Gatos. Gatos. Gatos. Por três dias seguidos, eles seguiam Karamatsu quando este retornava do trabalho. Às vezes, ignorados, insistiam clamando por atenção e um pouco de cuidado.

O segundo filho pressentia que não era isto somente, quando se agachava para alimentar os pobres felinos. Fitando-lhes os olhos, saciava uma estranha saudade inconsciente. No entanto, cansados do alimento e carinho, os gatos saltavam do abraço, retornando para o solitário caminho.

Entrando em casa, batia a porta, pendurava o guarda-chuva e ia para o banho, permitindo que os pensamentos que não conseguia esquecer fossem substituídos pelo alto barulho da TV.

Após isto, antes de dormir, encarava o telefone e... “Porque não uma ligação?”. Todavia, continuar distante, era a melhor escolha diante a situação.

Vestindo o pijama, notava os pelos de gatos impregnando a cara camisa de algodão. Os preguiçosos olhos semicerrados, miados, miados... Pressionando a cabeça entre o travesseiro e o colchão, estranhava a companheira solidão.

“Queria você... Queria vocês ao meu lado”.