Lua de Sangue
27 Capítulo 11
Notas iniciais
PDV Jasper
Avisei Cat sobre o que havia acontecido e instruí que ela ficasse com Carlos por precaução.
A polícia sercou o local, apagamos os "Vigilantes", e fomos entrando cautelosamente, analisando o lugar era diferente, um galpão escuro, apenas duas portas, a por onde entramos e outra ao fundo no lado esquerdo, tinha alguns móveis, meus colegas assentiram para mim, fui até a porta coloquei o ouvido na mesma, escutei apenas soluços para mim inconfudíveis, Alice estava aqui. Quando toquei a maçaneta ouvi os outros gritarem "Parado você está preso" abri a porta sem abaixar a arma, Olhei em volta e a vi sentada no chão em um canto, encolhida com as mãos nos ouvidos e olhos fechados. Abaixei a arma e corri até ela, que parecia não ter notado minha entrada, tirei as mãos dela dos ouvidos, segurei seu rosto
– Minha pequena, tá tudo bem, eu to aqui
– Ai, Jasper eu tava com tanto medo- Ela me abraçou apertado, ainda soluçando
– Calma, agora vamos sair daqui — segurei em sua mão e puxei, passamos correndo pelo pai dela algemado estavamos entrando no carro quando um tiroteio começou, não sei de onde vinham as balas, mas me abaixei atrás do carro puxando e colocando Alice atrás de mim. Durou alguns minutos e então cessou. Me levantei de vagar, Alice entrou no lado do carona abri a porta, ouvi um disparo e senti algo perfurar me peito...
PDV Alice
Depois de ouvir um disparo, escutei um baque na lateral do carro, Jasper respirava com dificuldade e tinha mão sobre o peito, desci correndo, tropeçando e soluçando
– Jaz você está...- Paralisei ao ver aquela cena, onde ele mantinha a mão, o uniforme da polícia e sua mão estavam cobertos de sangue, o disparo havia o acertado. Comce a chorar ainda mais, abri a porta traseira do carro e o ajudei a deitar ali, entrei no carro dirigindo até onde o velocímetro permitia, em questão de 15 minutos estava no hospital de Forks. Ajudei Jasper a descer, ele estava quase entrando na inconciência, deixei ele sentado em um banco e corri até a sala do Dr. Cullen ignorando os protestos das pessoas a minha volta, entrei sem bater, sorte a minha ele estar se despedindo do paciênte
– Alice, querida o que foi? parece desesperada — Eu não conseguia conter as lágrimas
– Jasper... Ele foi... Baleado- Ele arregalou os olhos, e eu o puxei até onde ele estava, quando chegamos Esme estava chamando uma maca para Jasper, ela também chorava, a maca chegou rápido, ele entrou direto para a emergência, ates dele entrar o escutei sussurrar para seu pai que entrava junto com ele
– Pai...estou...com medo... Não quero morrer- Entre pausas, Jaz já estava apagando
– Calma filho você vai ficar bem- Eles sumiram e eu fui abraçar Esme que estava sentada chorando desolada.
O resto da tarde foi longa, eu estava morrendo de cansaço mais não iria embora sem notícias do meu loirinho, eu temia pelo pior, o tiro acertou seu peito do lado esquerdo, nem eu nem Esme paramos de chorar um minuto.
Depois de meia noite, Carlisle saiu da sala de cirurgia com uma expressão muito cansada. Eu e Esme nos levantamos,ele se aproximou
– Eu não sei por que milagre a bala não perfurou o coração dele, mas esforço de muita horas de cirirgia valeu a pena, ele vai ficar bem em algumas semanas, só que ele terá que ficar aqui- Olhei pra baixo e depois fitei Carlisle que tinha os olhos cheios de água, ele amava muito seu filho, apesar dele não telo planejado, assim como eu. Daria tudo pra que meu pai me amasse daquele jeito.
– Me desculpe, eu juro que não queria que isso acontecesse — Falei com a voz tremula
– Você não que se desculpar a culpa não foi sua- Me respondeu Carlisle
– Bem que uma vez no reformatório ele me disse que eu só atrapalhava a vida dele... Eu fiquei muito brava na época, mas eu sabia que ele tinha razão.. Eu acho melhor eu me... Afastar dele, quando ele melhorar eu vou...
– Alice, tenho certeza que ele disse isso da boca pra fora, Jasper te ama muito, se você se afastar ele vai ficar pior, pare de se culpar porque a culpa não é sua- Esme falou me abraçando, talvez ela tivesse razão, ele podia piorar, mas eu resolvi afastar esses pensamentos e decidir isso depois
– Agora vá pra casa, você precisa descançar — Me recomendou Carlisle
– Não, eu to bem, quero ficar aqui
– Você pode vir amanhã para ve-lo, ele só pode receber visitas amanhã, eu também queria ficar aqui, mas sei que ele está em boas mãos. Vamos?- Ele olhou pra mim, mordi o lábio inferior na dúvida, pensei e assenti, ele segurou a mão de Esme e passou o braço por meu ombro, estavamos caminhando em direção a saída, mas ouvimos alguém chamar por Carlisle. Ele se virou e foi até um homem com uma expreção nervosa, na verdade olhei em volta e todos olhavam torto para Carlisle, pra mim e Esme também. nós duas nos aproximamos para ouvir o que o homem queria
– Dr. Cullen, posso saber por quê, passou o garoto na frente de todos nós que estamos esperando á mais de 5 horas aqui? Sei que ele estava na emaergência mas nossos famíliares também estão, e vejo que já vai embora- Carlisle de um suspiro pesado.
– Realmente, eu não deveria ir embora agora, estou de plantão hoje .....Me desculpem mas o garoto que passei na frente dos familiares de vocês, é meu filho e eu deixarei Dr. Thomas em meu lugar, ele é de confiança — A expressão nervosa do homem, deu lugar a uma de compaixão
– Ah sim Dr. Cullen,não sabia que era seu filho- Carlisle tentou sorrir amigavelmente e se virou para nós, saímos dali em silêncio, o caminho até minha casa também foi assim. Me despedi deles e andei rapidamente até meu apartamento. Entrei e estava vazio, tomei um banho muito demorado e relaxante, assim que saí, praticamente me arrastei até a cama desabando sobre ela....
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