Lovesong
35 Capítulo 35
Notas iniciais
A agua quente percorrendo todas as partes de seu corpo fazendo relaxar de uma forma deliciosa, o sorriso nos lábios que seria capaz de iluminar a mais densa escuridão, e o gosto dos lábios da mulher que está compartilhando seu quarto a alguns dias a levava para outra dimensão, era assim que se encontrava Elsa delirando com todas as sensações que aquele banho estava lhe causando. Elsa estava se sentindo feliz de uma forma que julgava não existir, depois de ser rejeitada alguns por pretendentes, estar com Zelena mesmo que não tenham definido nada, é incrível, é mágico. A ruiva se mostrou uma pessoa muito, mas muito carinhosa e trata a loira como se fosse a pessoa mais especial do mundo. Elsa abre ainda mais o sorriso por saber que essa mulher maravilhosa está nesse momento dormindo em sua cama, fecha os olhos para aproveitar mais a água em seu corpo, segundos depois sinto braços delicados enlaçando sua cintura, Zelena totalmente despida a abraça por traz, sentir seus seios em contato com suas costas faz a loira estremecer.
— Me abandonou na cama por um banho? – Falou Zelena com a voz rouca no ouvido de Elsa. O que fez seu corpo arrepiar.
— Você estava dormindo tão linda, hummmm – gemeu ao sentir suas mãos passeando por seu ventre. – não queria ... te acordar... – falou com a respiração acelerada e em seguida apoiou a cabeça no ombro da ruiva.
— Se tivesse me acordado, estaria aqui aproveitando o banho com você. – Disse ela beijando a nuca de Elsa e massageando os seios, fazendo a loira gemer timidamente.
— Agora... que estamos aqui, podemos aproveitar. – Disse a loira e levou uma das mãos de Zelena a seu membro que já mostrava sinais de excitação.
Zelena começou a masturbá-la com movimentos lentos levando Elsa a loucura, a loira gemeu quando sentiu Zelena cravar os dentes em seu ombro e aumentar os movimentos de vai e vem com a mão. Quando Elsa percebeu que já estava pronta, ficou de frente para ela e capturou os lábios de Zelena com urgência, aqueles movimentos da mão da ruiva deixou Elsa louca para possuí-la urgentemente. Sem quebrar o beijo a loira ergueu Zelena pelas coxas fazendo com que as pernas da ruiva enlaçasse a cintura de Elsa que a encostou na parede e entre línguas dançando nas bocas, gemidos ofegantes e puro desejo Elsa encaixou seu membro na entrada deliciosamente encharcada e a penetrou em um movimento de necessidade, de tesão, de fome, fazendo com que Zelena soltasse um grito baixo e enrijecesse seu corpo.
— Zel desculpa, te machuquei? – Perguntou Elsa preocupada, afinal, o desejo era tanto que a garota não foi capaz de conter seus desejos e como um adolescente desesperada por satisfazer seus desejos a penetrou com uma certa violência.
— Ta tudo bem... continua loirinha... tá uma delícia– disse ela ofegante, mexendo o quadril em direção ao corpo da loira.
Elsa continuou com movimentos lentos de vai e vem, a ruiva gemia em seu ouvido e a apertava contra seu corpo. Após algumas investidas Zelena já estava mais relaxada, a velocidade das estocadas começaram a aumentar gradativamente, a loira levou suas mãos a bunda da ruiva e a trazia de encontro a seu corpo aumentando o contato. As duas gemiam sem controle, Zelena arranhava as costas de Elsa sem dó, fazendo o local arder em contato com a água.
— El.... ahhhhh... mais rápido... El.... – gemia a ruiva próximo ao ouvido de Elsa.
As estocadas agora eram mais violentas, não o bastante para machucar e sim o bastante para levar as mulheres a loucura, o som do choque dos quadris ecoando pelo banheiro junto aos descontrolados gemidos, mais algumas investidas e Elsa já estava no seu limite, ela fechou os olhos tentando se concentrar, a loira não queria gozar antes de Zelena, foi preciso Elsa prender a respiração quando começaram os espasmos em seu corpo, a loira continuou com as investidas até senti as paredes do sexo da ruiva se contraírem em sinal que ela também estava perto, foram preciso apenas mais três estocadas para que ambas se entregassem ao orgasmo gritando uma o nome da outra.
Após um banho regado de carinho e muitos beijos elas voltaram para o quarto e agora estavam na cama abraçadinhas aproveitando mais um pouco a companhia uma da outra.
— Você tem mesmo que voltar hoje para Boston? – Perguntou Elsa fazendo uma cara triste.
— Tenho El, mas eu prometo voltar logo, não posso deixar uma mulher tão linda dando sopa por ai. – falou Zelena a apertando em seus braços, o que fez a loira sorrir.
— Boba, você não precisa se preocupar, agora eu é que tenho que ficar de olho em você, por tudo que já ouvi a seu respeito. – Sorriu e encarou a ruiva, mesmo tendo falado em tom de brincadeira, Elsa estava tensa por imaginar sua ruiva com outras pessoas em Boston e fez de tudo para não deixar transparecer essa preocupação.
— Oh minha princesa, não se preocupe, a única boca, barriga, braços e seios que me interessam irão ficar aqui em Storybrooke. – Sorriu e selou seus lábios. – Só vou resolver sobre minha licença para ficar um pouco com Regina, e claro, ficar perto de você. – disse após o beijo.
[...]
Chega o tão esperado dia em que Regina irá mudar-se para sua mansão. Todos os pertences já haviam sido levados, trabalho feito por Cora, Emma e Elsa, já que Zelena está em Boston resolvendo seus assuntos. Regina está mais ansiosa para mostrar o quarto de seu príncipe e teve que acalmá-lo durante esses 15 dias em que passou na casa dos Swan’s.
O Mercedes preto adentrou os portões da residência parando em frente a casa, Henry olhava tudo eufórico, mirando para todos os lados. Emma desceu do automóvel e gentilmente abriu a porta do passageiro e ajudou Regina a sair do veículo, em seguida liberou seu filho da cadeirinha, o garoto saiu rápido e agarrou a mão de Regina.
A morena entrou na casa e ficou impressionada com a decoração, ela conhece muito bem o bom gosto de Cora Mills, porém, a matriarca dos Mills caprichou com a casa da filha, até esse momento Regina não havia ido ver como estava a nova decoração, segundo sua mãe seria uma surpresa que a morena só veria no dia da mudança. A decoração é em um tom clássico e moderno ao mesmo tempo, com paredes em branco e detalhes em preto e cinza. A sala possuía as paredes também brancas, com um sofá de couro preto em frente a uma tv de 49”, no lado direito ao sofá existe uma lareira e um piano de cauda preto no canto, no lado esquerdo ao sofá, em frente a lareira estão as janelas com cortinas em um tom vinho e próximo existe um mini bar com algumas bebidas a mostra. Visitaram todo o andar de baixo da casa e ao subirem as escadas Regina segurou a mão de seu príncipe nervosa, o quarto de Henry foi o único onde ela deu sua opinião, Cora lhe mostrava fotos de tudo o que era inserido ou modificado no ambiente. Primeiro foram ao quarto da morena, ela resolveu deixar o quarto do seu filho por último, o quarto tinha paredes brancas, uma janela com cortinas vermelhas que proporcionava visualizar toda a frente de mansão, uma cama grande, uma penteadeira em mogno, duas portas próximas, a primeira era o closet e a segunda o banheiro, um quarto de uma verdadeira rainha.
Após apreciar os aposentos de Regina seguiram para o quarto de Henry, o garoto não conseguia conter a ansiedade. Ao ultrapassarem a porta Henry parou e olhou tudo boquiaberto, olhou para Regina com os olhinhos brilhando.
— Esse é meu quarto mamãe? – perguntou ele surpreso.
— É sim meu amor, gostou? – perguntou a morena.
— É demais, é o mais bonito de todos os quartos que já tive. – Disse ele sorrindo escancaradamente.
A decoração lógico lembrava uma fazendinha, tinha uma cama de solteiro com uma coberta com vários cavalinhos desenhados, uma escrivaninha próximo a janela, ao lado uma estante com alguns livros e porta-retratos com fotos de toda a família e claro um com a foto de seu cavalo, em frente a cama existia um tv enorme e um vídeo game, o que fez Henry ficar eufórico e pedir a Emma para estrear o brinquedo, Emma ligou a tv e o game e deixou seu filho usufruindo do presente de Cora.
Saíram do quarto do filho e desceram para sala, elas precisavam compartilhar um momento a sós na nova casa da morena.
— A casa ficou perfeita. – sorriu Regina olhando tudo a seu redor.
—É, Cora realmente tem um bom gosto, acho que você herdou isso dela. – disse Emma entregando uma taça de vinho tinto a Regina.
— Emm, sabe que não posso beber ainda? – Disse Regina com um sorriso doce nos lábios.
— É só para brindarmos, pode deixar que me encarrego de nossas taças. – Disse Emma selando os lábios da morena.
— Gulosa. – Brincou Regina.
— Sua gulosa amor. – disse Emma abraçando Regina pela cintura gentilmente.
— Será que Henry gostou do quarto? – perguntou Regina receosa, ela viu a alegria do filho quando entrou no cômodo, mas queria ter certeza.
— O que você acha? – sorriu a loira. – Ele amou linda, percebeu que o garoto não desceu ainda? – Emma olhou para sua morena fixamente e abriu um sorriso lindo, o que fez Regina arquear uma sobrancelha.
— O que? – Perguntou Regina desconfiada.
— Você consegue imaginar a dimensão do meu amor por você? – Disse Emma dando selinhos nos lábios de Regina.
— Eu também te amo Emm, te amo mais que a mim. – a morena beijou Emma lentamente, emaranhando a mão nos cachos loiros.
— Promete que nós ficaremos sempre assim... juntinhas e se amando... sempre. – pediu Emma com os olhos marejados de felicidade por ter essa mulher maravilhosa em seus braços.
— Prometo vida, prometo sempre ficarmos assim. – Disse Regina também emocionada, mas no caso dela além de felicidade por ter Emma em sua vida, existia também medo daquele crápula atrapalhar a felicidade delas.
[...]
Killian estava na delegacia cochilando em sua mesa, quando foi acordado pelo toque do seu celular, ao reconhecer o número ficou surpreso por aquela linha ainda existir e mais ainda por pertencer a seu irmão.
— Sebastian! – atendeu com receio.
— Olha só se não é o irmão traidor?! – disse a voz do outro lado.
— Você sabe que eu não queria fazer aquilo... até te ajudei a sair da cadeia. – falou Jones.
— Não seja ridículo Killian, você só me tirou de lá por que vai te favorecer de alguma maneira. – Falou Sebastian debochadamente.
— Que isso maninho v... – foi interrompido.
— Não gaste suas desculpas Killian, liguei porque quero que faça algo. – Respondeu ríspido.
— E o que seria?
— Quero que convença o idiota do seu amigo a defender uma amiga minha em um caso.
Sebastian explicou a Killian tudo o que era para ele fazer e dizer quando fosse convencer Robin a pegar o caso.
— E por que eu faria isso? – perguntou Killian sem entender os motivos de ele querer justamente Robin nesse caso, já que o irmão não suporta o advogado.
— Porque você vai! Te ligo depois para saber a resposta. – e sem esperar qualquer palavra de Jones, Sebastian encerrou a ligação.
[...]
Emma e Regina estavam abraçadas no sofá, quando escutaram a campainha tocar.
— Você já tem visitas? – disse Emma com um sorriso sapeca nos lábios, o que não passou despercebido por Regina.
— O que você está aprontando Emm? – Regina arqueou uma sobrancelha.
— Você não vai atender a porta? – Perguntou a loira após outro toque da campainha.
A morena levantou e foi ver quem seria sua primeira visita, não seria sua mãe porque ela já possuía as chaves, seguiu até a porta acompanhada de Emma. Ao abrir, Regina se deparou com sua família, com exceção a Zelena que estava em Boston estavam todos, David, Mary, Elsa, Cora, Tinker e “Ruby”, ao ver esta última Regina olhou para Emma come se perguntasse “o que ela faz aqui?” Emma apenas deu de ombros e levou Mary, Cora, Elsa e Tinker para a cozinha, pois, essas possuíam travessas nas mãos. Emma havia combinado com todos um jantar para comemorar a casa nova e como queria fazer surpresa a comida foi feita por Cora e Mary na casa dos Swan’s.
Apesar dos olhares matadores de Regina para Ruby toda vez que ela e Emma iniciavam uma conversa, o jantar foi maravilhoso. Henry falou para todos que tinha o quarto mais maneiro de todos, o que deixou Regina sorridente, afinal, fora ela que escolheu cada detalhe do quarto do filho. A noite passou agradável, com conversas leves e muitas brincadeiras entre Elsa, Emma e Ruby.
Após todos irem embora, Regina foi ler uma história para Henry dormir e Emma foi tomar seu banho. Quando a loira saiu do banheiro, onde passou longos minutos usufruindo da água quente, encontrou Regina olhando pela janela, a morena tinha um semblante sério, Emma poderia dizer até preocupado.
— O que foi amor? – Perguntou a loira abraçando Regina por trás.
— Nada. – Respondeu a morena soltando um longo suspiro.
— Porque eu não consigo acreditar em você? – Perguntou a loira beijando o obro da namorada.
— Está tudo bem amor, eu só estou cansada. – Regina deu um selinho em Emma e foi tomar seu banho.
A morena não queria dizer a Emma, mas na verdade ela estava preocupada sim, desde o ataque que ela sofrera não teve notícias do agressor, era como se ele tivesse sido tragado pela terra, mas também a morena mau saia de casa, Regina sabia que provavelmente o encontraria pela cidade, mas ela não estava preparada para isso, ela não sabia se iria conseguir disfarçar sua reação quando o encontro acontecer principalmente se Emma estivesse com ela.
O banho demorou um pouco mais que de costume, só de pensar naquele desgraçado ela perdia o controle. Quando voltou para o quarto agora mais calma encontrou Emma deitada olhando o teto e com a coberta até a cintura, a loira abriu um sorriso lindo quando viu sua namorada sair do banheiro. Regina deitou a seu lado e entrelaçou os dedos aos de Emma. A loira virou de lado, apoiando o peso do corpo em um dos braços e lentamente beijou os lábios da morena que retribuiu o gesto.
— Eu amo você, minha rainha. – sussurrou Emma ao final do beijo.
— Eu amo você, minha Emm. – Respondeu Regina.
— Como estão as dores nas costelas? – Emma perguntou olhando os seios quase a mostra em uma camisola vermelha transparente que a morena usava.
— Quase não sinto. – A morena sorriu maliciosa, desde que saiu do hospital não tiveram intimidades e Regina sabia que Emma estava se segurando para não falar sobre isso, afinal, a loira adora fazer amor com Regina.
Emma mais uma vez capturou os lábios de Regina, o sabor daquela boca nunca iria ficar enjoativo para Swan, Emma amava os lábios de Regina, amava saboreá-los lentamente como estava fazendo agora. Enquanto a beijava, a loira deslizava a mão pelo ventre de Regina por baixo da camisola, a loira foi subindo delicadamente o toque de seus dedos na pele macia da morena enquanto saboreava o pescoço da namorada. Ambas já ofegavam, Regina soltava alguns gemidos, quando Emma passou a mão pela cicatriz da cirurgia a morena ficou um pouco tensa.
— Você continua minha rainha perfeita... minha linda mulher que sempre irei amar. – Disse Emma ao perceber o corpo de Regina ficar um pouco tenso com o toque.
Regina fechou os olhos tentando se concentrar, quando a mão de Emma alcançou o seio da morena, Flashes daquele dia horrível vieram a mente da morena, ela sabia que estava em seu quarto com Emma, mais sua mente não conseguia processar essa informação, ela só conseguia sentir as mãos daquele crápula em seu corpo. Regina se esforçava para tirar essas imagens de sua cabeça, mas essa tarefa estava sendo impossível de ser cumprida. Ainda de olhos fechados ela começou a chorar e repetir várias vezes “para... para....”, ela sussurrava tão baixo que Emma não a ouvia, talvez nem estivesse saindo o som da voz e pelo desespero da morena ela achava que sim. Emma que de tão concentrada a dar prazer a sua rainha, não havia percebido o que estava acontecendo com Regina, até que ouviu o desespero da voz da morena.
— Para!... por favor... para... – Disse aos prantos. Emma parou imediatamente.
— Amor o que foi? Eu te machuquei? – Perguntou Emma preocupada, mas a morena parecia não ouvi-la.
— Para!.... não!.... não!... – Regina continuava de olhos fechados, parecia que estava em outro lugar que não em seu quarto.
— Regina! REGINA! – Gritou Emma, fazendo Regina abrir os olhos assustada.
— Emma. – Disse Regina abraçando a loira.
Emma apertou sua morena em seus braços, Regina parecia uma garotinha indefesa naquele momento. O pranto teimava em continuar, o que deixou a loira triste, ela se perguntava até quando Regina iria sofrer por conta do maldito ocorrido.
— Amor, tá melhor? – Perguntou Emma após o choro de Regina cessar.
— Sim. – Regina deitou na cama olhando para Emma que tinha um semblante preocupado.
— Quer conversar sobre o que aconteceu? Lembre-se que estou para te ajudar. – Emma acariciou o rosto de Regina.
— Deita aqui e me abraça, só em seus braços eu durmo em paz. Me abraça. – Emma deitou e abraçou Regina por traz em uma verdadeira conchinha e beijou seu pescoço.
— Descansa amor, eu estou aqui para você... sempre estarei. – Emma beijou os cabelos da morena. – Eu te amo. – disse por fim.
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