Luana

1 Capítulo 1 - Luana Mirelly


Notas iniciais
Vos apresento...: EU!

Ela se espantava como o tempo rastejava e corria na velocidade do som.
Quando fechava os olhos, o momento já havia passado. Ela arriscou e não caiu porque sabia que podia voar, mas descobriu que a gravidade machuca.
Mesmo à beira da glória, manteve os pés no chão e a cabeça nas nuvens.
Melhorava quando o melhor que dava não era o suficiente.
Ela sabia que o ontem era história, e o amanhã, mistério.
Teve medo do desconhecido. Não pensou, apenas foi.
Via estrelas e queria ser uma delas.
Sua essência era uma obra prima que o tempo fez questão de moldar.
Tinha tantos medos que mal podia contar.
Podia ser fria até a alma, mas tinha fogo como coração. Era de titânio e diamante. Não queria ser só mais uma marionete nas mãos do destino.
Aprendeu com Clarice que perder-se também é o caminho.
Mesmo em face de todas as dificuldades, queria deixar suas pegadas na areia do tempo para que eles soubessem que ela estava lá, que sua chama ardia.
Ela queria ter tudo que nunca teve. Liberdade.
Ela cometeu todos os erros que os outros poderiam ter cometido.
Viveu no presente do indicativo.
Era a coisa mais humana que já havia surgido na Terra.
Prefere adrenalina e do que ocitocina.
Mais Maquiavel e Freud do que Jane Austen.
Aprendeu que algumas pessoas tem problemas. Outras, tem sorte.
Ela sentia dores e chorava, mas sabia que se até as lembranças passavam e marcavam, a dor também passaria, mas precisava ser sentida.
Ela acreditou que o Everest era apenas uma montanha, que Katrina era apenas chuvisco.
Correu atrás de nuvens.
É chata, mas sua empatia vence (quase) qualquer defeito.
E mesmo se tudo desse errado, do anoitecer ao amanhecer, ela seguiria, por que ela poderia começar de novo. Era só aguentar firme.
Ficou acordada pelas madrugadas, lendo livros que não queria que acabassem.
Aprendeu com Lily que, às vezes, a luta pode valer à pena.
Aprendeu com Patch e Nora que as pessoas mudam, mas o passado, não.
Ela era apenas poeira no vento.
Ninguém disse que seria fácil, mas ela ainda respirava e continuava andando sob a luz da lua e um trilhão de estrelas, e apesar de tudo, ela escolheu ser feliz, pois viver é tudo que ela precisava.
Tudo isso porque ela sempre soube que o difícil, complicado, arriscado e arrepiante eram o que dava graça ao existir.


— Luana Mirelly de Souza Silva, 3º ano do Ensino Médio “A”.

Notas finais
E aí!?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!