Lovesong
24 Capítulo 24
Notas iniciais
O dia em Storybrooke amanheceu mais alegre, o sol parecia brilhar mais, os pássaros cantarolavam muito mais que o normal, até os habitantes pareciam estar mais alegres nessa manhã fria na cidade. E para uma certa loira que por incrível que pareça já estava tomando banho gelado as 6:00 horas da manhã e cantarolando alegremente como se a água fosse a mais quentinha do mundo. Mas segundo a loira nada melhor que um banho gelado para acalmar os ânimos e diminuir sua ansiedade.
Emma saiu cedo rumo a velha a velha cabana de Ruby, tinha que deixar tudo preparado para a noite maravilhosa para sua morena.
A cabana tinha um aspecto de cabana abandonada por fora, mas quando a loira entrou no recinto ficou admirada, não era um lugar grande, mas era muito aconchegante e super confortável. Emma limpou tudo que existia no interior da casa, trocou os lençóis da cama, decorou a pequena mesa que ali existe com flores e algumas velas aromáticas, estendeu um macio tapete próximo a lareira e pôs algumas almofadas sobre ele deixando o lugar bem confortável, afinal, se elas estivessem ali seria porque sua morena aceitaria seu pedido e a intenção da detetive é aproveitar cada canto da cabana com sua amada.
Quando Emma estava voltando para sua casa avistou Ariel entrando no Granny’s e sentiu toda a raiva de quando Regina havia lhe contado da ligação da tal mulher, ela tinha certeza que fora a garota, pois, foi a única com quem teve um envolvimento mais duradouro e por várias vezes fez com Ariel o que ela insinuou a Regina. Emma respirou fundo e decidiu tirar esses pensamentos de sua mente, afinal, hoje é um dia especial e a única coisa que irá estraga-lo será uma resposta negativa a seu pedido e isso ela tinha quase certeza que não iria acontecer.
Enquanto isso na fazenda Mills, Zelena desperta com dois lindos alhos azuis em sua cabeça, ela pronuncia em um sussurro “Elsa” e sorri para o teto imaginando quando irá encontrar sua loirinha novamente.
Após a sua higiene matinal a ruiva vai para a cozinha no intuito de tomar seu inseparável café e encontra sua mãe a mesa com a xícara de café na mão.
— Bom dia mamãe. – Diz a ruiva dando um beijo nos cabelos de Cora e sentando-se a sua frente se servindo do líquido escuro.
— Bom dia querida, já acordada? O que te derrubou da cama hoje? – Perguntou a senhora.
— É que dormi assim que cheguei ontem mãe, então o sono passou né? Onde esta a sis? – Perguntou a Ruiva vasculhando a cozinha.
— Sua irmã ainda está dormindo, mas conhecendo ela como conheço não demora muito ela estará aqui. – Disse Cora.
— Vou lá acordá-la. – Zelena saiu em direção ao quarto da irmã, ela precisava descobrir quem era essa bendita loira.
Ao entrar no quarto Zelena constata que Regina ainda está dormindo, ela deita-se ao lado da morena e enlaça a cintura da irmã com um dos braços, a morena desperta sentindo aquele abraço, porém, permanece de olhos fechados, sorri e fala dengosa:
— Emma...hummm, gostoso amor – Zelena morde os lábios para conter o sorriso. – Sentiu minha falta e veio me acordar é? Saiba que adorei. – disse a morena pegando a mão que estava na sua cintura e levando próximo aos seios a abraçando.
— Eu sei que sou irresistível sis, mas acho que agarrar sua própria irmã não é muito legal. — Disse Zelena.
—ZELENA! – Grita a morena arregalando os olhos e se afastando da irmã como se ela tivesse a pior doença do mundo.
Como resposta a Ruiva solta uma enorme gargalhada irritando ainda mais sua irmã.
— O que você faz aqui? – Pergunta a morena tentando entender o que a irmã estava fazendo em seu quarto a essa hora, já que ela só iria chegar pouco tempo antes do almoço.
— Ué sis, vim te acordar para o nosso almoço em família. – disse a ruiva enxugando as lágrimas que derramou de tanto sorrir.
— Que horas são? Não me diz que perdi a hora? A Emma vai me matar. – Disparou a falar e se mover com pressa pelo quarto, o que fez a ruiva revirar os olhos e segurá-la pelos ombros fazendo-a parar.
— Calma sis, você não atrasou tá, ainda são umas oito horas da manhã. – disse a ruiva acalmando a irmã.
— Oito da manhã e você já está aqui? O que aconteceu? – Perguntou Regina arqueando uma sobrancelha.
— Tenho um assunto a resolver e preciso da sua ajuda.
— Se eu te conheço bem, esse assunto que você tem te lavará a vários gemidos no final. – falou a morena sorrindo. — Agora me deixa sozinha que vou me arrumar para minha loira e depois nos conversamos. – Disse Regina empurrando a irmã para fora do quarto em meio a protestos da ruiva.
[...]
Emma entra no quarto do filho e abre um sorriso ao ver ele dormindo todo desajeitado na cama, era incrível como ele possuía suas manias mesmo não tendo seu sangue.
Sentou ao lado do filho e acariciando os cabelos do garoto começou a difícil tarefa de acordá-lo.
— Filho acorda, a mamãe precisa falar com você. – Tentou ela, mas não obteve nenhuma resposta. – Vamos filho acorda. – tentou mais uma vez, recebendo em troca a famosa frase “Ah mãe só mais dez minutos”. – Ela sorriu e apelou para o ponto fraco do garoto.
— Tudo bem, já que você não quer acordar terei que devolver o sorvete eu encomendei para a sobremesa. – prontamente o garoto abriu os olhos e a abraçou com um lindo sorriso nos lábios.
— Já acordei mãe, a senhora comprou mesmo sorvete? – perguntou Henry com um sorriso sapeca.
— comprei sim seu interesseiro. – disse bagunçando ainda mais os cabelos do filho.
— Então vamos mãe. – disse Henry se levantando todo animado.
— Calma filho, antes de levantar eu quero falar com você. – pediu ela segurando a mão do garoto e sentando-o a sua frente. – Eu queria saber... o que você acha da Regina? – Emma sabe que o filho adora a morena, mas não sabia como seria a reação dele em relação ao relacionamento das duas e por isso não sabia como começar essa conversa com ele.
— A Gina é muito legal mãe, ela gosta dos meus desenhos e de sorvete, e eu gosto muito dela também, porque? – pergunta Henry curioso.
— Então... lembra que temos um almoço hoje com a família dela né? – Pergunta a loira e o garoto apenas confirma com a cabeça. – Já que você gosta tanto da Regina... eu queria saber se você iria gostar se a Regina e eu ... fossemos namoradas? – sorriu nervosa esperando alguma reação do filho que a olhava fixamente como se tentasse entender suas palavras. Esse silencio estava matando a loira de angústia, ela iria realizar o pedido hoje sem sombra de dúvida, mas a aprovação do filho era muito importante para ela.
— LEGAL!! – Grita o garoto se jogando nos braços da mãe. – Ela vai ser da família como a tia Mary? – Perguntou sorrindo, o que fez o coração da loira acalmar.
— Vai amor, ela vai sim. – sorriu.
— Então... se ela namorar a senhora ela vai ser minha mãe também? – Ao ouvir a pergunta do filho seus olhos marejaram, já estava imaginando a reação da sua morena quando Henry a chamar de mãe.
— Você quer que ela seja sua mãe também? – Perguntou
— Siiiimmmm! – respondeu o garoto com os bracinhos levantados.
— Ok, mas você só pode falar sobre isso com ela depois que eu fizer o pedido tá, e vou precisar de sua ajuda para isso. – Disse a loira abraçando o filho.
[...]
A família Mills estava a caminho da residência dos Swan’s. Regina ao volante toda feliz por estar indo ao primeiro almoço com a família toda reunida, Cora ao seu lado segurando mais um presente que comprara para o neto e Zelena no banco de trás falando toda animada ao telefone.
Quando estavam próximas a residência da loira, Zelena finalmente desligou a chamada dando atenção a sua irmã que mandava a ruiva sair do telefone a alguns minutos.
— Por acaso o assunto do qual você precisa de minha ajuda tem a ver com essa ligação? – Perguntou a morena estacionando o carro na frente da residência da detetive.
— Não sis, a razão da minha conversa com você mora em Storybrooke, é uma linda loira de olhos claros que não sai de minha cabeça desde que a vi naquele fim de semana onde reencontrei o Henry. – Falou a ruiva com um sorriso bobo no rosto, fazendo com que a morena serrasse os olhos para a irmã.
Nesse momento estavam apenas as irmãs no carro, já que quando Regina o parou Cora saiu correndo para ver o neto.
— Zelena Mills, se você estiver de olho na minha Emma eu esqueço que somos irmãs e acabo com você. – Disse a morena séria.
— Certo que sua loira é muito gostosa Regina, mas não é a única linda e gostosa desse mundo. – Sorriu Zelena.
— Tá já entendi, não precisa ficar chamando ela assim. – revirou os olhos – mas então, quem é essa loira tão perfeita por quem você se encantou? E como eu posso te ajudar?
— Na verdade acho que quem vai ajudar mais é a Emma, afinal, ela é detetive e conhece todo mundo na cidade. O que sei dela é apenas o nome, se chama Elsa. – A ruiva pronunciou o nome da garota como se estivesse saboreando o mais doce dos nomes.
— O QUE?! – Gritou Regina assustando a ruiva – Você só pode estar brincando. – continuou a morena encarando a irmã.
— Credo sis, qual o problema? O que foi que falei de errado? Já disse que Emma só vai me ajudar a encontra-la, não precisa ficar com ciúmes. — Disse Zelena achando que a morena estava com ciúmes da loira.
— Zelena... esquece essa menina, se a Emma descobrir ela vai te matar. – disse Regina que foi interrompida por sua amada.
— Por que eu vou matar a cunhadinha amor? O que você aprontou dessa vez Zelena? – Pergunta Emma apoiando os braços na porta do motorista ao lado de Regina e olhando para a cunhada que estava no banco de trás.
Zelena ia falar o motivo da indagação de irmã e ainda iria aproveitar o momento para saber de Emma se ela conhecia a garota, já que a detetive mora na cidade a um bom tempo. A ruiva só não imaginava que Emma conhecia sua loirinha bem demais. Mas foi interrompida por Regina.
— Nada amor, só as bobagens da Zel, você sabe como ela é, vamos entrar, quero ver nosso filho. – Disse a morena praticamente arrastando a loira para dentro. Mas antes de entrar na casa olhou para irmã que vinha logo atrás delas e lançou um olhar mortal, o que deixou a ruiva mas deslocada ainda.
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