Lua Vermelha

7 Capítulo 4 - Parte I


Estava preocupada pela cara que minha irmã estava. Quem era no telefone? Era tudo o que eu queria saber,,,

- Mana. — Chamou ela.

- Quem era no celular? — Apressei-me.

- Ah... Era o Pedro. Ele nos chamou para ir ao cinema mais tarde. Que tal?

- Estranho. Mas tudo bem. Pode ir mana, não quero ficar de vela. — Dei uma piscadinha para ela. Não poderia chamar o Lucas, pois ele e o Pedro não se davam, então não teria sentido eu ir.

- Mas ele vai com uns amigos...

- Ótimo. Bom que você faz a social com os amigos dele também. Dizem que meninos devem ser conquistado pelos amigos dele... — Não. Meninos devem ser conquistados pela barriga. Pelo menos é o que o ditado diz. Hehe.

- Maaaaaaaaaaaaana. Por favor! Por mim! — Ela fez carinha de cachorro pidão. Como eu odiava essa cara dela! Para que fui ensina-la a fazer?

- Tudo bem. Ele passa aqui que horas?

- Obaa! Não sei, vou perguntar para ele. — Ela discou o número dele e então começou a conversar. Tirei o meu notebook da minha estante e o liguei, Acho que tinha um tempinho para verificar meus scraps no orkut e minhas mensagens no facebook. Ah, não podia me esquecer de checar meu twitter também...

- Bem, ele vem às 8:00. Veremos "A garota da capa vermelha".

- Sim sim. — Eu disse sem prestar muita atenção.

- Vou tomar banho. — E eu continuei no pc.

Meia hora depois, ela saiu do banheiro e eu entrei. Tomei banho, escolhi minha roupa preferida (saia jeans e uma blusa preta com estampa de oncinha), ajudei Lorena a passar babyliss nas madeixas... Tudo perfeitamente perfeito.

Chegamos ao shopping, tudo muito monótono para mim, até que eu o vejo. O Lucas estava sentado num banco na área de alimentação, beijando, ou melhor, comendo uma menina que eu nunca havia visto. O topor que senti na hora adormeceu todos os meus sentidos. Raiva, ódio, culpa (?), sentimento de traição. Eu estava sendo traída, e descaradamente. Senti a mão de minha irmã em meu braço, me desvincilhei dele e sai correndo.

Peguei um taxi e fui em bora para casa. Um dia ele irá me procurar, e quando esse dia chegar, ele verá o que é bom para tosse. E não é xarope.