Notas iniciais
É a minha primeira fic *-*
espero que gostem!=D

- E então? O que ela falou? – Natália perguntou aflita ao telefone. – ANNE

— CAAAALMA, MENINA! – Anne gritou do outro lado da linha.

— Fala logo! – a outra disse roendo as unhas.

— Ela disse que ate deixaria... SE agente voltasse antes do aniversario da vovó. – respondeu Anne bufando e revirando os olhos.

— E quando é o aniversario da sua avó?

— Daqui a duas semanas...

— É, nem se quiséssemos daria pra voltar em duas semanas. Nos vamos passar um mês inteiro no Brasil e... AHHH QUE QUERIA TANTO QUE VOCÊ FOSSE! – a outra gritou tristonha.

— Eu também queria muito ir... Você não sabe o quanto! Mas, sempre tem alguma coisa pra atrapalhar nossos planos. Mesmo que seja a minha avó! – elas soltaram um risinho.

— É verdade. Você já percebeu que TODAS as vezes que agente tenta fazer alguma coisa juntas, tem outra impedindo? – Natália perguntou revirando os olhos.

— É... Mas agora, eu tenho que desligar. Sabe, minha mãe ta mandando eu ir ao supermercado pra ela... Quando eu chegar te ligo! Beijo!

— Ok. Beijo! – Natália disse e desligou.

Natália subiu pro seu quarto e se jogou na cama, admirando o pôster do Green Day, sua banda preferida.

— Quando é que vocês vão tomar vergonha na cara e vir pra Londres? – ela dizia olhando pro pôster. – e quando é que você vai perceber que me ama e me pedir em casamento? – ela disse piscando pro ‘Billie Joe’ [n/a: ah, desculpa se alguma de vocês não gosta de Green Day ._.]

Ficou deitada no quarto imaginando como seria a sua viajem, sem a sua melhor amiga. Ela, a mãe e o pai apesar de serem britânicos, sempre sonharam em conhecer o Brasil, mas ela estava mesmo pensando no tédio que poderia ser. Ainda mais as férias SÓ com seus pais e nenhuma amiga...

Quatro dias depois...

— Ta pronta, Natália? – a mãe da menina perguntava enquanto fiscalizava a bolsa, pra ver se tudo estava certinho.

— To. – a menina apareceu na sala, carregando a mala, mas um pouco desanimada.

— Porque toda essa desanimação, filha? Eu pensei que você estivesse feliz pela viajem... – disse uma mãe olhando confusa para a filha.

— Feliz eu to, mas eu queria que a Anne fosse com agente. – ela disse cabisbaixa.

— Ah, meu bem, ela não pôde. Vocês são melhores amigas, mas ela tem a família dela também. E nesses casos, a prioridade é a família, por mais que eu saiba que ela queria tanto quanto você estar indo.

— É, eu sei. Mas eu prometi trazer bastante coisa pra ela, de lá! – Natália disse animada.

— Isso ai! Agora vamos. Não podemos perder o navio... – as duas saíram de casa e pegaram um táxi ate o porto. Chegaram lá uma hora antes.

— Mãe, to com sede, vou ali comprar alguma coisa. – disse Natália.

— Vai, mas não demora. – disse a mãe. A garota assentiu e saiu andando ate a lanchonete mais próxima. Entrou em uma e se dirigiu logo a maquina de refrigerantes.

— Que roubo! – ela exclamou indignada e pegando o dinheiro no bolso. — £5,00 por uma coca-cola! – disse balançando a cabeça negativamente. Colocou o dinheiro na maquina e apertou o botãozinho. Ficou esperando seu refrigerante descer... Nada! Olhou a maquina com a sobrancelha arqueada e deu um pequeno chute nela: nada. Ah, mas eu não vou perder £5,00 mesmo! . Começou a sacudir e dar chutes na maquina.

— Hey! Hey! Calma! Eu também quero refrigerante! – um menino disse simpático, se aproximando. Ela o olhou e ele sorriu. – o que essa pobre maquina te fez?

- Eu não dei £5,00 em um refrigerante pra ficar sem! – ela disse recomeçando a chutar a maquina. O menino riu. Afastou a garota, que ficou o olhando sem entender e tornou a apertar o botão, fazendo a coca-cola cair pelo buraco em poucos segundos.

— Eu entendo que as mulheres tem dias difíceis, mas a maquina não estava merecendo todo aquele ataque de porradas. – ele disse rindo e entregando o refrigerante a menina, que sorriu envergonhada. – dia difícil?

— Nem tanto. É que eu não sou considerada a pessoa mais calma do mundo, sabe? – ela disse sorrindo sem graça.

— Isso eu percebi desde que entrei na loja. – ele disse rindo e ela sorriu de canto. Se virou pra maquina e pegou seu refrigerante.

— Daniel, meu filho, vamos? Esta na nossa hora... – uma mulher muito parecida com o menino se aproximou sorrindo pra Natália, que retribuiu com um aceno de cabeça.

— Vamos. – ele disse. – bem, foi um prazer. E, não fique socando as maquinas por ai... Elas têm sentimentos! – ele disse e a menina riu.

— Irei pensar nisso. – disse rindo.

— Natália, posso saber por onde você se meteu? – a mãe da menina chegou com uma expressão seria, mas logo abrindo um pequeno sorriso e dando um aceno de cabeça, quando percebeu os outros dois.

— Eu não estava em lugar nenhum! Apenas... Aqui! – ela disse sorrindo pra mãe, que bufou.

— Vamos? Ta na hora.

— Vamos. Bem, Daniel, foi um prazer também. Tchau e obrigada pelo refrigerante. – ela disse sorrindo e se afastando com a mãe, antes podendo ouvir um “Não há de que”, vindo do menino.

— Quem era aquele? – a mãe perguntou com um sorrisinho.

— Ih, nem vem, mãe! Ele apenas me ajudou com o refrigerante! Eu não to pensando em casar com ele... – ela disse revirando os olhos. A mãe sorriu.

— Quem era aquela, Daniel? – a mãe do menino perguntou sorrindo.

— Uma menina histérica, que estava quase massacrando a maquina de refrigerantes. E eu apenas ajudei-a com ele. Só isso! Antes que você pense que eu já pedi a menina em casamento! – ele disse revirando os olhos. A mãe sorriu.

— Passagens, por favor. – pediu o recepcionista.

— Aqui. – disse o pai de Natália, entregando-as. O homem conferiu tudo e sorriu, os olhando.

— Bem, tenham uma boa viajem. Divirtam-se!

— Obrigada. – a mulher respondeu, entrando no navio com a filha e o marido, a fim de achar os seus devidos quartos.

Notas finais
Bom...se voces gostarem me mandem reviews que eu continuarei.Beijinhoss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.