Lovesong

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Oi... voltei... Foi muito difícil para mim escrever esse capítulo, principalmente por se tratar da minha Rainha em um hospital. A partir desse capítulo o drama irá se instalar na fic.... Mas farei de tudo que não seja por muito tempo. Recebi algumas ameaças...kkkkkkkk, ainda bem que estou bem escondida. kkkkkkkk Só lembrem que amo muito vocês.... Comentem Boa leitura.

Emma estaciona o carro de qualquer jeito na frente do hospital da cidade e entra feito louca pela grande porta da recepção, estava beirando ao desespero pela forma que sua irmã estava ao telefone. Avistou Zelena e foi em direção a ela correndo.

— O que aconteceu Zelena? Onde está a Regina? — perguntou ela alterada.

— Calma Em... — foi interrompido pela loira.

— Calma Zelena!? Calma!? Elsa me liga aparentemente nervosa, pedindo para eu vir ao hospital porque encontrou minha namorada desacordada e você me pede calma. — Ela já tinha os olhos marejados.

— Emma ela já está sendo atendida, você precisa se acalmar. – Falou segurando os ombros de Emma.

— Onde ela está? Eu preciso vê-la Zelena. – Disse Emma aflita e tendo a impressão que estavam lhe escondendo algo.

— Ela está em cirurgia... temos que aguardar. – Falou a ruiva tentando ser forte o que não estava sendo fácil, afinal, ela ama a sua irmã mais que tudo e essa situação estava fazendo com que a ruiva perdesse o controle.

— Meu deus! Cirurgia! Porque ela precisou de cirurgia, o que vocês não estão me contando? – Perguntou a loira a Elsa que chegou perto das duas.

— Quando voltamos do passeio a cavalo, encontramos ela desacordada na cozinha e... — Zelena olhou para Elsa antes de encarar Emma que a olhava aflita. – alguém a espancou Emma... na nossa cozinha. – Zelena termina a frase com lágrimas descendo de seus olhos.

— O ... o que?.. Quem ... não, não, não...- A loira falou em um fio de voz, sentando lentamente, apoiando os braços nas pernas e escondendo o rosto entre as mãos.

Emma não queria acreditar no que acabara de ouvir. Elsa abraçava Zelena que nesse momento se deixou entregar ao pranto que segurou desde que trouxeram a morena ao hospital.

Todos estavam preocupados com o estado da morena, Emma não parava de andar de um lado a outro, já fazia duas horas que a loira chegara ao hospital e ninguém foi capaz de informar sobre Regina, toda vez que Emma ia atrás de notícias escutava sempre a mesma coisa, “ Ela ainda está em cirurgia”

Sem paciência nenhuma ela ia mais uma vez falar com a recepcionista quando avista Tinker vindo em sua direção com roupa de bloco cirúrgico, o que levou a loira deduzir que a mulher estava cuidando de sua morena.

— E então Tinker, como está a Regina? – perguntou Emma de uma só vez.

— Bem... as lesões que ela sofreu foram bastante graves. Ela fraturou duas costelas e o braço esquerdo e ... teve ruptura de baço o que causou hemorragia interna e por isso tivemos que intervir cirurgicamente, e infelizmente teremos que retirá-lo. — Fez uma pausa, a médica estava bastante abalada, afinal, era de sua amiga que estavam falando. – O estado dela é muito delicado. – Disse olhando para todos que estavam ao redor. – Ela já teve duas paradas na mesa de cirurgia...- nessa hora Emma não conseguiu conter os soluços ocasionados pelo choro, inclinou o corpo para frente apoiando as mãos nas pernas em uma tentativa para se manter em pé o que estava sendo difícil naquele momento. — ela perdeu muito sangue e nosso estoque acabou, ela precisa de uma transfusão urgentemente, eu preciso saber se alguém da família tem o mesmo tipo sanguíneo dela. – continuou a médica.

— Eu... eu tenho o mesmo tipo de sangue dela. – Disse Zelena.

— Então vamos é urgente. – Tinker ia saindo com a ruiva quando sentiu seu braço sendo seguro.

— Tinker... por favor... salva minha mulher... ela é um dos tesouros mais preciosos que tenho em minha vida, sem ela eu não sou nada. – Disse Emma sem conseguir conter as lágrimas.

A médica sorriu para a loira e seguiu com Zelena pelo corredor deixando as duas irmãs paradas no mesmo lugar. Elsa se aproximou de Emma e a abraçou guiando a mais velha para as cadeiras da sala de espera.

A loira estava sentada os braços apoiados nos joelhos e o rosto entre as mãos, ela tentava entender quem poderia ter feito isso com Regina, por qual motivo, céus! Era difícil acreditar que isso estava acontecendo, sua morena estava tão feliz, porque isso tinha que acontecer. Ela lembrava das palavras de sua amada pela manhã, dizendo que teve um pressentimento ruim, pedindo para a loira ficar, a morena estava aflita com medo de algo acontecer com a loira, mas na verdade era ela que precisava de cuidados, Emma estava se sentindo culpada, se ela não tivesse saído da fazenda, nada disso havia acontecido. Emma estava perdida em sua tristeza quando se lembrou de algo importante.

— Elsa, Onde está o Henry? – Perguntou a loira secando as lágrimas.

— Está com Cora em nossa casa, ela não quis ficar na fazenda, na verdade acho que ninguém tem cabeça de ficar lá por enquanto. – Disse Elsa segurando as mãos da irmã.

Quase uma hora depois Zelena volta com um curativo no braço, sinal que fizera a doação de sangue. As três continuaram sentadas aguardando notícias de Regina, Zelena abraçada a Elsa que afagava seus cabelos enquanto sentia no ombro a umidade das lágrimas de ruiva e Emma encolhida no canto se achando impotente, sem poder fazer algo para salvar o seu amor.

Mais quatro horas já havia se passado e ninguém informava sobre o estado da morena, Emma não aguentava mais ficar sem notícias, já havia perdido as contas de quantos cafés já tomara. A noite já estava dando sinal de sua chegada pelas janelas e sem mais suportar essa falta de notícias a detetive se levantou e foi determinada a ter notícias de Regina, nem que para isso tiver que bater em alguém.

— Se ninguém me falar o que está acontecendo com minha namorada, eu vou entrar lá e você não vai querer ver isso. – Disse a loira já alterada ao chegar perto da recepcionista.

— Calma senhora. – disse a moça pegando o telefone e falando algo com a pessoa do outro lado da linha, o que não foi passível Emma compreender. — Só um momento, um médico já está vindo falar com a senhora. – informou a moça.

Após alguns minutos de espera a loira avistou Tinker vindo no corredor, Emma sem demora correu até a médica.

— Então Tinker, como está minha Regina? – Perguntou Emma aflita.

— A cirurgia acabou, demorou um pouco mais que o esperado mais foi bem sucedida. – Falou a médica ainda.

— Obrigada Tinker, obrigada. – Repetia Emma que abraçou a médica de repente.

— Mas ela está fora de perigo não é? – Perguntou Zelena.

— A cirurgia correu bem como informei, mas o caso dela é muito delicado ela perdeu muito sangue e mesmo com a transfusão ela ainda está muito fraca, por isso ela ficará 24 horas na UTI em observação, se tudo correr bem nesse tempo Regina será transferida para um quarto e vocês poderão vê-la. – Disse a médica olhando para Emma.

— Mas eu preciso vê-la agora Tinker, por favor, eu não vou aquentar ficar mais 24 horas sem vê-la, por favor. – Tentou Emma.

— Swan, é o procedimento, esse tipo de cirurgia tem um alto índice de infecção pós cirúrgica é para o bem dela. – Disse Zelena, que como medica conhecia o procedimento.

— A Zelena está certa, vocês devem ir descansar, quando ela acordar vai precisar muito da presença de vocês, principalmente de você Emma. – Falou Tinker.

— Eu vou ficar, quero estar aqui quando ela acordar. Vocês podem ir. – Disse a detetive olhando para a irmã e a cunhada.

— Mas Emma ela só acordará amanhã. – Insistiu Tinker.

— Não importa, eu ficarei aqui por quantos dias forem necessário, mas só saio daqui depois que vir minha mulher bem. – insistiu.

Tinker olhou para Swan e viu a aflição que a loira possuía e o quanto ela amava Regina, sorriu ao lembrar a sorte que sua amiga teve em encontrar essa loira em sua vida. Não resistindo ver a tristeza da loira resolveu quebrar o protocolo.

— Emma eu vou leva-la para ver a Regina. – Tinker disse e viu o sorriso radiante da loira. – Mas você não poderá entrar no quarto, ira vê-la através do vidro e não poderá ser por muito tempo. E tudo o que eu posso fazer. – concluiu a médica.

Emma se aproximava lentamente do quarto indicado pela médica, temendo o que iria encontrar através do vidro. Quando ela focou o interior da sala não conseguiu conter a emoção, seu amor, a sua morena estava em uma cama, parecia tão tranquila naquele leito, vários fios conectados a seu corpo, o rosto tão machucado, essa visão deixou Emma destruída quem em sã consciência tem coragem de machucar alguém tão delicada e meiga como Regina? Quem? Ela não sabia, mas quando botasse as mãos nessa pessoa ela iria se arrepender de ter nascido. Emma é tirada de seus devaneios pela mão de Tinker em seu ombro.

— Emma, lamento mais temos que ir. – Disse a médica em um sussurro.

—OK. – Respondeu a loira.

Antes de sair Emma pôs as mãos no vidro como se assim pudesse tocar sua amada.

— Linda... eu estarei aqui te esperando tá? Fica boa logo, resiste essa noite por favor, por mim, por nosso filho. Eu te amo minha vida, volta logo para mim... – Deu uma última olhada em sua amada e se retirou na companhia da médica.

[...]

Elsa saiu do banheiro e encontrou Zelena deitada na cama olhando para algum ponto no teto, ela tinha os olhos marejados e possuía uma expressão de dor que fez o coração da loira despedaçar. Elsa deitou a seu lado, desligou a abajur no criado mudo e abraçou a ruiva a trazendo para seu colo. Zel abraçou sua menina e pôs a cabeça no vão do pescoço da loirinha.

— Ela sairá dessa Zel. – Disse a garota quando sentiu seu pescoço úmido pelas lágrimas da ruiva.

— Quem seria capaz de uma monstruosidade dessas loirinha? – Perguntou a ruiva entre soluços.

— Não sei. Mas de uma coisa eu tenho certeza... minha irmã não irá descansar enquanto não pegar o responsável por isso. – disse a garota apertando a mais velha ao seu corpo.

— Eu não posso perde-la El... não posso... não posso. – Dizia a ruiva como se necessitasse repetir para acreditar que tudo iria dar certo.

— Ei... ela ficara bem Zel. Eu tenho certeza disso, você precisa acreditar também. – Dizia a loira acariciando suas costas.

Nenhuma palavra mais foi dita, apenas existiam naquele quarto um choro silencioso de uma irmã preocupada e caricias protetoras de alguém que queria apenas que o sofrimento cessasse.

Notas finais
Espero por seus comentários.... Até o próximo.