Lovey Dovey
3 잘 지내고 있죠 (Are You Doing Okay?) – PARTE I
Notas iniciais
Houve uma batida na porta, e seu coração gelou rapidamente, fazendo-o engolir o choro consequentemente. E se fosse BaekHo?, pensou, O que falaria? O que faria? Não faria! Esta era a questão? Perguntou-se. Esperou alguns segundos com o ouvido colado na porta esperando que a pessoa fosse embora, sendo BaekHo ou não, não estava num bom momento. Mas não foi.
Toc, toc, toc – A batida na porta soou fria no silêncio.
– Ren, você está aí? – Aron... Definitivamente não era BaekHo, isso significava que ele não se importava? Por que quero que se importe? Balançou a cabeça rapidamente, numa forma de afastar os pensamentos. – Abra logo essa porta, eu sei que você está aí!
Deveria? Mordeu levemente o lábio e suspirou, derrotado. Ren teve um pouco de dificuldade para levantar do chão e quando finalmente o fez, caminhou em direção a pia e descansou os braços na mesma, enquanto encarava fixamente seu reflexo.
Seus olhos estavam vermelhos e inchados, e certamente não poderia ser visto nessa situação e infelizmente, não conhecia algo para amenizar aquilo – talvez uma noite de sono sem BaekHo para atrapalhar. Abriu a torneira e molhou o rosto, e pousou a mão molhada na nuca quente e tensa, em seguida enxugou o rosto e respirou fundo, estava pronto.
Abriu a porta e então...
– Ei, Aron, boa noite – sorriu antes de dar-lhe as costas e caminhar para seu quarto, mas...
– Boa noite? Como assim? – Parou imediatamente os passos, mas não se virou. – Se tranca no banheiro por horas, achando que ninguém ouviu e meia-hora depois, sai feliz e sorridente. Como se nada tivesse acontecido.
Definitivamente, se tivesse algo em sua boca, teria se engasgado – mas, se limitou em engolir em seco e arregalar os olhos. Então todos ouviram? Até mesmo BaekHo?
– Sim, nós ouvimos. Ou pelo menos eu – Disse Aron, incerto.
Ren deu alguns passos atrás, apreensivo, e se virou à beira das lágrimas:
– Por favor, não conte para ninguém, os outros não devem ter escutado... Então... Ah... – Seus olhos ardiam como antes, choraria na frente de Aron? Isso é... Humilhante.
Aron, por sua vez, arregalou os olhos e aproximou-se de Ren, mas o mesmo o parou.
– Estou bem, só preciso dormir. Boa noite – Sorriu fracamente e seguiu para seu quarto e de BaekHo.
Antes de entrar, parou e encostou-se à porta com um longo suspiro e tapou a boca rapidamente, poderia acordar o garoto – era a coisa que menos queria no mundo. Deveria bater? Não, que idiotice, é meu quarto também... Mas como trataria de manhã? E os outros dias? E JR? Por que... Por que todas essas perguntas sem respostas? E a principal: Por que pareço tão afetado com isso?
É como se ainda pudesse senti-lo; se fechasse os olhos, poderia vê-lo. Se respirasse fundo, poderia sentir o aroma inebriante de BaekHo invadir seu nariz... Se tocasse seus lábios, conseguiria certamente sentir a pressão dos lábios macios do garoto sobre os seus... Era tudo tão surreal.
Virou-se, por fim, e girou a maçaneta cuidadosamente: não poderia de maneira alguma acordá-lo. Pousou os olhos brevemente sobre o garoto que dormia profundamente na outra cama e revirou os olhos; parecia um anjo. Mas quando estava acordado era um demônio beijoqueiro... Caminhou lentamente em direção à sua cama, com cautela para não esbarrar em nada, e sentou-se na mesma, quando finalmente chegou.
Foram coisas demais para uma noite só, foram... Arqueou levemente as sobrancelhas: a aposta. Tinha se esquecido desse detalhe, que fizera o maior estrago. Está decidido... Não derramarei sequer uma lágrima por causa disso... Mas estou realmente magoado. Sorriu de canto enquanto encarava a escuridão da noite e ouviu a madeira da cama ranger; seu coração gelou. Tapou o nariz e fingiu não estar ali, enquanto rezava para que BaekHo realmente não estivesse acordado para acender a luz, ou falar algo.
– Ren?
Tremeu.
Suas mãos começaram a suar rapidamente e seu coração batia feito um louco, mesmo parecendo uma pedra de gelo... E agora?
– N-Não é o Ren – Murmurou. Não soube se riria ou choraria, talvez fizesse os dois; seus sentimentos estavam a mil.
– Quê? – BaekHo retrucou, entre um bocejo e outro. – Ren, é você?
– Não, não é! – Rosnou. – Apenas me deixe em paz...
Deitou-se, então, na cama e se cobriu, esperando que o garoto entendesse. Dali para frente, não poderia ter uma relação com ele, talvez na frente das câmeras, mas nada mais que isso... Não podem exigir algo assim... Podem?
BaekHo, na outra cama, mordeu o lábio levemente e abaixou a cabeça; o garoto realmente não esqueceria aquilo. Levantou-se, então, e caminhou em direção à outra cama, pôs-se sentado aos pés do loiro e suspirou:
– Me desculpe, Ren, de verdade... Eu agi por impulso, digo de verdade, foi impulso... Não farei mais aquilo.
Ren encolheu-se na cama mas pôde ouvir: suas palavras pareciam sinceras. Realmente fora um impulso, e podia sentir que ele estava arrependido... Mas como confiaria nele de novo sabendo que ele repetiria doces palavras para levá-lo para a cama? Isso é...
– Não.
– Como? – Perguntou BaekHo, fracamente, com os olhos arregalados.
Inaceitável...
Sabia o que deveria falar, mas palavras estavam presas... Parecia que se pensasse em falá-las, as esqueceria... E se as falasse, sairia como num sussurro... Ou um pedido de socorro mudo. Levantou-se, e engatinhou até o garoto e pôs-se ao seu lado, mas evitou contato visual; perderia as palavras agora se os olhares se encontrassem.
– Por que você mente? – Ren perguntou em voz baixa, enquanto encarava as próprias mãos.
– Ah... Por que acha que estou mentindo? – BaekHo mordeu o lábio e lambeu-o depois, umedecendo-o. A aposta havia terminado sem nenhum vencedor, não agiria mais como se estivesse em uma. Seus verdadeiros sentimentos...
– Eu sei que está, infelizmente – Ren sorriu. BaekHo antes perdido em devaneios, arregalou os olhos. – Sinto falta de quando você era hones-...
BaekHo interrompeu-o com um beijo, doce e gentil, que a medida do tempo tornava-se mais intenso... As línguas, já entrelaçadas, brigavam entre si pelo domínio; parecia uma dança ou até mesmo uma guerra... BaekHo tateava o corpo do loiro e alisava cada centímetro do peito já nu – Ren se esquecera de terminar de se vestir depois do incidente com JR. O beijo foi parado bruscamente, BaekHo inclinou-se e depositou beijos pela região do pescoço, mordendo-a depois. O loiro, com a respiração ofegante, puxava os cabelos do outro e gemia baixo, mordendo os próprios lábios.
Ren aproveitava, e desfrutava do momento embora soubesse que não devia. Não tinha mais o controle de seu corpo, em sua mente as coisas eram tão diferentes; ainda estava bravo com BaekHo e jamais o deixaria tocar onde está tocando... Por que é tão difícil resistir à ele?
– Para, por favor, Bae... Ah... – Gemeu.
– Quer mesmo que eu pare? – BaekHo parou o que estava fazendo e lançou-lhe um olhar malicioso. Ren sentiu mais raiva ainda.
A aposta! Ele vai conseguir... Não...
– S-Sim... Você não vai vencer a aposta...
BaekHo parou. Afastou-se de Ren e encarou-o, temeroso. Encolheu os ombros e imaginou, que, agora ele não significava mais nada para o garoto. Certamente escutara sobre isso de JR, e tirou conclusões precipitadas... É um direito dele, mas... Mas o que sente por ele? Não é nada?
– C-C-Como sabe disso? – Como ele sabia era óbvio: JR. Mas... – Ren...
– Fique nessa cama, por favor, eu vou para a sua – Disse Ren, apenas. Levantou-se e caminhou em direção à outra cama, mas antes de se deitar parou e olhou de esguelha pelo ombro. – Acho que você vai adorar isso, esse joguinho de trocar de cama. É sua praia, não? Brincar com os sentimentos dos outros também...
Ren deitou-se na cama e caiu no sono minutos depois – BaekHo encostou-se à parede e passou horas perdido em seus próprios devaneios, quando o sono chegara, já era quase de manhã.
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Notas finais
Espero que gostem! ♡
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