Lua Escaldante
14 Eu fui perdido, mas agora eu fui encontrado
Notas iniciais
Dia 12
Décimo segundo dia do acampamento. A nossa manhã começou com Marilu nos acordando com um berro.
"Cadê a Letícia?" Marilu berrou.
Eu e Juliana nos levantamos da cama com nossas caras de sono parecendo zumbis e vimos Marilu segurando o lençol da cama de Letícia.
"Garotas, onde está a Letícia?" Marilu inquiriu.
As outras garotas disseram que não sabiam.
Eu e Juliana nos levantamos e fomos até a cama da Letícia.
"O que está acontecendo?" eu disse bocejando.
"Sylvia, Juliana, vocês viram a Letícia?" Marilu nos interrogou.
"Bem, ela estava com o Ricardo no Luau, ai depois aconteceu aquela coisa estranha e eles saíram de mãos dadas pela mata. E o Hector saiu aos prantos ao ver que o Ricardo tinha voltado com a Letícia...é o que eu lembro" eu confessei.
"E você tem noção de onde eles possam estar?" Marilu quis saber.
"Deixe-me pensar..." fiquei a ponderar.
"A CACHOEIRA!" Juliana exclamou.
"Aquela cachoeira onde nós fizemos sexo depois de fugirmos da Marilu?" eu perguntei a Juliana.
"Sim" Juliana replicou.
"Onde fica essa cachoeira?" Marilu ficou curiosa.
"Ah, eu não sei...eu teria que te mostrar" eu respondi.
Foi então que nós vimos Gilberto entrando no quarto. Ele se aproximou de nós.
"Bom dia, garotas. Será que vocês viram o Ricardo? Eu falei com o Hector e ele disse que ele não sabe, e que o último momento que ele o viu foi quando ele estava com a Letícia" Gilberto nos informou.
Marilu soltou um suspiro e revirou os olhos.
"Estamos com uma garota ausente aqui também. Letícia" Marilu devolveu.
"A Letícia também?" Gilberto se assustou.
"Sim. As garotas sabem de algo e não estão querendo me contar..." Marilu se queixou. "Talvez você deva tentar a sorte, Gilberto".
Gilberto engoliu seco, pois aquela era uma situação um pouco complicada.
"Garotas, vocês sabem onde podem estar o Ricardo e a Letícia?" Gilberto suplicou.
"Então Gilberto...tem essa cachoeira, mas nós temos que levá-los lá, porque não tem como nós explicarmos" eu explanei.
"Então leve-nos até lá" Gilberto pediu.
"Está bem.." eu disse após um suspiro. "Mas precisamos nos trocar antes"
"Eu fico com vocês aqui e as ajudo a se trocar" Marilu se ofereceu.
Eu olhei desconfiada para a Marilu. Essa louca com certeza iria abusar de mim e da Juliana.
"Eu não estou pretendendo fazer nada com vocês. Eu só quero ajudá-las a se trocar" Marilu contestou.
"Sei..." revirei os meus olhos.
"Eu estou falando sério, Sylvia!" Marilu se invocou comigo.
"Tudo bem, Marilu" eu consenti.
Eu queria tirar esse demônio chamado Marilu do meu pé. Essa mulher é mais grudenta que chiclete! Não, talvez mais grudenta que a música "Ai se eu te pego" de um tal Michel Teló, ou "Show das poderosas" de uma tal de Anitta.
Marilu então olhou para Gilberto.
"Tá, eu vou lá tomar o café com os garotos.." Gilberto avisou.
Gilberto se retirou e eu, Juliana e Marilu ficamos com as garotas. Eu e Juliana pegamos nossas coisas e fomos tomar um banho rápido. Entramos no banheiro, fechamos a porta, nos despimos e entramos no chuveiro. Deixamos nossos xampus e sabonetes de lado.
Nós deixamos a água lavar os nossos corpos, nos molhando completamente. Em seguida nós nos ensaboamos, nos lavamos e então passamos o xampu.
[...]
Algum tempo depois, já de banho tomado, nós nos enxugamos nas nossas toalhas que havíamos deixado na pia do banheiro e fomos para o quarto.
Encontramos Marilu mexendo nas nossas roupas perto da cama de casal. Ela havia colocado-as sobre a cama. Então ela alisava as roupas e as ajeitava para deixá-las "perfeitas".
Eu achei aquela cena um pouquinho esquisita. Eu sei que é normal nossas mães separarem as roupas que vamos usar — pelo menos para as garotas, eu acho — , mas o jeito que a Marilu fazia aquilo...
"O que você está fazendo, Marilu?" Eu quis saber.
Marilu voltou o olhar para nós duas.
"Eu separei a roupa que vocês vão usar." Marilu comentou.
"Obrigada, mas não precisava se preocupar, a gente poderia ter escolhido..." eu disse agradecida.
Marilu olhou para as roupas que ela tinha separado e soltou um suspiro.
"Sabe, se eu não gostasse apenas de garotas...eu acho que eu gostaria de ter uma filha para cuidar" Marilu balbuciou.
"Quê? Uma filha? Do jeito que você é você iria abusar dela..." eu contestei.
"Eu disse SE eu não gostasse apenas de garotas." Marilu questionou.
"Marilu...nós sabemos que você gosta mais de garotas. O que eu não tolero é que você às vezes é muito sem noção. Você fica cheia de segundas intenções e não se controla" eu falei para ela.
"Além disso, você e Gilberto vão se casar. Essa pode ser a sua chance de mudar de vida. E se vocês tiverem esse filho algum dia?" eu falei retoricamente.
Marilu ficou refletindo sobre aquilo. Ela respirou ofegante e o peito dela parecia apertado.
[...]
Enquanto isso na cachoeira, os raios de sol iluminavam todo o ambiente fazendo sombras no chão.
Letícia e Ricardo estavam deitados um ao lado do outro. De repente, Letícia abre os olhos e fita os raios de sol que quase a cegavam. Ela se levanta do chão e se aproxima de Ricardo. Letícia se move lentamente enquanto Ricardo ainda dormia. O sol ardia no rosto dele e ele cobre os olhos com uma das mãos.
O órgão de Ricardo se eleva e pulsa involuntariamente. Letícia se aproxima e então o agarra. Cinco contra um, os dedos dela se fecham ao redor do "talo" e Letícia começa a friccioná-los suavemente e em seguida passa a língua ao redor da cabecinha.
Letícia continua a pressionar o órgão de Ricardo e a chupá-lo.
Ricardo começa a emitir sons e vira a cabeça de um lado para o outro, afasta as pernas e Letícia continua a fazer sexo oral nele.
Letícia então retira a boca do órgão de Ricardo e começa a esfregá-lo com mais vigor e a aumentar a velocidade.
O órgão de Ricardo começa a pulsar mais acelerado fazendo as veias saltarem e então Ricardo começa a gemer mais alto.
Letícia olha para ele e continua a fazer o que estava fazendo. Ela vai esfregando cada vez mais rápido até Ricardo ejacular e quando ele atinge o seu ápice, o órgão dele "explode" e um jato de sêmen é jorrado para o alto e cai no corpo dele.
Ricardo abre os olhos de repente e vê Letícia segurando o órgão nas mãos.
"Letícia, o que você está fazendo?" Ricardo balbuciou.
"Bom dia, Ricardo. Eu resolvi te fazer uma surpresa e te acordar com um oral" Letícia explanou.
Letícia continuava a esfregar o órgão de Ricardo, esperando sair mais daquele líquido branco.
"Você gosta disso?" Letícia inquiriu com os olhos voltados para o namorado.
"S-Sim. Por favor, continue..." Ricardo balbuciou.
"Está bem" Letícia consentiu.
Então Letícia limpou as gotas de sêmen ao redor do órgão de Ricardo com sua língua e enquanto segurava o mastro dele, o lambeu da base até em cima lubrificando-o várias vezes com a saliva, e depois introduziu o órgão todo na boca.
Ricardo colocou sua mão na cabeça de Letícia e a deixou continuar o sexo oral.
"Letícia...você até que é muito boa nisso para uma garota que se mantinha virgem até então." Ricardo comentou.
Letícia voltou o olhar para Ricardo e continuou a chupar o órgão dele.
[...]
Algumas horas depois...
Gritos começam a ecoar pela mata. Eram os professores Gilberto e Marilu chamando pelo casal.
"Letícia!"
"Ricardo!"
"Letícia"
"Ricardo"
"Letícia!"
"Ricardo!"
"Letícia!"
"Ricardo!"
"Letícia!"
"Ricardo!"
"Letícia!"
"Ricardo!"
O casal parecia não dar ouvidos as vozes que os chamavam e continuavam com a atividade.
"Não pare, Ricardo. Eu quero beber mais do seu leite" Letícia insistiu.
Ricardo continuara a gemer e Letícia a masturbá-lo.
[...]
Os professores junto com Sylvia e Juliana surgiram na cachoeira e flagraram Ricardo e Letícia na praia da cachoeira.
"Ricardo e Letícia!" Marilu exclamou.
Letícia soltou o órgão de Ricardo e se levantou correndo. Ricardo se levantou logo em seguida.
Marilu olhou com um olhar bem sério para Letícia.
Letícia viu o seu biquíni caído em uma das pedras, vestiu a parte de baixo, e depois tentou por e fechar a parte de cima.
Ricardo localizou a sua sunga em umas pedras perto da queda d´água e a vestiu.
Depois de vestidos, Ricardo e Letícia confrontaram Marilu e Gilberto.
"Oi, Marilu!" Letícia a cumprimentou.
"E ai, Gilberto?" Ricardo o cumprimentou.
"Posso saber o que vocês estavam fazendo?" Marilu inquiriu.
"Não é óbvio, Marilu? Eu e Letícia transamos a noite toda porque estava escuro e nós não tínhamos como voltar para o alojamento. Resolvemos esperar a manhã chegar para voltarmos para o acampamento." Ricardo reportou a situação.
"Minha nossa! Vocês realmente transaram? Mas, você não estava com medo de engravidar, Letícia?" eu inquiri.
"Sim, eu estava, Sylvia. Mas, acho que o "Portal" nos uniu" Letícia retrucou.
"É sério, gente. E nós vamos..." Ricardo interrompeu.
"Ele vai. O Ricardo disse que vai assumir sua responsabilidade, caso eu tenha um filho com ele." Letícia corrigiu.
"E garotas, vocês não vão acreditar, mas a Letícia me acordou com sexo oral" Ricardo se gabou.
"Ricardo! Aquilo foi uma surpresa que eu fiz para você. Não é para ficar espalhando por ai" Letícia contestou.
"Desculpa, Letícia" Ricardo se desculpou e coçou a nuca.
"Você o quê, Letícia?" eu fiquei perplexa.
"Nada, Sylvia. Foi só uma coisinha que eu fiz para o meu namorado e futuro pai do meu filho, caso eu venha a ter um" Letícia se defendeu.
"Bom, agora que o casal foi encontrado...que tal voltarmos para o alojamento? Já deve estar na hora do almoço, eu acho." Gilberto falou com tranquilidade.
"Meu deus! Vocês dois não tem juízo nessa cabeça de vocês!" Marilu passou um sermão.
"Eu não vou dizer que Ricardo e Letícia estão certos, mas eu acho que eles devem ficar juntos, do que, você sabe, como aconteceu naquele dia..." eu sentenciei.
"É, eu acho que eu concordo com o que a Sylvia disse" Juliana me apoiou.
"Obrigado Pocahontas" eu agradeci.
"Espera! Quê? Pocahontas?" Ricardo ficou confuso.
"Eu acho que já te contei isso Ricardo, mas eu repito. Naquele dia que você estava ausente, nós fomos ver o filme da Pocahontas. A Juliana gostou tanto que agora eu a chamo de Pocahontas" eu expliquei para Ricardo.
"Ah tá! Entendi." Ricardo compreendeu.
Então chamei Ricardo no canto e sussurrei no ouvido dele um segredo.
"Sério? Então a Marilu está com ciúmes de nós?" Ricardo quis saber.
Eu me afastei de Ricardo após contar o segredo à ele.
"Sim, Ricardo." eu atestei.
Marilu se virou para nós. Ela ficou desconfiada.
"O que vocês estão cochichando ai? Eu quero saber!" Marilu esbravejou.
"Nada, Marilu" eu disfarcei.
"Deixa isso para lá, Marilu. Vamos almoçar!" Gilberto interferiu.
"Não, eu quero saber o que a Sylvia estava cochichando" Marilu insistiu.
"Tá bom, Marilu! Eu falei para o Ricardo que você e o Gilberto estão planejando se casar" eu revelei.
"Ah...era isso?" Marilu ficou pasma.
"Marilu, você faz um exagero por nada..." Gilberto comentou.
"Tudo bem, me desculpem." Marilu se desculpou.
[...]
Então, voltamos para o alojamento.
"Eu preciso de um bom banho" Letícia retrucou.
"Eu também. Eu estou exausto" Ricardo comentou.
"Está bem, vocês dois podem usar o banheiro do alojamento feminino" Marilu consentiu.
"Sério, Marilu? Eu achei que você nunca ia deixar eu e Ricardo dividir o alojamento feminino" Letícia ficou surpresa.
"É só no almoço. De noite as coisas são diferentes, é cada um no seu alojamento" Marilu devolveu.
"Entendo. Então muito obrigada" Letícia agradeceu.
"Vamos Marilu, vamos almoçar"
"Eu já estou indo, Gilberto. Não precisa me chamar" Marilu contestou.
Marilu e Gilberto se sentaram na mesa com a diretora e eu e Juliana fomos nos sentar em nossas mesas.
[...]
Letícia e Ricardo entraram no box do banheiro e tiraram seus trajes de banho lá. Eles ficaram nus. Então, Ricardo virou o registro do chuveiro e deixou a água cair.
Letícia e Ricardo entraram debaixo do chuveiro e deixaram a água molhar os seus corpos.
"Ei Letícia, tem xampu e sabonete aqui. Será que podemos usar?" Ricardo quis saber.
"Eu acho que deve ser da Sylvia e da Juliana, talvez elas não se importem se nós usarmos um pouco" Letícia retrucou.
Letícia e Ricardo dividiram o sabonete e ensaboaram seus corpos. Depois colocaram o sabonete no lugar.
Eles se lavaram na água do chuveiro e voltaram a se ensaboar, esfregando seus corpos muito bem.
Depois eles tiraram o sabão do corpo e passaram o xampu.
[...]
Letícia e Ricardo saíram juntos do banho.
"Eu vou pegar uma toalha para nós no enxugarmos" Letícia avisou.
"Tudo bem" Ricardo respondeu.
Letícia foi para o quarto como estava pegar uma toalha nas coisas dela, mas primeiro ela pegou uma calcinha, uma camiseta e um shorts e os vestiu.
Depois, ela pegou a toalha dela na bolsa e a levou para o banheiro.
[...]
"Pronto, aqui está!" Letícia disse entregando a toalha para Ricardo.
Ricardo pegou a toalha das mãos de Letícia.
"Obrigado" agradeceu Ricardo.
Ricardo se enxugou na toalha.
"Ahn...posso pegar a toalha emprestado? Eu vou até o alojamento masculino me trocar e te encontro na mesa do almoço" Ricardo retrucou.
"Tudo bem. Eu vou reservar um lugar para você na mesa" Letícia assegurou.
"Obrigado" Ricardo sorriu.
Ricardo enrolou a toalha na cintura e recolheu a sunga do box.
[...]
Mais tarde, Letícia, Juliana e as outras garotas estavam sentadas almoçando e Ricardo chegou na mesa do almoço com uma roupa nova e então se sentou na mesa.
"Oi, Letícia!" Ricardo a cumprimentou.
"Oi, Ricardo!" Letícia devolveu.
Letícia e Ricardo aproximaram seus rostos e se beijaram por um momento, depois se separaram.
[...]
Então a noite chegou. Todas as garotas do dormitório feminino estavam deitadas em suas camas, porém, Letícia ainda estava acordada com a mente acesa.
Letícia
Eu e Ricardo tivemos uma aventura e tanto pela floresta depois que fomos para o Luau com os professores, a diretora e o restante do grupo.
Eu conheço Ricardo desde que nós começamos a namorar na quinta série. Eu acho que Ricardo é um cara bonito, inteligente, as vezes age como um completo babaca, mas apesar de tudo, eu o amo muito.
Quando começamos a namorar na quinta série, meus pais já me aconselharam a não fazer sexo com ele, e que se eu quisesse, era para usar camisinha, pois para todos os efeitos eu deveria manter a minha virgindade intacta. Então, eu rejeitei todos os pedidos de Ricardo para fazer sexo. Eu me sentia muito insegura quanto ao meu corpo devido aos meus pais terem me aconselhado a não fazer sexo.
Eu acho que as vezes nós não conseguimos controlar os nossos impulsos, quando sentimos que o nosso corpo anseia por algo mais libidinoso, mesmo que tentamos controlar esses estímulos.
E aqui estou eu balbuciando palavras sem sentido...
Então teve esse dia, quando eu, Ricardo e Juliana encontramos a Sylvia chorando no corredor do colégio. Ela disse que estava perdida, pois não sabia onde era a sala dela, e também estava chorando porque as pessoas não queriam ajudá-la por vestir roupa preta no colégio ao invés do uniforme rosa que usamos. No final, nós a ajudamos e ela acabou se apaixonando por Juliana, a índia lésbica do colégio.
Eu particularmente nunca tive nada contra a orientação sexual de Juliana, pois eu acho que o importante é ser feliz.
Ricardo nesse dia chegou a fazer algumas brincadeiras que eu não gostei muito. Mas logo ele se desculpava.
Viemos para esse acampamento com a escola, e...eventualmente tivemos algumas brigas com o casal Sylvia e Juliana, ou como posteriormente chamei de Sylviana. Mas, apesar disso, eu e Ricardo ainda éramos amigos das duas garotas. Nós estivemos juntos em cada momento que passamos nesse acampamento.
Teve o Happy Hour na piscina, a partida de futebol que nós jogamos, mais recentemente o churrasco, e muitos outros.
E teve esse dia que eu mandei o Ricardo passar uma noite com a Marilu, já que ele queria muito fazer sexo comigo, mas eu fiz isso porque a Sylvia falou que a Marilu precisava de um macho para apagar o fogo dela e achei que Ricardo não ia ter nenhum problema. Mas, ele logo parou de falar comigo depois disso, mesmo eu tendo pedido desculpas a ele quando ele voltou do alojamento dos professores.
O que me lembra que no dia do churrasco, eu senti uma vontade enorme de fazer sexo, então comecei a me tocar. Sylvia perguntou se eu precisava de ajuda e eu fiquei muito constrangida. Ricardo tinha começado um namoro com o Hector, e apesar de eu não ter tido nada contra o namoro deles, eu comecei a sentir saudade de quando eu e Ricardo estávamos juntos.
E então depois disso, Sylvia e Juliana nos levaram até esse lugar chamado de "Portal dos desejos" que supostamente tinha o poder de unir as pessoas. Eu e Ricardo o atravessamos junto com o Hector.
A princípio não ocorreu nada, mas depois, no Luau, eu senti que a chama da paixão entre nós havia não só se reacendido, como também nos atiçou, fazendo com que nossos medos e preocupações fossem embora.
Então teve o sexo na cachoeira. Foi a primeira vez que eu experimentei sexo anal. A maioria das garotas não gosta de deixarem seus namorados praticarem esse tipo de sexo com elas, pois dizem que é muito doloroso. E eu não vou negar que elas estão certas.
Quando Ricardo introduziu o pênis dele dentro de mim, eu achei que não ia caber e a dor era insuportável. Sentir aquele volume grosso se mexendo na sua bunda não é nada agradável mesmo. Mas Ricardo parou de repente e eu tentei respirar um pouco antes de continuar com aquilo. Meu corpo todo formigava.
Depois de algum tempo, eu permiti que Ricardo continuasse. Acho que no primeiro momento eu senti muita dor porque eu nunca tinha feito sexo antes, mesmo eu tendo vontade de fazer, e até então eu só tinha feito sexo oral no Ricardo. Quando ele enfiou aquilo dentro de mim, eu não achei que ia doer.
Então nós continuamos com o sexo e a dor dentro de mim parecia ir diminuindo gradativamente.
Mas, eu acho que o mais importante é você confiar no seu parceiro(a). Se você o(a) ama e confia nele(nela), eu acho que você não tem muito com que se preocupar. É obvio que vai continuar doendo, só que menos. O jeito é pensar em quem você ama e não na dor que você está sentindo, eu acho.
Sobre a Marilu, bem, ela sempre foi muito reservada e ríspida, desde quando eu e Ricardo estávamos na quinta série. A mulher é uma doida de pedra, literalmente, mas eu ainda a acho uma boa pessoa e uma ótima professora. Sei que isso não justifica o fato dela ser uma ninfomaníaca e uma assassina, mas acho que talvez o casamento dela com Gilberto possa trazer mudanças na vida dela e a tornar mais amável.
(suspiro)
[...]
Naquela noite, Mario estava em sua cabana dormindo em sua cama, quando uma voz familiar o chama.
"Mario!"
Mario se revira na cama e a voz volta a insistir em chamá-lo.
"Mario!"
Logo a voz deixa Mario inquieto e ele acorda e se levanta da cama.
"Quem é? Quem está ai?" Mario inquiri ao nada.
Então, o espírito da mulher dele surge diante dos olhos dele com uma camisola branca esvoaçante, sem os pés, e flutuando no ar. Ela era uma mulher muito bonita, de cabelos castanhos, e olhos da mesma cor. Ela esboçava serenidade no semblante.
"Mario! Você pode me ver?" A mulher inquiriu.
Os olhos de Mario se arregalaram e ele estremeceu, mas tentou ficar calmo.
"Quem é você?" Mario estranhou.
"Mario, eu sou sua esposa" A mulher se identificou.
"Mariana! É você?" Mario inquiriu
"Sim, Mario!" A mulher atestou.
"Mas, você morreu!" Mario contestou.
"Sim, Mario. Mas a morte não é o fim" Mariana retrucou.
"Como? Como isso é possível?" Mario ficou inconformado.
"Eu sei que é difícil para você entender, Mario. Eu também não sei explicar o que aconteceu comigo depois que eu morri. Mas, eu quero que saiba que eu te amo muito e sempre vou te amar" Mariana declarou.
"Mariana, por favor, volte para mim!" Mario suplicou.
"Mario...minha vida na Terra já se encerrou. Um ciclo se encerrou com a minha morte. Mas, eu estou certa de que você vai encontrar alguém muito especial, talvez tão especial como eu fui para você, não é mesmo?" Mariana o lembrou.
"Mas, eu ainda amo você, Mariana" Mario declarou.
"Eu sei, Mario. E é por isso que você deve se desapegar do passado e abraçar o seu futuro. Talvez algum dia nós nos encontremos de novo" Mariana retrucou.
"Meu guia está me avisando que o meu tempo está acabando. Então, eu gostaria de dizer uma última coisa para você. Eu sei que nós brigamos muito no passado, mas eu não guardo mágoas, nem arrependimentos. Eu sei que naquele momento eu não estava sendo eu mesma, foi a minha doença que me impediu de continuar ao seu lado. E aquele "Portal dos desejos" que nós criamos tem o poder de consertar tudo de acordo com a sua fé, menos uma doença como a minha. Então eu não o culpo por nada que tenha acontecido entre nós. Eu o perdoo"
Então, o espírito de Mariana começou a desaparecer.
"Não! Espera, Mariana! Volte aqui! Eu tenho tantas coisas para falar com você!" Mario disse aos berros.
"Desculpa, Mario. O meu tempo é curto. Adeus, Mario! Eu te amo!" Mariana se despediu.
O espírito de Mariana finalmente desapareceu. Mario caiu com os joelhos no chão do quarto e ficou aos prantos. Ele começara a berrar o nome da falecida esposa.
"MARIANA!"
"MARIANA!"
"MARIANAAAAA!"
Uma profunda melancolia deixava o peito de Mario apertado. Ele sentia como se faltava uma parte de si, uma peça de seu grande quebra-cabeças que é a vida dele. Mas, a vida sempre dá voltas e voltas.
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