Lua Vermelha

6 Capítulo 3 - Parte II


Notas iniciais
Essa parte fiz em primeira pessoa, mas desta vez contada por Lorena. Espero que gostem e boa leitura!

Foi estranho ver papai daquele jeito. Nunca tínhamos visto-o tão alterado. Como diria minha irmã “tão bipolar”. Realmente eu acredito que ele tenha algum distúrbio emocional.

Desci para pegar água para a Bella, e para minha surpresa ele ainda estava lá.

- O que ainda está fazendo aqui? – Eu perguntei.

- Me desculpe minha filha. Eu não quis ferir sua irmã. Mas é que eu estou tão irritado com essa situação toda, a separação, a mudança... E quando a Isabella disse que eu não era o pai dela... Eu sempre soube que um dia ouviria isso de alguma de vocês... Mas não pensei que seria tão cedo! – Ele desabafou, começando a chorar. Pronto.

- Escute-me com atenção, pai. Eu te amo, mas o que você fez foi errado. Falar com a Bella daquele jeito não está certo. Ainda mais ir em direção a ela para agredi-la. No momento o senhor está com credibilidade zero com todas nós. Por favor, retire-se daqui imediatamente.

- Poxa, e eu aqui pensando que poderia contar com você... – Ele disse se retirando.

Essa foi boa. Eu nunca, em nenhuma circunstância daria apoio a alguém que quase, quer dizer, que agrediu alguém da minha família, ainda mais esse alguém sendo minha irmã.

Peguei a água, subi e a dei para minha gêmea, que estava super trêmula.

- Está aqui sua água, maninha. – Eu disse, entregando-a o copo.

- O... Obrigada-a. – Ela saudou-me ainda soluçando.

- Não tem de que.

Ouvi meu celular tocando na sala de jogos, então fui correndo atender.

Quando olhei na tela do aparelho, uma surpresa: era o Pedro, um affaire meu... Trêmula, eu atendi o telefone.

- Alô?

- Oi... Er... Jóia? – Ele falou, parecendo mais inseguro que eu. Aquela voz grave acalmava-me, fazia sentir-me serena, tranquila. Tudo ao meu redor desaparecia.

- Uhum, e você?

- Também...

- E o que conta de bom? – Eu comecei a perguntar-me o porquê dele ter ligado...

- Bem... – Ele começou – Vou ao cinema com uns amigos meus mais tarde, tipo umas oito da noite, e estava pensando se você não gostaria de ir também... Você pode levar a sua irmã também! – Ele acrescentou rapidamente. Aquilo estava mesmo acontecendo? O Pedro estava mesmo me convidando para sair?

- Ah Pedro! Obrigada, mas acho que vou ter que recusar... Estamos passando por alguns probleminhas, estourou uma ‘bomba’ aqui... Minha irmã está muito mal. – Falei, lamentando profundamente.

- Entendo. Mas você não acha que um cineminha agora ia ajudar a dar uma ‘arejada’ na cabeça?

- Acho que sim – Respondi – Vou falar com ela e já te ligo, tá bom?

- Sim senhora! – Disse ele. Ansioso? Talvez.