Lua Escaldante

12 Que os jogos comecem!


Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Mais um capítulo de Lua Escaldante que está chegando no final. Esse capítulo tem um tom um pouco político. Nesse capítulo nós também conhecemos um pouco da história da diretora Elsa Lima. Hector e Ricardo tem a sua "primeira vez" juntos. Enfim, espero que vocês se divirtam lendo.^^ Boa leitura!

Dia 10

Mais uma vez nós levantamos e fomos tomar o café juntos como no outro dia. Os outros garotos ainda não haviam chegado, estavam apenas eu, Ricardo e seu namorado, Hector, Juliana e Letícia.

Nossas caras de sono eram visíveis.

"Bom dia, pessoal!" eu retruquei.

"Bom dia!" os meus amigos disseram em uníssono.

"Então, como foi a noite de vocês?" eu inquiri.

"Bem, eu ainda tive pesadelo com a Marilu. Acho que meu trauma ainda não passou, só..diminuiu um pouco." Ricardo comentou.

"Ricardo...agora você tem a mim. Esqueça a Marilu..." Hector falou para ele.

"Não dá, Hector. Essas lembranças não saem da minha cabeça. Eu...não consigo sonhar com você. Isso está muito enraizado na minha mente..." Ricardo falou com pesar.

Hector então se aproximou de Ricardo e deu-lhe um beijo na boca. Ricardo retribuiu o beijo intensamente, mas parecia se sentir desconfortável.

Então, Hector e Ricardo se separaram.

"Bom, eu não lembro o que eu sonhei..." eu interrompi.

"Eu acho que...eu sonhei que nós estávamos de mãos dadas vendo um arco — íris" Juliana contou.

"Sério, Pocahontas?" eu exclamei de felicidade.

"Sim. Parece estranho, mas...acho que foi isso que eu sonhei." Juliana devolveu.

Nós duas sorrimos uma para a outra.

"Bem, eu não sonhei nada..." Letícia falou meio vaga.

"Letícia, não tem como não sonhar nada. Você apenas não lembra" eu explanei para ela.

Letícia ficou pensativa por um momento.

"Então, o que vamos fazer hoje?" eu quis saber.

"Eu não sei, vamos na piscina outra vez?" Ricardo inquiriu.

"Por mim parece ótimo. Nós não aproveitamos muito a piscina antes do churrasco, que foi quando a diretora nos interrompeu..." Hector comentou.

"E se nós formos ver o Mario?" eu sugeri.

"Quem é Mario?" Hector ficou curioso.

"Não vai dizer que é "Aquele que te pegou atrás do armário", Hector" Ricardo aconselhou.

"Não, Ricardo. Eu sinceramente acho essa piada muito sem graça. Eu só quero saber quem é esse tal de Mario.." Hector replicou.

"É o caseiro do acampamento. Ele nos recebeu quando nós chegamos aqui, lembra?" Letícia interferiu.

"Obrigado, Letícia" Ricardo agradeceu.

"Ah tá! Eu acho que eu me lembro dele. O cara que nos avisou sobre as cobras, os escorpiões e as aranhas..." Hector retrucou.

"Sim, Hector. Ele mesmo." eu atestei.

"Ah, eu não conheço ele pessoalmente, mas...ele parece ser um cara legal" Hector devolveu.

"Sim, ele é. Ele é muito simpático." Ricardo observou.

"Talvez...a cachoeira? lá é muito legal" eu tentei.

"A cachoeira onde nós fizemos amor e depois a Elsa, a Marilu e o Gilberto foram nos procurar?" Juliana se lembrou. "Pode ser interessante...a gente podia organizar uma suruba lá."

"Seria ótimo!" eu comentei.

"Eu não vou lá sem proteção" Letícia contestou.

"Eu vou!" Ricardo disse entusiasmado.

"Eu também" Hector consentiu.

"Então, o que você acha, Pocahontas?" eu voltei a pergunta para ela.

"Eu acho que vai ser incrível. As mulheres da minha tribo costumam transar no meio do mato, então, eu estou acostumada" Juliana devolveu.

"Ótimo!" eu abri um sorriso.

"Eu já disse, eu não vou me meter nessa suruba de vocês sem proteção." Letícia insistiu.

"Ok, Letícia..." eu balbuciei.

"E vocês também deviam usar proteção!" Letícia contestou.

"Ué! Agora você deu de ficar dando sermão em todo mundo, Letícia?" eu estranhei.

Letícia nunca chegou nesse ponto de ficar dando sermão em todo mundo.

"Acho que ela está enciumada porque eu e Hector estamos namorando e...eu lembro que ela ficou tocando uma siririca lá na piscina antes da diretora nos convidar para o churrasco..." Ricardo lembrou.

"Cala a boca, Ricardo!" Letícia exclamou.

"Tu tá bravinha comigo, Letícia? Era só você não ter me "empurrado" para a Marilu. Você podia ter aceitado numa boa fazer sexo comigo." Ricardo contestou.

"Para, Ricardo! Você sabe que os meus pais só aceitam que façamos sexo com proteção..." Letícia rebateu.

"Tudo bem, Letícia. Só não precisa descontar na gente dando sermão de "Usem camisinha se forem transar!" Você não é professora, nem meus pais para ficar esfregando isso na cara da gente" Ricardo esbravejou.

"Mas é bom conscientizar, Ricardo! Você quer pegar AIDS e morrer?" Letícia falou retoricamente " E eu não quero engravidar de você!"

"Se tivesse que dar alguma coisa, teria dado depois da transa com a Marilu. Mas isso é o de menos comparado ao trauma que eu fiquei depois da transa, eu não consigo dormir direito, tenho tido vários pesadelos com a Marilu, e ainda por cima...eu não sei como os meus pais reagirão ao saber do que houve entre mim e a Marilu. Então sim, eu prefiro morrer..." Ricardo estava realmente enfezado.

"Ricardo, vamos tomar o café da manhã. Esquece isso!" Hector suplicou.

Ricardo estava totalmente exaltado. Ele não conseguia conter a própria fúria.

"Eu estou fora! Eu vou para o quarto descansar..." Ricardo explodiu.

Então eu observei Ricardo indo embora para o alojamento dos garotos.

Foi ai que Hector se levantou da mesa e tentou conversar com ele.

"Ricardo, espera!" Hector disse puxando Ricardo pelo braço.

"Me larga, Hector! Eu...eu já nem sei mais o que eu quero" as palavras de Ricardo eram atropeladas devido a fúria incontrolável dele naquele momento.

"Ricardo, vamos conversar...você quer ir para o alojamento? Eu vou com você. Só, deixe-me ajudá-lo, amor." Hector insistiu com uma cara de cachorro carente.

Ricardo então saiu do refeitório e subiu as escadas. Hector o seguiu.

[...]

Ricardo olha para trás e vê que Hector estava atrás dele.

"Hector! Você está me seguindo?" Ricardo inquiriu.

"Sim, Ricardo. Eu quero ajudá-lo" Hector continuou a insistir.

De repente, Ricardo se desmanchou em lágrimas. Ele não parecia conseguir conter a fúria por muito tempo.

Hector se aproximou dele e o acolheu em seus braços. Ricardo continuou a despejar suas lágrimas e Hector fez um agrado nas costas dele.

Ricardo e Hector ficaram ali estáticos na escada.

"Chora Ricardo, pode chorar..." Hector consentiu.

"Eu...eu sou um idiota..." Ricardo murmurou.

"Não, você não é Ricardo. Tudo bem que eu e você mal nos conhecemos ainda, mas...eu amo você. Você é um rapaz muito bonito." Hector o confortou.

"Obrigado, muito obrigado, Hector. Mas, eu não mereço tudo isso..." Ricardo contestou.

"Merece sim. Você jurou que iria me namorar depois que você largou a Letícia, e eu abri o meu coração para você, Ricardo." Hector o lembrou.

Ricardo levantou a cabeça e fitou Hector nos olhos. Seu rosto estava encharcado de lágrimas.

Ele então enxugou as lágrimas do rosto e voltou a fitar os olhos de Hector.

"Hector...eu te amo, mas..." Ricardo interrompeu.

"Mas o quê?" Hector quis saber.

"Mas eu não consigo conter essa minha fúria, e eu tenho medo que você vá me deixar por causa disso..." Ricardo explanou.

"Calma, Ricardo. Eu vou te fazer se sentir melhor" Hector retrucou.

"Como?" Ricardo ficou confuso.

[...]

Alojamento dos garotos

Ricardo e Hector ficaram próximos a cama de casal que eles agora dividiam. Eles se fitaram por um momento.

Hector se aproximou de Ricardo e o beijou na boca. Depois eles se separaram.

Hector então tirou a camiseta de Ricardo e a jogou no chão. Em seguida ele abaixou a calça de Ricardo, que o ajudou a tirá-la, soltando-a dos pés.

Ricardo ficou apenas de cueca boxer e Hector a abaixou, fazendo o pênis de Ricardo saltar.

Hector fitou o órgão de Ricardo, se aproximou dele e começou a lubrificá-lo com sua língua antes de fazer o sexo oral.

Ricardo soltou espasmos.

Então Hector começou a fazer sexo oral em Ricardo e ao mesmo tempo apalpar delicadamente as bolas do parceiro.

[...]

Hector retirou a boca do órgão de Ricardo e a manteve aberta enquanto começava a masturbar seu parceiro até ele ejacular.

Ricardo foi ficando vermelho. Ele começara a sentir seu órgão ir se dilatando com a fricção que Hector fazia sobre o mesmo.

"Goze! Eu quero beber o seu leite" Hector retrucou.

Hector continuara provocando o órgão até que o mesmo chegasse em seu ápice.

Aos poucos ele foi aumentando a velocidade, forçando o órgão de Ricardo a iniciar as pulsações.

A pressão que a mão de Hector fazia sobre o órgão de Ricardo ia ficando cada vez maior.

Ricardo começara a soltar espasmos cada vez mais intensos até o órgão dele finalmente entrou em erupção e liberou todo o seu esperma sobre a face de Hector. Algumas gotas do líquido grosso caíram sobre a língua de Hector e ele engoliu.

Ricardo começou a arfar e seu corpo estremeceu.

"Que delícia, amor" Hector comentou.

"Eu preciso descansar um pouco..." Ricardo suspirou.

"Tudo bem. deite-se na cama. Eu vou me lavar e já volto." Hector retrucou.

"Está bem" Ricardo consentiu.

[...]

Depois de lavar o rosto, Hector voltou do banheiro já completamente nu. Havia deixado suas roupas lá.

Ele então deu uma volta na cama e se deitou ao lado de Ricardo.

Hector pegara o órgão de seu parceiro na mão e aos poucos ia movimentando-o para cima e para baixo, masturbando-o suavemente.

Ricardo retribuiu fazendo o mesmo no parceiro. Eles continuaram a brincadeira sem nenhuma intenção de fazer o outro atingir o ápice.

Hector soltou o órgão de Ricardo e se aproximou mais dele. Então, colocou uma de suas mãos no peito dele, aproximou o rosto do de Ricardo e eles trocaram um beijo intenso.

[...]

Quando terminamos o café da manhã. Eu, Letícia e Juliana nos sentamos no chão da sala na entrada do refeitório.

Eu estava sentada de pernas cruzadas, e Juliana resolveu deitar com a cabeça entre minhas pernas como se estivesse deitada sobre o travesseiro.

Eu puxava as mechas do cabelo dela e alisava, fazendo um agrado.

"Eu te amo muito, Sylvia" Juliana jurou.

"Eu também te amo, Juliana." eu devolvi. "Você é minha Pocahontas."

Juliana sorriu para mim. Eu fitei Juliana por um tempo, e quando resolvi tirar os meus olhos dela, notei que Letícia estava com a cara fechada e parecia não querer conversa depois do que houve no café da manhã.

"Que se dane a Letícia!" eu pensei.

Então voltei a olhar para Juliana.

"Que foi, Sylvia?" Juliana me perguntou.

"N-Nada. Eu estava pensando em você..." eu disfarcei.

Bem, aquilo podia não ser verdade, mas eu não me importava com isso. O fato era que eu amava Juliana.

"Tudo bem" Juliana devolveu.

"Pocahontas, você quer ir nadar um pouco na piscina?" eu inquiri.

"Seria divertido. Mas, acho que talvez fosse melhor nós fazermos algo diferente dessa vez." Juliana sugeriu.

"Tipo o quê?" eu quis saber.

"Eu não sei..." Juliana ficou indecisa.

Ainda iria demorar para servirem o almoço. Nós precisávamos de uma atividade.

"E se nós formos para o passeio de barco ou então o salão de jogos abandonado." eu sugeri.

"Acho que não. Nós já fomos com o Ricardo e a Letícia. Isso quando eles não tinham feito essa "Guerra dos sexos" que eles acabaram de fazer no café da manhã." Juliana comentou.

"Eu sei. Mas, ainda vão demorar para servir o almoço. Nós precisamos de uma atividade." eu retruquei.

"Nós já fomos no "Portal", já andamos a cavalo, já fomos para a cachoeira, para as duas piscinas..." Juliana recordou.

"Sim. Já jogamos futebol também..." eu continuei.

[...]

Foi quando vimos a diretora Elsa Lima entrar no refeitório. Ela veio nos avisar de alguma coisa.

"Olá, garotas!" a diretora nos cumprimentou.

"Olá, diretora!" nós replicamos em uníssono.

"Bem, eu vim aqui pois os professores resolveram fazer uma gincana e eles estão reunidos lá no campo de futebol. Eu fiquei de vir até aqui convidá-las para participar da gincana..." a diretora comentou.

"Gincana? O que é Gincana? É de comer?" Juliana inquiriu.

"Não, Juliana. Gincana são competições onde acontecem jogos, apenas por brincadeira. Nós sempre fazemos isso nas aulas de Educação Física lá na escola" a diretora explanou.

"Ah tá. Eu esqueci. Desculpa, diretora" Juliana se justificou.

"Eu acho que eu passo. Eu não sou muito fã de Gincana" eu retruquei.

"E vocês vão ficar aqui fazendo o quê até a hora do almoço?" a diretora falou retoricamente.

"Você não vai querer que eu responda, não é diretora?" eu a questionei.

Juliana gargalhou daquela cena.

"Isso é pecado, sabiam?" a diretora fez questão de dar esse sermão.

Nós duas gargalhamos da expressão que a diretora esboçou. Ela ficou indignada.

"Diretora, com todo o respeito, mas...você já deve ter pecado antes,não?" eu falei com toda sinceridade.

"O que você quer dizer com isso, Sylvia?" a diretora balbuciou.

"Você nunca teve uma paixão secreta por alguém?" eu deixei ela com a pulga atrás da orelha.

"Bem...que eu me lembre...houve sim, mas isso é passado agora." a diretora insistiu.

"Agora eu fiquei curiosa. Conte-nos um pouco, diretora." eu pedi a ela.

Eu e Juliana nos levantamos para ouvir de perto a história da diretora.

"Bem, eu era muito jovem, eu acho que eu estava com meus 20 anos na época...eu estudava no colégio onde hoje eu administro. Eu me apaixonei por um rapaz, o capitão do time de futebol..." a diretora cortou.

"Vai, continua, diretora! Eu estou achando muito interessante a sua história..." eu exclamei com felicidade.

"Então, nós começamos a namorar. Ele tirou minha virgindade, e depois me deixou...eu depois fiquei grávida dele, e...nunca mais o vi..." a diretora estava começando a verter lágrimas só de lembrar dessa história.

Elsa Lima enxugou as lágrimas do rosto com os dedos e ficou pensando naquele momento de sua vida. Logo começara a emitir ganidos.

"Está tudo bem, diretora..." eu a confortei. "Nós entendemos..."

"É mesmo? Obrigada, garotas." Elsa nos agradeceu.

Comovida pelo que tinha ouvido, eu acho, Letícia se levantou e veio até nós.

"Então, você engravidou jovem, diretora?" Letícia inquiriu.

"Sim. Mas o pai do meu filho me abandonou" a diretora rebateu.

"E o que houve com a criança?" Letícia se interessou em saber.

"Ela foi mandada para adoção" Elsa revelou.

"E o pai?" Letícia quis saber.

"Eu nunca mais o vi. Com certeza deve ter procurado outra garota para engravidar e abandonar depois" a diretora deduziu.

"Isso é muito ruim. Mas, e os seus pais, como reagiram ao saber que você tinha engravidado e tudo mais?" Letícia quis saber mais.

"Eles simplesmente me ignoraram." a diretora confessou.

"Mas, você não se protegeu?" Letícia contestou.

"Letícia, naquela época ninguém usava camisinha como hoje. A escola onde vocês estudam existe desde aquela época. 1977 é o ano em que ela foi fundada." a diretora nos contou.

"O quê? Mas você não se preocupa com a vida sexual dos alunos? Não distribuí camisinha para todo mundo?" eu cortei.

"Sylvia...a escola é assim desde aquela época. O colégio onde vocês estudam é tradicional e eu quero que ele se mantenha assim." a diretora contestou.

"Mas diretora, o colégio precisa se atualizar. Nós não estamos nos anos 70, e sim no século 21". eu lembrei ela.

"Bem, então fale com o Estado para ver se eles reformam as leis brasileiras!" a diretora falou retoricamente.

"Agora eu sou mais irlandesa do que brasileira. Que horror esse país!" eu exclamei.

"Sylvia, o Brasil é assim há anos. Não tem como mudar, a corrupção não deixa" nessa hora eu senti que Letícia estava do meu lado.

"Mas veja pelo lado bom, Sylvia. Você e eu estamos namorando. Deixa o "Passado" de lado e vislumbre o novo." Juliana me lembrou.

"É verdade, Pocahontas. E eu a amo muito." eu retruquei.

Sylvia e eu nos aproximamos e nos beijamos. A diretora parecia não ter gostado muito.

Nós nos separamos e eu falei com a diretora.

"Desculpa fazer isso na sua frente, diretora" eu me desculpei. Me senti um pouco constrangida por ter feito aquilo na frente da diretora.

"Bem, vamos dizer que Gilberto também é homossexual, eu to tipo: "Que seja!" , o importante nessa vida é ser feliz, não é mesmo?" a diretora balbuciou.

"Tudo bem, diretora. Nós entendemos" eu repliquei.

"Bem, vocês vão ou não vão participar da Gincana?" a diretora quis saber.

"Vamos, além disso eu vou poder passar mais um tempo com a Pocahontas" eu disse olhando para Juliana.

"É, nós vamos ganhar essa competição!" Juliana exclamou com os olhos brilhando.

"Eu também vou, diretora" Letícia atestou.

"Ótimo! E onde estão Ricardo e Hector?" a diretora estranhou.

"Quer mesmo que eu responda, diretora?" eu retruquei.

"Não, deixa quieto. Vamos lá jogar. Os outros estão esperando por nós." a diretora sugeriu.

[...]

Chegamos com a diretora no campo de futebol e encontramos o resto da nossa turma, e os professores, incluindo Marilu e Gilberto.

"E ai, garotas? Onde está o Ricardo e o Hector?" Gilberto quis saber.

"Acho que eles devem estar fazendo uma "Luta de espadas", se é que você me entende." eu fui irônica nas palavras.

"Tudo bem, deixa eles lá. Vamos jogar" Gilberto exclamou.

"Olá, garotas! É bom ver vocês por aqui" Marilu comentou.

Os professores e a diretora formaram seus grupos. Eu, Letícia e Juliana ficamos no grupo da Marilu. A diretora ficou com uma porção de alunos e Gilberto com a outra.

A diretora começou a explicar sobre as brincadeiras que iríamos fazer e as regras. Nós todos ficamos prestando bem a atenção para não ficarmos perdidos depois. Ela também lembrou que os pontos arrecadados na Gincana seriam descontados depois no boletim do colégio, nas notas de participação, presença, etc. E quem perdesse no jogo, teria sua nota rebaixada e acabaria tendo que fazer a recuperação depois.

Tendo explicado sobre a gincana, os jogos estavam para começar quando todos nós voltamos nossos olhares para o horizonte e vimos Hector e Ricardo chegando na quadra. Eles vestiam roupas casuais.

"Desculpa a demora..." Ricardo começou.

"Eu fui consolar o Ricardo. Ele estava bastante abalado, e...depois nós resolvemos procurar o grupo..." Hector nos contou.

"Tudo bem. Ricardo e Hector, vocês vem para o meu grupo" Gilberto sugeriu.

"Certo..." Ricardo retrucou.

"Tudo bem" Hector atestou.

Letícia olhou séria para o casal, mas...acho que ela resolveu deixar para lá, depois do que houve entre nós.

A diretora então fez a contagem regressiva e depois bateu palmas, dando início a gincana.

A primeira prova era a corrida com sacos. Gilberto pegou uns sacos de ração que ele nos apresentou dizendo que o Mario havia nos emprestado para a Gincana, e um copo plástico com um pouco de cal branco que estavam em um canto do campo e ele começou a espalhar pelo campo para delimitar a linha de chegada da prova.

Gilberto então colocou o copo de cal em um canto do campo e veio distribuir um saco para um determinado aluno do grupo da diretora e dos professores.

Como eram muitos garotos e garotas, a prova começaria com uma porção de alunos primeiro, e depois, quando eles terminassem a prova, o saco seria passado para outra porção de alunos, até todos terem participado e assim eles poderem passar para a próxima prova da gincana.

O primeiro grupo foi para o fundo da quadra com seus sacos na mão e o restante dos alunos foram junto com nós para a área onde estava a segunda trave e nós ficamos observando dali os alunos com seus pés "ensacados" e segurando a boca do saco.

"Começar!" Gilberto exclamou, dando o sinal para começar a prova.

Os garotos foram correndo com seus sacos até a linha de chegada. Os meninos se esforçavam para irem mais rápido que as meninas, e elas tentavam vencê-los na corrida.

As garotas foram aos poucos se aproximando da linha de chegada e passaram os meninos. A diretora foi atribuindo os pontos mentalmente.

Gilberto então autorizou a troca, e uma nova leva de alunos pegou os sacos com os primeiros alunos e continuaram a prova.

[...]

Após algum tempo, só restava a última leva de alunos com Ricardo, Hector, Letícia, eu e Juliana.

Nós ficamos a postos no fundo do campo com os sacos cobrindo nossos pés e nós segurando na boca deles. Nós aguardávamos a partida.

Gilberto deu o sinal e nós começamos a correr. Marilu, Gilberto e a diretora ficaram nos encorajando para irmos cada vez mais rápido.

Eu, Juliana e Letícia corremos o mais rápido que nós conseguíamos até a linha de chegada.

Letícia estava um pouco lerda, mas continuava correndo. Eu e Juliana começamos a correr cada vez mais rápido até que chegamos juntas na linha de chegada.

Nós tiramos os sacos de nossos pés e batemos nossas mãos uma na outra.

"É! Nós conseguimos!" eu exclamei.

"Sim, mas nós conseguimos isso juntas!" Juliana retrucou.

Depois teve a segunda prova, a corrida com um ovo em uma colher onde tínhamos que mantê-lo equilibrado sem deixá-lo cair no chão. Eu e Juliana vencemos outra vez e teve alunos que acabaram derrubando o ovo no chão...

Cabra cega, nós tínhamos que tentar encontrar os nossos pares com os olhos vendados, o que limitava um pouco as coisas, fazendo com que houvessem alguns esbarrões e tropeços.

Quando chegou nossa vez. Eu e Juliana saímos que nem zumbis tentando nos encontrarmos. Nós fomos esbarrando em todo mundo, até que...eu senti alguém me apalpando e eu comecei a apalpar também. Eu ouvi alguns gemidos e estranhei.

Gilberto então nos deixou tirar as vendas dos olhos para que nós pudéssemos ver quem nós tínhamos encontrado. Eu tirei a venda dos meus olhos e quando eu vi, eu acabei instintivamente encontrando a minha Pocahontas. Nós nos abraçamos e então nos beijamos intensamente. Depois de um tempo nós nos separamos, e nos fitamos.

"Eu te achei, Poca!" eu exclamei.

"Eu digo o mesmo, coelho branco!" Juliana devolveu.

Então nós duas olhamos ao redor e Letícia havia encontrado Hector. Ela ficou nervosa.

"Desculpa, Hector..." ela se desculpou.

"Está tudo bem, Letícia..." Hector relevou.

Então Hector encontrou o namorado e eles se abraçaram e trocaram beijos intensos entre eles. Enquanto isso, Hector levou uma das mãos na virilha de Ricardo e começou a roçar a região.

Ricardo sentiu o toque de Hector e eles se separaram.

"Mais tarde, Hector..." Ricardo avisou Hector.

"Tudo bem, Ricardo" Hector parou o que estava fazendo e sorriu.

[...]

Acho que nesse tempo todo nós devíamos ter pulado a hora do almoço. Gilberto avisou Marilu e a diretora e os outros alunos que estava na hora de voltar para o alojamento.

Marilu e a diretora voltaram com a porção de alunos para o alojamento. Apenas, eu, Juliana, Letícia, Hector e Ricardo ficamos no campo vendo Gilberto guardar as coisas da gincana.

Foi quando Mario apareceu para pegar de volta os sacos utilizados na corrida e o que tinha sobrado do cal.

"Oi, Mario!" eu o cumprimentei.

"Olá, Sylvia!" ele me cumprimentou.

"Oi, Mario!" Juliana cumprimentou.

"Olá, Juliana!"

"Oi, Mario!" Letícia o cumprimentou.

"E ai, Mario?" Ricardo cumprimentou o Mario.

Hector fitou Mario.

"Então esse é o Mario?" Hector quis saber.

"Sim, Hector." Ricardo atestou.

Então Mario foi até Gilberto e pegou de volta as coisas que ele tinha emprestado para ele.

"Tá tudo ai, eu acho. Pode levar, Mario" Gilberto retrucou.

"Obrigado, Gilberto" Mario agradeceu.

"Disponha. Obrigado por nos emprestar essas coisas para fazermos a gincana" Gilberto comentou.

"Está tudo bem, Gilberto. Os garotos se divertiram muito?" Mario quis saber.

"Sim, foi ótimo para eles. Essa interação social entre eles é muito boa." Gilberto sentenciou.

"Bem, eu não sou nenhum agente social ou algo parecido, mas...é bom saber." Mario comentou.

E esse foi mais um dia no acampamento Lua Escaldante. Meus dias de acampamento estão se esgotando. Mas, eu estou conseguindo aproveitar cada dia como se fosse o último.

Eu não era muito fã de gincana, mas...acho que eu estou adorando. Digo, eu e Juliana nos divertimos mais participando juntas dos jogos e brincadeiras do que passar o nosso tempo vagando por ai em busca de aventuras.

Até aqui nós já fizemos muitas coisas juntas. Nós nadamos, passeamos de barco, andamos a cavalo, e muitas outras coisas. Também conhecemos o Mario, descobrimos detalhes íntimos sobre os nossos professores, Gilberto e Marilu, e mais recentemente, sobre a diretora da escola, Elsa Lima.

A diretora nos contou sobre o ano em que nossa escola foi fundada, o que foi muito interessante. Eu fiquei bastante surpresa ao saber que a escola foi fundada em 1977 e desde então tem se mantido como uma escola tradicional que ainda segue padrões arcaicos. É um absurdo, mas nesse pais, o que se pode fazer?

E é isso, pessoal, até mais!

Notas finais
Espero que tenham gostado desse capítulo e até mais!