Lua e Sol
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Notas iniciais
Minato estava preparando o café da manhã. Kiyo havia se levantado, o tempo suficiente para que o loiro a enxotasse para a cama novamente.
A anciã permanecera por vários dias a cabeceira de Saori, que parecia ter entrado em um coma profundo. Kiyo rezara, colocara sua energia no peito da jovem, a banhara.... Apenas saíra de perto de Saori, quando o jovem loiro a fizera deitar-se, sob a promessa que não abandonaria Saori.
Quando amanhecera, ele fizera um clone para cozinhar. Não era nada elaborado, cortara um pão, fizera um café — cujo cheiro estava na sua opinião delicioso — descascara frutas, fazendo uma salada.
Voltando para o quarto de Saori, seu clone desmanchou-se em fumaça. Saori, como se tivesse escutado a sua presença, suspirou fundo, antes de, lentamente, abrir os olhos.
— Olá, Saori-chan. — ele cumprimentou com um sorriso.
— Onde está a minha mãe? — Saori pediu, ao reconhece-lo, depois de virar a cabeça devagar.
— A senhora Hinako foi chamada ao templo. Saiu no dia seguinte que você chegou e… — Minato parou de falar, perante o arquejo de Saori. — O que foi?
— Por que eu tive que ser tão orgulhosa, Minato? — lágrimas começaram a escorrer dos olhos de Saori. — Por que eu não abracei a minha mãe, como eu realmente queria?
Saori tentou levantar-se, porém, parou, por não ter forças. Minato a ajudou a sentar-se na cama.
— Você está falando como se nunca mais fosse ver sua mãe, Saori. – Minato a repreendeu. Saori puxou o ar... expirando com força.
— Você não tem noção do que eu vi, Minato... – Saori cruzou as mãos no peito, como um defunto. Parecia querer impedir que o coração batesse. – Desculpa. Mãezinha... – falava devagar, como se pudesse fazer a súplica ser ouvida por Hinako naquele instante.
— Saori, você está me assustando. – o loiro fez menção de levantar-se, mas foi impedido pela garota, que descruzou as mãos, pegando-o no braço e pondo a mão direita no coração dele.
Saori fechou os olhos, como se estivesse se concentrando. Minato sentiu como se estivesse sendo empurrado... Até o ponto de cair com Saori por cima dele.
— Saori, sua demente... – Minato olhou ao redor, estranhando que estava em uma espécie de gruta escura, com o chão molhado. Ele ergueu o olhar, para ver uma jaula, com um enorme bicho atrás das grades.
— Ora, ora ora... A quanto tempo, moleque? – a criatura deu um sorriso diabólico.
— Saori... – Minato bateu no ombro de Saori, que ainda pedia perdão a Hinako. – SAORI! – Gritou, quando ela pareceu ainda permanecer em transe. Saori apenas pareceu acordar, quando Minato pegou daquela água e jogar nela.
— Você não entende, Minato... – as lágrimas não haviam parado de rolar pela face da loira. — Eu vi...
— Não interessa agora. – Ele indicou com a cabeça a direção da jaula.
— Você veio acompanhado? E pelos cabelos claros, dessa vez, não é um Uchiha... Aliás, o que aconteceu com o seu namoradinho Sasuke? – a kyuubi perguntou debochando.
Saori olhou para o lado, os olhos se arregalando percebendo quem estava do outro lado das grades.
— Kyuubi... – falou num sopro de voz. A raposa de nove caudas riu novamente.

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