Notas iniciais
Olá leitores lindos! Aqui estou eu de volta; ;) Já falei o quanto vocês são maravilhosos? Muito obrigada pelo carinho com a fic. Amo os comentários de vocês! Então para agradecer eu fiz um trailer de Loving, vocês podem conferir nesse link: https://www.youtube.com/watch?v=pYTI5I_wjLY Espero que gostem, do vídeo e do capitulo também! Nos vemos nas notas finais!


If I know one thing, that's true

Is that I'm never leaving you
And you don't say much, yeah, that's true
But I lose it when you do
Don't let them tell no lies
Love don't die

No matter where we go
Or even if we don't
And even if they try
They'll never take my body from your side
Love don't die
(Love Don't Die -The Fray )

Oliver Queen

Saí apressado da Queen Consolidated, e pedi para minha secretária não informar a minha mãe sobre a minha saída. Se Ned Foster podia se atrasar duas horas para uma maldita reunião e ele era apenas o diretor financeiro, eu que sou o CEO posso me atrasar também e até deixar de comparecer. Eu só iria passar em casa verificar se Felicity estava bem e tirar essa agonia do meu peito. Assim que me certificasse que tudo estava certo eu retornaria, não iria demorar mais do que quinze minutos, talvez vinte.

Durante todo o caminho eu continuei tentando ligar para o celular dela, e nada. E aquela urgência no meu peito parecia aumentar. Eu sentia dentro de mim que algo não estava certo, era quase como se eu pudesse a ouvir chamando por ajuda. Eu sequer conseguia pensar com coerência eu só conseguia sentir um estranho tipo de medo, um medo agonizante de perdê-la. Tentei me convencer de que ela deveria estar dormindo ou no banho e deixado o celular no silencioso, e por causa disso não atendia as minhas ligações. Mas não consegui me acalmar, algo me fazia ter certeza de que ela precisava de mim agora. Por isso que eu dirigi acelerado, atravessando todos os sinais vermelhos que apareceram pela minha frente.

Quando finalmente cheguei ao apartamento, eu senti um arrepio gélido percorrer meu corpo. Eu fiquei ainda mais amedrontado ao notar que a porta da entrada estava entreaberta, a empurrei entrando logo em seguida. Meu coração deu uma falhada com o que eu vi.

A sala estava uma bagunça, era como se tivesse ocorrido uma briga ali, havia coisas caídas por todos os lados. Caminhei sob os milhares de cacos de vidro que estavam espalhados pelo chão. E o que me deixou mais apavorado, havia uma grande macha de sangue no tapete. Senti como se o oxigênio tivesse desaparecido da terra, eu arfava buscando o ar para me tranquilizar, mas eu só consegui ficar mais preocupado.

Eu precisava vê-la, precisava senti-la, precisava de uma confirmação de que ela estava bem. Só assim eu conseguiria ficar bem.

Andei pela casa chamando o nome dela desesperadamente, eu tropeçava nas coisas pelo caminho parecia que meus pés não conseguiam acompanhar a urgência do meu cérebro. Meu coração batia cada vez mais acelerado e eu estava tremendo. Mas ninguém me respondia e eu ainda achei o celular dela jogado sobre a cama.

Minha mente elaborava milhares de teorias uma pior que a outra. Na melhor das hipóteses Felicity havia sofrido algum tipo de acidente doméstico e se machucado, talvez tenha ido ao hospital e esquecido o celular em casa. E na pior das hipóteses, alguém havia entrado no apartamento e machucado ela.

Infelizmente, considerando tudo o que já havia acontecido conosco, eu apostava na segunda opção.

Minha mãe me ligava incessantemente no celular, mas eu ignorei todas as chamadas. Não tinha condições de lidar com a Q.C. ou minha mãe agora. Eu tinha que achar a Felicity. Essa era a minha prioridade.

Eu não poderia perdê-la, não outra vez.

***

Felicity Smoak

— O que você pensa que esta fazendo aqui? — perguntei, cruzando os meus braços. Pude sentir meu rosto arder de raiva ao vê-lo — Como se atreve a vir aqui?

Ray Palmer levantou-se do sofá e me olhou com uma cara infeliz. Se eu não o conhecesse bem eu teria sentido pena. Mas ele tinha sido o responsável por fazer de Oliver um suspeito do meu acidente, ele tinha mentido para mim se aproveitando da minha amnésia para me fazer acreditar que tivemos um relacionamento, então nesse momento eu não sentia nada menos do que raiva e aversão por ele. Ergui meu rosto para encará-lo, eu havia me esquecido o quão mais alto do que eu ele era.

— Eu vim apenas conversar com você. — falou num tom brando revelando as palmas das mãos, numa tentativa de me mostrar que estava desarmado e que era inofensivo. Mas eu já havia aprendido minha lição. Ray Palmer sabia ser gentil e charmoso quando ele queria, mas sempre havia um motivo nada nobre por trás dessas ações. E eu sabia bem o que ele queria. Ele não iria me enganar outra vez. Por isso mantive minha postura desconfiada e nem um pouco receptiva.

— E para isso precisava invadir a minha casa? — eu perguntei enfurecida.

— Você me mandou entrar. — falou com um sorriso torto que devia ser charmoso para qualquer outra pessoa, mas eu só sentia irritação ao olhar no rosto dele, pude sentir algo mais nas palavras dele. Algo que me deixava apreensiva.

— Eu mandei a Sara entrar. E obviamente você não é ela! — retruquei, deixando claro que a presença dele não era bem vida. Mantive minha postura rígida, ele pareceu notar. — Você pode sair pela mesma porta que entrou.

— Felicity, não faça assim, querida. — ele disse delicadamente se aproximando enquanto eu inconscientemente dava um passo para trás. Não queria ele perto de mim. Aquela proximidade me deixava alarmada, por isso tentei enxotá-lo o mais rápido possível. — Nós temos coisas para conversar.

— Ray, eu vou deixar algumas coisas bem claras aqui. — falei aumentando o meu tom de voz e deixando toda a raiva que eu sentia sair naquelas palavras. — Você mentiu para mim, se aproveitou da minha amnésia para inventar que nós tínhamos um relacionamento. E ainda tentou fazer parecer que Oliver era o responsável pelo meu acidente!

Eu me senti aliviada quando proferi todas essas palavras. Era bom finalmente me livrar daquela raiva acumulada. Talvez eu devesse ter uma conversa com a Moira também...

— Então você se lembrou. — ele comentou e nessa hora já não havia mais cortesia no tom de voz dele e a expressão no rosto era de claro descontentamento.

— Só de algumas coisas e definitivamente nós não tínhamos um relacionamento! — deixei aquilo bem claro, antes que ele tentasse me enrolar.

— Eu fiz o mesmo que o Oliver Queen fez. — Ray acusou e eu não pude deixar de perceber a forma como ele havia cuspido o nome de Oliver, repleto de despeito — Ou ele não mentiu para você? Não se aproveitou da sua amnésia para inventar um relacionamento que não existia? Para fazer de você novamente a esposinha perfeita dele? — Os olhos dele me analisavam de forma especulativa. Foi impossível não notar a chama de ódio que ardia neles. Meu corpo inteiro se arrepiou ao notar o quanto Ray parecia fora de si. E ele ainda caminhava na minha direção com passos duros, enquanto eu dava mais passos para trás até que atingi a parede, ele continuou caminhando e logo apenas poucos centímetros nos separavam. — Então me diga, Felicity, o porquê de você estar tão disposta a perdoar à ele e não a mim? Por que ele é tão melhor do que eu a seus olhos?

Deixei as palavras de Ray me atingirem e de certa forma ele estava parcialmente certo, Oliver realmente fez tudo isso. A grande diferença entre os dois era a motivação. Enquanto Oliver agiu dessa forma tentando erroneamente apagar um passado do qual ambos havíamos sido vítimas e continuar o nosso romance de onde paramos, ele fez isso porque me amava. E o amor às vezes nos faz tomar péssimas decisões. Agora Ray, ele fazia isso por um desejo irracional e movido principalmente, pelo o que eu suspeitava ser, uma certa inveja de Oliver.

— Eu não devo satisfações a você. E eu o quero fora da minha casa. Agora. — retruquei determinada empurrando-o com as minhas duas mãos tentando afastá-lo de mim.

Não percebi que fiz exatamente o que ele queria.

— Sabe, Felicity, eu nunca consegui te entender. — me ignorou, segurando fortemente minhas mãos com a dele, me empurrando em direção a parede novamente, e restringindo meus movimentos com o seu próprio corpo colado ao meu. Eu nunca havia sentido tanta aversão por alguém antes quanto agora.

— Eu te ofereci tudo. Um emprego dos sonhos, joias caras, eu te dei a chance de ser minha! E eu poderia ter te dado ainda mais. — Percebi o quanto ele parecia descontrolado. Eu estava em apuros, precisava acalmá-lo ou sair daqui o mais rápido possível. — Sabe quantas mulheres fariam tudo por isso? — Alguém realmente se achava a última bolacha do pacote, notei. — Mas não você preferiu recusar tudo o que eu te ofereci, para ficar chorando por um idiota que te traiu.

— Ele não me traiu! Foi uma armação. — o defendi. Eu não deveria deixá-lo mais irritado, só que o ímpeto de defender Oliver falava mais alto nessas horas. Olhei para Ray e ele parecia meramente entediado com o que eu havia dito, eu somei um mais um e compreendi — Você sabia que aquilo tinha sido uma armação, sabia que Oliver não havia me traído. — constatei.

— Claro, quando eu cancelei a reunião que tínhamos eu me certifiquei de que você chegaria em casa a tempo de ver Laurel e ele juntos na cama. — falou com uma frieza na voz que me deixou assustada. Meu Deus! Ele e Laurel haviam armado isso juntos! — E ainda assim, eu pensei que eu poderia te mostrar o quanto eu sou uma melhor escolha do que o Queen. Mas você nunca me deu sequer uma chance. — começou a dizer, comprimindo seu corpo contra o meu deslizando sua mão lentamente em meu rosto. Senti nojo daquele toque. — Não parece que você tem sido muito justa nessa competição, Oliver teve meios diferentes de te conquistar, eu acho que deveríamos igualar as coisas...

— Eu acho melhor você se afastar. — falei, com a voz por um fio. Buscando uma ideia brilhante que me tirasse dali.

— Ou o quê? — perguntou seus olhos negros pareciam ainda mais escuros — Seu maridinho perfeito não esta aqui. — falou com escárnio, percebi que Ray havia feito tudo de caso pensado. Ele, de algum modo sabia que Oliver não estava em casa e que provavelmente iria demorar.

— Eu prometo fazer você feliz. — sussurrou sadicamente ao meu ouvido. — Você vai gostar, e provavelmente nem vai querer ter Oliver depois de mim. Ou ele não vai te querer... — riu parecendo gostar desse pensamento.

Senti que a respiração quente dele sobre o meu rosto, e ele fechou os olhos a medida que se aproximava. Suas mãos afrouxaram o aperto e eu me aproveitei da distração dele para bater com meu joelho com toda a força na virilha dele.

Vi o rosto dele se contorcer de dor, e ele se afastar levando as mãos até as partes dele. Era uma cena cômica, se eu não tivesse com pressa para fugir o mais rápido possível dali eu teria ficado e observado mais.

Eu já estava quase alcançando a maçaneta da porta quando senti um puxão no meu braço e fui jogada com toda a força em direção ao sofá com o peso de Ray sobre mim. Merda, ele havia se recuperado rápido demais do meu golpe. O corpo dele já estava sobre o meu e a boca dele vinha em direção à minha... Eu tentava me desvencilhar, eu gritava e me debatia, mas ele era mais forte que eu.

A essa altura eu já estava orando por qualquer ajuda. E ela veio, em forma da minha melhor amiga Sara Lance.

— Sai de cima dela seu desgraçado! — a ouvi dizer ao mesmo tempo em que arrebentava um vaso de vidro na cabeça dele.

Empurrei o corpo de Ray de cima de mim e ele caiu inconsciente no chão. Percebi que atrás da cabeça dele sangrava muito manchando o tapete. E comecei a entrar em pânico.

— Você está bem? — Sara me perguntou, me dando a mão e me ajudando a me levantar do sofá, eu estava tremendo e assustada, mas ela tinha chegado a tempo.

— Você o matou? — perguntei alarmada ao ver que Ray não se movia. Não que eu tivesse realmente preocupada com aquele verme asqueroso, eu estava preocupada que a minha amiga respondesse um processo criminal de assassinato porque estava tentando me salvar.

—Não. — negou ao verificar que ele ainda respirava. — Ele só está desmaiado.

— Devíamos chamar uma ambulância? — perguntei nervosa, sem saber como agir.

— Devíamos ligar para a polícia isso sim! — Sara falou. — Tem certeza de que está bem? — apenas acenei com a cabeça enquanto ela suspirou e me analisou em busca de algum machucado. — Você está gelada, trêmula e pálida. Eu acho que pode estar em choque — Disse quando tocou o meu braço. — Precisa de um calmante, vou fazer um chá e ligar para a polícia. Você devia ligar para o Oliver, ele vai surtar quando souber o que quase aconteceu. — falou me puxando em direção à cozinha e nós deixamos Ray ali no chão.

Sara estava ao telefone com o pai dela, o Detetive Lance informando-o sobre o ocorrido. Eu estava indo para o meu quarto pegar o celular e ligar para o Oliver, quando eu cheguei a entrada da cozinha e vi que o corpo de Ray não estava mais ali no chão.

— Sara? — chamei e dava para escutar o medo na minha voz. — Ele não está mais aqui, ele desapareceu.

— O quê? Espere um momento. — falou ainda ao telefone e vindo na direção do meu olhar. — Oh merda! Vamos sair daqui agora, antes que ele volte! — disse me puxando em direção a saída.

***

Oliver Queen

Eu já estava ligando para a polícia para informar o desaparecimento de Felicity, quando a própria entrou no apartamento apontando armas e exigindo que eu levantasse as minhas mãos. Eu não estava entendendo mais nada e apenas obedeci.

— Abaixem as armas. — escutei o detetive Lance, pai da Sara dizer. — Esse é o marido dela.

Os demais policiais obedeceram à ordem, e começaram a andar por todo o apartamento enquanto o Sr. Lance veio na minha direção.

— Senhor Queen, me desculpe por isso. Estamos apenas checando se o homem que atacou a sua esposa ainda estava aqui. — disse.

O homem que atacou a minha esposa?

Felicity tinha sido atacada? Onde ela estava? Estava bem? Comecei a sustar.

— Ela está bem? Onde ela está? Quem a atacou? — externei desesperado a minha preocupação.

— Sua esposa está lá embaixo na viatura. Sara está cuidando dela. — respondeu em tom consolador. Mas eu apenas assenti com a cabeça e corri para os elevadores. As palavras dele não eram capazes de aplacar a minha preocupação, eu só teria certeza de que ela estava realmente bem quando eu a sentisse em braços, o único lugar onde eu poderia garantir que ela estava segura.

Eu a avistei assim que cheguei à calçada do prédio. E alívio imediatamente percorreu o meu corpo. Caminhei apressadamente na direção dela e ela encurtou a distância andando de volta para mim. A primeira coisa que fiz foi abraçá-la suavemente por mais que eu quisesse apertá-la firme, eu estava preocupado que ela pudesse estar machucada, me lembrei da poça de sangue que havia no tapete, e aquilo me fez inspeciona-la a procura de um ferimento. Me senti melhor quando ouvi o coração dela batendo junto ao meu. A segunda coisa que fiz foi juntar minhas mãos ao redor do rosto dela e pousar um beijo suave em seus lábios, simples, porém cheio de significados.

— Eu estou bem. — ela afirmou, mas eu ainda não acreditava nas palavras dela. Precisava avaliar cada pedacinho dela para me certificar disso. — Eu estou bem, Oliver. — repetiu, tentando me acalmar, eu acho.

— Mas que merda! Eu não estou! — me exaltei. — Eu não consigo suportar a ideia de que alguém poderia ter te machucado. Eu não sei o que faria da minha vida se algo tivesse acontecido a você! — falei urgentemente buscando entendimento nos belos olhos azuis dela. — Agora me explique o que aconteceu.

Enquanto Felicity narrava os acontecimentos, eu tentei me manter calmo, pelo bem dela. Tentei não demonstrar a raiva que eu sentia a cada palavra que ela pronunciava. Eu não queria assustá-la ainda mais. Mas inferno! Eu estava puto de raiva! A minha vontade era de sair procurando em cada canto da cidade pelo desgraçado do Palmer. Eu acabaria com aquele filho da mãe quando o visse.

— Eu vou matá-lo. — rosnei, não conseguindo mais conter a minha fúria.

— A polícia vai encontrá-lo. Não se preocupe com isso, amor. — ela falou passando as mãos carinhosamente pelos meus braços. Suspirei. Ela passou por um evento traumático e estava aqui tentando me confortar, deveria ser o contrário. Apenas sorri para ela e ela sorriu de volta, deixei a imagem dela me tranquilizar. A apertei contra o meu peito, tudo ficaria bem enquanto tivéssemos um ao outro.

— Desculpe atrapalhar vocês dois. — fomos interrompidos pela voz de Sara, fiz uma nota mental para agradecê-la mais tarde por salvar Felicity. — Mas, Tommy acabou de me ligar, parece que Laurel foi liberada mais cedo e simplesmente desapareceu.

Ótimo, pensei ironicamente. Esse dia está cada vez melhor.

Notas finais
E então? Todos com ódio mortal do Ray? Por que eu tô! Me digam o que acharam e se gostaram do vídeo também ;) Falo com vocês no sábado! Beijos!