Lua crescente
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem e comentem.
Era uma noite escura e sem estrelas, a escuridão exalava seu misterioso aroma de medo e confusão. O silêncio era mortal e insípido exceto pela figura encapuzada, não havia uma viva alma na noite sombria e penetrante. A pessoa encapuzada corria em direção a floresta, todo o tempo olhando para trás para ver se estava sendo perseguida. Levava consigo uma pequena arca dourada, tentava em vão não fazer barulho, mas por sorte seus perseguidores haviam perdido seu rastro. Conseguiu com grande esforço adentrar a floresta e se escondeu em uma pequena gruta. Nessa gruta havia um pequeno bebê, que chorava de medo e fome, a figura encapuzada, pegou a criança nos braços e abriu a pequena arca, de lá tirou um colar com uma pedra azul celeste em formato de lua crescente, com um breve sorriso colocou o colar no bebê e deu em beijo em sua testa, depois tratou de enrolar o bebê no pano e o escondeu entre suas vestes, dando assim continuidade em sua jornada.
Já estava quase amanhecendo quando a figura de capuz parou próximo a uma cabana que ficava na margem do rio. Ela olhou para o bebê que dormia tranquilamente aconchegado em seus braços.
— Só consigo te trazer até aqui, um dia você saberá de toda verdade e espero que volte e tome o seu lugar.
O capuz caiu revelando uma jovem ruiva com os olhos tão azuis quanto a pedra que ornamentava o pescoço do pequeno bebê. A jovem deixou o bebê na porta da cabana e sumiu na floresta.
O sol estava alto quando o bebê foi encontrado. Era um casal pobre, porém honesto, um homem alto e forte de cabelos e olhos castanhos, com uma cicatriz na bochecha esquerda e o nariz torto, como que tivesse sido quebrado, os cabelos longos até os ombros, era determinado e sonhador, seu nome era Tom. A mulher tinha os cabelos longos cacheados e cheios, olhos verdes, era esbelta e morena e estava gravida, seu nome era Iris. Assim que viram o bebê o levaram para dentro, ambos desconfiados, mas ao mesmo tempo encantados com o presente encontrado. Há poucos metros dali a jovem ruiva observava a cena enquanto lágrimas de tristeza e arrependimento rolavam em sua delicada face.
— Espero que um dia você possa me perdoar.
Notas finais
Logo logo posto o próximo capítulo.
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