –diz e desce as escadas correndo como o diabo foge da cruz.

—Ciúmes amor? –pergunta ele irônico.

—Jamais! Ela estaria morta se eu estivesse com ciúmes. –respondo o deixando sozinho, ao entrar no meu antigo quarto.

Carl me trás uma roupa que na verdade é um vestido branco de renda simples, que eu não sei onde ele achou, mas ele disse que era uma ocasião especial, então tínhamos que nos vestir a caráter.

Depois de pronta, saio da casa do Rick, todos já estavam em frente à capela da cidade, ninguém me esperou aqueles traidores! Quando chego lá, tenho a maior surpresa de todas! Abe sentado nos degraus de uma casa vizinha, tocando violão e cantando.

Homens sábios dizem que só os tolos se entregam

Mas eu não consigo evitar de me apaixonar por você

Devo ficar? Seria um pecado

Se eu não consigo evitar de me apaixonar por você.”

Ele está olhando para Shasha enquanto canta, eu acabo sorrindo. O clima estava leve, as pessoas pareciam felizes e gratas por estarem vivendo aquilo.

“Como um rio que corre certamente para o mar

Querida, assim algumas coisas estão destinadas a acontecer

Pegue minha mão, pegue minha vida inteira também

Pois eu não consigo evitar de me apaixonar por você.”

Encontro o olhar de Daryl, ele dá um meio sorriso e eu perco o ar. É nesse momento que me dou conta de que estou perdida e muito fudida! Como eu deixei isso acontecer? Como estou me apaixonando novamente se ainda amo o Negan?

Todos acompanham a música, cantando baixinho, até que ela termina.

“Pois eu não consigo evitar de me apaixonar por você.”

Quando a última parte da música é cantada, uma lágrima escorre pelo meu rosto, mas estou sorrindo. Não imaginava viver um momento como este no meio de um apocalipse, nem sabia que eu, uma pessoa como eu, poderia viver algo assim. Eu não merecia essas pessoas, eu não merecia estar aqui. Mas estou e não vou embora.

Flash Back On

Acordo sentindo todo o meu corpo doer, escuto a chuva contra o telhado, o cheiro de álcool e uma pessoa segurando minha mão. Abro os olhos e vejo Negan ao meu lado, parecia abatido e triste.

—O que houve? –pergunto me sentindo fraca.

—Você tem que entender Lucille, eu fiz o que era necessário.

—O que você fez? –fico alterada e com medo. Quando ele ficava assim, nunca acontecia algo de bom.

—Eu não poderia perder você entende isso? Você é a única razão pela qual estou vivo, e as chances eram poucas. –ele diz chorando, eu começo a ficar desesperada. –Você é minha e não poderia dividir você com ninguém! Mesmo que essa pessoa fosse nosso filho! –grita e eu congelo.

—Você o matou? –pergunto friamente, eu não sentia nada, não via nada. –Diga-me se o matou!

—Eu tive que escolher! Era você ou ele! –ele tenta se aproximar, mas o afasto com um empurram. Fico de pé, mesmo fraca, tento ficar firme. –Ele não estava realmente vivo ainda, você sabe disso não é? Estava no começo ainda e...

—Era nosso filho. –sussurro sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. –E você o matou! –grito batendo nele. –Matou e tirou de mim a chance de ser mãe! Você sabe o quanto eu queria! Sabia que eu já o amava!

—Você tem amar a mim! Só a mim! Eu sou o amor da sua vida Lucille, lembra-se disso?

—E eu sou o quê?

—Você é a minha mulher, a mulher que amo.

—Você não ama ninguém a não ser a si mesmo! –grito e dou-lhe uma tapa na cara. –Eu não te amo mais Negan!

—Não! Você me ama! –ele grita e agarra meu braço me jogando na cama.

—Eu vou embora! –grito e ele fica louco.

—Não vai embora porra nenhuma! Você não vai me deixar! Eu não vou permitir isso! Você é minha! –ele bate minha cabeça na parede, fico tonta mas logo me recupero, sangue escorre pelo meu rosto. –Desculpe amor! –pede desesperado. –Você sabe que eu não quero te machucar nunca. Mais você me deixa louco com essa ideia de me deixar e...

Acerto a cabeça dele com o taco de baseball, ele cai desacordado no chão. Pego minha marreta e saio correndo do Santuário antes que alguém me veja. Fugi sem olhar para trás, decidida a nunca mais voltar.

Eu já não era mais a mesma, eu não tinha mais nada. Estava vazia, aquela era a nova Lucille. Uma mulher sem alma, sem coração, sem vida.

Flash Back Off

Notas finais
Gostaram? Daryl e Lucille juntos? Acho que tem uma pessoa que não vai gostar nada disso. E agora sabemos porque a Lucille deixou o Negan, o que vocês acharam disso? Proximo capitulo vai ser ainda melhor, eu prometo! Comentem!! Beijos.