Lua De Sangue
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Era noite, Damon e Stefan estavam no bar local disputando uma partida de sinuca. Ambos tentando esquecer o dejavu que estavam vivendo, será que era uma maldição? Bruxaria? Tabu?Como poderia estar acontecendo tudo outra vez? O mesmo dilema vivido há 200 anos “Uma garota, dois pretendentes, um escolhido”. De fato era impossível de se acreditar que tudo aquilo era apenas coincidência, os dois apaixonados pela copia daquela que antes os fizera sofrer e quebrar o forte laço de irmãos que tinham; os dois dispostos a fazer de tudo pelo amor desta.
Mas era esse o fato que ambos tentavam negar, ali naquele bar, se embebedando e disputando algo bem mais além do que uma simples partida de sinuca.
-É bom não é? Os irmãos Salvatores juntos novamente! Mamãe teria adorado ver isso, não acha?
-Talvez, e logo depois iria enfiar uma estaca em nossos peitos sem pestanejar.
-Ai, ai Stefan, você é tão... Dramático!
-Não sou dramático Damon, só não enxergo os fatos.
-Tanto faz. Não vamos discutir esta noite é para se diverti, lembra?
-O que esta fazendo?
-Chamando nossa diversão barra lanchinho da noite.
-Em que posso ajudar?
- Damon não...
-Ora Stefan não seja rude, na frente de uma dama tão bonita.
A garota enrubesceu com o elogio. Ela era nova na cidade, havia se mudado para conhecer a tão misteriosa Mystic Falls. O emprego era provisório, mas talvez ela demorasse um pouco mais ali se todos os clientes fossem tão belos quantos esses dois. Ambos com uma beleza distinta pareciam artistas de cinemas, modelos, ou algo do tipo. Um era alto, cabelos castanhos claros, seus olhos eram de um verde intenso como os de uma fera pronta para atacar, seu rosto era anguloso e simétrico onde tudo se completava, seu corpo era esguio, mas com músculos suficientes para transparecer no suéter azul-marinho.
O outro era igualmente belo, mas, sua beleza era um tanto rebelde, tinha cabelos negros como uma noite sem estrelas e estes davam um enorme contraste com sua pele branca, seus olhos eram de um azul enigmático pareciam pedras preciosas; eram de certa forma brincalhões e maliciosos, mas com uma solidão evidente; seu rosto era anguloso como o do outro, era como se cada parte(olhos, boca nariz,etc.)fossem parte de um quebra-cabeça perfeito; seu corpo era definido e musculoso, ele usava preto da cabeça aos pés e isso lhe dava um ar perigoso e ao mesmo tempo sex.
-Então...
-Melane.
-Melane! É um belo nome.
-Obrigada – Disse ela tentando não se perder no azul daqueles olhos.
-Eu sou Damon e esse é meu irmão Stefan...
-Damon pare com isso! — Disse Stefan meio inseguro se esse era mesmo seu desejo.
A verdade era que sangue animal não o satisfazia mais. Não depois de provar e matar tantos humanos, na sua pequena temporada na companhia de Klaus. E, naquele momento, desejos obscuros brotavam em sue peito, fazendo desejar aquela garçonete de cabelos loiros e olhos azuis. Tão bela e indefesa.
-Não ligue pro meu irmão, ele esta em uma “jornada de purificação”, e as vazes ele fica meio bipolar. Sabe Melane você poderia me ajudar com meu irmão- Enquanto falava observava o rosto do irmão, que no momento não passava de uma mascara sem emoções- Você quer me ajudar Melane?
-Eu... Eu... — Ela não conseguia pensar direito, parecia que estava sendo engolida pelo azul daqueles olhos- Eu quero.
-Que ótimo! Então, minha doce e adorável Melane, eu quero que você vá para o estacionamento e espere por nós.
-Esta bem- Ela não sabia o que estava acontecendo, queria dizer que não podia porque estava trabalhando, mas aquele olhar a impedia de pensar com clareza.
-Damon não! Você não pode fazer isso.
-Claro que posso! E você também pode. Sabe por quê? – Ele não esperava resposta- Porque somos vampiros! E vampiros fazem o que querem, quando querem. Mas... Se você me disser que não quer beber o sangue dela, sangue que está nestas veias- Ele acariciou o pescoço de Melane, o que a arrepiou- Quente e saboroso... Basta dizer- Damon parou e observou o conflito interno transparecer no rosto do irmão.
-Eu... – Estefan não sabia o que dizer. Se dissesse que não queria estaria mentindo e Damon ia perceber- Eu vou matá-la, Damon – Isso não era mentira, era fato – Sabe que não consigo me controlar.
-E é por isso que eu vou te ajudar, porque cá entre nós seus métodos não esta funcionado muito bem.
-Mas se eu a matar? Quando... Quando bebo sangue humano fico fora de mim... Fico louco.
-É esse o primeiro passo Estefan! Admitir e aceitar o que você é, e do que você se alimenta...
-Não esta ouvindo Damon?-Sua voz era fria- Vou matá-la.
-Não se preocupe eu vou te ajudar...
-Me matar? Vocês vão me matar?- O pânico começava a tomar conta de Melane- Por quê? Eu...
-Shhhhh... Calma, não vamos matar ninguém. Não é Stefan?- Stefan permaneceu em silencio encarando a parede a trás de Damon- Esta vendo?
-Mas eu... – Ela queria fugir, gritar por socorro, mas Damon sustentava seu olhar, hipnotizado-a.
-Vai para o estacionamento esperar por nós, sem gritar ou tentar fugir, não é?
-Eu n... – As palavras não saiam, era quase como se ela fosse uma marionete e as cordas que a controlavam era aqueles olhos azuis- Eu vou para o estacionamento- Disse antes que pudesse conter as palavras, e caminhou em direção ao estacionamento sem ter controle sobre seu próprio corpo.
-Vamos Stefan, é hora da sua primeira aula.
-Por que esta fazendo isso? – Questionou- Me “ajudando”?
-Porque sou seu Irmão- Estefan não pareceu convencido; ele suspirou- Eu só cansei de ver você se descontrolando matando cidades inteiras e, depois ficar se torturando por culpa- Explicou Damon sinceramente- Não tem que ser assim Stefan, a vida, ou quase vida de um vampiro, não é pra ser assim.
Stefan avaliou o rosto do irmão não tinha nem um sinal de truque, era quase como o do “antigo Damon”
-Esta bem- Disse por fim.
-Ótimo então vamos!
Os dois caminharam rumo ao estacionamento onde encontraram Melane esperando como lhe fora ordenado.
Era tarde da noite, o estacionamento estava quase vazio, na verdade era quase sombrio com arvores por todos os lados e uma luz escassa que vinha das janelas do bar.
-Por favor... Por favor, não me machuquem- Ela estava em prantos e sua voz era quase um guincho.
-A acalme-se Melane, não precisa ficar com medo, ok?- Damon estava usando todo o seu poder de persuasão na pobre garota- Agora, prometa que não vai gritar independente da dor que sentir.
-Eu prometo- De certa forma ela estava se acalmando, seu medo sumia a cada segundo aquelas palavras foram quase como uma anestesia.
-Vamos Stefan faça o que tem que ser feito, não se preocupe você não vai matá-la, eu prometo. –Damon não sabia de onde estava vindo todo aquele sentimentalismo, na verdade não sentia nada desde que resolverá trancá-los quando se tornou vampiro. Mas, agora era quase como antes de tudo acontecer, naquele momento ele era somente Damon irmão mais velho de Stefan ajudando-o a vencer mais barreira, como se tudo estivesse voltado ao normal entre os irmãos Salvatores.
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