Luar Sangrento (Hyatus)
1 Capítulo 1 - Ataque do Lobo
Notas iniciais
A história é um original! Espero que gostem.
Onde estavam os outros? Tinha-me perdido deles. Naquele momento, estava sozinha, no meio daquela floresta sem princípio nem fim. Era lua cheia, isso significava que os lobisomens andavam à solta e no auge dos seus puderes. Agora, mais do que nunca, tinha que estar atenta ao mais insignificante ruído, pois rapidamente me poderia transformar na presa em vez de caçador. Caminhava com todo o cuidado, para não fazer o mínimo barulho. Os lobos andavam por ali! Apenas tinha que os encontrar antes que eles me encontrassem a mim.
Foi então que os meus piores receios se tornaram realidade! Ouvi um ruído semelhante ao de uma brisa a passar pelas folhas e, mal tive tempo para me virar de frente para a fonte sonora, já um lobo do tamanho de um cavalo saltara do meio da densa vegetação e corria na minha direção. Correr, era a única maneira de evitar transformar-me na refeição dele ou numa criatura daquelas. Olhei por cima do ombro: a criatura ganhava terreno a cada passo que dava. Peguei na minha arma com balas de prata e disparei ao acaso por cima do ombro. No entanto, ele não vacilou.
Nesse momento, a criatura atirou-se sobre mim, a arma saltou-me da mão e voou cerca de dez metros até cair num ramo de uma árvore. Peguei numa navalha de prata, escondida no bolso do meu casaco. Lutámos: a cada golpe que eu lhe desferia, este curava-se instantaneamente, ao contrário das feridas provocadas pelas suas garras na minha pele, que sangravam e doíam cada vez mais. Os seus olhos amarelos olhavam-me raivosos e sedentos. Estava a ficar exausta, quando senti uma pancada profunda no braço que segurava a navalha. Desta vez, foi esta a voar da minha mão para longe. As mandíbulas do lobo cravaram-se no meu pescoço e uma dor que me queimava por dentro fez-me gritar.
***
Acordei.
Como de todas as outras vezes, desde há semanas para cá, que havia tido este sonho, estava deitada na cama, tão cansada como se tivesse corrido quilómetros, e alagada em suor. No entanto, todas as dores tinham cessado. Olhei para o despertador pousado na minha mesa de cabeceira. Eram cinco da manhã. Fui tomar duche e voltei para a cama.
O resto da noite passou-se tranquilamente. Felizmente, não tive mais pesadelos, mas quando aquela coisa barulhenta e desagradável tocou (tradução: “despertador”), eu estava bastante cansada. Deixei-me dormir mais um pouco, até que acordei sobressaltada com alguém a tentar deitar a porta do meu quarto abaixo.
― ESTÁS ATRASADA! JULIANA ACORDA! – Afinal era só o meu irmão.
Fingi não o ouvir.
― JULIANA! ÚLTIMO AVISO! SE NÃO SAIS JÁ DESSE QUARTO, ARROMBO A PORTA!
― Já vou! – respondi ensonada.
― Quero ver-te lá em baixo dentro de cinco minutos.
Aquele rapaz consegui-a ser muito chato quando queria. E desde que os nossos pais nos deixaram, ele tinha assumido completamente o papel de ama-seca.
Quando cheguei à cozinha, o meu irmão mais velho, o Rui (19 anos), estava sentado à mesa a tomar o pequeno-almoço.
― Precisámos de falar! – disse ele.
― Bom dia para ti também! – retribuí a amigável saudação – O André?
O André é o meu outro irmão, tem 17 anos e está no 12º ano.
― Está a dormir. Só tem aulas de tarde!
― Que sorte! – comentei, mais para mim própria do que para ele.
― Ainda andas a ter aqueles pesadelos? – perguntou o Rui, sem rodeios.
― Para que é essa pergunta agora?
― Para me responderes.
Ui... Estamos muito engraçados hoje!
― Só tive aquele que te contei, mas isso já foi há um mês atrás. – menti
descaradamente.
Aquele sonho que tive a noite passada não era apenas um sonho... À cerca de um mês fui atacada por um lobo durante uma caçada e estive quase às portas da morte. Felizmente para mim, ela decidiu não as abrir! A partir daí, tenho tido estes pesadelos todas as noites.
― Se andas a ter esses pesadelos tens que me contar!
― Ok, mas eu não ando, por isso desculpa desiludir-te! – gozei.
― Juliana, estou preocupado contigo!
― Já te disse que não tens nada com que te preocupar.
Já não estou a gostar da conversa! Ele é vidente ou quê? Porque é que está a insistir tanto? – pensei.
Virei-lhe as costas mas, quando ia a sair pela porta que dava passagem da cozinha para a garagem, ele disse:
― Não me mintas! Tenho te ouvido gritar todas as noites enquanto dormes! Tens tido pesadelos todas as noites, desde o ataque, não é?
Notas finais
Deixem Reviews, sugestões, críticas... e acompanhem a história! Prometo que vou fazer o meu melhor! *.*
Bjs
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