Loving Zooey
13 Amor e outras drogas
Notas iniciais
Eu nunca tinha amado. Eu sabia o que era amar alguém da família, um amigo, um animal de estimação, aquele cantor bonitinho etc. Mas eu nunca estive apaixonada por ninguém. Pelo menos não até eu conhecer a Zooey.
Eu não faço ideia do que me atraiu nela. Nós éramos completamente diferentes. Depois da morte da minha mãe, eu me tornei uma pessoa retraída, quieta e quase tímida, sem contar o meu pequeno problema de usar apenas roupas pretas todos os dias. Perdi minha mãe, meus amigos, minha casa, meu colégio e todas as outras coisas pequenas e insignificantes que me faziam ser quem eu era.
Zooey era um furacão. Decidida, autoritária, mente aberta. Tudo o que um dia eu pensei que poderia ser. Talvez eu até tivesse me tornado essa pessoa se minha mãe ainda estivesse viva. Mas agora eu nunca poderei saber como teria sido.
Naquela segunda-feira, nós duas saímos juntas do banheiro, de mãos dadas, arrancados olhares de todas as pessoas que passavam por nós nos corredores. Eu estava vermelha como um tomate. Zooey sorria, um sorriso enorme e reluzente, como se a coisa mais extraordinária do mundo tivesse acabado de acontecer.
"Nós namoramos agora, Susan", ela disse, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Como se o fato daquele ser meu primeiro namoro fosse uma coisa simples, banal e fácil de se lidar. Mas eu estava uma bagunça por dentro.
Por mais que eu me sentisse apaixonada e atraída por ela, eu não sabia se queria ser sua namorada. Eu nem ao menos sabia se queria que minha primeira experiência romântica fosse com outra garota. Eu sempre pensei que um dia teria um namorado bonito, mais alto do que eu, talvez jogador do time de basquete da escola. Nós namoraríamos, ele me chamaria pro baile de inverno e eu seria a rainha do baile. Duas meninas jamais seriam eleitas rainha & rainha do baile. Essas coisas só aconteciam em filmes bobos que eram repetidos centenas de vezes na TV aberta.
Zooey era linda, espirituosa, alegre, e isso tudo era uma prova clara de que nós duas não combinávamos juntas. Mas eu não tive coragem de lhe dizer isso. Eu não tive coragem de acabar com sua alegria que estava tão visível naquele sorriso enorme que ela exibia sempre que olhava pra mim.
Andamos de mãos dadas durante toda a semana, gerando fofocas que circularam com extrema rapidez pelos corredores do colégio. “Susan e Zooey são lésbicas.” “As sapatonas finalmente decidiram sair do armário.” E por aí vai. Os comentários ficaram piores, e logo começaram a inventar apelidos e musiquinhas para nós. Mas ela não ligava. Ela era imperturbável.
— Nada pode acabar com a alegria que sinto por estar namorando você — ela dizia, beijando-me nos lábios com alvoroço enquanto almoçávamos escondidas no banheiro.
Naquela semana eu evitei James com todas as minhas forças. É claro que ele sabia sobre os boatos sobre meu namoro com Zooey, e eu não queria que ele me fizesse perguntas sobre isso, muito menos que tentasse me beijar outra vez.
Eu o via de vez em quando, entrando no refeitório de mãos dadas com Mia, parecendo feliz enquanto conversava e gargalhava com os amigos. Eu me escondia sempre que o via passar. Não era capaz de lidar com Zooey e James ao mesmo tempo.
A semana foi longa. Realmente longa. Eu e minha namorada nos escondemos no banheiro durante os intervalos, comendo e trocando beijos sempre que possível. Eu gostava de beijá-la. Gostava de como seus lábios eram macios e doces, do gosto de menta que sua língua tinha e da forma como ela me tocava, como se estivéssemos outra vez em sua cama. Mas até eu, que nunca tinha estado apaixonada, sabia que era necessário muito mais do que tesão pra que um namoro desse certo. Mas eu ainda não tinha coragem de lhe dizer nada daquilo, ainda mais quando ela estava com as mãos dentro da minha calcinha, fazendo-me gemer baixinho contra seus lábios.
***
— Amanhã eu vou receber uns amigos aqui em casa. Eles vão vir tomar umas cervejas e assistir ao jogo comigo. — Essa foi a saudação que recebi do meu pai assim que coloquei os pés pra dentro de casa. Resmunguei um “tanto faz” e logo me tranquei em meu quarto. Eu não precisava ficar ouvindo-o arrotar e xingar enquanto assistia ao jogo.
Quando eu me deitei na cama, lancei um rápido olhar para a caixa de recordações da minha mãe que eu havia tirado de uma das caixas de mudança mais cedo naquele dia. Aquela era uma caixinha pequena, quase uma caixa de sapatos, feita de um material um pouco mais resistente do que o papelão, mas que era facilmente destruído da mesma forma. Ali dentro estavam todas as coisas que minha mãe julgara ser importante em sua vida. Havia fotos dela quando menina, no colegial, com sua roupa de líder de torcida. Outras tantas fotos dela com meus avós, com meu pai, as fotos de seu casamento. Mas a maioria das fotos era minha. Uma foto de uma pequena Susan recém-nascida, ainda toda suja e enrolada num pano verde. Era uma infinidade de fotos minha desde meu nascimento até uma foto tirada poucos meses antes de sua morte. As cartas que eu escrevia pra ela também estavam ali, todas juntas, enroladas por um fiozinho de lã azul. Tantas coisas estavam naquela caixa, que eu sentia meus olhos se encherem de lágrimas sempre que eu mexia ali. Aquela caixa era tudo o que tinha sobrado da minha mãe, e era uma tortura saber que nunca mais novas fotos seriam acrescentadas àquela pequena coleção que ela guardara ali. Aquela caixa não guardaria o meu convite de formatura, ou até mesmo o convite do meu casamento. Aquela caixa não guardaria a foto de uma versão mais velha de minha mãe com seu segundo marido ou apenas um namorado que ficasse com ela por mais de três meses.
Minha mãe estava morta. E todas as possibilidades de um futuro melhor haviam morrido junto com ela.
***
Acordei assustada no sábado. Acho que o principal motivo foi que eu ouvi o barulho de algo que me lembrava dum aspirador de pó, e eu pulei pra fora da cama e corri até a sala, onde encontrei meu pai aspirando o velho tapete empoeirado que ficava no centro da sala entre os sofás.
— Que bom que você já acordou, Susy. Nós temos muito trabalho a fazer.
— Nós?
— Bem, sim. Agora que você mora aqui, também precisa ajudar com a faxina. Que tal começar recolhendo essas latas de cerveja que estão aí próximas ao sofá?
E foi assim que o meu sábado começou. Limpando o velho e mofado apartamento do meu pai. Nós aspiramos os tapetes e os sofás, que provavelmente jamais deixariam de cheirar a mofo e cerveja. Limpamos os móveis, lavamos as louças e limpamos o banheiro duas vezes, só pra ter certeza de que estava mesmo limpo. Meu pai me contou que ele raramente faxinava o apartamento, só em ocasiões como aquela, quando recebia os amigos num final de semana. Ele também me disse que eram raras as vezes em que os amigos decidiam ver o jogo ali (isso explicava o excesso de poeira naquela casa) e que ele sempre gostava de receber “os caras” ali.
Eu ajudei sem reclamar, apesar de não estar acostumada a fazer nada daquilo. Em casa, era mamãe quem limpava tudo. Ela me dizia que eu só deveria me preocupar com minhas notas e com uma possível vaga no grupo de líderes de torcida.
Às duas e meia da tarde, o apartamento estava limpo (ou mais ou menos limpo), eu e meu pai estávamos de banho tomado e comíamos pizza enquanto seus amigos não chegavam. Eu usava uma camisetinha preta com uma calça jeans escura, e meu pai já parecia não se importar muito com meu jeito de se vestir. Só uma vez que ele fez uma piada de muito mau gosto, perguntando se eu fazia parte de algum grupo pagão de magia negra que exigia que seus membros usassem apenas roupas pretas. Zooey riu histericamente quando lhe contei sobre isso, o que me fazia pensar que ela e meu pai se dariam muito bem.
Alguém batia na porta, e meu pai deu um pulo pra fora da poltrona e correu pra atender. Os homens foram entrando, apertavam a mão do meu pai, outros lhe davam abraços e tapas nas costas. Todos traziam algo em mãos. Engradados de cervejas, aperitivos, cigarros, todo o tipo de coisa que eles supostamente precisavam.
Uma última pessoa passou pela porta, sendo recebido com um aperto de mãos do meu pai enquanto se livrava do casaco e das luvas. Eu engasguei com meu refrigerante quando vi de quem se tratava. James.
James estava bem ali. No meu apartamento. Parado na minha sala. Olhando pra mim como se eu fosse a coisa mais bonita do mundo.
Eu estremeci, as bochechas coraram imediatamente, e eu queria corria dali e me trancar no quarto. Mas fui obrigada a permanecer ali. Meu pai vinha caminhando em minha direção, com James ao seu lado, que sorria feito um idiota enquanto me olhava.
— Jamie estava me dizendo que vocês estudam juntos. Não sei por que fiquei surpreso, afinal eu deveria me lembrar de que você estava na mesma escola que ele. — Meu pai segurava o ombro de James enquanto falava, dando apertos e tapinhas entre as frases como se fossem velhos amigos. E de onde, afinal, tinha saído aquele “Jamie”? Eles deveriam mesmo ser velhos amigos.
— É ótimo ver você, Susan. — James se aproximou e apertou minha mão com delicadeza. Eu me esforcei pra dar meu melhor sorriso e deixei que meu corpo caísse outra vez sobre o sofá. Eu tinha passado toda a semana fugindo de James, e agora o maldito estava bem ali, na minha sala, sentando-se ao meu lado no velho sofá do meu pai.
A vida não era fácil mesmo.
— Eu quase não te vi essa semana. Parecia que você estava fugindo de mim. — Ele deu uma risadinha e eu fiquei tentada a responder: “Pois é, eu estava mesmo fugindo de você”.
— Eu só andei muito ocupada com umas coisas. — Dei de ombros, esperando que aquele assunto se encerrasse ali, mas ele não parecia estar disposto a trocar de assunto.
— Ouvi umas coisas sobre você essa semana.
Ai. Meu. Deus. Pronto. Ele tinha descoberto tudo.
— Que coisas?
— Sobre você e aquela sua amiga. Zooey, não é? A Mia me disse que vocês são namoradas. — Ele deu uma gargalhada divertida enquanto balançava a cabeça. — Eu juro que as pessoas daquele colégio são malucas.
— E você acreditou nelas?
— Eu? — James sentou-se de lado no sofá, encarando-me fixamente com seus belos olhos. — Eu não acho que sejam namoradas. São apenas muito juntas porque... Bem, porque são brancas. E eu não acho que você goste de meninas. — Ele deu um sorriso convencido, e eu podia apostar que ele estava se lembrando do nosso beijo.
Graças a Deus o jogo começou, e todos os homens se aglomeraram no sofá, e trouxeram as cadeiras da cozinha pra que se sentassem e assistissem à televisão. Eu tentei ficar na sala por algum tempo, mas aquilo era insuportável demais. Então, enquanto todos estavam muito distraídos com o jogo, eu me levantei pra sair de fininho dali. Mas um dos amigos do meu pai acabou se levantando ao mesmo tempo, nós trombamos um no outro e ele derramou toda a sua cerveja em mim.
Depois de muitos pedidos de desculpas, apesar de eu ter repetido uma dezena de vezes que estava tudo bem, eu finalmente pude ir pro quarto. O cheiro de cerveja era péssimo, e imediatamente após fechar a porta, eu comecei a tirar minhas roupas.
Eu tinha acabado de tirar o sutiã (que também cheirava a cerveja) quando James entrou no quarto. Um grande problema: Nenhuma das portas daquela casa tinha tranca. Nem mesmo a do banheiro. Meu pai sempre batia na porta pra ter certeza de que era seguro entrar, mas James simplesmente foi entrando, e me encontrou... Bem, quase nua.
Cobri meus seios com as mãos, corando da cabeça aos pés. E ele não parava de me encarar, apesar de vez ou outra lançar olhares rápidos para a pilha de roupas molhada aos meus pés.
— Sai daqui! — sibilei, mas ele fechou a porta e veio caminhando na minha direção, com um ar decidido que me deixou congelada no mesmo lugar. — Eu estou falando sério! Vai embora!
Mas ele continuou se aproximando, e logo eu estava nos seus braços, beijando-o outra vez enquanto ele me fazia descobrir os seios. Suas mãos, grandes e firmes, tão diferentes das mãos delicadas e pequenas de Zooey, tocaram meus seios com firmeza enquanto ele invadia minha boca com sua língua. Eu nem pensei em protestar, apesar de ter certeza de que aquilo não era certo.
— Eu não fazia ideia de que você era tão linda assim — ele sussurrou, os lábios cheios roçando nos meus, os polegares deslizando sobre meus seios.
E foi então que eu percebi realmente o que estava fazendo. De uma forma ou de outra, eu realmente namorava Zooey, e James nem ao menos tinha pedido a minha permissão pra me beijar ou pra tocar nos meus seios. Eu mordi seu lábio inferior com força e comecei a dar tapas e socos no seu peitoral, até que ele finalmente saiu do quarto, xingando em voz baixa.
Depois disso, eu troquei de roupa numa velocidade absurda, e me esgueirei até a sala, onde telefonei para Zooey, dizendo que estava indo vê-la.
— Quer que eu mande o carro? — ela perguntou.
— Sim, por favor.
Vinte minutos depois eu estava confortavelmente sentada no banco traseiro do carro de Zooey. Ela não estava ali, então a viagem foi calma e silenciosa. Eu nem ao menos precisei inventar uma desculpa pra ter de sair de casa. Meu pai estava tão entretido com o jogo e com os amigos, que disse que eu poderia fazer o que quisesse. E eu fiz.
Eu passei toda a viagem remoendo tudo o que tinha acontecido. James na minha casa. James no meu quarto. James me beijando. E eu não queria nem lembrar do toque dele em meus seios. Agora eu não sabia se devia ou não contar a Zooey o que tinha acontecido. Ela provavelmente ficaria furiosa. E eu não tinha nenhuma desculpa pra lhe dar. Eu tinha deixado que ele me beijasse e tocasse nos meus seios. E era isso. Não existiam desculpas. Eu era uma idiota.
Mas assim que eu cheguei a sua casa, ela esperava por mim no quarto. Abriu a porta quando eu bati, e me abraçou tão apertado que eu instantaneamente esqueci-me de tudo o que tinha acontecido. Ela me beijou com delicadeza, e eu podia sentir o sorriso em seus lábios enquanto ela me encostava contra a porta e ficava nas pontas dos pés pra que pudesse me beijar.
E então, aquele singelo beijo, despertou aquele desejo louco e desesperado que eu sentia por ela. Minhas mãos a seguraram com força pela cintura, apertando seu corpo pequeno contra o meu. Ela percebeu a mudança no meu humor, e imediatamente sua postura mudou. Nós não tínhamos transado, não depois daquela primeira e única vez em sua “festa do pijama”. E eu sabia que ela tinha vontade de fazer aquilo de novo, porque sempre que nos beijávamos no banheiro, ela tentava fazer com que as coisas tomassem esse rumo.
Hoje era seu dia de sorte.
Nossos corpos roçavam um no outro, e minhas mãos agora não seguravam apenas sua cintura, e sim qualquer parte do seu corpo que eu pudesse tocar. Primeiro agarrei sua bunda, que era pequena e redondinha, e eu me sentia tão excitada e atraída por ela, que soltei um gemido só de estar apalpando sua bunda. Ela já tocava meus seios por cima da camiseta, e soltou uma risadinha ao perceber que eu não estava usando sutiã.
— Eu não sei que bicho te mordeu, mas eu adoraria saber, só pra fazer com que ele a mordesse mais vezes.
Eu a calei com um beijo. Mas minhas mãos já abaixavam seus shorts, deixando que a peça de roupa deslizasse por suas coxas e caísse junto aos seus pés. De um jeito meio brusco, eu a virei de costas pra mim, e fiquei maravilhada ao ver que ela usava uma calcinha pequenininha, de renda rosa, que desaparecia entre suas nádegas. Ela colou a bunda em mim, movendo-a e roçando contra o meu corpo, deixando-me extremamente excitada.
Eu nunca tinha me sentido assim antes. Eu e Zooey nunca tínhamos nos comportado daquele jeito. Ela era a mais “pervertida” de nós duas, mas mesmo assim aquele tipo de comportamento mais... ousado nunca tinha existido entre nós.
Mas eu estava gostando. Pelo menos naquele momento eu estava gostando, e muito. Com Zooey ainda de costas pra mim, eu terminei de tirar suas roupas e a deixei de frente, abaixando-me o suficiente pra capturar um de seus mamilos com a boca. Ela gemeu, como sempre fazia quando eu tocava seus seios. Suas mãos, tão pequenas quanto as minhas, já se esforçavam pra tirar minha camiseta, e eu me afastei dela apenas pelo tempo suficiente pra que pudesse tirar minhas roupas e as dela. Logo estávamos na cama, nuas, Zooey ainda gemendo baixinho sempre que eu a tocava. Ela tinha seios lindos. Não eram muito grandes e nem pequenos, mas tinham o tamanho certo, eram firmes e com mamilos rosados. Nunca pensei que um dia poderia reparar nessas coisas e que me sentiria tão atraída por outras meninas.
Mas Zooey despertava isso em mim. Meu corpo todo estava quente, fervendo, e quanto mais eu a tocava, mais eu a queria. Eu já não conseguia me lembrar de James, do meu pai ou da pilha de roupas cheirando a cerveja que estava no chão do meu quarto. Eu só pensava nela. Nos seus cabelos escuros, nas bochechas coradas e como ela sempre deixava os lábios entreabertos e os olhos fechados quando estava excitada.
Posicionei-me entre as pernas dela, afastando-as com as mãos ao mesmo tempo em que me abaixava e começava a chupá-la. Estava tão molhada que parecia que tínhamos acabado de transar e não apenas ter dado uns beijos. Não sei descrever o que aconteceu comigo naquele momento. Pode parecer a coisa mais clichê e idiota a se dizer pra descrever isso, mas era como se eu estivesse morrendo de sede no meio do deserto, e Zooey fosse a única coisa capaz de saciar minha sede. Idiota, não? Mas era difícil pensar em qualquer coisa quando eu podia sentir seu gosto, quando eu tocava seu ponto mais sensível com minha língua, fazendo-a se contorcer toda sobre a cama.
Ela gemia meu nome, e sempre que eu pensava em me afastar, ela puxava meus cabelos e eu voltava pro meio de suas pernas. Sempre tão cheirosa, tão pronta pra mim. Não sabia por que tinha esperado todo esse tempo pra transar com ela novamente. Ela era minha namorada, afinal. Eu poderia tê-la sempre que quisesse.
Deitei-me sobre ela, nossos quadris se impulsionando um contra o outro, buscando uma forma de saciar aquela vontade desesperada de sermos tocadas. Nossos seios se tocavam, os mamilos rígidos esbarrando uns nos outros, deixando-me arrepiada.
Zooey me beijou com tanta vontade e de um jeito tão intenso, que eu gemi. E nossas pernas logo se entrelaçaram enquanto nos ajeitávamos na cama, buscando uma posição perfeita pra que nossos corpos se encaixassem do jeito certo. Começamos a nos mover num ritmo rápido, desesperado, e nossos gemidos se misturaram com a música que tocava no quarto e que eu não tinha percebido até aquele momento. Eu só podia rezar pra que ninguém fosse capaz de nos ouvir, porque Zooey não era nada silenciosa.
Eu estava tão molhada, e ela também, que minha boceta deslizava contra a dela com facilidade, deixando-me mais excitada a cada segundo que passava. Ela forçava seu corpo contra o meu, unindo mais ainda aquele ponto onde nossos corpos se encontravam ao mesmo tempo em que movia o corpo de um jeito ritmado, intensificando minha excitação. Sem conseguir me conter por muito tempo, coloquei minha mão entre nossas pernas, tocando-a bem em cima do clitóris, fazendo-a gemer ainda mais alto. Ela retribuiu a carícia, e logo éramos uma mistura de braços, pernas e gemidos, e antes que eu pudesse me dar conta, eu já estava tendo um orgasmo enquanto gemia seu nome.
Zooey me acompanhou, nossos corpos sincronizados de tal maneira que até nossos orgasmos foram juntos. Nos deitamos na cama, abraçadas, ofegantes, e ela tinha um sorriso enorme nos lábios.
— Meu Deus, Susan. — Ela riu, e depositou um beijo casto nos meus lábios. — Isso foi incrível.
Sim, tinha sido mesmo incrível. Mas agora eu me sentia péssima por tê-la usado daquela maneira.
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