Loyalty

1 Capítulo Único: Efêmera superioridade


Notas iniciais
Fiquei sem internet ontem o dia todo, e quando me sentia cansada demais pra estudar, eu escrevia algumas coisas, e ta aí a ultima coisa que eu terminei ontem.

Eu gostei até em escrever como a Katarina, mas eu ainda prefiro mil vezes o Talon, acho mais fácil HUAHAUHAUAHA Eu vou dedicar essa pra Luuh, que apesar de não, Luh, eu não fiz o Talon todo devoto a ela. :( Mas eu fiz ela (?) HUAHAUHAUAHA

Eu só tinha o título na minha cabeça, e inicialmente era pra ser sim o Talon refletindo sobre ela e o Du Couteau, mas porra, eu só faço isso! Me senti radicalizando fazendo isso aqui huahauhauhaa

E essa aqui tem ligação com Perdição, onde é o Talon que fala, sei lá, quis fazer um par.

Loyalty

Era sua cabeça em minhas mãos e o silêncio em seus lábios.

Permanecia quieto, olhando-me com os olhos negros invasivos, como aquele que quer entrar em minha alma. E esses olhos, essa maldita mania de me enxergar por dentro, me faziam querer gritar.

Me faziam querer estraçalhar a sua cara. Enrolar os seus cabelos longos em minhas mãos e levar seu rosto até o chão. Mas mesmo assim, eu olharia por outro ângulo e nunca conseguiria completar o ato. Eu novamente me lembraria das pupilas negras, e como se debochasse de minha impetuosidade, eu escutaria seu riso em minha cabeça.

Eu pararia, sim, milésimos de segundos antes, e tomaria seus lábios com voragem. Eu sabia disso, claro que sabia, aquela cena já acontecera, eu apenas a lembrava enquanto me afogava em olhos negros.

Mas não me sentia fraca porque sabia que o mesmo acontecia com ele. Os seus olhos refletiam a lealdade pura, tão explicita e tão ardente que eu poderia até mesmo senti-la me queimando. Eu não poderia dizer o mesmo dos meus, e nem poderia ao menos perguntar-lhe o que enxergava dentro de mim, pois sabia que estava tão perdido como eu estou agora.

Desde quando ambos somos tragados por um simples olhar, Talon?

Eu adoraria saber simplesmente somente o momento da ruptura, onde o nosso desprezo um pelo outro se tornara esse desejo insaciável. Não, eu não o eternizaria, muito do contrário, eu me colocaria a esquecê-lo, sentindo vergonha dele.

Sei que ele também faria o mesmo. Sei que não se permite sentimentos tão estúpidos e tão perigosos quanto estes. Sei que os considera um erro, uma vergonha que eu também sinto. Sei que apenas os tolos são leais, eu sei...

E eu também sei que, se nós dois pudéssemos, correríamos para longe um do outro, fugindo entre os anos como no passado.

Se nós mantivéssemos o nosso orgulho como cimento, não estaríamos novamente nos olhando, prestes a nos comermos vivos. Se também nos acostumássemos com a autorepressão, com o autocontrole e com tudo o que restringe o desejo, nem sequer conversaríamos. Ou se pelo menos conseguíssemos lidar com essa necessidade, ignorando quanto ela nos queimasse.

Mas essa terminação é o futuro imperfeito, do qual eu nunca usaria se estivesse completamente sã. Não faço planos, não cogito sonhar. E odeio quando essa personalidade vai se fundindo entre a minha, me fazendo ser tão semelhante.

Como nesse breve instante de superioridade.

E enquanto vejo o fim do início, me pergunto o que ele vê nesse momento, onde me olha com tanta convicção que prendo até a respiração. Sim, eu poderia assumir que estou intimidada, poderia dar-lhe esse doce gosto de vitória visto a forma como ele se parece tão submisso. Mas eu nunca o darei, porque sei que vou estar nesse lugar quando isso acabar.

Assim, ele se prende a mão que o segurava, e como aquele que percebe que está em uma jaula, tenta raciocinar depois segundos perdidos. Não desviou o olhar ainda, mas eu já sei o que o futuro aguarda. Posso sentir a pressão em minha mão com mais força, sua submissão pode estar acabando, mas a lealdade permanece em suas pupilas negras.

Não me importei com o contato quebrado, ansiava pelo o que viria a seguir.

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