Lua De Mel!

5 Um segundo destino


Notas iniciais
Olá Queridos!! E os acessos só crescem! Muito, muito obrigada por me fazerem tão feliz!

–Prema? – Ren me chamava delicadamente tentando me acordar – Vamos Priya!

Passei a mãp pelo seu rosto macio antes de aproximar seus lábios dos meus e abrir os olhos, ele sorriu:

–Seus olhos são a coisa mais linda que já vi.

Olhei para ele desconfiada e ele riu se defendendo:

–É verdade! Eles refletem a alma mais pura e bondosa do Mundo – E se aproximou para me beijar – Que outra alma arriscaria perder tudo para ajudar um Tigre?

Ri:

–Qualquer uma que soubesse o que tinha debaixo do pelo.

Ele sorriu:

–Não qualquer uma, apenas a minha Rajkumari.

Olhei o relógio:

–Porque me acordou tão cedo – Puxei ele para a cama- Vamos dormir?

Ele sorriu considerando a hipótese:

–Eu bem que gostaria – Me beijou na bochecha e na testa – Mas o avião saí em duas horas.

–Nossa estadia em Paris já acabou – Não escondi a tristeza, mas vi que seus olhos brilhavam com um brilho incomum – O que está planejando Tigre?

O brilho se intensificou e ele sorriu maliciosamente:

–Espero que não esteja com saudades de casa. Foi a única coisa que ele disse antes de entrar no banheiro, eu fiquei olhando a porta de carvalho claro por um bom tempo:

O que meu Tigre estava planejando agora?

*

Não pode ser. Não pode ser. Não pode ser.

Ren não podia estar considerando essa possibilidade, não depois de Paris, seria perfeição demais, eu nunca aguentaria uma agenda dessas.

Ren parecia calmo e sorria ao olhar a minha expressão incrédula:

–Diga alguma coisa... Ele suplicou.

Abri a boca várias vezes para tentar falar, mas nada saía em nenhum momento, eu estava perplexa demais, Ren riu baixinho de minha reação:

–Sem palavras Sra Rajaram?

Consegui sussurrar:

–Não pode esperar que eu fale alguma coisa depois de Paris e disso não é?

–Porque não? Ren se fingiu de confuso.

Olhei para ele:

–ROMA REN? ROMA? COMO VOCÊ PODE ESPERAR QUE EU TENHA ALGUMA REAÇÃO?

Ren sorriu:

–Essa era a reação que eu esperava.

Revirei os olhos para ele e Ren me puxou para um beijo, quando nos afastamos, ele franziu a testa:

–Eu só não contava com esse congestionamento.

–Nem tudo é como você sempre quer Príncipe. Eu disse rindo.

Ren estreitou os olhos e me puxou pela cintura:

–Não – Grunhiu em seu ouvido – Mas eu sei tirar proveito das situações que fogem do meu controle.

Meia hora e vários beijos ardentes depois, o táxi finalmente parou em frente a uma pusada bem mais simples do que o hotel em Paris, algo que para mim soou muito mais acolhedor, Ren me tirou do carro e me guiou pela simples e aconchegante pousada, a escada de madeira rangia de leve e quando chegamos no nosso quarto simples, eu quase desmaiei de tanta felicidade, Ren parecia um pouco mais frustado:

–Não achei que fose tão simples – Ele disse – Queria algo...

–Você queria algo mais perfeito do que isso? – Perguntei fazendo cara de interrogação, ele imitou minha cara e me aproximei dele, cruzando seus braços em volta do meu pescoço – Ren eu não me sinto bem com tantos luxos, isso aqui para mim é mais do que perfeito, é pequeno, aconchegante, simples e bonito, não há nada melhor.

Ele sorriu, aquele sorriso que acalma todo o meu corpo, sorri de volta e nos beijamos, deveria ser mais ou menos umas seis da tarde no horário de Roma e eu não dormiria sem experimentar a massa romana, não naquela noite.

Ren riu da minha ideia e me empurrou para o banheiro simples, depois de uma ducha, e cinco minutinhos para troca de roupa, já estávamos ambos andando nas movimentadas ruas romanas procurando um lugar para jantar.

Ren que encontrou,eu estava distraída demais com as luzes para notar o pequeno restaurante de massa, uma portinha minúscula, parecia ter saído diretamente de A Dama e O Vagabundo. Era Perfeito!

A massa era leve e fina, o molho de tomate saboroso, até as almôndegas eles tinham, a noite foi perfeita, principalmente quando tentei dar comida na boca do meu marido, o macarrão escorregou do garfo, o molho sujou sua camiseta cinza de grife e o meu Tigre continuava lá, sorrindo para mim como se eu não tivesse acabado de estragar uma camiseta de $300.

O passeio após o restaurante, o luar e as luzes iluminando nossos beijos super ardentes, outros carinhosos, nossos abraços, as palavras que Ren sussurrava no meu ouvido, de repente, eu achei que o caminho para a pousada estava demorando demais...

Notas finais
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